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Governo do Estado entrega veículos, equipamentos e anuncia concurso público com 329 vagas para o Iapen

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O governador Gladson Cameli confirmou nesta terça-feira, 13, a realização de um novo concurso público para o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC). Desta vez, serão disponibilizadas 329 vagas, em diversos cargos. O edital completo do certame será divulgado na próxima semana, no Diário Oficial do Estado.

Governador Gladson Cameli anunciou a realização de um novo concurso público com 329 vagas para o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Para nível superior serão ofertadas vagas para agentes de Polícia Penal, assistente social e psicólogo. Para nível médio, as vagas são para técnico administrativo operacional. O governo tem procurado reforçar, cada vez mais, o sistema penal e a realização deste concurso é mais uma prova do nosso compromisso com o Acre”, afirmou o governante.

Durante a mesma solenidade, realizada no auditório da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE), em Rio Branco, o Estado fez a entrega de seis caminhonetes, munições, coletes balísticos, equipamentos eletrônicos e mobiliários, entre outros materiais.

Governo do Estado fez a entrega de seis caminhonetes e equipamentos para a instituição. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Os investimentos somam mais de R$ 6,5 milhões provenientes de recursos próprios e de emenda parlamentar da então senadora Mailza, atual vice-governadora do Acre. “Essas aquisições reforçarão a estrutura do Iapen e darão mais condições para que os policiais penais desempenhem suas funções. Em breve, mais uma emenda, no valor de R$ 1 milhão, que destinei enquanto senadora será liberada em prol da instituição”, assegurou a gestora.

Na oportunidade, o Iapen recepcionou oficialmente 25 servidores que estavam no Instituto Socioeducativo do Acre (ISE-AC) e foram reintegrados aos quadros do órgão, além da certificação de 220 profissionais que concluíram a pós-graduação em Gestão do Sistema Penitenciário e Direitos Humanos e o curso de Nivelamento de Escolta.

Solenidade foi marcada ainda pela certificação de 220 servidores que concluíram a pós-graduação em Gestão do Sistema Penitenciário e Direitos Humanos e o curso de Nivelamento de Escolta. Foto: Marcos Vicentti/Secom

“Sabemos da complexidade que envolve a área de execução penal e das nossas competências constitucionais, por isso, é muito importante qualificar e preparar os servidores para lidar com as demandas do dia a dia”, explicou Glauber Feitoza, presidente do Iapen.

O policial penal Francisco Jacob está entre os 44 servidores do Grupo de Serviço e Operações de Escolta que finalizaram o curso de Nivelamento de Escolta. “Foram oito meses de muito aprendizado, onde podemos desenvolver novas técnicas e aprimorar aquelas que já conhecíamos”, argumentou.

Policial Penal Francisco Jacob finalizou o curso de Nivelamento de Escolta. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O evento contou com a participação do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia; do delegado-geral da Polícia Civil, José Henrique Maciel; do procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Acre, Danilo Lovisaro; e dos deputados estaduais Afonso Fernandes, Arlenilson Cunha, Gene Diniz, Michelle Melo e Pedro Longo.

O que eles disseram

“Todo investimento nos órgãos que integram o Sistema Integrado de Segurança são muito bem-vindos. Até o fim do ano, mais investimentos serão concretizados pelo governo do Estado para fortalecer ainda mais as nossas forças policiais.”

José Américo Gaia, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública

“O Iapen tem se destacado pelo firme combate contra o crime organizado, especialmente contra as facções e, por isso, tem se destacado perante as demais instituições. Desejo muito sucesso ao Iapen.”

Danilo Lovisaro, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Acre

“É uma entrega extremamente representativa. São mais de R$ 6,5 milhões em investimentos para a nossa Polícia Penal, que contribuirão muito com as atividades desempenhadas pela instituição.”

Arlenilson Cunha, deputado estadual

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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco

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Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada 

Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.

O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.

Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.

O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.

Veja vídeo:

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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter

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Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada 

Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.

Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.

A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa

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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida

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O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP

A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.

A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.

O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.

Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.

O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.

Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.

Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida

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