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Governo bloqueia R$ 1,7 bilhão de recursos do Orçamento 2023

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Valor Econômico
O Ministério do Orçamento e Planejamento informou que é preciso fazer um bloqueio de R$ 1,7 bilhão em despesas discricionárias para fins do cumprimento do teto de gastos, dado o aumento de projeções de despesas obrigatórias para 2023. O dado faz parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas relativo ao segundo bimestre deste ano, divulgado nesta segunda-feira.
A pasta indicou que o excesso representa 0,09% em relação ao limite total do Teto de Gastos, em R$ 1,945 trilhão, e 0,87% em relação ao total de despesas discricionárias do Poder Executivo, em R$ 193,9 bilhões.
O bloqueio de R$ 1,7 bilhão da União foi realizado por causa de um “excesso de despesas em relação ao teto” de gastos, disse o secretário de Orçamento Federal, Paulo Bijos, durante entrevista coletiva. Esse bloqueio será realizado sobre despesas discricionárias. “Foi detectado um primeiro excesso em relação ao limite de despesas primárias deste exercício.”
O ministério atualizou ainda as projeções para uma série de indicadores econômicos referentes a 2023. Segundo o documento, a projeção para crescimento do Produto Interno Bruto em 2023 é 1,91% (contra projeção anterior de 1,61%), em linha com o que tem dito nos últimos dias o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A projeção para a Selic média de 2023 passou de 13,48% para 13,24%. Enquanto isso, a projeção para IPCA em 2023 é 5,58% (contra projeção anterior de 5,31%), já a projeção para INPC em 2023 é 5,34% (contra projeção anterior de 5,16%). A projeção para IGP-DI em 2023 é 2,06% (contra projeção anterior de 3,85%).
A estimativa para a taxa de câmbio médio, por sua vez, passou de R$ 5,20 para R$ 5,11. Já a projeção para o preço do barril de petróleo variou de US$ 83,07 para US$ 77,64.
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Petrobras retoma perfuração na Margem Equatorial após autorização e disputa judicial
MPF pede suspensão da licença por riscos ambientais; atividade havia sido interrompida após vazamento em janeiro
A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Margem Equatorial, no bloco FZA-M-59, após reunião realizada na última quarta-feira (18), em Macaé (RJ). A decisão ocorre em meio a disputas judiciais, já que o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ações na quinta (19) e sexta-feira (20) pedindo a suspensão da licença, sob alegação de riscos ambientais e ausência de consulta a comunidades tradicionais.
A perfuração no poço Morpho havia sido interrompida em 4 de janeiro, após o vazamento de 18,44 m³ de fluido de perfuração de base não aquosa, a cerca de 2,7 mil metros de profundidade, durante operação em um navio-sonda.
A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos de segurança. Para reiniciar as atividades, a Petrobras apresentou relatórios técnicos e realizou a substituição de equipamentos da sonda.
Em nota, a estatal afirmou que está cumprindo todas as exigências do licenciamento ambiental e que o incidente foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP.
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Tocantins supera 11 milhões de cabeças de gado e avança na pecuária nacional
Crescimento de 39,2% em seis anos coloca estado entre os maiores rebanhos do país e amplia exportações de carne
O rebanho bovino do Tocantins cresceu 39,2% entre 2018 e 2024, colocando o estado na sexta posição nacional em expansão, segundo dados do IBGE divulgados pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Atualmente, o estado soma mais de 11 milhões de cabeças e figura entre os dez maiores rebanhos do país, com crescimento acima de regiões tradicionalmente consolidadas na pecuária.
A produção também avançou. Em 2024, foram abatidos cerca de 1,3 milhão de bovinos, o maior volume já registrado. A projeção mais recente aponta para mais de 1,4 milhão de animais, com produção estimada em 381 mil toneladas de carne, sendo aproximadamente um terço destinado à exportação.
No mercado externo, o Tocantins embarcou cerca de 125 mil toneladas de carne bovina em 2025. Os principais destinos são países da Ásia, além de mercados no Oriente Médio, África, América do Norte e Europa.
Segundo a Adapec, o desempenho é resultado da disponibilidade de áreas, condições climáticas favoráveis e acesso a recursos hídricos, especialmente nas bacias dos rios Tocantins e Araguaia. A adoção de sistemas mais eficientes, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), também tem impulsionado
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PGR se manifesta a favor de domiciliar para Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Após novo pedido protocolado pela defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR (Procuradoria-Geral da República) e solicitou a manifestação. A decisão final, porém, cabe a Moraes.
Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime”.
“Ao ver da Procuradoria-Geral da República, está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”, afirmou.
Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.
Até então, Gonet havia se posicionado contra outros pedidos da defesa no mesmo sentido. Desde novembro do ano passado, Moraes rejeitou quatro recursos pela prisão domiciliar humanitária.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, chegou a se reunir na semana passada com Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.
Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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