Cotidiano
Flamengo vence o Vasco no ‘Clássico dos Milhões’ pelo Cariocão
Mengão volta vencer o rival com gol de Arrascaeta no fim, garante a segunda posição e vantagem nas semifinais do estadual

Andreas Pereira, Filipe Luís, Arão e Arrascaeta comemoram gol do lateral Gilvan de Souza/Flamengo (06.03.2022)
Em mais um clássico do Cariocão, o Flamengo venceu o rival Vasco da Gamapor 2 a 1 na tarde deste domingo (6), no Estádio Nilton Santos. Em jogo válido pela décima rodada, os gols do Mengão foram marcados por Filipe Luís, ainda no primeiro tempo, e Arrascaeta, na segunda etapa. Gabriel Pec diminuiu o placar para o Cruzmaltino.
Com o resultado, o Rubro-Negro chegou aos 23 pontos e não pode mais ser ultrapassado na segunda posição, garantindo vantagem nas semifinais do torneio. O Vasco está em terceiro lugar, com 19 pontos, e ainda pode ser ultrapassado pelo Botafogo. Todos os quatro grandes do Rio já estão classificados para a fase seguinte.
O jogo
O início de partida foi bastante equilibrado, apesar do gol do Flamengo, com poucas chances de perigo. Aos 10’, o Rubro-Negro abriu o placar com Filipe Luís, de cabeça, após lance de escanteio em que Willian Arão pegou a sobra e cruzou para o lateral-esquerdo.
A grande — e única — chance do Vasco na primeira etapa foi em cabeceio de Zé Gabriel, após belo cruzamento de Nenê. Mas a bola parou na grande defesa de Hugo e ainda desviou na trave.
Clássico entre Vasco e Flamengo é sempre muito disputado e desta vez não foi diferente. O primeiro tempo foi bastante nervoso, com muitas faltas e poucas oportunidades. O juiz não poupou cartões e amarelou quatro jogadores só na primeira etapa.
O segundo tempo começou superior ao primeiro e muito mais jogado. O Vasco, logo aos 5’, empatou a partida. Andreas Pereira se embolou na jogada e perdeu a bola na intermediária do campo de ataque. Gabriel Pec arrancou sozinho e acertou um lindo chute no gol.
Por muito pouco o Flamengo não ampliou o placar aos 11’. Arrascaeta cruzou e Fabrício Bruno subiu sozinho para cabecear, mas pegou errado, a bola bateu no chão e quicou por cima do gol.

Arrascaeta, do Flamengo, passa pela marcação vascaína Marcelo Cortes / Flamengo (06.03.2022)
Com o empate, o Cruzmaltino recuou e se defendeu até onde conseguiu. Mas o Rubro-Negro pressionou a todo momento, procurando espaços. Aos 44’, Arrascaeta fez mais um gol para o Flamengo no final da partida, e agora decidindo o clássico. O meia-atacante recebeu de Vitinho e acertou um lindo chute colocado de fora da área, no canto direito do goleiro Thiago Rodrigues.
No último lance do jogo, polêmica. Em cruzamento de Nenê, a zaga do Flamengo afastou a bola, mas os jogadores do Vasco alegaram toque de mão de João Gomes. O árbitro não consultou o VAR e terminou a partida.
Próximos jogos
No próximo fim de semana, os clubes vão jogar a última rodada do Carioca, antes das semifinais. O Flamengo vai entrar em campo contra o Bangu, ainda sem data nem horário definidos, e a partida será disputada no Estádio Moça Bonita.
Já o Vasco da Gama vai fazer sua última partida em casa. Contra o Resende, a partida será disputada em São Januário. A FerjJ também não divulgou a data e o horário para esse duelo.
FICHA TÉCNICA
Flamengo 2 x 1 Vasco da Gama
Local: Estádio Nilton Santos
Data e hora: domingo (6/03), às 16h
Árbitro: Rafael Martins de Sá
Gols: Filipe Luís, aos 10’/1ºT, e Arrascaeta, aos 44’/2ºT (Flamengo); Gabriel Pec, aos 5’/2ºT (Vasco)
FLAMENGO: Hugo Sousa; Matheuzinho (Rodinei), Fabrício Bruno (Marinho), David Luiz e Filipe Luís; Willian Arão (Pedro), Andreas Pereira (João Gomes), Everton Ribeiro (Vitinho); Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol. Técnico: Paulo Sousa.
VASCO: Thiago Rodrigues; Léo Matos, Juan Quintero, Anderson Conceição, Edimar; Zé Gabriel (Andrey), Juninho (Luiz Henrique), Gabriel Pec (Jhon Sánchez), Nenê, Riquelme (Figueiredo); Getúlio (Raniel). Técnico: Zé Ricardo.
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Crise no Republicanos do Acre escancara divisão entre aliados de Gladson e projeto de Alan Rick
Roberto Duarte afirma que partido já tem nomes para duas vagas federais e três estaduais, mas não revela candidatos por medo de “cooptação” segunda o parlamentar

O presidente estadual do Republicanos no Acre, confirmou que a chapa do partido para deputado estadual nas eleições de 2026 não contará com nenhum dos atuais parlamentares da legenda. Foto: captada
Durante agenda oficial em Brasiléia e Epitaciolândia, últimos dois dias (19/20), onde se reuniu com lideranças, como também o prefeito Carlinhos do Pelado (PP) e o líder Sérgio Lopes (PL), o presidente estadual do Republicanos no Acre, deputado federal Roberto Duarte, confirmou que o partido não dará legenda para a reeleição dos atuais deputados estaduais Clodoaldo Rodrigues, Tadeu Hassem e Gene Diniz.
Duarte afirmou que o Republicanos já tem nomes definidos para disputar — e eleger — duas vagas na Câmara Federal e três na Assembleia Legislativa, mas não revelou as identidades por receio de que sejam “cooptados” por adversários, segundo o parlamentar. A estratégia indica uma renovação forçada na bancada estadual do partido, que busca ampliar sua representação sem repetir os titulares atuais.

A filiação de Alan Rick ao Republicanos, vem produzindo novos capítulos no tabuleiro político do Acre e gesto de lealdade ao governador Gladson e à vice Mailza. Foto: captada
Em entrevista ao jornalista Luis Carlos (Crica), Duarte afirmou que o Republicanos já tem chapas prontas para eleger deputados federais e estaduais no estado, não revelou os nomes e a declaração sinaliza uma renovação na bancada estadual da legenda e aponta para uma disputa interna acirrada nas prévias do partido.
Nos bastidores da política, o clima no Republicanos é de ruptura, e não há como disfarçar. A filiação do senador Alan Rick ao partido, celebrada com pompa e presença de figuras nacionais da legenda, também serviu para escancarar quem está dentro… e quem está fora do novo projeto político da legenda no acre.
Os três deputados estaduais do Republicanos na Assembleia Legislativa: Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, simplesmente não apareceram ao evento de filiação do pré-candidato ao governo Alan Rick. A ausência foi tudo, menos casual. Nos corredores da Aleac, a leitura é unânime: foi um gesto claro de lealdade ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis, que será a candidata do grupo ao governo em outubro.
A ligação dos três deputados do Republicanos com o Palácio Rio Branco não é de hoje. Todos têm raízes no Progressistas, partido de Gladson e Mailza. O deputado Clodoaldo tem a esposa, Delcimar Leite, como vice-prefeita de Zequinha Lima (PP) em Cruzeiro do Sul. Gene Diniz é irmão do prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, também do PP. Já Tadeu Hassem é irmão da ex-prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, outro nome forte da sigla, cotada para disputar uma cadeira no Congresso Nacional.

Roberto Duarte, em agenda na fronteira, afirma que chapas para federal e estadual já estão definidas, mas oculta nomes para evitar “cooptação”. Foto: captada
Fidelidade politica tem preço
O presidente estadual do Republicanos já tinha deixado claro na época da filiação do senador Alan Rick de quem não estivesse alinhado teria que buscar outro abrigo partidário para tentar a reeleição. Traduzindo: ou seguem o novo comando, ou ficam sem a legenda em 2026.
Nos bastidores, a avaliação é que a saída dos três parlamentares é só uma questão de tempo. A relação com o governo Gladson segue firme, e há quem aposte que o Progressistas abrirá as portas para recebê-los, afinal, o grupo é o mesmo, e a lealdade, nesse jogo, ainda conta muito.
Como diz o ditado, ainda há muita água para rolar por debaixo dessa ponte. E, no Acre, o rio da política costuma mudar de curso de uma hora para outra.

Gene Diniz, Clodoaldo Rodrigues e Tadeu Hassem, mantém lealdade politica ao governador Gladson Cameli e à vice Mailza Assis. Foto: captada
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Governo federal lança programa “Esperançar Chico Mendes” para integrar cultura e meio ambiente na Reserva Extrativista Chico Mendes
Acordo “Esperançar Chico Mendes” reúne MMA, Ministério da Cultura, ICMBio e Iphan para valorizar saberes tradicionais e fortalecer gestão socioambiental

O acordo terá vigência de quatro anos e será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos. Foto: captada
O governo federal firmou nos dias 19 e 20 de janeiro o acordo de cooperação técnica “Esperançar Chico Mendes”, voltado à integração de políticas de cultura e meio ambiente e ao fortalecimento da gestão socioambiental em territórios de povos e comunidades tradicionais, com atuação prioritária na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre.
A iniciativa envolve o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Ministério da Cultura, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é identificar, reconhecer e valorizar modos de vida, saberes e expressões culturais associados à conservação da natureza, promovendo a proteção do patrimônio biocultural da região.
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social, o acordo estabelece uma atuação integrada entre os órgãos federais para articular políticas públicas voltadas à proteção dos territórios tradicionais e ao reconhecimento das práticas sociais que historicamente contribuem para a conservação ambiental. As ações incluem educação ambiental e patrimonial, fortalecimento de organizações comunitárias, promoção do turismo de base comunitária e incentivo à economia da sociobiodiversidade, com protagonismo de mulheres e jovens.
Na avaliação da secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, Edel Moraes, a parceria reforça a integração entre agendas ambientais e culturais. “A integração entre cultura e meio ambiente é o caminho para a proteção dos direitos das populações cujas formas de viver historicamente protegem os recursos da natureza”, afirmou.
Um dos instrumentos previstos é o uso do Inventário Nacional de Referências Culturais, ferramenta que possibilita o registro participativo de práticas, saberes e memórias associadas à identidade, à gestão socioambiental e à memória dos territórios. Segundo os ministérios envolvidos, o inventário servirá de base para ações de salvaguarda do patrimônio cultural e para o planejamento de políticas públicas nos territórios tradicionais.
Na Reserva Extrativista Chico Mendes, o turismo de base comunitária vem sendo adotado como ferramenta de valorização do território e de geração de renda, ampliando alternativas econômicas ligadas à sociobiodiversidade. A proposta prevê participação social como eixo central, com ações voltadas ao reconhecimento e à valorização do patrimônio cultural e socioambiental.
O acordo terá vigência de quatro anos e será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos, experiências e metodologias entre as instituições envolvidas. A iniciativa também prevê a ampliação das ações para outras unidades de conservação de uso sustentável e territórios tradicionais em diferentes regiões do país.
A expectativa do governo federal é que a integração entre cultura e meio ambiente contribua para o fortalecimento da gestão dos territórios, para a geração de renda em bases sustentáveis e para o reconhecimento institucional dos modos de vida de povos e comunidades tradicionais, com impactos diretos na conservação ambiental e na permanência dessas populações em seus territórios.
Com vigência de quatro anos, o Esperançar Chico Mendes será executado por meio de cooperação técnica, disponibilização de equipes e compartilhamento de conhecimentos, experiências e metodologias entre as instituições envolvidas. A iniciativa prevê ainda a ampliação das ações para outras unidades de conservação de uso sustentável e territórios tradicionais em diferentes regiões do país.
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Latrocínio cai 76% no Acre entre 2017 e 2025, segundo dados da Polícia Civil
Casos caíram de 25 em 2017 para 6 em 2025; alta inicial foi atribuída a conflitos entre facções, mas tendência é de redução consistente

Taxa por 100 mil habitantes baixou de 3,01 para 0,72; pico ocorreu durante guerra de facções, mas números vêm recuando desde 2019. Foto: captada
O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) registrou queda consistente no Acre entre 2017 e 2025, conforme dados divulgados pela Polícia Civil do estado. O número de casos passou de 25 em 2017 para apenas 6 em 2025, uma redução de 76%. A taxa por 100 mil habitantes caiu de 3,01 para 0,72 no mesmo período.
Segundo o relatório, o pico registrado em 2017 e 2018 (com 25 e 20 casos, respectivamente) está relacionado ao início da guerra entre facções criminosas no estado. A partir de 2019, entretanto, os números começaram a cair de forma contínua: 13 (2019), 12 (2020), 8 (2021), 6 (2022), 4 (2023) e apenas 1 caso em 2024, antes de um leve aumento para 6 em 2025.
A análise sugere que, mesmo com uma pequena oscilação no último ano, a tendência de redução se mantém, refletindo um cenário de menor letalidade em roubos no estado.
Evolução anual dos casos:
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2017: 25 (início do conflito entre facções)
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2018: 20
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2019: 13
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2020: 12
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2021: 8
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2022: 6
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2023: 4
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2024: 1 (menor número da série)
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2025: 6 (leve alta, mas ainda 76% abaixo de 2017)
Análise da Polícia Civil:
O relatório destaca que o pico de 2017–2018 coincidiu com o início da guerra entre facções criminosas no estado. Desde então, a redução gradual reflete a estabilização do conflito e a efetividade de ações integradas de segurança.
Fatores contribuintes:
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Fortalecimento da inteligência policial e investigações especializadas;
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Aumento da sensação de risco entre criminosos, que evitam homicídios para não atrair atenção;
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Expansão do uso de rastreamento e bloqueio de celulares roubados.
Apesar da queda no latrocínio, outros crimes violentos – como homicídios simples e roubos a estabelecimentos – ainda pressionam a segurança pública no estado.
A Polícia Civil vai intensificar operações em pontos críticos de roubo (como terminais de transporte e vias de fuga) para evitar que a leve alta de 2025 se consolide em 2026.
O número de latrocínios em 2025 (6 casos) é o segundo menor da série histórica, atrás apenas de 2024 (1 caso), indicando que a tendência de queda se mantém mesmo com oscilações pontuais.

Em 2018, foram 20 mortes por latrocínio. Já em 2019, caiu para 13. O ano de 2020, registrou 12 casos. Desceu para 8 em 2021, caiu para 6 em 2022 e 4 em 2023. Em 2024, apenas um registro, voltando a subir em 2025, com seis mortes violentas.

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