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Gabigol marca dois, Fla vira sobre o River no fim e é bi da Libertadores

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Depois de ficar atrás no placar desde os primeiros minutos, equipe conseguiu dois gols na reta final da partida e garantiu o título da competição continental

Gabigol foi o grande herói do título do Flamengo – REUTERS/Henry Romero – 23.11.2019

Com R7

Foi com muita emoção, mas o Flamengo é bicampeão da Libertadores! Depois de ficar atrás no placar por quase todo o jogo, a equipe conseguiu a virada nos minutos finais e venceu o River Plate por 2 a 1 neste sábado, no Estádio Monumental de Lima, no Peru.

O grande herói foi Gabigol, autor dos dois gols do Flamengo na partida. No primeiro tempo, Borré abriu o placar para os argentinos.

É o segundo título do Rubro-Negro na principal competição da América do Sul. O primeiro foi em 1981, em um time que contava com Júnior, Zico e outros grandes craques. 

O jogo

O Flamengo começou a partida tentando tomar conta das principais ações ofensivas, com o River buscando esfriar a temperatura do duelo. Porém, conforme o tempo foi avançando, os argentinos passaram a se soltar mais. E conseguiram o primeiro gol aos 14. Nacho Fernández avançou pela esquerda e cruzou para a área. Arão e Gerson se atrapalharam, deixaram a bola passar e ela chegou em Borré, que bateu rasteiro para superar o goleiro Diego Alves e abrir o placar.

A desvantagem no placar não tirou a tranquilidade do Fla, que continuou com mais posse de bola, mas sem encontrar espaços para atacar. Os melhores momentos da equipe eram através de bolas paradas.

Enquanto isso, o River mostrava toda a sua experiência e conseguia envolver os defensores brasileiros. Aos 36, após bela troca de passes, a bola chegou em Palacios, que arriscou de longe e por pouco não surpreendeu Diego Alves.

Na volta para o segundo tempo, o Flamengo conseguiu no primeiro minuto o que não obteve em toda a etapa inicial. Arrascaeta puxou contra-ataque e tocou para Gabigol, que finalizou de longe, testando o goleiro Armani, que conseguiu espalmar.

E por muito pouco o empate não saiu aos 11. Bruno Henrique fez jogada individual pela esquerda e cruzou na medida para Arrascaeta, que furou na hora de mandar para o gol. A zaga do River não conseguiu afastar e a bola ficou com Gabigol, que bateu em cima da marcação. Na terceira chance, Everton Ribeiro bateu no cantinho e Armani fez a defesa.

O Flamengo continuou insistindo. Aos 30, Everton Ribeiro cruzou da esquerda e Arrascaeta tentou de bicicleta. No rebote, Diego tentou o chute colocado e mandou para longe do gol.

O River voltou a assustar aos 35. Suárez fez a jogada pela direita, ganhou de Marí e rolou para trás. Palacios chegou chutando rasteiro e mandou para fora.

E quando parecia que as coisas se complicavam para o Flamengo, apareceu a estrela de Gabigol. Aos 43, Bruno Henrique encontrou belo passe para Arrascaeta, que cruzou na medida para o camisa 9, que mandou para o gol.

E foi novamente Gabigol quem fez o gol do título. Nos acréscimos, a zaga do River errou e o artilheiro chutou firme para decretar o bicampeonato da Libertadores para o Rubro-Negro.

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Redução da jornada para 36 horas pode derrubar PIB em 6,2%

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Estudos do FGV-Ibre e do Ipea mensuram o aumento do custo da hora trabalhada com o fim da escala 6×1 sem compensações

Posição do STF reforça decisão do tribunal. A nova regra será válida para profissionais de carteira assinada | Foto: Reprodução/Wikipedia | Foto: Reprodução/Wikipedia

A redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 36 horas semanais, impulsionada pela mobilização pelo fim da escala 6×1, pode provocar queda de 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB). As estimativas são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e consideram o trabalho como fator de produção.

Além do impacto negativo no PIB, a adoção da jornada de 36 horas elevaria em 22% o custo da hora trabalhada para quem atualmente cumpre o teto constitucional de 44 horas, segundo os estudos. No conjunto dos empregos formais, a alta média seria de 17,6%.

O custo operacional das empresas subiria em menor proporção, variando conforme a intensidade de uso de mão de obra em cada atividade.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta: pressa por debater a escala 6×1 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Centrais sindicais defendem o fim da escala 6×1 sob o argumento de que há exploração excessiva da mão de obra. Essas entidades sustentam que eventuais perdas seriam compensadas por maior consumo, estímulos à inovação e ganhos de produtividade.

A produtividade por hora trabalhada no Brasil cresceu apenas 0,5% ao ano entre 1981 e 2023, segundo o Observatório da Produtividade Regis Bonelli. A agropecuária avançou 6% ao ano, enquanto a indústria registrou queda média de 0,3% (–0,9% na indústria de transformação).

+ “Por que a PEC não resolve o problema da escala 6×1

O setor de serviços, responsável por 70% das horas trabalhadas, permaneceu praticamente estagnado. No conjunto da economia, a renda do trabalho tem crescido acima da produtividade, pressionando os custos empresariais sem aumento proporcional da produção.

Perda de PIB com redução da jornada | Foto: Reprodução/Folha de S.Paulo

No último dia 9, o presidente da Câmara, Hugo Motta, encaminhou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o fim da escala 6×1 à Comissão de Constituição e Justiça. De olho na reeleição, o governo Lula pretende tratar do assunto por meio de projeto de lei, caminho considerado mais ágil do que uma emenda constitucional.

De acordo com simulações do FGV-Ibre, a retração do PIB ocorreria caso a redução da jornada não viesse acompanhada de aumento de produtividade — ponto considerado central, já que, exceto na agropecuária, os ganhos produtivos estão praticamente estagnados há décadas.

Fim da escala 6×1 impactaria setores de modos diferentes

Os efeitos não seriam homogêneos. Setores com jornadas médias mais longas teriam maiores dificuldades de adaptação. O transporte aparece entre os mais vulneráveis, com perda estimada de 14,2% no valor adicionado.

Histórico da jornada semanal no Brasil, em horas efetivamente trabalhadas | Foto: Reprodução/Folha de S.Paulo

Na indústria extrativa, o recuo projetado é de 12,6%, e no comércio — grande empregador com média de 41 horas semanais —, de 12,2%. Especialistas alertam que, no comércio, a redução pode afetar trabalhadores que dependem de comissões. Já a administração pública teria impacto mais limitado, de 1,7%, por já operar próxima das 36 horas.

Fernando de Holanda Barbosa, do FGV-Ibre, avalia que a medida teria efeito regressivo, ao beneficiar principalmente servidores públicos e trabalhadores formais. Segundo ele, informais e autônomos continuariam submetidos a longas jornadas, e serviços informais ligados ao setor público poderiam sofrer redução de oferta.

Atualmente, a média semanal trabalhada no Brasil é de 38,4 horas, com variações significativas entre setores. A última mudança no teto ocorreu na Constituição de 1988, quando a jornada máxima caiu de 48 para 44 horas, e a média efetiva recuou de 42,8 para 41,8 horas entre 1988 e 1989.

Aumento do gasto em alguns setores | Foto: Reprodução/Folha de S.Paulo

Segundo o Ipea, o impacto real sobre os custos empresariais dependerá da proporção de trabalhadores com jornadas longas e do peso da folha salarial nas despesas totais. Vigilância e segurança, que têm 78,2% das despesas destinadas a pessoal, teriam alta de 6,6% nos custos, e serviços para edifícios, com 75,3% dos custos direcionados à equipe, de 6%.

Já comércio e indústria de alimentos registrariam impacto operacional próximo de 1%, pois o trabalho representa fatia menor de seus custos — 11,2% e 7,8%, respectivamente. Cerca de 13 milhões de trabalhadores atuam em atividades em que o impacto direto não ultrapassaria 1% do custo operacional.

Pequenas empresas enfrentariam maiores desafios. Enquanto 79,7% dos trabalhadores no país cumprem jornadas acima de 40 horas, nas firmas com até quatro empregados o índice chega a 87,7%, o que exigiria reorganização mais intensa e possivelmente elevaria custos.


Redação Oeste, com informações da Folha de S.Paulo

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Sem identificação: homem é encontrado morto às margens da BR-317, em Xapuri

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Vítima estava apenas de cueca e não portava documentos; causa da morte será apurada

Um homem foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (17), às margens da BR-317, no município de Xapuri. O corpo estava do lado direito da rodovia, no sentido Xapuri, após o Restaurante e Lanchonete Araxá.

De acordo com informações repassadas à polícia, por volta das 9h50, um morador acionou o 190 informando que havia um homem caído às margens da estrada federal, vestido apenas de cueca. O solicitante relatou que não percebeu, a princípio, sinais aparentes de violência.

A guarnição foi comunicada via Copom sobre a ocorrência de encontro de cadáver. Ao chegar ao local, os policiais constataram que uma equipe da Polícia Rodoviária Federal já realizava o isolamento da área. Os agentes federais informaram que haviam sido acionados mais cedo para averiguar a situação, por se tratar de trecho de rodovia federal, e que já tinham comunicado a Polícia Civil para os procedimentos cabíveis e acionamento do Instituto Médico Legal (IML).

Em conversa com a comunicante, ela relatou que, ao sair de sua colônia nas primeiras horas da manhã, avistou o corpo próximo à BR e imediatamente entrou em contato com a polícia.

Até o momento, a vítima não foi identificada, pois não portava documentos pessoais. As circunstâncias e a causa da morte serão esclarecidas após os trabalhos periciais.

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Foragido há mais de 10 anos é preso após roubo a comércio em Xapuri

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Suspeito foi localizado em terreno baldio com o dinheiro levado do caixa e tinha diversas passagens pela polícia

Um homem identificado como Maurício Silva de Souza, de 42 anos, conhecido pelo apelido de “Bago”, foi preso na manhã desta segunda-feira (16), acusado de roubar um comércio na Rua Nações Unidas, no bairro Laranjal, em Xapuri.

De acordo com informações da Polícia Militar, por meio do 5º Batalhão, a guarnição realizava patrulhamento de rotina quando foi acionada pelo Copom para atender a uma ocorrência de roubo no local.

Segundo relato da proprietária, um homem encapuzado entrou no estabelecimento e anunciou o assalto sob ameaça. Após a vítima se render, o suspeito levou cerca de R$ 60,00 do caixa e, antes de fugir, ainda afirmou que retornaria para pegar mais dinheiro. Ele seguiu em direção ao Beco do Tôin.

Com base nas características repassadas, os militares iniciaram buscas na região e localizaram o suspeito em um terreno baldio ao final do beco. Maurício ainda usava as mesmas roupas descritas pela vítima e estava com o valor subtraído.

Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil do município. Na unidade, consulta ao sistema confirmou que o homem estava foragido da Justiça há mais de dez anos e possuía diversas passagens, incluindo por roubo e receptação.

Maurício Silva de Souza permanece à disposição da Justiça. A Polícia Militar informou que tem intensificado o combate à onda de roubos registrada na cidade, com respostas rápidas às ocorrências.

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