Acre
Faltam 13 dias: A partir desta segunda-feira para as Eleições Municipais de 2024
Epitaciolândia que de julho a outubro vestir a camisa e levantar a bandeira para expressar sua torcida, paixão ou até mesmo sua frustração, muitos moradores da cidade alta na fronteira estão se preparando mesmo é para a festa da democracia: as eleições municipais que acontecem em outubro.
Os 14.306 eleitores do município de Epitaciolândia (Acre), localizada à 240 km de Rio Branco, preparam-se para eleger, no dia 6 de outubro, as pessoas que ocuparão os cargos de prefeito e vice-prefeito, assim como mais 112 para as vagas do legislatura da Câmara de Vereadores. Com a chegada de 1º de janeiro de 2025, Epitaciolândia e o município caçula da regional do alto acre, que faz parte dos 5.569 localidades Brasileira.
As eleições municipais no interior do país têm um contexto especial, porque suas prefeituras e câmaras de vereadores muitas vezes são vistas como a esfera de governo e poder público mais importante e mais próxima do dia a dia do cidadão para atender necessidades em setores básicos — como educação, segurança e saúde.
Horário de votação no Acre será das 6h às 15h
O eleitor também precisa ficar atento ao horário de votação. O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) reforça que, assim como nas Eleições Gerais de 2022, o horário de votação para as Eleições Municipais de 2024 será das 6h às 15h. Essa medida, adotada nas últimas eleições, permanecerá vigente neste ano, com o objetivo de garantir a segurança do processo eleitoral.

Epitaciolândia tem 3 candidatos a prefeito e 112 candidatos a vereador registrados para disputar a eleição de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: montagem
Disputam a eleição para o cargo de prefeito de Epitaciolândia três candidatos. São eles:
– Professor Antonio José Soares do Nascimento, de 47 anos, natural de Epitaciolândia (AC), nas eleições 2024, concorre pela coligação Partido Isolado MDB, e Altina Araújo Gonzaga (15), é candidata a Vice-prefeito pelo partido (MDB), tem 55 anos de idade, declarou ao TSE ser solteiro(a), nasceu em Brasiléia (AC), tem grau de instrução superior completo e sua profissão atual é “Agente de Saúde e Sanitarista”.
– Delegado Sérgio Lopes (PL), de 48 anos, natural de Mantena (MG). Nas eleições 2024, concorre pela coligação Avança Epitaciolândia (PL, PSD, União Brasil, Republicanos e Solidariedade), e Sérgio Mesquita candidato a Vice-prefeito na chapa pelo Republicano. Nascido em Brasiléia (AC), tem 40 anos, é servidor público estadual com superior completo e solteiro(a).
– Empresário Everton Soares da Silva (PP), de 40 anos, natural de Brasiléia (AC), nas eleições 2024, concorre pela coligação Unidos Por Epitaciolândia (PP, PDT, SB, Federação PSDB Cidadania e Federação Brasil da Esperança – Fé Brasil (PT, PC do B e PV), e Daniel Dorzila de Oliveira candidato a Vice-prefeito na chapa do PSDB. natural de Umuarama (PR), é Agricultor com Ensino Médio Completo e Divorciado.

No dia 13 de abril de 1992 realizou-se um plebiscito sobre a criação do município, o qual a população da vila foi convidada a votar, direta e secretamente. Foto: arquivo
Epitaciolândia tem 3 candidatos a prefeito e 112 candidatos a vereador registrados para disputar a eleição de 2024, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As listas de todos os candidatos estão disponíveis abaixo, com os nomes e os números de urna, os partidos e as situações de cada um (concorrendo).
Veja mais dos candidatos em Epitaciolândia
- Delegado Sérgio Lopes (PL)
- Cargo Atual: Prefeito de Epitaciolândia
- Objetivo: Buscar a reeleição
- Situação: Tentando consolidar sua posição como o atual prefeito, Sérgio Lopes busca renovar seu mandato e manter a continuidade de suas políticas.
- Everton (PP)
- Apoio: Governador do Estado
- Posição: Desafiante direto ao atual prefeito
- Situação: Com o respaldo do governador, Everton está polarizando a disputa, buscando capitalizar sobre o apoio estadual para ganhar votos e criar uma alternativa forte à administração atual.
- Professor Soares (MDB)
- Cargo Atual: Vice-prefeito de Epitaciolândia
- Situação: Correndo por fora na disputa
- Desafeto: Tem um histórico de rivalidade com o atual prefeito, que era seu ex-companheiro de chapa nas últimas eleições. Isso pode adicionar uma dimensão pessoal à disputa, potencialmente influenciando o voto de eleitores que valorizam a experiência administrativa e a mudança de rumo.
Contexto da Eleição
- Polarização: A presença do apoio do governador a Everton cria uma polarização significativa na disputa, contrastando com a tentativa de Sérgio Lopes de manter o cargo e o posicionamento de Soares como uma alternativa que representa mudanças e novas perspectivas.
- Dinâmica da Corrida: A competição entre os três candidatos reflete um cenário complexo, onde a polarização entre o atual prefeito e o candidato apoiado pelo governador pode dividir os votos de maneira significativa. A rivalidade pessoal entre o atual prefeito e o vice-prefeito também adiciona uma camada adicional de complexidade à disputa.
O cenário em Epitaciolândia promete ser uma das disputas mais interessantes da 6ª zona eleitoral, com os eleitores tendo a oportunidade de escolher entre a continuidade, a alternativa política com apoio estadual, e uma proposta de mudança representada pelo vice-prefeito atual.
Confira mais informações sobre as candidaturas aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador no município por meio do Sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Criação do município
No dia 13 de abril de 1992 realizou-se um plebiscito sobre a criação do município, o qual a população da vila foi convidada a votar, direta e secretamente. A população decidiu, com um percentual de 95% dos votos válidos, pelo “Sim” à sua emancipação política e administrativa.
A cada eleição, o eleitorado acreano cresce. Em 2024, são 612.448 pessoas aptas a ir às urnas no dia 6 de outubro. No último pleito municipal, em 2020, foram exatamente 561.261 eleitores que participaram do processo de escolha de prefeitos e vereadores.
Com os dados oficiais divulgados pelo TSE na noite desta quinta-feira, 18 de julho, é possível conhecer um pouco o perfil das pessoas que serão responsáveis por escolher os próximos vereadores e prefeitos das 22 cidades do Acre.

Em 2024, são 612.448 pessoas aptas a ir às urnas no dia 6 de outubro no Acre. No último pleito municipal, em 2020, foram exatamente 561.261 eleitores que participaram do processo de escolha de prefeitos e vereadores.
Em 2024, as mulheres continuam sendo a maioria – 51% – equivalente a 314.748 eleitoras. Consequentemente, os homens representam 49% do eleitorado: 297.700.
Os jovens de 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo, são 15.739 eleitores aptos a votar no pleito de outubro. O grupo aumentou significativamente em relação às últimas eleições municipais. Em 2020, os eleitores desta faixa etária eram de 6.094 pessoas.
Mais de 155 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a comparecer às urnas eletrônicas em outubro para eleger prefeitas e prefeitos e vereadoras e vereadores em mais de 5.569 municípios do país.
Prisão
A partir de 21 de setembro, candidatos não poderão ser presos ou detidos, salvo em flagrante delito. Isso valerá até 8 de outubro.
Os eleitores também não poderão ser presos ou detidos entre os dias 1º e 8 de outubro, a não ser em caso de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
O Distrito Federal e Fernando de Noronha (PE) não participam da votação, uma vez que nessas localidades não há prefeitos nem vereadores. Quem tem o título cadastrado na Zona ZZ (exterior) também não participa, pois somente vota em eleições gerais e para presidente e vice-presidente da República.
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Acre
Prefeita de Cobija anuncia início de obras estruturais no Rio Acre para prevenir enchentes
Ana Lucia Reis destaca que projeto visa proteger áreas vulneráveis e reduzir impactos das cheias na fronteira com o Brasil

Em janeiro o vice-ministro alertou sobre o risco crescente de o nível das águas subir durante o período de chuvas e afetar a população ribeirinha de Cobija. Foto: captada
A prefeita de Cobija, Ana Lucia Reis (MAS), anunciou nesta quarta-feira (2) o início das obras de construção de medidas estruturais às margens do Rio Acre, que divide a Bolívia do Brasil (Cobija/Brasiléia). O projeto tem como objetivo principal mitigar os efeitos das enchentes que anualmente afetam a região fronteiriça do acre, com Departamento de Pando.
O vice-ministro falou à reportagem. “Fizemos um sobrevoo sobre o rio Acre na companhia dos irmãos da República Federativa do Brasil, pudemos observar primeiro todos os locais onde o estudo técnico da nossa intervenção nos mostrou que são pontos críticos no Rio Acre, onde está sendo feita a dragagem, onde está prevista a construção de algumas comportas de ambos os lados do rio acre”, relatou Calvimontes.

O vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, disse que projeto para a segurança e o bem-estar das populações vulneráveis na região de fronteira de Cobija. Foto: cedida
O vice-ministro da Defesa Civil da Bolívia, Juan Carlos Calvimontes, expressou grande impressão com a construção em andamento na cidade de Brasiléia, no Acre, especialmente no que diz respeito ao projeto de encostas que está sendo erguido na orla do município.
O projeto, que visa melhorar a infraestrutura e proteger as áreas ribeirinhas contra o avanço das águas do rio Acre, servirá como referência para proposta similar em Cobija, capital do Departamento de Pando, na Bolívia.
Calvimontes revelou que o projeto na Bolívia começará ao lado do Quartel Naval de Pando e se estenderá por diversos bairros ribeirinhos de Cobija, com foco especial na comunidade do bairro Manpajo, o maior da região. O bairro, assim como outras áreas vulneráveis, tem sido seriamente impactado pelo período de chuvas, que, neste ano, tem registrado um clima chuvoso em toda a Bolívia.
As intervenções incluirão:
- Construção de diques de contenção
- Sistema de drenagem pluvial
- Reforço das margens em pontos críticos
- Instalação de alertas hidrológicos
“Estamos investindo em infraestrutura permanente para proteger nossas famílias ribeirinhas e o comércio local que tanto sofre com as cheias do Rio Acre”, declarou a prefeita Ana Lúcia durante o anúncio realizado no bairro Manpajo, uma das áreas mais afetadas de Cobija.
O projeto, orçado em aproximadamente 90 milhões de Bolivianos, com distribuição de 5 milhões por etapa, terá execução faseada ao longo de 18 meses e contará com assessoria técnica de engenheiros hidráulicos de pando, como do centro do pais. A primeira etapa já começou pelas proximidades da Ponte da Integração, bairro Manpajo principal ligação com Brasileia, no Acre.

Moradores das áreas ribeirinhas comemoraram a iniciativa, mas cobram agilidade: “Todo ano perdemos móveis, eletrodomésticos e temos que reconstruir nossas casas. Esperamos que desta vez seja diferente”. Foto: arquivo
Contexto Histórico:
Nos últimos 13 anos, Cobija, Brasileia e Epitaciolândia registrou:
- 4 enchentes severas (2012, 2015, 2023 e 2024)
- Prejuízos superiores a US$ 25 milhões
- 45 mil pessoas afetadas diretamente
A prefeitura estabeleceu parceria com o governo departamental de Pando e busca cooperação técnica com o Brasil para monitoramento binacional do rio. O cronograma prevê conclusão das obras prioritárias antes da próxima estação chuvosa, que começa em novembro de 2026.

O projeto tem como objetivo principal mitigar os efeitos das enchentes que anualmente afetam a região fronteiriça. Foto: captada
Moradores das áreas ribeirinhas comemoraram a iniciativa, mas cobram agilidade: “Todo ano perdemos móveis, eletrodomésticos e temos que reconstruir nossas casas. Esperamos que desta vez seja diferente”, relatou Juan Mendoza, líder comunitário.
A prefeitura criou um canal de acompanhamento das obras através do aplicativo “Cobija Digital”, onde serão publicados relatórios quinzenais de progresso e do investimento na ‘Orla’ do rio acre.
Veja vídeo:
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Acre
Acre registra 3.021 mortes violentas em 10 anos, com facções e tráfico respondendo por 42% dos casos
Dados do Ministério Público apontam Rio Branco como epicentro da violência (57,2% dos casos); 2024 teve menor número em nove anos

O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte. Foto: arquivo
O Acre contabilizou 3.021 mortes violentas intencionais nos últimos dez anos, segundo dados do Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI), do Ministério Público do Estado. Conflitos entre facções criminosas e o tráfico de drogas foram responsáveis por 42,2% das ocorrências no período.
O ano mais violento foi 2017, quando foram registradas 531 mortes. Em contrapartida, 2024 teve o menor número de casos nos últimos nove anos, com 178 ocorrências. Até 1º de abril de 2025, já foram registrados 23 casos no estado.
Relatório Especial: Uma década de violência no Acre (2015-2025)
Panorama Geral:
- Total de mortes violentas: 3.021 em 10 anos
- Principal motivador: Conflitos entre facções e tráfico de drogas (42,2% dos casos)
- Ano mais violento: 2017 (531 mortes)
- Menor registro: 2024 (178 casos) – menor número em nove anos
- 2025 (até 1º de abril): 23 ocorrências
Perfil Geográfico:
Rio Branco: 1.728 casos (57,2% do total)
Cruzeiro do Sul: 236 (7,81%)
Tarauacá: 136 (4,5%)
Santa Rosa do Purus: 6 (menos de 0,2%)
Características das Vítimas:
Gênero:
- Homens: 90,96%
- Mulheres: 9%
Raça/Cor:
- Não identificada: 51,87%
- Pardos: 42,9%
- Brancos: 2,18%
- Faixa etária mais afetada: 20 a 34 anos
Modus Operandi:
- Armas de fogo: 66,63% dos casos
- Armas brancas: 24,4%
Horário com maior incidência:
- Noite: 43,56%
- Tarde: 21,98%
- Madrugada: 17,81%
Dias mais violentos:
- Domingo: 19,4%
- Sábado: 16,42%
- Segunda-feira: 14,46%
Metodologia:
O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais (MVI) considera nove categorias de crimes:
- Homicídio consumado
- Feminícidio
- Latrocínio
- Estupro seguido de morte
- Extorsão mediante sequestro com morte
- Lesão corporal fatal
- Maus-tratos com resultado morte
- Morte decorrente de intervenção policial
Análise:
Os dados revelam uma concentração urbana da violência (Rio Branco responde por mais da metade dos casos) e um perfil específico das vítimas: homens jovens, predominantemente pardos. A redução em 2024 pode indicar efeitos de políticas públicas ou mudanças no cenário do crime organizado, mas especialistas alertam que o primeiro trimestre de 2025 mantém uma média preocupante.
Perspectivas:
O MP-AC destaca a necessidade de estratégias diferenciadas por município, com atenção especial aos finais de semana, quando ocorrem 35,82% dos casos. A predominância de armas de fogo aponta para a urgência no controle de armamento ilegal.
O Painel de Acompanhamento de Mortes Violentas Intencionais inclui na estatística crimes como homicídio consumado, feminicídio, latrocínio, estupro seguido de morte, extorsão mediante sequestro e morte, lesão corporal com resultado morte, maus-tratos com resultado morte e morte decorrente de intervenção policial.
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Acre
Auxiliar de limpeza atacada por cães rottweiler recebe alta de hospital em Rio Branco: ‘Chora quando lembra’, diz filha
Adriana da Silva Souza, 45 anos, recebeu alta após três dias internada; marido também foi ferido ao tentar defendê-la. Caso expõe riscos com animais de grande porte

Adriana foi internada na última sexta (28) após o ataque sofrido no bairro Alto Alegre, Parte Alta da capital. Foto: cedida
A auxiliar de limpeza Adriana da Silva Souza, 45 anos, recebeu alta do Pronto-Socorro de Rio Branco nesta terça-feira (1º) após sofrer um violento ataque de dois cães da raça rottweiler no bairro Alto Alegre. O incidente, ocorrido na última sexta (28), resultou na perda parcial da orelha esquerda e de parte do couro cabeludo da vítima.
Adriana acompanhava o marido, que prestava serviços de pintura em uma residência na Rua Juarez Távora, quando os animais romperam a cerca de proteção e avançaram contra ela. O esposo, que já havia trabalhado anteriormente no local e conhecia os cães, também foi mordido ao tentar defender a mulher.
“Ela está bem, mas chora quando lembra. A consulta com o cirurgião é semana que vem”, relatou Adrialle Correira, filha da vítima. Segundo ela, a auxiliar de limpeza deverá iniciar acompanhamento psicológico e consultas com otorrinolaringologista para avaliar os danos permanentes.
Detalhes do ataque:
- Era a primeira vez que Adriana visitava a propriedade
- O proprietário havia prendido os animais antes de sair
- Os cães quebraram a cerca e atacaram sem provocação
- O marido, que já conhecia os rottweilers, sofreu mordidas na tentativa de resgate
A família aguarda o parecer médico para entender a extensão dos danos e o tratamento necessário para a recuperação de Adriana, que estava de folga no dia do ataque.
Ainda segundo Adrielle, a auxiliar de limpeza deve começa acompanhamento psicológico e também fará consultas com um otorrinolaringologista.
Ataque
Era a primeira vez que Adriana ia na residência. Contudo, o marido já tinha feito outros serviços na propriedade anteriormente e conhecia os animais. Ele foi mordido pelos cães quando tentou ajudar a mulher.
“Ela estava de folga do trabalho e foi acompanhar ele no trabalho. O dono de lá é patrão dele, já conhecia o local. Estava pintando, terminando uma reforma e o proprietário da casa não estava, mas prendeu os cachorros antes de sair”, explicou a filha.
A auxiliar de limpeza foi mordida quando os cachorros quebraram a cerca de proteção e correram na direção dela.
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