Brasil
Governo realiza três leilões eletrônicos de veículos e máquinas em março
Por Aniely Cordeiro e María Lídia de Souza
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead), realiza no mês de março três leilões eletrônicos de bens móveis considerados inservíveis. A iniciativa contempla tanto veículos da Polícia Militar do Acre (PMAC) quanto máquinas e veículos do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre).
O cronograma terá início no dia 6 de março, às 8h, com o Leilão nº 01/2026, composto por 21 lotes de máquinas do Deracre, com encerramento previsto para o dia 13. Em seguida, o Leilão nº 03/2026, da PMAC, disponibilizará 40 lotes de veículos a partir do dia 20 de março, com encerramento no dia 27. Já o Leilão nº 02/2026, também do Deracre, ofertará nove lotes de veículos, com abertura no dia 25 de março e encerramento previsto para 1º de abril.
Todo o processo será realizado de forma digital, por meio do Sistema Eletrônico de Leilões do Acre (SEL/AC). A plataforma conta com mecanismo de prorrogação automática de tempo nos minutos finais de cada lote, sempre que houver novos lances, garantindo maior competitividade e transparência ao certame.
Avaliação técnica segue critérios objetivos
De acordo com a chefe da Divisão de Manutenções Veiculares da PMAC, 2º tenente Dineide Ribeiro, os leilões seguem planejamento estratégico consolidado na gestão de frota estadual.
“A política estabelece critérios técnicos para aquisição e desfazimento de veículos, que podem ocorrer por compra, doação, locação ou adjudicação, sempre mediante justificativa formal e homologação do órgão central de gestão patrimonial”, destacou.
O controle é realizado por sistemas oficiais de gestão de recursos públicos, com indicadores de desempenho e relatórios periódicos, permitindo decisões mais precisas sobre substituição e renovação da frota utilizada pelas forças de segurança.

Entre os critérios analisados estão o estado de conservação mecânica e estrutural, a depreciação contábil, o valor de mercado atualizado e o histórico de uso e manutenção. Com base nessas informações, os bens são classificados como servíveis, recuperáveis, antieconômicos ou irrecuperáveis, sendo obrigatória a emissão de Termo de Vistoria para formalização do processo.
Redução de custos e modernização da gestão
Segundo a PMAC, parte dos veículos já não atendia às demandas operacionais da corporação. A realização dos leilões, em parceria com a Sead, contribui para a liberação de espaço físico e viabiliza a renovação da frota.
No caso do Deracre, a classificação das máquinas e veículos como inservíveis considerou fatores como tempo de uso, desgaste estrutural e obsolescência tecnológica. De acordo com o responsável pelo Núcleo de Patrimônio e Almoxarifado do órgão, Wandeson de Souza, a medida impacta diretamente na eficiência administrativa.
“O desfazimento dos bens inservíveis reduz significativamente os custos recorrentes com manutenção corretiva, preventiva e armazenamento. Além de liberar espaço físico nos pátios e almoxarifados do órgão, contribui para uma gestão mais eficiente e econômica do patrimônio público”, ressaltou.
Para os órgãos envolvidos, a iniciativa transforma bens sem utilidade operacional em recursos que podem ser reinvestidos na melhoria dos serviços públicos.
Arrecadação e destinação dos recursos
A soma dos lances iniciais dos lotes vinculados à PMAC totaliza R$ 225.170,60, enquanto os lotes do Deracre possuem valor inicialmente estimado em R$ 256.101,30, perfazendo montante mínimo global de R$ 481.271,90. O valor final poderá ser ampliado conforme a disputa entre os participantes.

Nos termos da Lei nº 4.510/2024, os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo de Gestão Patrimonial do Estado do Acre, com aplicação exclusiva em ações de modernização administrativa, aperfeiçoamento da gestão patrimonial, aquisição e renovação de bens permanentes — inclusive veículos —, reestruturação física dos setores responsáveis e capacitação de servidores públicos.
Condições dos bens

Os leilões também contemplam lotes classificados como sucata, destinados a empresas devidamente habilitadas para atuar no segmento de desmonte e reaproveitamento. Nesses casos, embora não sejam passíveis de recuperação para uso regular, peças e componentes podem ser reciclados ou reutilizados, agregando valor econômico ao material alienado.
Com a iniciativa, o governo do Estado reforça o compromisso com a gestão responsável do patrimônio público, promovendo economicidade, transparência e eficiência na administração dos bens estaduais.
The post Governo realiza três leilões eletrônicos de veículos e máquinas em março appeared first on Noticias do Acre.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
Comentários
Brasil
Sem cursinho e com mãe em tratamento de saúde, estudante passa em medicina na Ufac: ‘Esforços deram resultado’
Gabriel Braga, de 18 anos, concluiu o ensino médio no Ifac em 2025 e se preparou com rotina de até 8 horas de estudo. Ele passou em 2º lugar nas cotas para alunos de escola pública

Gabriel Braga, de 18 anos, passou em 2º lugar entre os candidatos do sistema de cotas para escolas públicas no vestibular de medicina da Ufac. Foto: Arquivo pessoal
Por Jhenyfer de Souza
Foi estudando sozinho, sem cursinho preparatório e em meio a um tratamento de saúde da mãe que o estudante Gabriel Braga, de 18 anos, conquistou o 2º lugar entre os candidatos do sistema de cotas para escolas públicas no vestibular de medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac). A lista dos aprovados foi divulgada na última segunda-feira (9).
Gabriel concluiu o ensino médio em 2025 no Instituto Federal do Acre (Ifac), onde estudou por três anos. A instituição, inclusive, comemorou a aprovação do aluno nas redes sociais, ele contou que durante a preparação para o vestibular conciliou os estudos da escola com uma rotina diária de revisão em casa.
“Eu estudava sozinho em casa, usando PDFs, provas e questões que encontrava na internet. Nos dias de semana, eu estudava de três a quatro horas em casa, após as aulas do Ifac”, contou.
Porém, nos fins de semana, a carga de estudo aumentava, chegando a sete ou oito horas por dia. “Buscava sempre fracionar essas sessões em blocos menores, para tornar mais suportável e manter o foco por mais tempo”, explicou.
Gabriel conta ainda que optou por não fazer cursinho preparatório por conta da dificuldade de conciliar a rotina de aulas presenciais com o restante das atividades.
Durante o período de preparação, o estudante também enfrentou dificuldades pessoais. A mãe dele, Gláucia Jéssica Barbosa Braga, de 40 anos, iniciou um tratamento de saúde em março de 2025, o que afetou o psicológico do vestibulando e a rotina de estudos nos primeiros meses.
“Foi muito difícil, principalmente nos primeiros dias. Perdi muita qualidade de estudo, diminui as horas, o foco. Com o tempo, fui retomando o ritmo de antes”, relatou.

Gláucia Jéssica Barbosa, de 40 anos, mãe de Gustavo Braga, iniciou um tratamento de saúde em março de 2025. Foto: Arquivo pessoal/Cedida
Aprovação
A notícia da aprovação chegou de forma inesperada. O estudante estava na academia quando recebeu mensagens da família.
“Parei para checar o celular e tinham várias mensagens da minha família dizendo para eu voltar, que precisávamos comemorar. Foi bem estranho, já que estava no meio da academia e não esperava ver uma lista naquele dia”, lembrou.
Para o estudante, a aprovação pelo sistema de cotas para escolas públicas representa a confirmação de que o esforço valeu a pena.
“Significa que meus esforços deram resultado […] para mim, depois que tive convicção de fazer medicina, foi muito mais fácil direcionar”, afirmou.

Gabriel Braga, de 18 anos, se formou em 2025 e passou em 2º lugar no vestibular de medicina da Ufac. Foto: Cedida
Comentários
Brasil
Invasão à MacapáPrev: roubo de PCs e processos levanta suspeita de “queima de arquivo”

A sede da Macapá Previdência, a MacapáPrev, foi invadida durante a madrugada de sábado (14/3). A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o roubo de computadores, processos e imagens das câmeras de segurança, sob suspeita de “queima de arquivo”.
Segundo o boletim de ocorrência, ao qual o Metrópoles teve acesso, o roubo foi constatado na tarde de sábado antes da Macapá Prev iniciar o atendimento dos servidores municipais para a concessão do benefício. Foi realizada a perícia no local e as investigações estão sob sigilo.
A ocorrência se dá semanas depois da troca de gestão no órgão municipal em decorrência do afastamento judicial e posterior renúncia do prefeito Dr. Furlan (PSD). O seu vice, Mario Neto (Podemos), também foi afastado e a prefeitura passou a ser liderada pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Dalua (União Brasil), que é da oposição.
O comando da MacapáPrev também foi trocado com a mudança na gestão municipal. Janayna Gomes da Silva Ramos, presidente do órgão durante a gestão Furlan deixou o cargo em março após pedir exoneração um dia depois da renúncia do então prefeito.
Investigações preliminares apontam que não houve arrombamento externo e que foram cortadas todas as formas de comunicação dos sistemas durante o roubo.
Segundo apurou a reportagem, foram levados os notebooks do ex-diretor Financeiro, Fabiano Gemaque Valente de Andrade, e da ex-chefe de gabinete da Presidência, Karyna Santos Ramos. Ambos também pediram exoneração depois da saída de Furlan da prefeitura.
Como mostrado pelo colunista do Metrópoles, Paulo Cappeli, o Ministério da Previdência Social questionou ao Tribunal de Contas do Estado a incidência de um rombo de R$ 221 milhões na MacapáPrev. Em dois anos, a MacapáPrev teve seu caixa reduzido de R$ 176,8 milhões para R$ 39 milhões. Atualmente, o caixa seria de pouco mais de R$ 31 milhões.
Fontes da Secretaria de Segurança Pública do Amapá, ouvidas sob sigilo, disseram que a principal linha de investigação é a destruição de provas sobre ilícitos cometidos na gestão previdenciária do município. Chamou a atenção dos investigadores o fato do alvo central da ação serem os computadores do setor financeiro.
Na última quinta-feira (12/03), a Câmara Municipal de Macapá aprovou a instauração de uma comissão processante para investigar o vice-prefeito e a gestão da MacapáPrev.
Operação Paroxismo
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do prefeito e do vice-prefeito do município no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um fraude na licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.
A Corte também autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). A Corte ainda determinou o afastamento de outros servidores públicos por 60 dias.
No dia seguinte ao afastamento, Furlan renunciou ao cargo para disputar o governo do Amapá nas eleições deste ano. Segundo a última pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 10 de fevereiro, Dr. Furlan desponta em primeiro com 66% nas intenções de voto para o governo do Amapá, contra 29% do atual governador, Clécio Luís (União Brasil).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
Comentários
Brasil
Motta e Alcolumbre silenciam sobre futuro do caso Master no Congresso

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), têm evitado, até mesmo entre aliados nos bastidores, informar se darão avanço a eventuais pedidos de comissões parlamentares de inquérito para investigar fraudes no Banco Master.
A pressão de governistas e da oposição aumenta após se tornarem públicas possíveis relações do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição, com políticos e até ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou, na quinta-feira (12/3), requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. Para o pedido ser protocolado no Senado, são necessárias 27 assinaturas. Outra solicitação apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) propõe a abertura de uma CPI para apurar a relação dos magistrados do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Vorcaro.
Na Câmara, os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Heloísa Helena (Rede-RJ) estão entre os parlamentares que defenderam a instalação de um colegiado para investigar o caso.
Há ainda pedidos de criação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), formada por deputados e senadores. O requerimento com mais assinaturas foi apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Nesse caso, não há necessidade de autorização dos chefes das Casas, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que também preside o Congresso, precisa ler o pedido em plenário, em sessão conjunta, para oficializar a criação da comissão. O senador tem evitado fazê-lo.
Possível delação
Nos bastidores do Congresso, parlamentares do Centrão têm evitado até mesmo discutir a criação de CPI ou CPMI sobre o Banco Master. O receio, segundo relatos feitos reservadamente, é de que uma eventual delação de Vorcaro amplie o alcance das investigações e exponha interlocuções mantidas pelo banqueiro com integrantes do meio político.
A cautela aumentou após a divulgação de trechos de mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Reportagens do Metrópolesmostram conversas de WhatsApp nas quais o empresário menciona encontros que envolveriam o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além de referência a uma reunião com Alexandre de Moraes.
O clima de apreensão ganhou ainda mais força depois que o Supremo formou maioria para manter a prisão do banqueiro. A decisão também ampliou a pressão sobre líderes do Congresso pela instalação de uma comissão para investigar o caso.
Sem STF
Na quinta-feira (12/3), o ministro Cristiano Zanin, do STF, negou mandado de segurança que pedia à Câmara a instalação de CPI para investigar a relação do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB).
Zanin afirmou que, para conceder um mandado de segurança, é necessário apresentar prova clara da omissão apontada e que não há documentos que comprovem que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenha se recusado ilegalmente a instalar a comissão.
O ministro ressaltou que o requerimento para a criação da CPI foi apresentado em 2 de fevereiro e que o intervalo de pouco mais de um mês não é suficiente para caracterizar omissão de Motta.
Imbróglio no Congresso
- Motta e Alcolumbre evitam indicar se darão andamento à CPI ou CPMI sobre o Banco Master;
- Senadores apresentam pedidos de CPI para investigar fraudes e a relação de Vorcaro com ministros do STF;
- No Centrão, parlamentares evitam discutir o tema por receio de eventual delação do banqueiro;
- Caso também entrou na CPMI do INSS e na CAE do Senado.
Duelo de comissões
A investigação sobre o Banco Master também passou a aparecer na CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou à imprensa, na quinta-feira (12/3), que recebeu o restante dos arquivos da quebra de sigilo de Vorcaro. O material foi disponibilizado aos parlamentares em uma sala-cofre, sem acesso a celulares ou outros dispositivos eletrônicos.
A CPMI do INSS tem prazo de funcionamento até 28 de março. Integrantes da comissão articulam uma prorrogação curta, de no máximo um mês, para analisar o conteúdo obtido a partir dos dados telemáticos de Vorcaro e de outros documentos reunidos nas investigações. Mesmo assim, parlamentares afirmam que Alcolumbre tem ignorado os pedidos para levar adiante a extensão dos trabalhos.
Diante da resistência política, Viana também afirma que recorrerá ao STF com um mandado de segurança para tentar a prorrogação da CPMI.
Parte da oposição, contudo, demonstra ceticismo em relação a essas duas frentes. Interlocutores afirmam que há pouca expectativa de que Alcolumbre leve adiante a prorrogação da CPMI ou que o STF obrigue o Congresso a estender as atividades. O objetivo de oposicionistas é assumir protagonismo em uma eventual CPI ou CPMI específica sobre o Banco Master, mas parlamentares admitem reservadamente que poucos querem assumir a linha de frente da investigação.
Sem a instalação de uma comissão própria para tratar do caso, o tema passou a gerar um duelo de narrativas em diferentes colegiados do Congresso. Além da CPMI do INSS, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, presidida por Renan Calheiros (MDB-AL), também entrou no debate e discute possíveis desdobramentos do caso Master no sistema financeiro.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

Você precisa fazer login para comentar.