Subordinada às diretrizes do governador Gladson Camelí, a presidente do Deracre conduz uma gestão focada em decisão, obra e entrega nos municípios
Antes de sentar na cadeira da presidência, Sula Ximenes passou pelos ramais, pelas obras e pelas áreas internas do órgão. Conheceu o Deracre de baixo para cima, enfrentando sol, chuva e dias longos. É esse ritmo, repetido ao longo dos anos, que hoje orienta as decisões à frente da presidência do Deracre.
“Quando a gente está no trecho, entende mais rápido onde o processo trava e o que precisa ser resolvido”, afirma.
Sula ingressou no órgão em 2013. Começou no atendimento, lidando com processos e acompanhando equipes que seguiam para os ramais. Aprendeu cedo que acompanhar a obra de perto faz diferença. Passou a anotar tudo em um caderno simples: nomes, locais e pendências. Esse hábito nunca a deixou.
O avanço dentro do Deracre não foi rápido nem planejado. Vieram as funções de secretária, chefe de gabinete e, depois, diretora de Planejamento. Em cada etapa, foi entendendo como o órgão funcionava na prática. Sabia onde um processo travava, quem resolvia e quanto tempo se perdia quando ninguém assumia a decisão. Quando passou a planejar obras, já conhecia o impacto de cada atraso para quem vivia do outro lado da estrada.
Em 2024, quando o governador Gladson Camelí a indicou para presidir o Deracre, Sula já conhecia o caminho das obras e o caminho dos papéis. Não mudou a rotina ao assumir o cargo. Continuou indo às frentes de serviço, agora com responsabilidade direta sobre prazos, prioridades e decisões. A diferença foi a escala.
Antes de acelerar grandes obras, a nova presidente voltou o olhar para dentro. Estruturas que não funcionam travam qualquer execução. A sede de Rio Branco, o almoxarifado, o auditório, a usina de asfalto e o estande institucional passaram por reformas. No interior, as regionais de Sena Madureira, Brasiléia, Feijó e Cruzeiro do Sul também foram recuperadas. O investimento de R$ 6,9 milhões apareceu na rotina das equipes.
“Organizar a casa era necessário para dar ritmo às obras”, destacou.
A mesma lógica orientou a renovação da frota. O Deracre adquiriu usina móvel de asfalto, caminhões, rolos compactadores e escavadeiras, com investimento de R$ 5,7 milhões. Hoje, a frota soma cerca de 500 equipamentos, entre próprios e cedidos, permitindo atuação em várias regiões ao mesmo tempo. Para quem começou acompanhando equipes nos ramais, a prioridade era clara: máquina parada não entrega obra.
“Se a máquina não roda, a obra não anda”, afirmou a presidente.
Essa estrutura foi decisiva para a Operação Verão 2025. O planejamento começou ainda no período de chuvas. Quando as frentes entraram em campo, cerca de 1.500 trabalhadores e 700 máquinas estavam mobilizados nos 22 municípios. A meta inicial era recuperar 4 mil quilômetros de ramais.
Os números viraram obras entregues na gestão do governador Gladson Camelí. O Relatório Anual de Gestão 2025 consolidado do Deracre mostra as decisões adotadas pelo governo ao longo do ano. A execução ocorreu antes do balanço. Os dados vieram depois.
Foram mais de 11,6 mil quilômetros recuperados na zona rural, com R$ 31,9 milhões aplicados. Nos municípios, o apoio direto somou R$ 34,6 milhões, com 21 mil toneladas de massa asfáltica aplicadas em vias urbanas. As rodovias estaduais receberam R$ 51 milhões em manutenção durante a estiagem.
A visibilidade veio porque o trabalho do governo passou a aparecer. Em 2025, o Deracre movimentou R$ 664,8 milhões em obras de infraestrutura. Foram nove obras concluídas e 105 frentes de serviço ativas.
O resultado superou o previsto. Em Xapuri, a Estrada da Variante foi entregue após mais de 30 anos de espera. A Ponte da Sibéria ligou o centro ao bairro que cresceu isolado por décadas. A AC-445, entre Bujari e Porto Acre, passou a garantir ligação entre os municípios.
“São obras que atendem demandas antigas das comunidades”, afirmou Sula.
Em Tarauacá, a terceira entrada reorganizou o acesso à cidade. Em Sena Madureira, a nova rampa do Rio Iaco melhorou a rotina de famílias ribeirinhas. Em Rio Branco, a Avenida Antônio da Rocha Viana voltou a cumprir seu papel como eixo da capital.
A manutenção das rodovias seguiu o mesmo critério. Na AC-40, o trabalho passou a ser preventivo. Na AC-475, a intervenção evitou a perda do pavimento. Em Xapuri, a AC-485 recebeu reforço nos pontos mais críticos.
Na Transacreana, o Deracre iniciou a recuperação de 59 quilômetros. No Juruá, as ações alcançaram a AC-198 e a AC-405, garantindo mobilidade regional e acesso ao aeroporto de Cruzeiro do Sul.
Nos ramais, as frentes de serviço se espalharam pelo interior. Em Porto Acre, o Ramal dos Paulistas recebe pavimentação e uma nova ponte. Em Sena Madureira, o Ramal do Adolar avança com pavimentação e passarela. Em vários municípios, ramais deixaram de depender do próximo verão para funcionar.
Nas cidades, o Deracre executa obras que resolvem problemas do dia a dia. Em Feijó, a Rua Pedro Alexandrino recebe drenagem e pavimentação. Em Brasiléia, a orla do Rio Acre está sendo reconstruída após enchentes. Em Rio Branco, a Passarela Joaquim Macedo passa por reforço na estrutura.
Em Marechal Thaumaturgo, a construção da passarela sobre o Rio Amônia avança pilar por pilar, com estrutura projetada para garantir travessia segura durante o período de cheia e acesso permanente ao aeródromo. Em Sena Madureira, a Casa do Produtor entrou na fase final.
A organização também alcançou a infraestrutura aérea. Em 2025, o Acre superou a marca de 10 mil voos. A ampliação de voos noturnos e a operação em aeródromos iluminados ampliaram atendimentos e resgates.
“A aviação se tornou um serviço essencial para quem vive nas regiões mais isoladas”, destacou a presidente.
O planejamento para 2026 já está em andamento, com mais de R$ 190 milhões em projetos em análise ou licitação, incluindo novas pontes, pavimentações urbanas e obras estruturantes.
Manifestação saiu de Epitaciolândia e seguiu até Brasiléia; grupo critica proposta do Estado e cobra mais investimentos na unidade
Servidores da saúde realizaram na tarde desta segunda-feira (23) uma caminhada contra a proposta de terceirização de parte dos serviços do Hospital Regional do Alto Acre Raimundo Chaar, em Brasiléia. A unidade atende os municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Xapuri e Assis Brasil, além de pacientes de cidades bolivianas e até do Peru.
O ato contou com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), além de políticos e simpatizantes da causa. A mobilização teve início em Epitaciolândia, percorreu as principais avenidas da região e seguiu até o hospital, em Brasiléia.
Os servidores que se posicionam contra a terceirização afirmam que a medida pode gerar prejuízos em diferentes áreas, além de não resolver problemas estruturais como falta de investimentos e carência de profissionais.
Durante o protesto, os manifestantes levaram um caixão simbólico, que, segundo o grupo, representa a situação da saúde pública e a necessidade de maior atenção por parte do governo estadual. Com faixas e palavras de ordem contrárias à terceirização, o grupo — com menos de 100 pessoas — encerrou o ato em frente ao hospital.
A proposta divide opiniões. Parte da população critica a atual situação da unidade, apontando falhas no atendimento e falta de profissionais . Para alguns moradores, uma nova forma de gestão pode representar melhoria nos serviços, embora também haja desconfiança sobre os impactos da mudança.
O governo do Estado informou que a alteração administrativa deverá promover melhorias no atendimento e que poucas mudanças estruturais estão previstas, defendendo que a medida será positiva para a população.
Buscando finalizar o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), nesta segunda-feira (23), a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Defesa Civil Municipal, iniciou a terceira e última etapa da elaboração do plano. A ação conta com a parceria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, do Serviço Geológico do Brasil e da Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades.
O trabalho é considerado essencial para propor melhorias que visam reduzir os inúmeros riscos que afetam o município e que, ao longo dos anos, têm causado prejuízos à população, especialmente nas áreas mais vulneráveis.
Ação conta com a parceria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, do Serviço Geológico do Brasil e da Secretaria Nacional de Periferias, vinculada ao Ministério das Cidades. (Foto: Secom)
Por meio de termo de adesão firmado pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom com o Governo Federal, todas as etapas do plano contam com o acompanhamento técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
Com a conclusão desta fase, Rio Branco deverá lançar em breve o seu Plano Municipal de Redução de Riscos, consolidando um importante instrumento de planejamento urbano e prevenção de desastres.
A proposta é melhorar significativamente as condições de vida das famílias que residem em áreas de risco, além de apresentar medidas para mitigar os impactos provocados por erosões, alagamentos, inundações, deslizamentos de terra e movimentos de massa.
O coordenador da Defesa Civil afirmou que a Prefeitura de Rio Branco atua com planejamento e ações preventivas para garantir mais segurança às famílias que vivem em áreas de risco, priorizando a proteção da vida e do patrimônio. (Foto: Secom)
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, o objetivo da Prefeitura de Rio Branco é assegurar um trabalho eficaz, capaz de garantir mais segurança à população que vive em áreas de risco, por meio de ações preventivas, planejamento técnico e monitoramento contínuo das regiões vulneráveis, priorizando a proteção da vida e do patrimônio das famílias.
“A iniciativa representa um passo fundamental para fortalecer as ações preventivas do município, reduzir perdas materiais e, sobretudo, preservar vidas, garantindo mais segurança e qualidade de vida à população de Rio Branco”, asseverou Cláudio Falcão.
Com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Agropecuária, vem fortalecendo as ações voltadas ao apoio direto ao homem do campo. Além da assistência técnica, mecanização agrícola, distribuição de calcário e insumos, o município passou a realizar também a cessão de mudas de café, milho e arroz.
Na manhã desta segunda-feira (23), mais uma área da Embrapa foi preparada para o plantio de arroz das variedades Primavera e BRS 360. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Na manhã desta segunda-feira (23), mais uma área da Embrapa foi preparada para o plantio de arroz das variedades Primavera e BRS 360, geneticamente melhoradas e oriundas do Estado de Rondônia. A iniciativa tem como objetivo aumentar a produtividade, gerar renda e fortalecer a agricultura familiar em Rio Branco.
O prefeito destacou que, no ano passado, foram cultivados três hectares de sementes de arroz na área da Embrapa, que já foram distribuídas aos agricultores familiares, e anunciou que a usina de beneficiamento de arroz, feijão e milho está em fase final de implantação.
“No ano passado a gente fez três hectares aqui na Embrapa de semente de arroz e esse ano já distribuímos para os agricultores familiares”, afirmou o prefeito. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“No ano passado a gente fez três hectares aqui na Embrapa de semente de arroz e esse ano já distribuímos para os agricultores familiares. Nós já estamos acabando de montar a usina de beneficiamento de arroz, feijão e milho e, se Deus quiser, ainda este ano Rio Branco já vai começar a comer arroz produzido aqui”, afirmou.
“Faltava, na realidade, política de governo. E é isso que nós estabelecemos na Prefeitura. É uma questão de tempo para substituir boa parte do que a gente importa, produzindo aqui”, enfatizou Bocalom. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O gestor ressaltou ainda a força e a vontade de produzir do homem do campo e lembrou que, por muitos anos, faltaram políticas públicas de apoio e incentivo, o que desestimulou diversos produtores e levou ao abandono de áreas produtivas.
“Chega de mandar dinheiro embora para comprar aquilo que a gente pode produzir”, disse o prefeito de Rio Branco. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Faltava, na realidade, política de governo. E é isso que nós estabelecemos na Prefeitura. É uma questão de tempo para substituir boa parte do que a gente importa, produzindo aqui. O emprego fica aqui, o dinheiro fica aqui. Chega de mandar dinheiro embora para comprar aquilo que a gente pode produzir. O agricultor familiar sempre foi muito mal atendido, não tinha ramal, não tinha assistência técnica, não tinha fomento com calcário, adubo e semente, que é tudo o que a nossa prefeitura está fazendo”, enfatizou.
A iniciativa busca fortalecer a economia local, garantir dignidade e condições de permanência do homem no campo. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
No ano passado, foram colhidas cerca de cinco toneladas de arroz na área experimental, e todas as sementes já foram distribuídas para os produtores rurais do município. A iniciativa busca fortalecer a economia local, garantir dignidade e condições de permanência do homem no campo, além de assegurar a produção de alimentos de qualidade para a mesa do consumidor rio-branquense. O trabalho desenvolvido pela prefeitura também tem como foco a redução do êxodo rural e, consequentemente, a diminuição dos índices de pobreza na zona urbana.
O secretário municipal de Agropecuária, Eracides Caetano, destacou que a parceria com a Embrapa tem sido fundamental para os avanços no setor, garantindo análise de solo, acompanhamento técnico e acesso a sementes de melhor qualidade.
“No ano passado colhemos quase cinco mil quilos de arroz aqui, já distribuímos para os produtores e estamos fazendo um novo plantio para ampliar essa entrega a partir do próximo ano”, explicou o secretário municipal Eracides Caetano (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Firmamos um termo de compromisso com a Embrapa que envolve desde a análise de solo até o acompanhamento técnico. No ano passado colhemos quase cinco mil quilos de arroz aqui, já distribuímos para os produtores e estamos fazendo um novo plantio para ampliar essa entrega a partir do próximo ano. O prefeito tem muita preocupação em manter o homem no campo, e isso só é possível dando condições para ele produzir com tecnologia”, explicou.
Segundo o secretário, o objetivo da gestão municipal é assegurar assistência, insumos e tecnologia para que o agricultor familiar permaneça no campo com dignidade, aumentando a produtividade e fortalecendo a economia rural de Rio Branco.
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