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Governo investe mais R$ 4,3 milhões, forma 45 militares no 2º Curso Rotam e atinge 90% da PM qualificada

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Ao participar da formatura do 2° Curso de Operações Rondas Ostensivas Tático Móvel (2º COR/2025), o governador Gladson Camelí e a vice, Mailza Assis, reafirmaram o compromisso de reestruturar as forças de Segurança Pública, destacando tratar-se de uma das áreas mais sensíveis da gestão. Durante cerca de 82 dias, 45 militares enfrentaram uma rotina intensa de treinamentos para integrar as Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). O investimento destinado à qualificação foi de R$ 4,3 milhões.

Governador e vice assinam autorização para 28 cadetes a partir de janeiro. Foto: Neto Lucena/Secom

A formação reuniu 40 policiais militares do Acre e dois do Mato Grosso, além de três integrantes da Polícia Penal acreana. Durante cerca de 60 dias, eles serão submetidos a uma jornada de capacitação, que inclui instruções de sobrevivência na selva, operações ribeirinhas e aéreas, patrulhamento em áreas de fronteira, abordagem tática, legislação policial, técnicas de tiro, entre outras.

A Companhia Rotam da PM-AC completou, em setembro, sete anos de fundação, consolidando-se como referência no policiamento tático móvel no Acre. Camelí destacou a iniciativa da Polícia Militar em promover o curso, concluído com êxito por 45 militares, e disse ter certeza que isso representa um avanço significativo para a gestão. Segundo ele, a preparação dos policiais representa maior proteção à população e mais eficácia no combate à criminalidade.

“A segurança é uma das áreas mais sensíveis para qualquer gestão pública, por isso o nosso governo tem priorizado o compromisso de estruturar as forças policiais com o devido preparo técnico para proteger as famílias do nosso estado. Tenho certeza que o conhecimento recebido por cada um de vocês que estão recebendo os seus certificados se multiplicará dentro da corporação e do Iapen.”

Uniformes e pistolas foram entregues na solenidade. Foto: José Caminha/Secom

O governador também anunciou a entrega de 1.055 pistolas Glock e 3.622 uniformes, investimento de R$ 4,3 milhões realizado em parceria com o Departamento de Trânsito do Acre (Detran-AC). Em seu discurso, agradeceu à comandante da PM, coronel Marta Renata, ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, coronel Américo Gaia, e ao presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, pelo empenho em fortalecer a área.

“A preparação dos nossos policiais significa um maior grau de proteção e ao mesmo tempo uma maior eficácia no combate à criminalidade, o que beneficiará toda a nossa população”, frisou.

Camelí fez questão de reconhecer o apoio da bancada federal e dos deputados estaduais na viabilização de recursos e aprovação de leis essenciais para a segurança. Ele também destacou a atuação da vice-governadora Mailza Assis, a quem agradeceu pela “lealdade, competência e compromisso”.

Coronel Marta Renata destaca que 90% já passou por cursos de capacitação. Foto: Neto Lucena/Secom

90% da tropa capacitada

Para o governador, capacitar as forças de segurança é aproximar o Estado das pessoas. “A Rotam é uma tropa especializada no combate às infrações e, junto com a entrega de equipamentos e estrutura, buscamos proteger nossos policiais, que são os guardiões da sociedade. Investir em segurança impacta diretamente em todas as áreas da administração, da saúde à educação, trazendo mais qualidade de vida à população”, afirmou Camelí.

A vice-governadora e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, ressaltou que os investimentos em segurança também têm reflexos na proteção de grupos vulneráveis. “Investir na segurança pública é proteger vidas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, como famílias carentes e mulheres vítimas de violência. Esse trabalho é abrangente e beneficia toda a sociedade. Parabenizo os formandos que, diariamente, vestem a farda e se dedicam a proteger a população”, disse.

Já a comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata Freitas, enfatizou o alcance das capacitações realizadas ao longo do ano. “Encerramos 2025 com cerca de 2 mil policiais capacitados, o que representa aproximadamente 90% da tropa. Foram formações em áreas operacionais, administrativas, licitações e até inteligência artificial, tanto na capital quanto no interior. Quando oferecemos melhores condições de trabalho e treinamento, o serviço prestado à sociedade é muito mais eficiente. Ganha a Polícia Militar, mas ganha principalmente a população acreana”, destacou.

Tenente Silvestre, um dos formandos, destacou a importância da fé, da disciplina e do apoio familiar para superar os desafios da capacitação. Foto: José Caminha/Secom

Sobre a Rotam, a coronel explicou que o grupamento é parte do Batalhão de Operações Especiais e atua como pronta resposta em ocorrências que exigem táticas diferenciadas. “É uma tropa especializada que auxilia os demais batalhões em ações que demandam preparo específico para garantir a segurança da sociedade”, concluiu.

O governador assinou a autorização para que 28 candidatos aprovados no concurso público ingressem no curso de formação da Polícia Militar a partir de janeiro do ano que vem.  A coronel destacou a importância da medida para o fortalecimento institucional da corporação. “Isso representa o futuro da instituição, o futuro de uma polícia forte e de uma segurança sólida”, afirmou.

Em discurso enfático, o governador também dirigiu-se às tropas, ressaltando a retomada das operações e o compromisso com a segurança pública.

Governo fecha 2025 com quase 2 mil militares capacitados. Foto: Neto Lucena/Secom

Dedicação

Os operadores da Rotam, unidade especializada da Polícia Militar, lidam diariamente com decisões técnicas que exigem precisão. Durante a solenidade de conclusão do curso de formação, os novos integrantes realizaram uma apresentação para autoridades e familiares.

Em reconhecimento à gestão que priorizou o fortalecimento do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), o governador e a vice-governadora foram homenageados pela nova turma.

Atualmente, dos 1.963 policiais capacitados da PM, cerca de 1,7 mil receberam treinamento no próprio estado, enquanto o restante foi formado em parceria com outras forças de segurança.

Investimentos impactam no serviço destinado à população. Foto: Neto Lucena/Secom

A comandante da PM destacou que, em 2019, quando Gladson Camelí assumiu o governo, o orçamento da corporação era de R$ 5 milhões. Hoje, esse valor já ultrapassa R$ 22 milhões, refletindo o investimento na área.

São 45 novos operadores da Rotam. Foto: Alefson Oliveira/Secom

O diretor de Ensino da Polícia Militar, coronel Manoel Jorge da Silva, ressaltou a relevância da formação dos novos operadores da Rotam, classificando o curso como um dos mais elevados níveis de capacitação policial.

“Essa formação representa a consolidação de uma vocação e a escolha consciente de servir à sociedade em missões complexas, arriscadas e decisivas para a segurança pública. Não se trata apenas de técnica, preparo físico ou domínio tático, mas sobretudo de mentalidade, disciplina, coragem e responsabilidade”, afirmou.

Segundo o coronel, a Rotam é sinônimo de pronta resposta e atuação precisa diante do crime violento, garantindo a presença firme do Estado de forma rápida, eficiente e legal. Ele enfatizou que os policiais passaram por rigorosos processos de seleção e treinamento, que exigiram resistência física, equilíbrio emocional e capacidade de decisão sob intenso estresse, além de espírito de equipe.

Governador e vice foram homenageados. Foto: José Caminha/Secom

O tenente Silvestre, um dos formandos, destacou a importância da fé, da disciplina e do apoio familiar para superar os desafios da capacitação.

“Chegar até aqui foi resultado da vontade de Deus e da dedicação de cada um que aceitou o desafio. Muitos sonharam, mas apenas aqueles que estavam preparados para pagar o preço conseguiram concluir o curso”, declarou.

Ele lembrou que foram 82 dias de intensa preparação, com treinamentos que exigiram resistência física, equilíbrio emocional e espírito de equipe. O oficial também fez questão de reconhecer o esforço dos familiares.

“Agradeço à minha esposa, que segurou as responsabilidades do lar e enfrentou, sozinha, duas cirurgias dos nossos filhos durante o curso, sem jamais me sobrecarregar. A ela, à minha mãe e a todas as mulheres da minha família, que representam a força da mulher no lar, deixo meu profundo reconhecimento”, disse.

O tenente concluiu afirmando que a formação representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um compromisso coletivo com a preservação da vida e a segurança da sociedade acreana.

Governador reforçou compromisso com a segurança. Foto: José Caminha/Secom

Representatividade

A soldado Jucyellen Lima do Nascimento, que está há três anos e meio na Polícia Militar, foi a única mulher a concluir o curso de formação da Rotam nesta turma. Após 82 dias de treinamento intensivo, ela destacou o sentimento de superação e resiliência.

“Foram dias de muito esforço e dedicação. Essa conquista representa não apenas a minha vitória pessoal, mas também um incentivo para outras mulheres que desejam seguir a carreira operacional, que exige disciplina, coragem e abdicação do convívio familiar. Com motivação e apoio dos colegas e da minha família, consegui alcançar esse objetivo”, afirmou.

Soldado Jucyellen Lima do Nascimento, que está há três anos e meio na Polícia Militar, foi a única mulher a concluir o curso de formação da Rotam. Foto: Neto Lucena/Secom

A policial ressaltou que o período de capacitação foi marcado por desafios físicos e emocionais, mas também por espírito de equipe. “Não venci sozinha. Os companheiros de turno e minha família foram fundamentais nesse processo”, disse ao destacar a parceria dos companheiros.

Ao falar sobre os próximos passos, Jucyellen revelou o desejo de descansar e recuperar o tempo com os familiares. “Durante os 82 dias de curso, consegui vê-los pouquíssimas vezes. Agora quero aproveitar esse momento para estar com eles e celebrar juntos essa conquista”, concluiu.

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Gefron recaptura mais um foragido do Presídio Manoel Neri em Cruzeiro do Sul

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Taisson Gomes de Souza foi localizado no bairro Miritizal; com ele estavam outros dois homens que também foram conduzidos à delegacia

Uma ação liderada pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), no bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul, recapturou Taisson Gomes de Souza, que fugiu do presídio Manoel Neri, em 1º de março. Foto: captada 

Uma ação liderada pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) resultou, nesta sexta-feira (13), na recaptura de Taisson Gomes de Souza, um dos seis detentos que fugiram do Presídio Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul, no dia 1º de março. A prisão ocorreu no bairro Miritizal, durante diligências baseadas em informações de inteligência.

De acordo com o coordenador do Gefron no Juruá, tenente Fabrício Machado, as equipes receberam informações indicando que foragidos do presídio estariam escondidos na região do bairro Miritizal. Durante a abordagem, além de recapturar Taisson, os policiais apreenderam uma pequena porção de skunk e dinheiro em espécie.

Taisson estava acompanhado de outros dois homens, que também foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

Relembre o caso

A fuga de seis detentos foi registrada em 1º de março, no presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul. A evasão foi percebida por policiais penais por volta das 13h30. Os detentos estavam custodiados no pavilhão 8 da unidade e aproveitaram o momento para escapar.

Na ocasião, os foragidos identificados foram:

  • Taisson Gomes de Souza

  • Anderson Galvão da Silva

  • Tiago Gomes da Silva

  • Messias Cavalcante Pedrosa

  • Bruno do Nascimento Monteiro

  • Antônio da Silva e Silva

Durante as primeiras diligências, Anderson Galvão da Silva foi recapturado ainda no domingo (1º) pelas equipes envolvidas na operação. Com a recaptura de Taisson nesta sexta, quatro detentos seguem foragidos.

Buscas continuam

As forças de segurança seguem realizando buscas na região para localizar os demais foragidos. A população pode contribuir com informações anônimas por meio do telefone 190.

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Idoso é esfaqueado após discussão com homem armado em rua de Rio Branco

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Vítima de 65 anos caminhava alcoolizada e portava duas armas brancas quando se envolveu em confusão; agressor fugiu após o ataque

O idoso José Medeiros Brandão, de 65 anos, conhecido pelo apelido “Deca”, foi vítima de uma tentativa de homicídio a golpes de faca na noite desta quinta-feira (12), na Rua Boa Ventura, no bairro Vitória, na parte alta de Rio Branco.

Segundo relatos de testemunhas, o idoso caminhava pela via pública em visível estado de embriaguez e portava um terçado e uma faca. Em determinado momento, ele teria iniciado uma discussão com um homem ainda não identificado, que também estava armado com uma faca.

Durante a confusão, e com os ânimos exaltados, o suspeito desferiu um golpe contra a vítima, atingindo a região da virilha. Mesmo portando duas armas brancas, o idoso não conseguiu reagir ao ataque. Após o crime, o agressor fugiu do local.

Populares que passavam pela rua encontraram José Medeiros caído e ensanguentado. Diante da situação, prestaram socorro e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte avançado para realizar os primeiros atendimentos.

Após ser avaliado pela equipe médica, o idoso foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco. Segundo informações iniciais, ele apresentava estado de saúde estável.

A Polícia Militar não foi acionada para atender a ocorrência.

VEJA VÍDEO:

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Hemoacre participa de encontro nacional que celebra 25 anos da Política Nacional de Sangue

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Representantes do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) participaram, na quinta-feira, 12 e sexta-feira, 13, em Brasília (DF), de um encontro nacional que marcou os 25 anos da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados e do Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (Sinasan). A reunião reuniu gestores da hemorrede pública brasileira para discutir avanços, desafios e estratégias voltadas à autossuficiência e à sustentabilidade dos serviços de hemoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS).

O encontro contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Melo, além de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e de entidades de pacientes, como a Federação Brasileira de Hemofilia e organizações ligadas à doença falciforme.

Encontro da Hemorrede Pública Nacional reuniu gestores de todo o país para debater os avanços da política nacional de sangue. Foto: Sesacre

Ao longo de dois dias de programação, diretores de hemocentros de todos os estados brasileiros participaram de debates sobre a organização da hemorrede, a qualificação das equipes e o fortalecimento das estratégias de captação de doadores voluntários. O encontro também promoveu a troca de experiências entre as unidades, reforçando o papel da integração nacional para ampliar o acesso seguro ao sangue e seus componentes em todo o país.

Para o gerente de Assistência do Hemoacre, Júnior Martins, as discussões contribuíram para aprimorar estratégias de gestão e mobilização de doadores, além de fortalecer o alinhamento entre os estados.

“O encontro reuniu gestores e profissionais de todo o Brasil para discutir diferentes eixos que estruturam o funcionamento dos hemocentros, desde a organização das equipes até as estratégias de captação de doadores. Um ponto central é reforçar a cultura da doação voluntária e altruísta, que é essencial para garantir segurança e sustentabilidade à hemorrede pública”, destacou.

Presidente do Hemoacre, Thereza Monteiro, e o gerente de assistência Júnior Martins representaram o Acre na reunião da Hemorrede Pública Nacional em Brasília. Foto: Sesacre

A gerente-geral do Hemoacre, médica hematologista Thereza Picado, ressaltou que a celebração dos 25 anos da política nacional representa um marco importante para a consolidação da hemoterapia no país.

“O momento permite refletir sobre a trajetória da política nacional do sangue e os avanços conquistados ao longo desses anos. Hoje temos uma rede pública estruturada, baseada na doação voluntária e no acesso universal aos componentes sanguíneos. Esse trabalho é fundamental para garantir assistência a diversos pacientes, como pessoas com hemofilia, doença falciforme, pacientes oncológicos e todos aqueles que dependem de transfusões para continuidade do tratamento”, afirmou.

Antes da implementação da política nacional, o acesso ao sangue no Brasil era marcado por desigualdades e, em alguns casos, pela comercialização do insumo. A estruturação da hemorrede pública brasileira consolidou a doação voluntária como princípio fundamental para garantir segurança transfusional e ampliar o acesso aos serviços de hemoterapia no SUS.






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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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