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Foragido da Justiça é morto a tiros na região da Vila Acre, em Rio Branco

Na noite desta quinta-feira (21), a região da Vila Acre, localizada no Segundo Distrito de Rio Branco, foi palco de um violento incidente que resultou na morte de Ricardo Leite de Araújo, de 47 anos. Identificado como foragido da justiça, foi alvejado com múltiplos disparos de arma de fogo.
Ricardo estava em sua residência, fazendo comida para compartilhar com sua avó, uma idosa deficiente visual e cadeirante, com quem dividia o lar.
O assassinato ocorreu quando os agressores estacionaram um veículo em frente à casa da vítima e a chamaram no portão. Ao se aproximar, Ricardo foi brutalmente atingido por quatro tiros, que atingiram sua cabeça e peito. Os responsáveis pelo crime fugiram imediatamente após os disparos.

Moradores aguardaram até que os agressores se afastassem do local para averiguar o que havia acontecido, e foi então que encontraram Ricardo agonizando.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi prontamente acionado para prestar os primeiros socorros, porém, ao chegarem ao local, os socorristas apenas puderam constatar o óbito do homem.
A Polícia Militar prontamente isolou a área, permitindo que os peritos iniciassem as investigações no local do crime. Posteriormente, o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames cadavéricos necessários.
Há informações de que Ricardo Leite de Araújo estava sofrendo ameaças devido a supostos furtos praticados na localidade, o que pode ter motivado o ataque. A Polícia Militar recolheu informações iniciais no local, mas até o fechamento deste relato, nenhum suspeito havia sido detido.
O caso agora está sob a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que buscará esclarecer os detalhes e as circunstâncias deste homicídio.
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No AC, justiça mantém salários de policial preso acusado de matar homem
A Justiça do Acre decidiu manter o pagamento dos salários do policial civil Elves Gomes de Lima, preso preventivamente e acusado de envolvimento na morte do jovem Antônio Luan Menezes Viana, de 21 anos, em Feijó, no interior do estado. A decisão, publicada na última terça-feira (24), foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que negou recurso do Estado e confirmou sentença favorável ao servidor.
O governo estadual tentava suspender a remuneração sob o argumento de que o policial está preso e afastado das funções. No entanto, o colegiado acompanhou o voto da relatora, desembargadora Waldirene Cordeiro, e entendeu que a medida não encontra respaldo legal antes de uma condenação definitiva ou da conclusão de processo administrativo disciplinar.
Segundo o acórdão, a prisão preventiva tem natureza cautelar e não pode ser tratada como punição antecipada. A Corte destacou que a suspensão de vencimentos nessas condições afronta princípios constitucionais como a presunção de inocência, a dignidade da pessoa humana e a irredutibilidade salarial.
Os desembargadores também ressaltaram que o fato de o servidor estar preso e impossibilitado de exercer suas funções não autoriza automaticamente o corte da remuneração. Outro argumento rejeitado foi o de que o auxílio-reclusão poderia substituir o salário, já que o benefício possui caráter assistencial e não se confunde com a remuneração de servidor ativo.
O caso que originou a decisão remonta a setembro de 2024, quando Antônio Luan Menezes Viana foi morto a tiros e um adolescente de 16 anos ficou ferido durante um ataque em via pública no município de Feijó. De acordo com as investigações, as vítimas estavam com amigos quando um carro se aproximou e os ocupantes efetuaram disparos. Antônio Luan foi atingido pelas costas, chegou a ser socorrido e transferido para outra unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Dias após o crime, Elves Gomes de Lima foi preso em Rio Branco, suspeito de participação no ataque, junto com outro investigado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil, por meio da Corregedoria-Geral.
O Ministério Público do Acre denunciou os dois acusados em novembro de 2024. Segundo a acusação, eles teriam agido em conjunto, por motivo considerado fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do homicídio qualificado, o policial também responde por tentativa de homicídio, fraude processual e por dirigir sob efeito de álcool.
Em 2025, o processo avançou com a realização de audiência de instrução e julgamento, fase em que foram ouvidas testemunhas e produzidas provas. O caso ainda pode ser submetido ao Tribunal do Júri.
Com a decisão do TJAC, o policial seguirá recebendo salários enquanto não houver condenação penal definitiva, com trânsito em julgado, ou a conclusão de eventual processo administrativo que determine a aplicação de sanção.
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Foragido do presídio Manoel Neri é recapturado em Cruzeiro do Sul
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