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Governo do Estado realiza vacinação contra influenza em 21 municípios acreanos
O governo do Acre segue promovendo estratégias na prevenção da influenza, um exemplo é o Dia D de Vacinação contra essa enfermidade, que vem trazendo benefícios para a população do Estado, é o que informa o último balanço divulgado pela coordenação estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Dos 21 municípios atendidos no último sábado, 25, o município de Marechal Thaumaturgo é o que mais vacinou até o momento com 725 doses de um total de 3.444 aplicadas, seguido de Feijó com 506 doses e Porto Walter, 462 pessoas vacinadas. A Regional do Purus, que abrange Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano, realizarão o Dia D de vacinação contra a influenza no dia 30 de novembro. Porto Acre e Plácido de Castro seguem com 27 doses aplicadas.

Grupo prioritário é vacinado durante Dia D. Fotos: Cedidas
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) realizou no último mês de outubro a doação de 500 mil seringas para aplicação de vacinas nos municípios acreanos. A campanha iniciou em 13 de novembro e finaliza em 15 de dezembro, em apenas uma etapa, abrangendo grupos prioritários e população em geral.
De acordo com a coordenadora do PNI estadual, Renata Quiles, os números ainda estão muito abaixo do esperado. “Nas últimas campanhas, aliás, temos percebido a baixa adesão da população e, principalmente, dos grupos prioritários”, disse.
Quiles salienta que essas pessoas não deveriam deixar a vacinação de lado, principalmente pela condição de saúde que apresentam, trazendo um maior risco de desenvolver as formas graves da doença e risco aumentado de óbito.
Dados atualizados:
- Marechal Thaumaturgo – 725 doses
- Feijó – 506 doses
- Porto Walter – 462 doses
- Taruacá – 340 doses
- Rio Branco – 304 doses
- Jordão – 222 doses
- Brasiléia – 159 doses
- Sena Madureira – 124 doses
- Distrito de Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Juruá (Dsei-ARJ) – 110 doses
- Senador Guiomard – 96 doses
- Xapuri – 94 doses
- Epitaciolândia – 87 doses
- Assis Brasil – 79 doses
- Bujari – 72 doses
- Acrelândia – 56 doses
- Mâncio Lima – 48 doses
- Porto Acre – 27 doses
- Plácido de Castro – 27 doses
- Capixaba: sem resposta
- Cruzeiro do Sul: Não realizou
- Rodrigues Alves: sem resposta
- Manoel Urbano: Dia 30 de novembro Dia D
- Santa Rosa: Dia 30 de novembro Dia D
- Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena do Alto Rio Purus (Dsei-ARP): em área
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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