Conecte-se conosco

Acre

Governo pode declarar situação de calamidade por causa da seca do Rio Acre

Publicado

em

Imagem aérea mostra a realidade do Rio Acre em Assis Brasil - Foto: Alexandre Lima

Imagem aérea mostra a realidade do Rio Acre em Assis Brasil – Foto: Alexandre Lima

Por Altino Machado

Nível do Rio Acre, em Rio Branco, às 6h desta quinta-feira era de 1,65m, de acordo com medição da Defesa Civil. As autoridades do governo do Acre e de prefeituras lidam com o prognóstico de que a seca poderá superar a marca histórica de 1,51m, registrada  no verão amazônico em 11 de setembro de 2011.

Por causa da intenta estiagem, há 15 dias o governador Tião Viana decretou situação de emergência nos municípios de Rio Branco, Xapuri, Epitaciolândia, Brasileia, Assis Brasil, Porto Acre, Bujari, Plácido de Castro (Vila Campinas) e Acrelândia.

De acordo com as previsões meteorológicas, a situação de escassez de chuvas vai perdurar nos próximos 90 dias. Existe risco de colapso no sistema de abastecimento de água nos municípios das regionais do Alto e Baixo Acre

O diretor presidente do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento, Edvaldo Magalhães, disse que o abastecimento de água de Rio Branco já foi reduzido em 20% por causa da estiagem que dificulta a captação no Rio Acre, que é a única fonte da capital acreana.

O decreto do governador que declara situação de emergência ainda não foi reconhecido pela Defesa Civil Nacional. Em estágio de análise, pode ser reconhecido a qualquer momento.

O decreto tem relação com a seca do Rio Acre e os problemas decorrentes para o abastecimento das cidades ao longo de sua calha.

O governador Tião Viana já cogita assinar decreto declarando situação de calamidade na região ante a possibilidade de incêndios e implicações da seca sobre a produção rural do Estado.

— Temos uma sala de situação funcionando em tempo integral. Aguardamos ansiosos o governo federal reconhecer a situação de emergência. A baixa do rio passou de um centímetro ao dia para quatro centímetros ao dia. Com nível baixo como esse, nunca registrado antes no mesmo período, o aumento dos pontos de calor pela seca e a ameaça real ao abastecimento, estamos, sim, com a Defesa Civil, avaliando sobre a adoção de medidas mais amplas. O pico da seca será por volta do dia 11 de setembro – disse Viana.

Nível do Rio Acre em Rio Branco em 21 de julho nos últimos 12 anos

2016: 1,65m
2015: 3,12m
2014: 2,94m
2013: 2,49m
2012: 2,47m
2011: 2,10m
2010: 2,65m
2009: 3,45m
2008: 2,18m
2007: 2,68m
2006: 2,30m
2005: 2,18m

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Acre

Rios do Acre seguem acima da média histórica e mantêm autoridades em alerta no fim de janeiro

Publicado

em

Boletim da Sema aponta níveis elevados nas principais bacias do estado, reflexo das chuvas intensas registradas desde o início do ano.

Os níveis dos principais rios do Acre permanecem elevados neste fim de janeiro, como reflexo direto do grande volume de chuvas registrado em todo o estado desde o início do ano. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), mostram que, apesar de oscilações pontuais, a maioria dos mananciais ainda opera acima da média histórica para o período, mantendo as autoridades em estado de atenção.

O cenário mais emblemático é o do Rio Acre, em Rio Branco, que registrou 12,85 metros na medição do dia 26. Embora apresente redução em relação ao dia anterior, o nível segue bem acima da média histórica de 9,96 metros para janeiro. A marca mantém o rio próximo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros, o que reforça a necessidade de monitoramento constante.

Em outros pontos da bacia do Rio Acre, a situação é semelhante. Em Xapuri, o nível permaneceu estável em 8,01 metros. Já em Brasiléia e Assis Brasil, houve redução, mas os volumes ainda são considerados elevados, compatíveis com um mês de chuvas acima da média. O boletim destaca que, mesmo com variações diárias, os rios seguem influenciados por um janeiro atipicamente chuvoso.

Na região do Purus, o Rio Iaco, em Sena Madureira, marcou 13,05 metros, também acima do comportamento médio esperado para o período. O Rio Purus, em Manoel Urbano, apresentou elevação e atingiu 11,34 metros, indicando que os efeitos das chuvas continuam se propagando pelas bacias hidrográficas do estado.

No Vale do Juruá, o Rio Juruá alcançou 11,89 metros em Cruzeiro do Sul, permanecendo acima da média histórica e muito próximo da cota de alerta. Mesmo em municípios onde houve recuo do nível, como Porto Walter, os registros seguem elevados para o padrão climatológico de janeiro, mantendo o cenário de atenção em todo o Acre.

Comentários

Continue lendo

Acre

Indígena Puyanawa fica ferido após disparo acidental durante caçada no interior do Acre

Publicado

em

Espingarda teria caído e disparado acidentalmente na Terra Indígena, em Mâncio Lima; vítima sofreu fratura e foi levada ao Hospital do Juruá.

Um indígena da etnia Puyanawa ficou ferido após sofrer um disparo acidental de arma de fogo na manhã desta segunda-feira (26), enquanto participava de uma caçada na Terra Indígena localizada no município de Mâncio Lima, no interior do Acre.

De acordo com familiares, a espingarda utilizada na atividade estava escorada em um pedaço de madeira quando caiu ao chão e disparou, atingindo a perna da vítima. O homem sofreu uma fratura em decorrência do ferimento.

Após o acidente, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, onde recebeu atendimento médico. “Eles foram caçar, ele escorou a espingarda em um pau. A espingarda caiu e disparou, atingindo a perna dele”, relatou uma parente do indígena.

O estado de saúde da vítima não foi detalhado até o momento.

Comentários

Continue lendo

Acre

Boletim indica precipitações intensas e continuidade das chuvas até fevereiro

Publicado

em

O Acre enfrenta um dos meses de janeiro mais chuvosos dos últimos anos, com acumulados expressivos registrados em todas as regiões do estado. Dados do Boletim do Tempo nº 14, divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) nesta segunda-feira (26), mostram que, entre 1º e 26 de janeiro de 2026, vários municípios ultrapassaram com folga as médias climatológicas esperadas para todo o mês.

Segundo o levantamento, Brasiléia lidera o ranking de chuva acumulada, com 670,8 milímetros, seguida por Rio Branco, que já soma 542,4 mm. Também se destacam os volumes registrados em Manoel Urbano (418,8 mm), Jordão (344,8 mm), Assis Brasil (308,4 mm), Xapuri (300,4 mm) e Porto Acre (299,4 mm). Em praticamente todos esses municípios, os índices superam as médias históricas para o período, reforçando o cenário de chuvas acima do normal em 2026.

Além dos dados por município, estações e comunidades rurais também registraram acumulados elevados. Locais como Colônia Dolores (388,2 mm), Seringal Guarany (343,6 mm) e Seringal São José (308,8 mm) figuram entre os pontos com maior volume de precipitação no início do ano, evidenciando que as chuvas têm sido bem distribuídas tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Previsão semanal mantém cenário de muita chuva

A tendência, segundo a Sema, é de continuidade das chuvas nos próximos dias. A previsão semanal, válida para o período de 26 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, indica volumes entre 50 mm e 150 mm em grande parte do estado. O prognóstico do modelo NCEP/GFS aponta ainda anomalia positiva de precipitação, ou seja, chuvas acima do esperado para esta época do ano em boa parte do território acreano.

Esse cenário reforça o estado de atenção das autoridades, especialmente em regiões cortadas por grandes rios, já que o excesso de chuva contribui para a elevação gradual dos níveis fluviais. Por outro lado, o volume elevado de precipitação ajuda a reduzir riscos ambientais associados à estiagem, como queimadas e incêndios florestais.

A Sema destaca que o monitoramento hidrometeorológico segue contínuo e que novos boletins serão divulgados para acompanhar a evolução das chuvas e seus impactos. A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais, especialmente em áreas historicamente suscetíveis a alagamentos e cheias.

Comentários

Continue lendo