Brasil
Governo deixa quatro cidades e fronteira do Acre com apenas um delegado

Imagens registradas mostram ladroes a poucos metros da delegacia tentando quebrar portas de vidro de comércios em Brasiléia – Foto/captura
Não se sabe ainda o motivo, mas, com certeza as pastas da Segurança e Saúde serão os maiores problemas que o governador eleito, Gladson Cameli, seu vice e seus secretários terão que dar uma atenção especial.
Na regional do Alto Acre, que é composta por quatro cidades (Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri), esses seriam os problemas atuais que estão deixando a população aflita, pelas reclamações na saúde e, pasmem, apenas um delegado.
Nesta semana, uma onda de tentativa, arrombamento e furtos aconteceram em Brasiléia. Como foi noticiado, a agência dos Correios foi arrombada pela segunda vez em menos de seis meses, sem que ninguém fosse identificado e preso até o momento.

Agência dos Correios foi invadida duas vezes em seis meses e teve valores levados – Foto: Alexandre Lima
Os bandidos pouco estão ligando para o sistema de segurança espalhados pela fronteira. Usaram pesado material após entrar na agência, para abrir o cofre e levar uma quantia em dinheiro que pode passar dos R$ 100 mil reais.
Também foi registrado por sistemas de segurança das lojas localizadas na Avenida Rolando Moreira, uma turma composta por menores e adultos, incluindo mulheres, tentando arrombar vários comércios a poucos metros da delegacia.
Esses arrombamentos e furtos vem crescendo na região central da cidade e até o momento, ninguém foi preso. Com redução do expediente das delegacias, pouco se pode fazer e, os que são feitos, são agraciados pelas audiências de custodias e liberados, dando a entender que o crime compensa.
Para piorar, apenas um delegado está disponível para os quatro municípios. Em contato com a Assessoria da Secretaria de Segurança, nada foi dito até o momento. Ficou para o delegado da cidade de Xapuri, Alex Danny, a incumbência de se sobrecarregar dessa tarefa.
Em pleno final de ano, com aumento da violência no Estado, o governo resolve que a fronteira, principal corredor do tráfico de drogas, armas e contrabando, deve ficar sem uma autoridade para auxiliar os demais órgãos no combate contra o crime.
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Região Norte captou 117,2 milhões de reais por meio da Lei Rouanet, em 2025
O ano de 2025 registrou mais um volume recorde de captação de recursos por meio da Lei Rouanet
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Preço da castanha oscila entre 900 e 1,2 mil bolivianos em Cobija; camponeses esperam alta com compra de empresários peruanos
Produtores rurais da Bolívia aguardam incremento na cotação com entrada de compradores do Peru; castanha é um dos principais produtos da economia regional

A alta esperada pode aquecer a economia local, mas também pressionar a cadeia de suprimentos e afetar os preços em países vizinhos como Brasil e Peru. Foto: captada
O preço da castanha no departamento de Pando, na Bolívia, está oscilando entre 900 e 1,2 mil bolivianos por carga, variando conforme a qualidade e a região de produção. Camponeses e extrativistas locais esperam que a cotação suba com a chegada de empresários compradores do Peru, que tradicionalmente adquirem o produto para processamento e exportação.
A castanha (também conhecida como castanha-do-brasil ou noz amazônica) é um dos principais produtos da economia pandina, especialmente para comunidades rurais e indígenas. A expectativa de incremento no preço movimenta o setor extrativista, que depende da safra para geração de renda.

Camponeses e seringueiros dependem da safra para renda; possível compra por empresários peruanos pode elevar cotação do produto. Foto: captada
A atividade tem forte ligação com a dinâmica fronteiriça entre Bolívia, Brasil e Peru, sendo comum o comércio transfronteiriço de castanha in natura e processada. A entrada de compradores peruanos pode aquecer o mercado local, mas também aumenta a competição por estoques, o que pode elevar os preços na região.
Veja vídeo reportagem com Kike Navala:
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PF pede ajuda da AGU contra decisão de Toffoli, mas não é atendida

A Polícia Federal (PF) buscou a ajuda da Advocacia-Geral da União (AGU) para apoio jurídico com o objetivo de questionar uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu nominalmente os peritos da corporação responsáveis pela análise das provas colhidas no caso Banco Master.
A AGU, no entanto, descartou apresentar qualquer recurso em nome da União e orientou a corporação a levar o questionamento diretamente ao Supremo, caso considere necessário. Fontes da AGU confirmaram ao Metrópoles o pedido de ajuda negado.
A decisão do magistrado está dentro da investigação que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Toffoli autorizou quatro peritos da PF a terem acesso integral aos documentos e dados apreendidos, determinando ainda que eles contem com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante os trabalhos periciais.
“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, escreveu Toffoli na decisão que causa incômodo dentro da PF.
Queda de braço
As provas recolhidas na segunda fase da operação também foram encaminhadas à PGR, responsável por acompanhar a extração dos dados.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todo o material ficasse lacrado e sob custódia do STF. Em seguida, reviu a decisão e transferiu a guarda para a PGR.
Somente em um terceiro momento autorizou o acesso direto dos peritos da PF, após a corporação alertar para possíveis prejuízos à apuração.
Toffoli reduz prazo para depoimentos
A mudança ocorreu após a PF informar limitações de pessoal e de salas disponíveis no STF.
Desde dezembro, o ministro tem cobrado publicamente o cumprimento dos prazos, chegando a mencionar “falta de empenho” da Polícia Federal. A corporação, por sua vez, atribui os atrasos a dificuldades operacionais. Para Toffoli, os depoimentos são fundamentais para o avanço da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
O inquérito, que tramita sob sigilo no STF, apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, um dos principais alvos da investigação.
A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro e resultou em sete prisões. Vorcaro chegou a ser detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa, mas foi solto dias depois por decisão judicial.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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