Geração belga brilha, desmancha Brasil de Tite e frustra o sonho do hexa
O Brasil só encontrou esperança com Renato Augusto, que diminuiu o marcador, mas a semifinal contra a França ficará a cargo dos belgas em uma Copa que agora é só de seleções europeias.
Motivo de intermináveis discussões entre brasileiros nos últimos anos, a Bélgica e sua “ótima geração” encerraram o sonho do hexacampeonato na Rússia nesta sexta-feira (6), em Kazan. Com gols de Fernandinho, contra, e De Bruyne, todos no primeiro tempo, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 e deixou a Copa do Mundo de 2018 bem antes que sua torcida imaginava. Renato Augusto foi o responsável pelo gol de consolação brasileiro.
Em dia de Neymar muito abaixo do normal e grande atuação de Lukaku, a Bélgica desmanchou a defesa brasileira, ressentida da ausência de Casemiro e com Fernandinho, quatro anos depois, em mais uma atuação trágica. O Brasil só encontrou esperança com Renato Augusto, que diminuiu o marcador, mas a semifinal contra a França ficará a cargo dos belgas em uma Copa que agora é só de seleções europeias.
A eliminação contra um rival que tem jogadores em quase todas as grandes equipes da Europa se deu em noite atípica em quase dois anos da era Tite. O Brasil não havia sofrido dois gols em nenhum jogo sob seu comando e não havia perdido com time completo em campo até a fatídica eliminação em Kazan.
O melhor: Lukaku
Imagem: Francisco Seco/AP
O centroavante belga que fala português foi verdadeiro trator em Kazan. Lukaku, quase um ponta direita na proposta de jogo de seu time, travou um duelo firme com Miranda, que se desdobrou em disputas contra ele. Lukaku, porém, prendeu bolas, deu arrancadas e praticamente matou o confronto com a assistência para De Bruyne marcar.
O pior: Fernandinho
Imagem: Buda Mendes/Getty Images
Novidade na escalação do Brasil por suspensão de Casemiro, o substituto teve mais uma noite para esquecer em Mundiais. O volante adorado por Pep Guardiola anotou o gol contra que desmanchou o time brasileiro, não conseguiu conter Lukaku no segundo gol e a partir disso somou decisões erradas, ansioso por uma redenção dentro do próprio jogo. Foi o segundo contra do Brasil em Copas, depois do feito por Marcelo, contra a Croácia, em 2014.
Neymar manca, pede pênaltis e some na hora da decisão
Imagem: Buda Mendes/Getty Images
Na Copa que parecia dele, aos 26 anos, Neymar não conseguiu vencer a Bélgica que poucos espaços concedeu. O primeiro tempo foi regular, mas o segundo foi provavelmente seu pior na Copa. O camisa 10 errou domínios, passes bobos e se reencontrou com um artifício que atrapalha seu jogo. Pediu pênaltis enquanto não via as coisas funcionarem. Nos acréscimos, um belo chute quase marcou o empate, mas encerrou um Mundial em que ele, de novo, não chegou à semifinal e em que sofreu com dores no pé operado do começo ao fim.
Roberto Martínez libera trio ofensivo e desmancha o Brasil com formação inédita
O treinador espanhol que comanda a Bélgica fez mudanças profundas depois de quase ser eliminado pelo Japão nas oitavas de final. O sistema com linha de cinco na defesa foi alterado para quatro defensores, com Vertonghen, zagueiro de origem, na lateral esquerda. A área foi bem protegida por Witsel e ainda Fellaini e Chadli, novidades. O ataque ficou a cargo de De Bruyne, como armador a explorar os espaços de Fernandinho, e Hazard e Lukaku como atacantes. O Brasil nunca conseguiu ser firme como antes diante desse trio protagonista do Campeonato Inglês.
Início bom do Brasil dura pouco e vale nada após gol da Bélgica
Os primeiros minutos do jogo em Kazan foram de perigo para o Brasil, que teve oportunidades claras com Thiago Silva, que acertou a trave, e Paulinho, que não conseguiu arrematar a gol em disputa na área. Durou pouco o domínio: com 13min, Fernandinho colocou contra as próprias redes em raspada de cabeça e inaugurou o marcador a favor da Bélgica. O lance mudaria a etapa inicial e ditaria o placar do jogo.
Gol contra de Fernandinho é a bola parada que assombra o Brasil e a Copa
Imagem: Laurence Griffiths/Getty Images
Até então, seis gols sofridos na era Tite. E tal qual o anotado contra por Fernandinho, a bola parada como vilã já havia pintado em quatro oportunidades. O caminho foi aberto da maneira como tem sido muito comum no Mundial da Rússia e da mesma forma como a França, mais cedo, fez seu primeiro gol sobre o Uruguai. O índice dos gols nesse tipo de lance é superior a 45% de todos feitos no Mundial.
Desvantagem faz Brasil se perder. A Bélgica aproveita e amplia
Imagem: Frank Augstein/AP
O gol contra de Fernandinho, e seu descontrole na sequência, fez o Brasil se perder psicologicamente e o equilíbrio do time foi abaixo. Enormes clarões se abriram no meio-campo e a recomposição ruim foi aproveitada pela Bélgica. Em lindo lance de Lukaku, que venceu Fernandinho e arrancou justamente nesse buraco, De Bruyne recebeu e, de fora da área, acertou um chutaço sem qualquer chance para Alisson.
Brasil pede pênalti, mas VAR manda seguir
A seleção brasileira chegou a pedir pênalti aos 10 minutos do segundo tempo, quando Gabriel Jesus tentou driblar Kompany dentro da área e foi derrubado. O árbitro Milorad Mazic consultou o árbitro de vídeo, mas mandou a partida seguir na sequência.
Antes disso, um lance envolvendo Neymar também fez o técnico Tite pedir que a tecnologia fosse utilizada. Neymar invadiu a área e caiu. O árbitro mandou a partida seguir e o próprio atacante pediu para que os jogadores da seleção brasileira não reclamassem. Já no fim, o camisa 10 voltou a pedir penalidade em um empurrão na área, mas nada foi marcado.
Tite manda o time com tudo à frente, mas insiste em Fernandinho
Imagem: Michael Regan – FIFA/FIFA via Getty Images
Sem sucesso na proposta de jogo inicial, Tite ainda no primeiro tempo alterou o 4-1-4-1 para o 4-4-2 que marcou a vitória sobre o México. No intervalo, Firmino, o principal reserva brasileiro na Copa, entrou para aumentar o poder de fogo do ataque, e minutos depois foi Gabriel Jesus quem saiu para que Douglas Costa desse mais energia pela ponta. A última cartada foi Renato Augusto, que incendiou o jogo com um gol. Já Fernandinho, o pior em campo, seguiu até o final.
Renato Augusto comanda reação, mas Brasil não tem forças para empatar
Acionado para a vaga de um Paulinho que deixa a Copa do Mundo com mais uma atuação ruim, Renato encontrou as redes aos 30min: um bonito lançamento de Coutinho parou na cabeçada dele, que venceu Courtois e incendiou a torcida. O Brasil teve pelo menos mais quatro chances, com Renato, Firmino, Coutinho e por fim Neymar, que no suspiro final viu o goleiro belga, gigante, impedir o empate.
Suspensão de Casemiro desequilibra o meio-campo do Brasil
Entre os grandes responsáveis pelo sucesso defensivo da zaga brasileira nos primeiros quatro jogos, Casemiro foi uma ausência muito sentida. As coberturas perfeitas, a leitura defensiva e a força física dele foram substituídas por um jogo que Fernandinho certamente tentará esquecer. Das tribunas, o volante que levou cartão tolo contra o México certamente lamentou não poder ajudar o Brasil.
Russo do meme comparece ao estádio
Imagem: Divulgação/CBF
A torcida brasileira contou com um reforço em Kazan. O russo Yuri Torsky, que ficou conhecido durante a partida contra o México nas oitavas como o “Psicopata do hexa”, assistiu ao duelo contra a Bélgica no estádio. Antes do jogo, ele já havia participado do “esquenta” da torcida brasileira junto com o Canarinho Pistola.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 1 x 2 BÉLGICA
Local: Arena de Kazan, em Kazan (Rússia) Data: 6 de julho de 2018 (sexta-feira) Horário: 15h (de Brasília) Público: 42.873 espectadores Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia) Assistentes: Milovan Ristic e Dalibor Djurdjevic (ambos da Sérvia) Cartões Amarelos: Fagner e Fernandinho (Brasil); Alderweireld e Meunier (Bélgica) Gols: Renato Augusto (30’/2ºT) Fernandinho, contra (12’/1ºT) e Kevin De Bruyne (30’/1ºT)
BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto) e Philippe Coutinho; Willian (Firmino), Neymar e Gabriel Jesus (Douglas Costa). Técnico: Tite.
BÉLGICA: Courtois; Meunier, Alderweireld, Kompany e Vertonghen; De Bruyne, Witsel e Fellaini; Chadli (Vermaelen), Hazard e Lukaku (Tielemans). Técnico: Roberto Martínez.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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