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Governo do Acre lança, nesta segunda, campanha que incentiva destinação do Imposto de Renda para projetos voltados a crianças e adolescentes

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Os valores destinados ao fundo financiarão projetos de combate ao trabalho infantil, proteção contra violência e exploração, programas de fortalecimento familiar, ações de educação, cultura e inclusão social

Lançamento visa à destinação de parte do Imposto de Renda já cobrado para projetos voltado a crianças e adolescentes. Foto: Ascom/Detran

Com objetivo de incentivar ações voltadas à promoção, proteção e garantia dos direitos de criança e do adolescente, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), realiza na segunda-feira, 16, às 10h, o lançamento da Campanha Leão que Protege, no Palácio da Justiça, em Rio Branco.

A iniciativa incentiva a destinação de parte do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e busca fortalecer o financiamento de projetos e ações voltados à promoção, proteção e garantia de direitos de crianças e adolescentes no Acre.

Os valores destinados ao fundo financiarão projetos de combate ao trabalho infantil, proteção contra violência e exploração, programas de fortalecimento familiar, ações de educação, cultura e inclusão social, apoio a instituições que atendem crianças e adolescentes e outros públicos.

A vice-governadora Mailza Assis, que também responde pela pasta da Assistência Social e Direitos Humanos, destaca a importância da iniciativa:  “A proteção das nossas crianças e adolescentes precisa ser uma prioridade permanente, e é com esse compromisso que o governo do Acre se prepara para lançar a campanha Leão que Protege. Essa iniciativa vem para mostrar à sociedade que todos podem participar diretamente do fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e à juventude”.

A destinação de parte do Imposto de Renda não representa um custo adicional para o contribuinte, mas sim a oportunidade de decidir que parte do imposto recolhido seja direcionada para projetos que promovem transformação social e contribuem diretamente para melhorar a vida de crianças e adolescentes.

“Por isso, essa campanha é um convite, para que instituições, profissionais da contabilidade, empresas e toda a população se unam a esse propósito. Quando cada um faz a sua parte, conseguimos fortalecer a rede de proteção e garantir mais dignidade, cuidado e oportunidades para as nossas crianças e adolescentes”, enfatiza Mailza.

O evento irá apresentar oficialmente a campanha Leão que Protege, sensibilizando toda a sociedade civil sobre a importância da destinação do Imposto de Renda para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, ampliando os recursos destinados às políticas de proteção integral no Estado do Acre.

Como destinar
Quem pode destinar
  • Pessoas físicas que fazem a declaração do IR no modelo completo
  • Empresas tributadas pelo lucro real
Quanto pode ser destinado

Pessoa Física

  • Até 6% do imposto devido
  • Se fizer diretamente na declaração do IR, pode destinar até 3%
Pessoa Jurídica (lucro real)
  • Até 1% do imposto devido
⚠️ Importante:

Não é pagamento extra. O valor é abatido do imposto que a pessoa já pagaria.

Formas de destinar
Durante a declaração do Imposto de Renda
  1. Acessar o programa da Receita Federal
  2. Ir na ficha Doações Diretamente na Declaração – ECA
  3. Escolher o Fundo da Criança e do Adolescente
  4. Selecionar o Estado ou Município
  5. O sistema calcula automaticamente o valor permitido
  6. Gerar o Documento de Arrecadações de Receitas Federais (Darf)
  7. Pagar até o prazo da declaração
Doação direta ao Fundo (durante o ano)
  1. Depositar diretamente na conta do Fundo da Criança e do Adolescente
  2. Solicitar o recibo de doação ao Conselho dos Direitos
  3. Informar a doação na declaração do Imposto de Renda
Para onde vai o recurso
Os valores destinados ao fundo financiam projetos como:
  • Combate ao trabalho infantil
  • Proteção contra violência e exploração
  • Programas de fortalecimento familiar
  • Ações de educação, cultura e inclusão social
  • Apoio a instituições que atendem crianças e adolescentes

Os projetos são aprovados e fiscalizados pelos Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente.

Impacto da destinação
Ao destinar parte do imposto o contribuinte:
  • Decide onde parte do seu imposto será aplicado
  • Fortalece políticas públicas para crianças e adolescentes
  • Apoia projetos sociais no próprio estado ou município

Vice-governadora Mailza destaca a importância da destinação de parte do Imposto de Renda, já recolhido pelo governo federal, para fortalecer projetos sociais que transformam a vida de crianças, adolescentes e famílias. Foto: Secom

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Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

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Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um oficial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o “controle absoluto” do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam afirmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava “a poucos dias de se concretizar”:

“Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano”, disse, classificando-o como “incontestável”. “O Irã não poderá fazer nada”, completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: “Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada”, disse em 24 de março. Ele afirmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a afirmar que o Irã não possuía “marinha”, “forças armadas”, “força aérea” ou “sistemas antiaéreos” — chegando a declarar: “Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.”

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que “alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem”.

Mesmo assim, o discurso oficial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como “controle total” e “espaço aéreo incontestável”, sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a afirmar que o programa nuclear havia sido “obliterado” — o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca confiança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos — como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis — geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por “não reconhecer os sucessos militares da campanha”: “Isso é o que a ‘fake news’ não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.”

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto fim do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

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Tribos iranianas disparam contra helicópteros dos EUA

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Ataques ocorrem durante busca por membro da tripulação de caça abatido sobre o Irã

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Irã permite passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

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Autorização abrange embarcações com produtos essenciais, em meio a controle reforçado da rota estratégica; Iraque terá trânsito liberado sem restrições

O Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado, informou a agência estatal Tasnim. Ainda não está claro quais produtos serão considerados essenciais nem se embarcações de países considerados hostis continuarão impedidas de transitar pela rota.

Em documento enviado ao chefe da Organização de Portos e Assuntos Marítimos, Houman Fathi, o vice de desenvolvimento comercial do órgão afirmou que a permissão vale para “navios que transportam bens essenciais – principalmente alimentos básicos e insumos para criação de animais – pelo Estreito de Ormuz”.

O funcionário destacou que a medida vale para navios que se dirigem a portos iranianos ou que já operam na região.“As autoridades competentes devem tomar as providências necessárias, seguindo os protocolos estabelecidos, para garantir a travessia dessas embarcações”, acrescentou.

Além disso, uma lista das embarcações autorizadas a atravessar a rota será “enviada para coordenação”, informou Ghazali.

O comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã afirmou que o Iraque estará livre de quaisquer restrições de trânsito pelo Estreito de Ormuz, sinalizando tratamento preferencial para Bagdá, segundo a mídia iraniana neste sábado (4).

Ainda neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar intensificar ações contra Teerã caso o país não consiga fechar um acordo ou liberar o Estreito de Ormuz.

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus!”, publicou Trump na rede social Truth Social.

*Com informações da Reuters e da CNN

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