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Governo mobiliza secretarias para apoio a famílias atingidas pela cheia dos rios

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Pela primeira vez desde o início do monitoramento hidrológico, o Rio Acre transbordou ainda no mês de dezembro, configurando uma cheia histórica no estado. Diante do cenário atípico, o governo do Acre intensificou, neste domingo, 28, as ações do Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil, com foco no monitoramento dos rios, retirada preventiva de famílias e apoio humanitário às populações atingidas.

Defesa Civil Estadual monitora constantemente o nível dos rios no Acre. Foto: Jean Lopes/Secom

Na capital, Rio Branco, na última medição das 12h deste domingo, o Rio Acre chegou a marca de 15,04m. O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, aproveitou para visitar pontos de alagação e acompanhou o funcionamento de abrigos públicos, incluindo uma unidade administrada pelo Estado na Escola Estadual Leôncio de Carvalho, destinada exclusivamente ao acolhimento de indígenas do contexto urbano. Atualmente, quatro escolas estão sendo utilizadas como abrigo na capital.

Famílias indígenas do povo Huni Kuin estão no abrigo administrado pela Sepi. Foto: Jean Lopes/Secom

Ao todo, 47 indígenas residentes em seis bairros da capital, especialmente na região do Bairro da Base, às margens do Rio Acre, foram retirados preventivamente e acolhidos no abrigo administrado pela Secretaria de Estado de Povos Indígenas (SEPI), onde recebem acompanhamento social e apoio humanitário.

Segundo o coronel Carlos Batista, o nível do Rio Acre ultrapassou a cota de transbordamento de forma incomum para o período. “Historicamente as grandes cheias costumam ocorrer entre fevereiro e março. O fenômeno é atribuído ao volume intenso de chuvas registrado nos últimos dias em todo o estado e também nas áreas de cabeceira do rio”, afirmou.

Coordenador da Defesa Civil Estadual, Carlos Batista, destacou a ação do Estado para mitigar os danos causados pela cheia. Foto: Jean Lopes/Secom

Até a manhã deste domingo, mais de 50 famílias haviam sido retiradas de áreas alagadas em Rio Branco, principalmente de regiões afetadas pelas enxurradas dos igarapés Dias Martins, Batista e São Francisco. Atualmente, 34 famílias, totalizando 115 pessoas, estão acolhidas em abrigos municipais.

A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou que o Estado vem se preparando de forma antecipada para enfrentar eventos climáticos extremos e garantir suporte às comunidades indígenas afetadas pela enchente.

Indígena André Domingos, agradeceu o apoio do governo do Acre. Foto: Jean Lopes/Secom

“Nós estamos tranquilos aqui, recebendo alimentação, água e apoio. O governo está dando esse suporte para nós, e isso deixa nossas famílias mais seguras enquanto o rio não baixa”, relatou.

Além da atuação do poder público, a cheia também mobilizou ações solidárias da sociedade civil. No bairro Hélio Melo, famílias atingidas pela elevação dos igarapés receberam apoio de voluntários da igreja Comunidade Batista Vida (CB Vida).

Equipe de voluntários da igreja CB Vida prestando apoio aos atingidas. Foto: Jean Lopes/Secom

O voluntário Miqueias Gonçalves explicou que a igreja atua diretamente no auxílio às famílias afetadas, levando itens essenciais e apoio emocional neste momento difícil.

“A nossa igreja CB Vida sempre foi pautada para ajudar quem precisa. Diante da situação do bairro Hélio Melo, causada pela força da natureza, estamos aqui levando um pouco de dignidade, com materiais de limpeza, água e palavras de conforto para as pessoas que estão passando por esse momento de transtorno e tristeza”, destacou.

Voluntário Miqueias Gonçalves ressaltou o trabalho desenvolvida pela igreja. Foto: Jean Lopes/Secom

Cidades do Acre

No interior do estado, a situação segue em alerta. Em Tarauacá, o Rio Tarauacá ultrapassou a cota de transbordamento, resultando na retirada de famílias ribeirinhas. Em outra região, o Rio Purus transbordou em Santa Rosa do Purus, atingindo cerca de 60 famílias. Em Plácido de Castro, a elevação de igarapés também provocou alagamentos e a retirada de moradores de áreas de risco.

As ações do Estado ocorrem de forma integrada entre Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros Militar, secretarias estaduais e órgãos parceiros, com foco no monitoramento hidrológico contínuo, ações preventivas e resposta humanitária.

Corpo de Bombeiros auxilia na retirada das famílias. Foto: Jean Lopes/Secom

Os dados de chuvas reforçam a gravidade do cenário. Em Rio Branco, o acumulado de dezembro já soma 483 milímetros, quase o dobro da média esperada para o mês. Em Brasileia, o volume chegou a 436,8 milímetros, 82% acima da média histórica.

A Defesa Civil orienta que a população evite áreas alagadas, siga as recomendações das equipes de campo e busque informações apenas pelos canais oficiais. Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193 e a Polícia Militar pelo 190.

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Polícia Civil inicia primeira fase da Operação Mobile 2026 com intimação de mais de 400 pessoas no Acre

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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI), dará início à primeira fase da “Operação Mobile 2026”, que consiste na intimação de mais de 400 pessoas que estão em posse de aparelhos celulares com registro de roubo ou furto.

Nesta etapa inicial, o foco da operação é identificar os usuários desses aparelhos e formalizar as intimações para que, em seguida, os celulares possam ser recolhidos e posteriormente restituídos às verdadeiras vítimas.

As intimações estão sendo realizadas por meio de mensagens via WhatsApp, utilizando dois contatos oficiais da Polícia Civil: (68) 99918-0000 e (68) 99938-2060. A PCAC reforça que apenas esses números estão sendo utilizados para o envio das mensagens e orienta que a população fique atenta a esses contatos.

O delegado e diretor do DPCI, Roberth Alencar, alerta que quem receber a mensagem pode ficar tranquilo. “Se a pessoa foi intimada por esses contatos, não é trote. É importante comparecer à Polícia Civil para que possamos dar andamento ao procedimento e devolver o aparelho ao verdadeiro dono”, destacou.

A Operação Mobile é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC), e integra o conjunto de ações do grupo de trabalho responsável pela criação do Protocolo Nacional de Recuperação de Celulares.

A Polícia Civil reforça que as pessoas que receberem mensagens exclusivamente dos números (68) 99918-0000 e (68) 99938-2060 devem atender à intimação e comparecer conforme as orientações recebidas.

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Genro e sogro são presos após ataque com terçado no bairro Cruzeirão, em Cruzeiro do Sul

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Discussão em residência terminou em agressões; idoso ficou ferido e precisou de atendimento médico

Foto ilustrativa/internet

A Polícia Militar prendeu em flagrante, na noite deste domingo (8), em Cruzeiro do Sul, Altevir, de 41 anos, e José Maria, de 66 anos, genro e sogro, suspeitos de envolvimento em uma ocorrência de lesão corporal com uso de terçado, no bairro Cruzeirão.

Segundo relato de Altevir à polícia, ele estava em sua residência ingerindo bebida alcoólica e ouvindo som quando o padrasto de sua esposa, José Maria, chegou ao local com a intenção de beber junto. O genro afirmou que recusou a presença do idoso na casa, alegando que, anos atrás, já havia sido ferido por ele com uma facada, fato que quase lhe causou a morte.

Diante da negativa, José Maria teria se exaltado, pegado um terçado e chamado Altevir para a via pública. Ainda conforme o relato, o idoso teria ameaçado o genro dizendo: “Agora eu vou te matar”, avançando em sua direção e atingindo seu ombro com o golpe.

Após conseguir se esquivar de novos ataques, Altevir reagiu e desferiu chutes na região da cabeça do sogro, que caiu desacordado. No momento da chegada da guarnição, José Maria estava dentro de uma residência, visivelmente embriagado, apresentando sangramento intenso pelo nariz, fala arrastada e dificuldade de comunicação.

A Polícia Militar deu voz de prisão aos dois envolvidos. O idoso precisou ser encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu atendimento médico. O caso foi encaminhado às autoridades competentes para as providências legais.

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Polícia Civil identifica autor de homicídio no bairro Belo Jardim e confirma ligação com outros crimes

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Suspeito conhecido como “De Menor” foi preso preventivamente; arma apreendida foi usada no assassinato de Genilson Bonfim Mendonça Júnior

Elenildo de Oliveira Dantas, o “De menor, de altíssima periculosidade.

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu que Elenildo de Oliveira Dantas, conhecido como “De Menor”, de 19 anos, foi o autor do homicídio que vitimou Genilson Bonfim Mendonça Júnior, de 23 anos, no bairro Belo Jardim, em Rio Branco. O suspeito foi preso na semana passada no bairro Papouco, em cumprimento a mandado de prisão preventiva.

O crime ocorreu em uma área considerada de alto risco da capital acreana, marcada por disputas territoriais ligadas ao tráfico de drogas. Sete dias após o homicídio, Elenildo voltou a agir na mesma região, praticando um assalto. Durante a fuga, houve perseguição policial e troca de tiros com a Polícia Militar. O suspeito foi atingido no ombro por um disparo de fuzil. Um adolescente de 16 anos, que o acompanhava na motocicleta, também foi baleado e morreu após cair do veículo e sofrer traumatismo craniano.

Genilson Bonfim Mendonça Júnior foi a última vítima atribuída ao suspeito. O homicídio aconteceu no início da noite de 10 de agosto do ano passado. Segundo as investigações, Genilson, que trabalhava como pintor, saiu de casa para comprar cigarros em um estabelecimento localizado na Rua 15 de Novembro, no bairro Belo Jardim. Enquanto aguardava atendimento, sentado sobre a bicicleta, um carro preto se aproximou e um dos ocupantes efetuou os disparos.

A vítima foi atingida nas costas e no lado esquerdo do peito. Mesmo ferida, ainda tentou fugir em direção a um beco próximo, mas caiu e morreu no local.

Genilson Bonfim Júnior sua última vítima.

De acordo com a DHPP, testemunhas já apontavam Elenildo como autor do crime. A confirmação veio após exame de balística, que constatou que o revólver calibre 38 apreendido com o suspeito, durante a ocorrência posterior, foi o mesmo utilizado no homicídio.

“De Menor” permanece custodiado no Complexo Penitenciário de Rio Branco, à disposição da Justiça. Ele deverá passar por audiência de instrução e julgamento na Vara do Tribunal do Júri, que decidirá sobre a pronúncia para julgamento popular. Por se tratar de réu preso e considerado de alta periculosidade, a expectativa é de que o julgamento ocorra ainda neste semestre.

Com Informações de AC24horas

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