Acre
Grupo de Trabalho debate a elegibilidade do Acre ao padrão de excelência ambiental
Com colaboração de Ana Thaís Cordeiro
O governo do Acre, por meio do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC) coordenou a 3ª Reunião do Grupo de Trabalho Técnico (GTT) de Mensuração, Relato e Verificação (MRV) e Aninhamento de Projetos Especiais do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa). A oficina contou com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Earth Innovation Institute (EII).
A oficina, teve início na quinta e encerrou na noite desta sexta-feira, 1º de novembro, e contou com a participação de gestores e técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), Companhia de Desenvolvimento e Serviços Ambientais (CDSA) e da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), por meio da Unidade de Coordenação do Programa REM.

Ao longo de dois dias foi realizado um amplo debate acerca dos requisitos e o aninhamento [conformidade entre projetos jurisdicionais e privados] para a elegibilidade do Acre ao padrão de excelência ambiental, Art Trees, com foco na atualização do MRV e no planejamento para a submissão do documento de registro.
O diretor executivo técnico do IMC, Leonardo Ferreira, explica que a reunião faz parte de uma série de atividades que o instituto têm desenvolvido para alinhar os projetos do Sisa.

“Em parceria com o EII, PNUD e com outros parceiros, nos reunimos para discutir uma série de temas ligados ao MRV, ao alinhamento de projetos privados. Isso tudo vai culminar no futuro na nossa meta de obter crédito de carbono elegíveis e de alto padrão na COP 30. Nosso objetivo final é credenciar o Acre para acessar novos financiamentos climáticos”, destacou Ferreira.
A mediadora da oficina e assessora em mercado de carbono do Pnud, Roberta Cantinho, explica que o processo busca preparar o governo do Acre para o cumprimento das exigências internacionais e a integridade na contabilidade dos créditos de carbono provenientes das ações de Redução do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).

“Reunimos diferentes especialistas, assim como os membros do GTT-MRV, para entender quais são os principais desafios a serem superados. O próximo passo será reunirmos também pesquisadores e a academia para discutir técnico-cientificamente qual será a melhor opção para o Estado garantir essa integridade na contabilidade de créditos de REDD+”.
O presidente da CDSA, José Luiz Gondim, pontuou sobre a contribuição da equipe ao longo da oficina.
“Na reunião do GTT tivemos a presença de consultores, servidores, colaboradores de alto grau de tecnicidade para discutir um tema complexo e muito importante para o desenvolvimento do Estado do Acre. A CDSA é uma das entidades responsáveis pelas negociações internacionais, bem como a geração dos planos, projetos e programas estatais que visam o desenvolvimento econômico baseado em soluções naturais”, ressaltou Gondim.

O advogado especialista em mudanças climáticas e ativos ambientais, Ludovino Lopes, ressaltou o pioneirismo do Acre nas políticas públicas ambientais e na busca do padrão de excelência na geração de créditos de carbono de alta integridade.

“Na reunião do GTT, tratamos de um tema fundamental para a agenda climática e, sobretudo, as questões relacionadas às reduções de emissões de carbono, e à conservação de florestas. O Estado do Acre sempre foi um pioneiro, e continua sendo pioneiro neste tema, trazendo essa discussão de forma alargada com outros atores do ponto de vista nacional e até com participação internacional” explicou o advogado”.
Fonte: Governo AC
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Acre
Defesa Civil interdita rua Marechal Rondon após erosão provocada pela cheia do Rio Acre em Brasileia
Na noite desta quinta-feira, 15, a Defesa Civil Municipal e a Prefeitura de Brasiléia emitiram um comunicado conjunto e realizam a interdição da rua Marechal Rondon, antiga Rua da Goiaba, após serem identificados sinais avançados de erosão no local.
De acordo com a Defesa Civil, o desbarrancamento foi causado pela força da água do rio, que permanece acima da cota de alerta.
No início da noite, o nível do Rio Acre em Brasileia estabilizou em 10,07 metros, ultrapassando a cota de alerta, que é de 9,80 metros, e se aproximando da cota de transbordamento.
O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, e o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Sandro, estiveram pessoalmente no local para acompanhar a situação e definir as medidas emergenciais.
Segundo o prefeito, a interdição foi necessária para garantir a segurança da população. “Estamos aqui na rua Marechal Rondon, e presenciamos mais cedo que, devido à enchente do Rio Acre, o solo está desbarrancando. Diante desse cenário, tomamos a decisão de interditar o trecho para evitar riscos maiores”, afirmou.
O gestor municipal reforçou o pedido para que motoristas evitem utilizar a via, que é uma das principais rotas de acesso à ponte e a rotatória. “Desde já agradecemos à população de Brasileia que utiliza essa via. Sabemos que é um caminho mais prático para chegar à ponte e acessar a rotatória mas pedimos que evitem o uso, pois pode causar um acidente, um transtorno e até algo fatal”, alertou o prefeito.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro, destacou que a interdição faz parte de um conjunto de medidas preventivas e que a prefeitura já iniciou ações paliativas no local. “Neste momento, a Defesa Civil está fazendo os devidos paliativos, com sinalização e interdição da avenida, para que a prefeitura possa executar os reparos necessários com segurança”, explicou ele.
A Prefeitura de Brasileia e a Defesa Civil seguem monitorando o nível do Rio Acre de forma contínua e informam que novas medidas poderão ser adotadas caso o volume de água volte a subir. A orientação é para que a população acompanhe os comunicados oficiais e evite áreas de risco durante o período de cheia.
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Acre
Empresário acreano morre ao salvar filhas de afogamento em praia de Fortaleza
Empresário acreano e ex-coordenador da AMAC conseguiu resgatar as crianças, mas foi arrastado pela correnteza e não resistiu
O empresário e ex-coordenador da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Marcio Neri, morreu nesta quinta-feira (15) após entrar no mar para salvar as duas filhas que estavam sendo arrastadas por uma forte correnteza em uma praia de Fortaleza, no Ceará.
De acordo com informações apuradas, Neri conseguiu, com grande esforço, levar as crianças em segurança até a areia. No entanto, exausto após o resgate, acabou sendo puxado novamente pelas ondas e desapareceu diante da família.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e iniciou as buscas. O corpo do empresário foi localizado já sem sinais vitais. Socorristas ainda tentaram reanimá-lo por vários minutos com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, mas não houve sucesso. A morte foi constatada ainda no local, em meio à comoção de banhistas e familiares.
Natural do Acre, Marcio Neri era uma figura conhecida no estado, especialmente por sua atuação na AMAC, onde exerceu por anos a função de coordenador, participando da articulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos municípios acreanos.









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