Acre
Faltam 15 dias: candidatos só podem ser presos em flagrante
Em municípios como Rio Branco, capital acreana que tem mais de 200 mil eleitores, poderá haver 2º turno caso nenhuma candidata ou nenhum candidato à prefeitura conquiste a maioria absoluta dos votos no 1º turno, ou seja
Deste sábado (21) até 8 de outubro, nenhum candidato poderá ser detido ou preso, salvo em caso de flagrante delito. Essa é uma garantia assegurada pelo Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) para não impedir ou dificultar o direito político de votar e ser votado, além de manter o equilíbrio na disputa entre os concorrentes.
A pessoa postulante a cargo público que for presa durante o período de campanha eleitoral será conduzida de imediato ao juiz competente, que, se verificar qualquer ilegalidade na detenção, “a relaxará e promoverá a responsabilidade do coator”.
As estatísticas eleitorais mostram que mais de 463 mil candidaturas foram registradas para as Eleições Municipais de 2024 e que a maioria disputa o cargo de vereador (cerca de 93%). Os números revelam ainda que, desse total, mais de 45 mil concorrem à reeleição.
2º turno
Em municípios como Rio Branco, capital acreana que tem mais de 200 mil eleitores, poderá haver 2º turno caso nenhuma candidata ou nenhum candidato à prefeitura conquiste a maioria absoluta dos votos no 1º turno, ou seja, a metade mais um dos votos, não computados os em branco e os nulos.
Nos locais onde houver a necessidade de nova escolha entre os dois mais votados para definir, em 2º turno, quem irá comandar a prefeitura, os concorrentes não poderão ser presos ou detidos a partir do dia 12 de outubro. Assim como no 1º turno, a única exceção diz respeito a casos de flagrante delito.
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Acre
Acre teve mais de 8 mil casos de dengue entre janeiro e março
O Acre registrou, somente entre janeiro e março deste ano, 8.138 casos prováveis de dengue. Desse total, 3.830 casos foram confirmados pelas autoridades de saúde, com três mortes causadas pela doença.
Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde. Segundo o órgão, a incidência dos casos confirmados é de 434,9 para cada 100 mil habitantes.
A letalidade da doença no estado, considerando apenas os casos confirmados, é de 0,08%. Já entre os casos considerados graves, esse índice sobe para 10,34%.
Em um comparativo mensal, observa-se uma redução nos casos prováveis ao longo do trimestre: março registrou 544 casos, fevereiro 1.437, e janeiro lidera com 1.708 casos.
O levantamento também apresentou dados sobre outras arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No mesmo período, foram registrados 170 casos prováveis de zika e 166 de chikungunya no estado.
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Surto de tuberculose, desnutrição e suicídio ameaça indígenas no Acre
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou nessa sexta-feira, 4, um procedimento administrativo para monitorar as medidas adotadas no enfrentamento da grave crise de saúde do povo indígena Madihá/Kulina, que vive na região do Médio e Alto Envira, em Feijó (AC).
De acordo com o documento, há registros alarmantes de surtos de tuberculose, desnutrição e até casos de suicídio entre os indígenas. O MPF destaca que essa população é considerada de “recente contato” pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o que aumenta sua vulnerabilidade e exige atenção especial das autoridades.
A portaria menciona que, em fevereiro deste ano, equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Juruá (DSEI-ARJ) realizaram atividades de campo para avaliar a situação de saúde nas aldeias e elaboraram um relatório detalhado sobre as condições enfrentadas pela comunidade. Posteriormente, o DSEI-ARJ apresentou à Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) um plano de ação que incluía a presença contínua de equipes de saúde no território.
Com a abertura do procedimento, o MPF vai acompanhar, pelo prazo de um ano, as ações dos órgãos responsáveis, incluindo o DSEI-ARJ, a Secretaria Estadual de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Feijó. Como primeira medida, o procurador da República Luidgi Merlo Paiva dos Santos determinou que o DSEI-ARJ encaminhe, em até 10 dias, cópias dos relatórios produzidos e detalhe as ações previstas para enfrentar a crise sanitária.
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Corpo de Bombeiros do Acre realiza mais de 2,5 mil atendimentos em três meses no Vale do Juruá
Equipes resgatam animais, combatem incêndios e recuperam R$ 300 mil em bens; operações em rios e florestas são destaque
O Corpo de Bombeiros Militar do Acre, sob o lema “Vidas Alheias e Riquezas Salvar”, desempenha papel vital no Vale do Juruá, região onde os rios servem como estradas e a floresta abriga uma rica biodiversidade. Dados divulgados pelo 4° Batalhão de Educação, Proteção e Combate a Incêndio Florestal (BEPCIF) mostram a intensa atuação da corporação no primeiro trimestre de 2025.
Entre janeiro e março, os bombeiros realizaram 2.535 atendimentos, incluindo 408 buscas e salvamentos, 34 resgates pré-hospitalares e 44 combates a incêndios urbanos e florestais. Nas águas do Juruá, destacaram-se 47 missões náuticas e 15 operações de mergulho, com 80% de eficácia e a recuperação de R$ 307 mil em bens.
A atuação com animais também foi intensa: 218 atendimentos, com 67 capturas de animais silvestres – como cobras – e 123 remoções de enxames, a maioria de abelhas com ferrão. “A maior parte são abelhas italianas ou africanas, que se alojam em residências e árvores”, explicou o capitão Josadac Ibernon, comandante do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul.
“Mais que números, o boletim reflete nosso compromisso diário com a população”, reforçou Ibernon, destacando o sucesso em 7 buscas por desaparecidos, todas com desfecho positivo.
Com operações que vão do resgate à preservação ambiental, os bombeiros seguem como uma das principais forças de proteção na região.
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