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Governo do Estado, Associação Comercial e Câmara de Dirigentes Logistas lançam primeira edição das Olimpíadas de Educação Financeira

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Os vencedores da primeira edição das Olimpíadas de Educação Financeira serão anunciados em novembro de 2025

Lançamento das olimpíadas de educação financeira no Auditório da Associação Comercial, na Avenida Ceará. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) é parceiro da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rio Branco (CDL) e Associação Comercial (Acisa) no projeto Olimpíadas Escolares de Educação Financeira, lançado nesta sexta-feira, 20, com o objetivo de incentivar os jovens a se envolverem ativamente com a temática de gestão das finanças, oferecendo conteúdo para auxiliá-los no empoderamento financeiro, preparando-os para os desafios da vida adulta, com foco na redução e combate à cultura do endividamento, que atualmente atinge 80% da população brasileira, conforme dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil.

A olimpíada financeira contatará com estudantes do 6º ao 9º ano, de cinco escolas públicas da rede estadual e cinco escolas particulares, que estarão disputando R$ 280 mil em aplicações financeiras. Instituições interessadas em participar da competição devem se inscrever pelo link, que será disponibilizado a partir das 8h do dia 23 de junho, no site www.cidadaniaempreendedora.com.br.

Os primeiros colocados em cada uma das séries (6º, 7º, 8º e 9º ano) receberão um prêmio de R$30 mil. O segundos colocados R$ 20 mil e os terceiros colocados R$10 mil. Também serão contemplados com R$ 10 mil os três professores responsáveis pelos estudantes vencedores de cada série. As escolas vencedoras, receberão um troféu.

Estarão habilitadas a participar das Olimpíadas, as cinco primeiras escolas públicas e as cinco particulares que primeiro realizarem a inscrição. Portanto, o critério será a ordem de preenchimento e envio do formulário. A equipe organizadora irá informar as instituições que conseguirem habilitação para participar da competição

No ato da inscrição, as escolas devem informar o nome dos professores que serão responsáveis por acompanhar os alunos. Eles receberão orientações sobre o uso das cartilhas. As cartilhas serão base para as aulas, que devem ser ministradas nos meses de agosto e setembro, bem como para a elaboração das questões das provas, que acontecerão em outubro. Os vencedores da primeira edição das Olimpíadas de Educação Financeira serão anunciados em novembro de 2025.

Secretário de Educação destaca o empenho e o comprometimento do governo do Estado em preperar bem as gerações futuras nessa questão. Foto: Ingrid Kelly/Secom

O secretário de Estado de Educação e Cultura, Aberson Carvalho, ressaltou a importância do projeto voltado para jovens, em todas as escolas do sexto ao nono ano, com um trabalho muito específico a esses público. “Estamos fazendo um trabalho que vai olhar para as gerações no futuro, porque suas formações, com consciência para administrar bem suas finanças, ou seja a educação financeira é o caminho para mudar o quadro caótico de endividamento que ora se apresenta”.

Marcelo Moura, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rio Branco esclarece que, o Movimento Cidadania Empreendedora formatou, nos últimos dois anos um material de excelência, com bastante conhecimento, aplicável a essa faixa etária, a ser utilizado dentro das escolas, com a ajuda dos próprios professores, no período de agosto e setembro. “Quero agradecer a parceria do governo do Estado, que foi essencial para que isso acontecesse. O Movimento Cidadão Empreendedor já vem trabalhando há dois anos para que agora ocorra a Olimpíadas de Educação Financeira e hoje o projeto é uma realidade”.

O associativismo deve contribuir para um futuro melhor e a Associação Comercial está comprometida com esse projeto de formar cidadãos mais conscientes, com uma educação financeira que vá além de elaborar planilhas. “Despertar outro nível de entendimento, com possibilidade de formar cidadãos empreendedores”, enfatizou a presidente da Associação Comercial Patrícia Dossa.

Marcelo Moura, presidente da DCL, agradeceu o apoio do governador Gladson Camelí para que o projeto esteja acontecendo agora. Foto: Ingrid Kelly/Secom

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Segundo Confederação Nacional do Comércio (CNC) vendas de Páscoa devem movimentar R$ 25 milhões no Acre

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Projeção da Confederação Nacional do Comércio representa 0,7% do total nacional estimado em R$ 3,4 bilhões; alta do cacau e endividamento das famílias podem influenciar consumo

O gasto médio deve ficar em até R$ 100, com preferência por produtos locais e alternativas mais baratas

Páscoa deve movimentar R$ 25 milhões no comércio acreano, aponta CNC

O estado do Acre movimentará cerca de R$ 25 milhões nas vendas de Páscoa em 2026, o equivalente a aproximadamente 0,7% do total nacional estimado em R$ 3,4 bilhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), que divulgou os dados nesta quarta-feira (1º).

O desempenho ocorre em um cenário de forte pressão de custos, com o cacau — principal insumo do chocolate — registrando alta de até 37% no mercado internacional. Ainda assim, o gasto médio por família no país deve ficar em torno de R$ 280.

A valorização do cacau também impactou a indústria nacional, com aumento de 14,9% nos custos para marcas brasileiras. Esse avanço limitou uma queda maior dos preços ao consumidor, mesmo com a valorização de 11% do real frente ao dólar no período. Outros itens tradicionais da data também ficaram mais caros: o bacalhau subiu 7,7% e a alimentação fora do domicílio, 6,9%.

Impacto no Acre

No Acre, a movimentação financeira se concentra principalmente em Rio Branco e não se restringe aos ovos de chocolate, incluindo também pescados e refeições fora de casa. Embora o volume absoluto seja menor em relação a estados mais populosos, o impacto proporcional é relevante para o comércio local.

A movimentação financeira se concentra principalmente em Rio Branco e não se restringe aos ovos de chocolate, incluindo também pescados e refeições fora de casa. Foto: captada 

A projeção nacional é a mais elevada desde 2021, período de retomada após a pandemia, indicando crescimento nominal das vendas. No entanto, ao descontar a inflação dos alimentos, o avanço real é mais moderado, pressionado pelo encarecimento dos produtos sazonais.

Consumo mais seletivo e endividamento

Entre famílias com renda de até três salários mínimos, a tendência é de consumo mais contido. O gasto médio deve ficar em até R$ 100, com preferência por produtos locais e alternativas mais baratas — reflexo direto da perda de poder de compra.

De acordo com o assessor da presidência da Federação do Comércio do Acre, Egídio Garó, apesar da projeção positiva, o resultado final pode variar. O elevado nível de endividamento das famílias no estado é um fator de risco. Por outro lado, setores como supermercados, docerias e bombonieres mantêm expectativa de aumento nas vendas.

O cenário combina crescimento em valor total, impulsionado por preços mais altos, com consumo mais seletivo — uma tendência que também se reflete no Acre.

Assessor da presidência da Federação do Comércio do Acre, Egídio Garó. Foto: captada 

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Gasolina comum chega a R$ 11,50 em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre

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Aumento reflete cenário internacional e custos logísticos em região isolada; valor já está entre os mais altos do estado e pressiona custo de vida da população

O aumento expressivo reflete os impactos do cenário internacional. Foto: captada 

Preço da gasolina dispara no interior do Acre e ultrapassa R$ 11 em Marechal Thaumaturgo

O preço da gasolina comum disparou no interior do Acre e já atinge valores entre R$ 10,50 e R$ 11,50 em Marechal Thaumaturgo. O aumento expressivo reflete os impactos do cenário internacional sobre o mercado de combustíveis, especialmente em regiões mais isoladas, onde os custos logísticos elevam ainda mais o valor final ao consumidor.

No município, que enfrenta dificuldades históricas de acesso e abastecimento, o preço da gasolina já figura entre os mais altos do estado, pressionando o custo de vida da população e afetando diretamente setores como transporte e comércio.

No interior do Acre e já atinge valores entre R$ 10,50 e R$ 11,50 em Marechal Thaumaturgo. Foto: captada 

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Acre dobra exportações aos andinos e concentra 83,4% em dois produtos; Peru responde por 80% do fluxo

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O Peru lidera com 79,9% das relações comerciais, enquanto a Bolívia responde por 19,1%. Na prática, o desempenho regional do Acre depende quase exclusivamente desses dois mercados

Em 2025, 77,3% das exportações do produto tiveram como destino o mercado andino. Foto: captada 

O crescimento recente foi puxado pela carne suína, cuja exportação disparou mesmo com estabilidade do rebanho, que variou entre 149 mil e 159 mil cabeças entre 2019 e 2024

Redação AcreNews

O Acre consolidou o mercado andino como eixo central do seu comércio exterior, com exportações que saltaram de US$ 15,1 milhões em 2023 para US$ 30,8 milhões em 2024 (+103,8%), mantendo patamar elevado de US$ 30,4 milhões em 2025. Peru e Bolívia concentram 99,1% desse fluxo, com forte dependência de apenas dois produtos — carne suína e castanha — que somam 83,4% das vendas.

A posição geográfica do Estado, com acesso direto ao Peru e à Bolívia, sustenta essa integração, segundo estudo publicado nesta terça-feira (31) pelo Fórum Empresarial de Desenvolvimento e Inovação do Acre. Nos últimos anos, diz o estudo, o mercado andino chegou a absorver cerca de 50% das exportações acreanas, deixando de ser periférico para se tornar estrutural na economia local.

Entre 2019 e 2025, o fluxo comercial total passou de US$ 10,7 milhões para US$ 32,7 milhões, com saldo amplamente positivo. As exportações dominam a relação: em 2025, foram US$ 30,4 milhões exportados contra apenas US$ 2,3 milhões importados.

O Peru lidera com 79,9% das relações comerciais, enquanto a Bolívia responde por 19,1%. Na prática, o desempenho regional do Acre depende quase exclusivamente desses dois mercados.

A pauta exportadora é altamente concentrada. Em 2025, carnes suínas congeladas responderam por 48,9% das vendas, seguidas pela castanha com casca (34,4%). Outros itens, como milho, preparações para ração e derivados suínos, têm participação inferior a 10%.

Esse padrão revela especialização produtiva, mas também fragilidade. A dependência de poucos produtos torna o estado mais exposto a oscilações de preço, demanda e gargalos logísticos.

O crescimento recente foi puxado pela carne suína, cuja exportação disparou mesmo com estabilidade do rebanho, que variou entre 149 mil e 159 mil cabeças entre 2019 e 2024. O avanço indica ganho de eficiência, organização produtiva e abertura de mercado.

Já a castanha mantém papel estratégico na bioeconomia, combinando exportação, renda extrativista e preservação florestal. Em 2025, 77,3% das exportações do produto tiveram como destino o mercado andino.

No lado das importações, o volume é menor e mais diversificado. Produtos como cebola, alho, madeira e castanha sem casca indicam complementaridade com o Peru, abrindo espaço para uso do frete reverso e redução de custos logísticos.

A logística é o principal limitador. O corredor formado pelas rodovias BR-317 e BR-364 conecta o Acre ao Pacífico, mas enfrenta entraves como infraestrutura precária, limitações aduaneiras e falta de apoio logístico na fronteira.

Mesmo assim, o cenário externo favorece o estado. A entrada em operação do porto de Chancay, no Peru, que movimentou mais de 3 milhões de toneladas em 2025, amplia o potencial do corredor bioceânico e aproxima o Acre do mercado asiático.

O desafio é transformar vantagem geográfica em ganho econômico. Isso passa por três frentes: melhorar a infraestrutura logística, consolidar cadeias já competitivas e diversificar a pauta exportadora.

Hoje, o Acre já não é apenas uma fronteira. É um ponto estratégico de conexão entre o Brasil e o Pacífico — mas ainda opera abaixo do seu potencial.

O corredor formado pelas rodovias BR-317 e BR-364 conecta o Acre ao Pacífico, mas enfrenta entraves como infraestrutura precária, limitações aduaneiras e falta de apoio logístico na fronteira. Foto: captada 

 

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