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Gladson: “Ninguém vai empurrar garganta abaixo quem será o meu vice”

Após rápida declaração ao jornalista Nelson Liano afirmando que será candidato nem que só tenha o próprio partido para apoiá-lo, o senador Gladson Cameli (PP) resolveu adotar silêncio após o PMDB ter retirado o apoio à sua candidatura.

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Logo após o anúncio do PMDB de rever a sua política de coligações na oposição, que pode levar ao afastamento da candidatura ao Governo de Gladson Cameli (PP), conversei com o senador. Ele me disse estar tranquilo:

“O PMDB é maior de idade, maduro e deve saber o que está fazendo. Eles podem ficar à vontade. Estou pensando é no futuro do Estado e trabalhando no meu mandato de senador. Agora, saibam que ninguém vai me empurrar um vice garganta abaixo. Vou escolher alguém que seja da minha total confiança. Não quero saber dessas brigas pessoais (se referindo as desavenças entre Márcio Bittar- PMDB – e o deputado federal Major Rocha – PSDB) Isso é um problema deles. Estou montando uma chapa para contemplar a todos e estou cumprindo todos os acordos firmados. Ouvi o Bittar falar um monte de coisas a meu respeito e simplesmente relevei e fiquei tranquilo para não criar confusão. O PMDB já tem seu espaço garantido na chapa majoritária. Agora tenha a certeza que quem vai dizer quem será o meu vice sou eu. E ainda não disse quem será. Então estão brigando por algo que ainda não foi decidido. Até o dia 15 de março vou anunciar. E tenha outra certeza, que serei candidato mesmo que seja só pelo meu partido, o PP,” desabafou Gladson.

Entenda o caso

É um “blefe” do PMDB para pressionar o Gladson sobre a vice?

Li atônito a matéria do jornalista Ray Melo sobre a “possível” saída do PMDB da coligação que terá o senador Gladson Cameli (PP) como candidato ao Governo. Tenho o maior respeito pelo presidente do PMDB, deputado federal Flaviano Melo (PMDB), mas essa possibilidade, na minha opinião, é praticamente nula. Algumas questões não batem. Por exemplo, o outro candidato da oposição é o Coronel Ulysses (Sem Partido) que teria possibilidade zero de ter o apoio do PMDB. Se essa possibilidade não existe, quem seria o candidato do PMDB ao Governo? Não vejo no momento nenhum nome trabalhado para uma possível candidatura própria. Outro fator é que a nota assinada pelo Flaviano fala em rever as políticas de coligações na oposição e não de afastamento da chapa que está sendo articulada. Se isso acontecesse como o Flaviano e a deputada federal Jéssica Sales (PMDB) iriam se reeleger? O PMDB tem nomes suficientes para ter coeficiente eleitoral para a eleição dos seus dois principais deputados acreanos? Então tudo me parece uma forma de pressão para que o vice não venha do PSDB. O PMDB quer que o conselheiro do TCE, Valmir Ribeiro, seja o indicado para a chapa com o Gladson. Além disso, para muitos peemedebistas o senador Petecão (PSD), por não estar unido ao candidato do partido Bittar, não agrada e querem os tucanos longe da chapa majoritária, segundo o que tenho ouvido de algumas fontes. É um jogo de pôquer. Resta saber se o Gladson vai pagar para ver se é um blefe ou se realmente o PMDB tem cartas para vencer a parada.

O pomo da discórdia
Na quinta, 2, o senador Gladson Cameli esteve em visita ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) acompanhado do deputado federal Major Rocha e da pré-candidata ao Senado, Mara Rocha (PSDB). A audiência de Cameli com o presidenciável ao lado Rocha e Mara deve ter “incomodado” dentro do PMDB.

Um mais um
Essa visita dos três ao Alckmin pode ter sido interpretada como a certeza de que Mara Rocha será indicada a vice pelo Gladson. Isso contraria os interesses do PMDB. Sem dúvida uma confusão que ateou fogo na estabilidade dessa ala da oposição. Recentemente escrevi que as chapas majoritárias tanto da oposição quanto da FPA ainda podem sofrer reviravoltas. Aguardem.

Jogando pra vencer
O lançamento de Mara ao Senado foi uma jogada brilhante do deputado Rocha. Uma recente pesquisa, que não se sabe quem encomendou, a coloca com uma porcentagem alta na disputa. Assim ficou mais que qualificada para ser a vice. Sem falar no fato de ser mulher e conhecida em todo o Acre. Essa visita ao Alckmin fechou a equação. Dificilmente deixariam o PSDB fora da chapa majoritária.

Jogo perigoso
O PMDB já tem o ex-deputado Márcio Bittar (PMDB) como candidato ao Senado. Agora, também quer indicar o vice. Se o jogo acontecesse só nos bastidores seria mais fácil. Mas como cada movimento se torna público a imagem de “racha” e “desentendimento” dentro da oposição fica mais consolidada para a população.

Ponta do iceberg
Nessa altura o Gladson já deve ter sentido na pele que não será fácil essa sua candidatura ao Governo. Por incrível que pareça, não por conta dos adversários do PT, mas pelo “fogo amigo” e o jogo de interesses que campeia dentro da coligação oposicionista.

Órfãos
Agora, e se o Gladson se cansar de brincar nesse jogo? Como ficariam as coisas? É o nome mais forte que a oposição tem há muitos anos para ganhar o Governo, mas que está sofrendo uma pressão enorme para poder se viabilizar. Realmente não dá para entender.

Deve estar rindo
Por outro lado, o presidente do DEM acreano Bocalom, deve estar se divertindo e se enchendo de razão com essa confusão. Praticamente é certo que perderá o domínio do DEM para o deputado federal Alan Rick (DEM) na próxima Convenção Nacional do partido. Assim deve trilhar o caminho de um partido menor e continuar apoiando o Ulysses.

Sem pista pra correr
Uma outra questão é que a candidatura do Bittar ao Senado sem o Gladson se enfraquece. Como vai se viabilizar para a campanha? Precisa de um candidato forte ao Governo. Sem isso fica muito difícil disputar uma eleição que tem pretendentes a senadores muito fortes.

Precipitação
Todas essas confusões acontecem porque as eleições no Acre são demasiadamente antecipadas. Imagina, faltando ainda cinco meses para as convenções partidárias todas as chapas majoritárias dos grupos políticos do Estado já estão formadas. Acho uma grande precipitação. O normal nessa fase ainda são as especulações sobre quem irá disputar a eleição. Mas por aqui antecipam em quase um ano essas decisões. Na realidade, ao contrário do que alguns colegas jornalistas e políticos acham, escolha de vice deve acontecer próxima as convenções. É uma carta na manga que pode ser usada para se conseguir alguma vantagem para a campanha. Veja se há contentamento na indicação do vice do candidato da FPA Marcus Alexandre. Ainda existem muitos questionamentos. Mas como diria João Saldanha, vida que segue e aguardemos os próximos capítulos dessa novela.

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Acre

Rio Acre se aproxima da cota de transbordamento e mantém Rio Branco em alerta

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Nível atinge 13,85 metros ao meio-dia e fica a apenas 15 centímetros do limite de inundação

O nível do Rio Acre chegou a 13,85 metros às 12h desta segunda-feira (30), em Rio Branco, segundo boletim da Defesa Civil Municipal. A marca deixa o manancial a apenas 15 centímetros da cota de transbordamento, fixada em 14 metros.

De acordo com os dados, o rio apresentou elevação contínua ao longo da manhã. Às 6h, o nível era de 13,60 metros, subindo para 13,75 metros às 9h, até alcançar a medição do meio-dia.

Com a cota de alerta estabelecida em 13,50 metros, a capital acreana permanece em situação de atenção, com risco de transbordamento nas próximas horas, caso o ritmo de subida seja mantido.

O boletim também aponta o registro de 4,60 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, fator que contribui para a elevação do nível do rio.

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Acre

Com Bocalom no comando, PSDB acreano se reestrutura e prepara chapas competitivas para 2026

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Partido, que vivia ostracismo na política local, agora articula pelo menos seis nomes para federal, incluindo a primeira-dama Kellen Bocalom; definição das candidaturas sai até sábado

Do esquecimento ao protagonismo: PSDB renasce no Acre sob liderança de Tião Bocalom

O PSDB acreano, que nos últimos anos figurou como coadjuvante no cenário político do estado, volta a ganhar destaque com a chegada do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, ao comando da sigla. A mudança de direção, que afastou o deputado estadual Luiz Gonzaga da liderança partidária, deu lugar a uma reestruturação completa da executiva e à formação de chapas competitivas para as eleições de 2026.

A movimentação, que vinha sendo especulada nos bastidores, ganhou forma nos últimos dias. Segundo informações divulgadas pela imprensa da capital na manhã desta segunda-feira (30), o partido articula ao menos seis nomes com reais chances para disputar uma vaga na Câmara Federal. Entre eles, figura a primeira-dama de Rio Branco, Kellen Bocalom, que pode ser a representante feminina da legenda na disputa.

Para o partido Tucano, Bocalom pode escalar, na luta por uma cadeira na Câmara Federal, o ex-deputado federal Chicão Brígido, como um nome apontado por um grupo do agronegócio acreano. Foto: captada 

Mudança de comando e corrida contra o tempo

A definição das chapas começou com certo atraso devido à transição na presidência estadual do partido. Com a saída de Luiz Gonzaga e a entrada do grupo de Bocalom, toda a executiva foi renovada. Agora, sob o comando do prefeito da capital, o PSDB trabalha para lançar duas frentes eleitorais: uma para deputado estadual e outra para deputado federal.

O calendário eleitoral, no entanto, impõe um prazo curto. A expectativa é que até o próximo sábado ambas as chapas estejam completamente definidas.

Disputa acirrada por vaga na Câmara Federal

Para a composição da chapa federal, Bocalom costura alianças com diferentes setores e avalia nomes com experiência em cargos eletivos. Entre os cotados estão:

  • Carlos Beirute – ex-vereador e médico

  • Chicão Brígido – ex-deputado federal

  • João Marcos Luz – ex-vereador

  • Um nome indicado por um grupo do agronegócio

  • Kellen Bocalom – primeira-dama de Rio Branco

A inclusão de um nome ligado ao setor produtivo reflete a estratégia do partido de ampliar sua base de apoio no interior e dialogar com diferentes forças econômicas do estado.

O ex-vereador DE Rio Branco João Marcos Luz estará na disputa com pelo menos cinco pessoas com chances, inclusive uma mulher, que seria a primeira dama, Kellen Bocalom. Foto: captada 

Expectativa para os próximos dias

Com a definição iminente, o PSDB busca consolidar um palanque forte para as eleições de 2026, apostando na capilaridade do grupo de Bocalom e na oxigenação da legenda após anos de baixa visibilidade. A expectativa entre os aliados é que o partido volte a ocupar um papel de protagonismo no cenário político acreano.

Destaques:
  • PSDB reestruturado articula ao menos seis candidaturas para federal
  • Kellen Bocalom é cotada como possível nome feminino na chapa
  • Tião Bocalom assume comando do partido e promove renovação na executiva
  • Definição das chapas ocorrerá até o próximo sábado, conforme calendário eleitoral

A movimentação ocorre em meio a um cenário de indefinição na política estadual, com articulações para a sucessão de Gladson Cameli e reorganização de forças na oposição e na base aliada. O PSDB, que ensaiava um protagonismo nacional nos anos 1990 e 2000, tenta se reposicionar no Acre após um período de esvaziamento político.

Para o time Tucano de Bocalom, pode escalar na luta por uma cadeira na Câmara Federal a primeira dama, Kellen Bocalom. Até o próximo sábado, não só a chapa de federal, mas a estadual também será conhecida. Foto: captada 

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Acre

Energisa suspende energia em área alagada após rio Juruá atingir 13,42 metros

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Medida preventiva atinge 17 imóveis no Ramal Boca do Moa; população deve redobrar cuidados durante enchente

Na tarde desta segunda-feira (30), o nível do Rio Juruá atingiu 13,42 metros, afetando 16 bairros e comunidades e levando a Energisa a interromper o fornecimento de energia elétrica em 17 imóveis no Ramal Boca do Moa.

De acordo com a concessionária, a medida é preventiva e visa garantir a segurança da população e das equipes em serviço. O fornecimento será restabelecido assim que houver condições seguras.

Durante o período, a população deve redobrar os cuidados com a rede elétrica. O gerente Loureman Azevedo faz um alerta sobre os riscos em áreas alagadas. “Durante enchentes, é fundamental redobrar os cuidados com a energia elétrica. Em casos de inundação em residências ou estabelecimentos, não deve haver contato com instalações elétricas, sendo indispensável desligar o disjuntor interno para evitar curtos-circuitos e choques elétricos”, destacou.

A Energisa também recomenda retirar da tomada equipamentos eletroeletrônicos, não manusear bombas d’água e jamais se aproximar de fios partidos, especialmente em locais com presença de água.

Em qualquer situação de risco envolvendo a rede elétrica, como fios caídos ou água próxima ao medidor, a população deve acionar imediatamente a concessionária pelos canais de atendimento: WhatsApp Gisa (68) 99233-0341, aplicativo Energisa On ou pelo telefone 0800 647 7196.

Orientações de segurança

A população deve ficar atenta e reforçar os cuidados tanto dentro de casa quanto nas ruas durante períodos de chuvas intensas e alagação. Entre as principais recomendações estão:

  • Ficar longe de árvores;
  • Evitar permanecer próximo a estruturas altas, como torres de telefonia ou de energia elétrica;
  • Jamais se aproximar de fios partidos ou caídos;
  • Não manusear bombas d’água em locais molhados enquanto estiverem conectadas à rede elétrica;
  • Não entrar em áreas alagadas próximas a postes, caixas de energia ou medidores;
  • Se a água invadir a residência, desligar o disjuntor geral, desde que seja seguro fazê-lo;
  • Não tocar em tomadas, fios ou aparelhos molhados; retirar da tomada TVs, geladeiras, micro-ondas e outros eletrônicos;
  • Evitar subir em telhados, muros ou lajes durante a enchente, especialmente próximos à fiação elétrica;
  • Não tentar religar a energia por conta própria após a enchente; aguardar a equipe da Energisa.

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