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Acre

Ex-prefeitos de Sena Madureira são condenados por violar princípios administrativos

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Decisão estabeleceu sanções aos réus que praticaram os atos de improbidade administrativa de forma dolosa.

O Juízo da Vara Cível da Comarca de Sena Madureira confirmou a liminar já concedida nos autos do Processo n° 0001663-30.2012.8.01.0011 e condenou o ex-prefeito Nilson Roberto Areal de Almeida, bem como os ex-prefeitos interinos Wanderley Zaire e Manoel Augusto da Costa, vulgo Biléu, pela prática de atos de improbidade administrativa, previstos no art. 11 da Lei 8.429/92. A decisão foi publicada na edição n° 5.986 do Diário da Justiça Eletrônico (fl. 108-110), desta quarta-feira (18).

Desta forma, devem os réus realizar o ressarcimento do valor integral despendido pelo erário municipal com as condenações trabalhistas de todos servidores contratados irregularmente e mantidos de forma ilegal.

Foi estabelecida também a suspensão de direito políticos pelo período de cinco anos, o pagamento de multa civil por cada um dos réus no valor de dez vezes o valor da última remuneração recebida como prefeito municipal, e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

Entenda o caso

A Ação Civil Pública alegou que os demandados, na qualidade de chefes do Poder Executivo Municipal de Sena Madureira, contrataram e mantiveram no quadro do serviço público municipal doze pessoas sem a realização de concurso público, “em arrepio às normas constitucionais pertinentes, alegando necessidade temporária de excepcional interesse público, requisitos não ocorridos no caso concreto”.

Decisão

Nilson Areal foi eleito prefeito no ano de 2004, com mandato eletivo para os anos de 2005/2008 e reeleito em 2008 para os anos de 2009/2012. Entretanto, no mês de setembro de 2009, seu mandato restou cassado pela Justiça Eleitoral, sendo, entretanto, reconduzido em 2011. Consta que no período de afastamento, que perdurou por aproximadamente um ano e 06 meses, o cargo de chefe do executivo municipal de Sena Madureira foi ocupado pelos presidentes da Câmara de Vereadores, no período de setembro/2009 a dezembro de 2010 por Wanderley Zaire e de Janeiro a março/2011 por Manoel Augusto.

Segundo a documentação as irregularidades contemplam diferentes cargos como: servente, técnico de enfermagem, médico, vigia, monitora de dança, agente de saúde, monitor de artesanato e pintura, monitor de reforço escolar e recreação, atendente de farmácia, recepcionista, odontólogo e enfermeira. Em nenhum dessas ocorrências foram reconhecidas que a atividade tinha natureza temporária ou caráter excepcional.

As contratações referidas renderam condenações à Fazenda municipal por sentença trabalhista, na qual o reconhecimento da nulidade destas evidenciou a configuração do ato ímprobo.

A magistrada enfatizou a violação dos princípios da Administração Pública. “A manutenção irregular de servidores tornou-se uma comodidade para a Administração, e mais, consolidou-se como um meio de captação ilícita de sufrágio, moeda de troca em campanhas eleitorais. Farta, portanto, a prova documental juntada aos autos, o induz que os réus incorreram no art. 11, caput, da Lei n.º 8.429/92”, prolatou.

Na decisão foi destacado o dolo dos ex-prefeitos, pois tinham pleno conhecimento de que os servidores contratados não haviam sido previamente aprovados em concurso público e que havia sido firmado Termo de Ajustamento de Conduta para abster-se em contratações irregulares e dispensar os já contratados irregularmente, “claro está nos autos o descumprimento ardiloso promovido pelos réus durantes as suas administrações”.

Da decisão cabe recurso.

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Acre

Veja; Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul

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Acidente ocorreu em cruzamento de grande fluxo e reacende cobrança por melhorias na sinalização da via

Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um motociclista ferido na tarde desta terça-feira (20), no cruzamento da Rua Minas Gerais com a ladeira de acesso ao Comercial Líder, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. O trecho é conhecido pelo intenso tráfego de veículos e já é considerado ponto crítico por moradores da região.

Segundo informações apuradas no local, o motociclista seguia em direção ao cruzamento quando, ao tentar atravessar a via, teria invadido a preferencial. Um veículo Volkswagen Gol, que trafegava pela Rua Minas Gerais, não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a motocicleta lateralmente.

Com o impacto, o condutor da moto foi arremessado ao solo, sofrendo escoriações e relatando dores pelo corpo. O motorista do automóvel permaneceu no local, prestou auxílio à vítima e aguardou a chegada das autoridades.

Moradores que presenciaram o acidente, nas proximidades da quadra poliesportiva do bairro, acionaram o serviço de emergência. O motociclista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.

Ainda de acordo com relatos da comunidade, o cruzamento apresenta baixa visibilidade e fluxo constante de veículos, fatores que elevam o risco de novos acidentes. Os moradores cobram providências do poder público, como reforço na sinalização e melhorias na infraestrutura viária.

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Acre

Acre tem gasolina mais cara do Brasil a R$ 7,24 o litro após aumento do ICMS

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Estado lidera preço nacional; alta de R$ 0,10 no imposto estadual sobre combustível anula possíveis ganhos da mistura E30

O salto é reflexo do aumento de R$ 0,10 no ICMS por litro, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 desde 1º de janeiro. Foto: ilustrativa 

Os motoristas do Acre começaram 2026 pagando a gasolina mais cara do país, a R$ 7,24 por litro, segundo o primeiro levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) do ano. O valor é resultado do aumento de R$ 0,10 no ICMS estadual, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro desde 1º de janeiro — segunda alta consecutiva no mesmo patamar em menos de um ano.

Enquanto a média nacional ficou em R$ 6,29, o Acre superou vizinhos como Amazonas (R$ 7,02) e Rondônia (R$ 6,96). No outro extremo, o Piauí tem o litro a R$ 5,91. O reajuste do ICMS segue a Lei 192/2022, com determinação unificada pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz).

Apesar da introdução da gasolina E30 (com 30% de etanol) e do aumento da octanagem, medidas que poderiam reduzir o preço em até R$ 0,20, o impacto foi totalmente absorvido pelo aumento tributário, mantendo o estado no topo do ranking de combustíveis mais caros do Brasil.

Comparativo regional (preço médio do litro):
  • Acre: R$ 7,24 (mais caro do país)

  • Amazonas: R$ 7,02

  • Rondônia: R$ 6,96

  • Piauí: R$ 5,91 (mais barato do Brasil)

Motivo do aumento:

O reajuste segue a Lei 192/2022, que estabelece reajuste fixo e unificado do ICMS em todos os estados, conforme determinação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). É a segunda alta consecutiva em menos de um ano – em fevereiro de 2025 o tributo também havia subido R$ 0,10.

Contexto da gasolina E30:

Desde agosto de 2025, vigora a gasolina com 30% de etanol (ante 27,5% antes), com octanagem elevada de 93 para 94 RON. O governo federal estimava uma redução de R$ 0,13 a R$ 0,20 no preço final, mas o aumento do ICMS anulou o possível alívio no Acre.

Impacto no bolso do consumidor:

Com o preço médio de R$ 7,24, encher um tanque de 50 litros no estado custa R$ 362 – R$ 47,50 a mais que na média nacional.

A Sefaz-Acre justifica que o reajuste é determinado por lei federal e que os recursos são essenciais para serviços estaduais. Enquanto isso, associações de caminhoneiros e motoristas planejam protestos simbólicos nas rodovias.

O Acre vive uma “double tax” nos combustíveis: além do ICMS estadual elevado, sofre com o custo logístico de transporte até os postos do interior, onde o litro pode chegar a R$ 8,50 em municípios como Feijó e Marechal Thaumaturgo.

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Rio Branco é a 8ª capital do Brasil em eficiência administrativa, segundo ranking nacional

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Estudo do CLP posiciona capital acreana entre as melhores em eficiência administrativa, transparência e qualidade da máquina pública em 2025

Estudo do Centro de Liderança Pública coloca capital acreana entre as melhores em transparência, qualificação de servidores e facilidade para abrir empresas. Foto: captada 

Rio Branco conquistou a 8ª posição entre as capitais brasileiras no pilar “Funcionamento da Máquina Pública” do Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado reflete a eficiência administrativa, transparência e qualidade da gestão municipal, considerando critérios como qualificação de servidores, transparência, custos administrativos e tempo para abertura de empresas.

Com peso de 9,3% no ranking geral, o pilar é visto como estratégico para reduzir burocracia, aumentar a produtividade e criar ambiente favorável a investimentos. Segundo o CLP, cidades bem posicionadas tendem a oferecer serviços públicos mais eficientes e maior previsibilidade institucional, fatores essenciais para o desenvolvimento socioeconômico.

Critérios avaliados:
  • Custo da máquina: Relação entre despesas administrativas e receita própria;

  • Qualificação de servidores: Nível de escolaridade e capacitação;

  • Transparência: Publicidade de dados orçamentários e licitações;

  • Ambiente de negócios: Tempo e burocracia para abertura de empresas.

Peso no ranking:

O pilar tem 9,3% de influência na nota geral, sendo considerado um termômetro estratégico da capacidade de gestão municipal.

Impacto prático:

Cidades bem avaliadas tendem a oferecer serviços públicos mais eficientes, maior previsibilidade institucional e melhores condições para investimentos – fatores que atraem empresas e melhoram a qualidade de vida.

A posição de destaque de Rio Branco contrasta com a realidade de muitos municípios acreanos, que ainda enfrentam limitações financeiras e técnicas. O desempenho pode servir de referência para o interior do estado.

Metodologia:

O ranking utiliza dados oficiais e análise técnica em parceria com a @gove.digital. As informações completas estão disponíveis no site rankingdecompetitividade.org.br.

A prefeitura deve manter as práticas de excelência e ampliar a digitalização de serviços para subir ainda mais no ranking em 2026.

A 8ª posição nacional coloca Rio Branco à frente de capitais como Salvador, Belém e São Luís, mostrando que gestão qualificada é possível mesmo em estados com menos recursos – desde que haja priorização de transparência e eficiência.

Estudo do Centro de Liderança Pública coloca capital acreana entre as melhores em transparência, qualificação de servidores e facilidade para abrir empresas. Foto: captada 

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