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Evento discute secas e inundações na bacia do rio Acre
O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac promove o seminário Secas e Inundações: Construindo Soluções Globais a partir da Região MAP (Madre de Dios, Peru; Acre, Brasil; Pando, Bolívia). O evento ocorre nesta terça-feira, 23, e quarta-feira, 24, no Centro de Convenções do campus-sede, reunindo pesquisadores, estudantes e organizações brasileiras, peruanas e bolivianas, interessados em soluções para transformações climáticas, especialmente na bacia do rio Acre.
Os participantes terão a oportunidade de discutir a construção de soluções para eventos extremos a partir de palestras e mesas-redondas, com temas como: preparação da defesa civil para secas e inundações; políticas das universidades para lidar com eventos extremos; queimadas no Acre; ministérios públicos e planejamento para eventos extremos; plano de adaptação de múltiplos atores para lidar com florestas sujeitas ao aumento de risco de incêndios extensivos.
“Temos buscado, cada vez mais, estreitar parcerias com universidades peruanas e bolivianas; isso significa que, se para os desastres ambientais não há fronteiras, para a educação também não”, destacou o reitor em exercício da Ufac, Josimar Batista, durante a solenidade de abertura do encontro. “Nesse sentido, é papel das universidades estimular o desenvolvimento de discussões de relevância e transformar essas discussões em produtos que possam ser utilizados em favor da sociedade, como faz o MAP.”
Criado há dois anos, o MAP Resiliência, projeto trinacional “Desenvolver Resiliência e Soluções em Relação aos Eventos Climáticos Extremos no Sudoeste da Amazônia: Um Exemplo da Bacia Trinacional do Rio Acre”, nasceu com a finalidade de promover diálogos acerca da gerência dos recursos naturais e eventos extremos a partir da bacia trinacional do rio Acre.
“Os problemas que temos visto hoje nos dão a pista do que pode haver pela frente e são questões que não resolveremos sozinhos; é preciso trabalhar coletivamente”, apontou o coordenador-geral do MAP Resiliência, Foster Brown. “Esse modelo dos três países pensando estratégias conjuntas é um modelo a ser desenvolvido para o mundo inteiro.”
Ainda durante a solenidade de abertura, o Ministério Público do Estado do Acre, parceiro na organização do evento, oficializou a entrega de 30 sensores de fumaça adquiridos através de uma parceria com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape) e o PZ. Os equipamentos medem a qualidade do ar atmosférico.
“Essa foi uma parceria importante. A partir de agora, todos os municípios do Acre contarão com pelo menos um sensor desses, avaliando a qualidade do ar e fornecendo essas informações para toda a população”, disse a diretora do PZ, Cristina Boaventura.
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MP investiga licitação de mais de R$ 1 bilhão do transporte coletivo de Rio Branco
A abertura do procedimento foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, que encaminhou o caso à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público
A licitação do transporte coletivo urbano de Rio Branco, estimada em mais de R$ 1 bilhão, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). A apuração foi instaurada após denúncia que questiona a legalidade e a estrutura do processo.
O procedimento tem como base o Edital de Concorrência nº 005/2026 e foi aberto a partir de representação apresentada pelo vereador Eber Machado, que aponta possíveis irregularidades na condução do certame.
Entre os principais questionamentos estão falhas na fase interna da licitação, como ausência de responsáveis técnicos identificados e inexistência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART/RRT), além de possíveis descumprimentos da legislação.
O documento também aponta fragilidades no Estudo Técnico Preliminar, com a manutenção de um modelo considerado ultrapassado para o sistema de transporte público da capital.
Possíveis falhas e questionamentos
A representação levanta ainda suspeitas de restrição à competitividade, com a possibilidade de favorecimento à atual concessionária, além de inconsistências na modelagem econômico-financeira.
Entre os pontos citados estão o uso de dados considerados desatualizados, omissão de custos relevantes e falta de clareza na definição da tarifa.
Segundo o autor da denúncia, essas falhas podem gerar prejuízos aos cofres públicos, com risco de desequilíbrio no contrato e necessidade de subsídios sem previsão clara de custeio.
Investigação
A abertura do procedimento foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, que encaminhou o caso à 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público.
A promotoria ficará responsável por analisar o caso e definir eventuais medidas, que podem incluir ações cautelares ou até a suspensão da licitação.
O Ministério Público destacou que a apuração é preliminar e não representa conclusão sobre a existência de irregularidades, tendo como objetivo a análise técnica e jurídica das informações apresentadas.
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Campanha de vacinação contra a gripe já começou no Acre; público-alvo deve procurar unidades de saúde
Estratégia do Ministério da Saúde visa reduzir complicações e internações por influenza
O Ministério da Saúde iniciou na última sexta-feira (27) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em todo o país. No Acre, as unidades de saúde já estão preparadas para receber o público-alvo, com o objetivo de reduzir complicações, internações e mortalidade decorrentes da gripe.
Podem se vacinar:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
- Gestantes e puérperas;
- Povos indígenas e comunidades tradicionais;
- Trabalhadores da saúde;
- Idosos com 60 anos ou mais;
- Professores das redes públicas e privadas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou condições clínicas especiais.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir casos graves da doença e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde durante o período de maior circulação viral.
Sinais de alerta:
A população deve ficar atenta a sintomas graves, como febre persistente, falta de ar, dor no peito ou queda na saturação de oxigênio. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico imediato nas unidades de saúde ou pronto-atendimento.

A estratégia busca reduzir complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da gripe. No Acre, as unidades de saúde já estão preparadas para receber o público-alvo. Foto: captada
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Acre entra em nível de alerta para SRAG em meio ao avanço da influenza A no Brasil
Estado integra lista de 22 unidades federativas com risco elevado; campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado
O Acre está entre os estados em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O alerta ocorre em meio ao aumento de casos de SRAG associados ao vírus influenza A em diversas regiões do país.
Embora o Acre não figure entre os estados com crescimento direto de casos de influenza A, o estado integra a lista de 22 unidades federativas com nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco nas últimas semanas. O aumento de hospitalizações por vírus respiratórios, como influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), tem sido registrado principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste, com maior impacto entre crianças e adolescentes.
A vacinação contra a gripe é uma das principais medidas para conter o avanço da doença, especialmente entre grupos prioritários, como idosos, pessoas com baixa imunidade e crianças. O uso de máscaras em ambientes fechados e com aglomeração também é recomendado, sobretudo para indivíduos com sintomas gripais.
A campanha nacional de vacinação começa neste sábado (28) em grande parte do país, incluindo Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A imunização gratuita pelo Sistema Único de Saúde protege contra os principais vírus em circulação, como influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.
Devem se vacinar crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos a partir de 60 anos, além de outros grupos vulneráveis, como profissionais da saúde e da educação, pessoas com comorbidades, povos indígenas e população em situação de rua.
Nos últimos 28 dias epidemiológicos, a influenza A respondeu por 27,8% dos casos positivos de SRAG no país, enquanto o rinovírus lidera com 45%. Entre os óbitos, a influenza A foi responsável por 35,9% das mortes registradas, segundo dados atualizados até 21 de março.

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Foto: captada


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