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Estudo reforça papel do Acre na integração econômica com países andinos

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O Acre vem consolidando sua posição estratégica no cenário internacional ao fortalecer sua integração com os países andinos e ampliar sua presença no comércio exterior. Essa é uma das principais conclusões do estudo “Da fronteira ao Pacífico: o Acre no corredor comercial andino”, elaborado pelo Fórum Empresarial do Acre, com apoio do Sebrae.

A publicação analisa a dinâmica comercial do estado com países como Peru, Bolívia, Chile, Equador, Colômbia e Venezuela, destacando o papel crescente do corredor bioceânico como eixo de desenvolvimento regional.

Proximidade geográfica como vantagem estratégica

O estudo aponta que a localização do Acre é um diferencial competitivo importante, especialmente por sua proximidade com o Oceano Pacífico e por fazer fronteira direta com Peru e Bolívia — responsáveis por quase toda a relação comercial andina do estado.

Nos últimos anos, o mercado andino chegou a absorver cerca de metade das exportações acreanas, evidenciando que essa relação deixou de ser periférica para se tornar estrutural na economia local.

Crescimento recente impulsionado pelas exportações

Entre 2019 e 2025, o fluxo comercial entre o Acre e os países andinos apresentou crescimento significativo, com destaque para os anos mais recentes. O avanço foi puxado principalmente pelas exportações, que dobraram entre 2023 e 2024, saltando de cerca de US$ 15 milhões para mais de US$ 30 milhões.

O Peru se destaca como principal parceiro comercial, concentrando cerca de 80% das relações com a região, seguido pela Bolívia.

Cadeias produtivas lideram exportações

A pauta exportadora do Acre para os países andinos é concentrada, com destaque para dois produtos principais: carnes suínas e castanha-do-brasil. Juntos, esses itens representam mais de 80% das exportações para esse mercado.

Outros produtos, como milho em grão e preparações para alimentação animal, também aparecem, mas em menor escala. Essa concentração evidencia oportunidades, mas também desafios, como a necessidade de diversificação e maior estabilidade logística.

Logística é chave para expansão

O estudo destaca que o potencial do Acre depende diretamente da eficiência do corredor logístico que liga o estado ao Pacífico. Rodovias como a BR-317 e a BR-364 são fundamentais para essa conexão, permitindo o escoamento da produção até os portos peruanos.

No entanto, gargalos como infraestrutura limitada, desafios aduaneiros e falta de apoio logístico ainda dificultam o pleno aproveitamento dessa rota. A melhoria dessas condições é vista como essencial para ampliar a competitividade do estado.

Bioeconomia e valor agregado

Além do agronegócio, a castanha-do-brasil se consolida como um produto estratégico dentro da bioeconomia acreana. O estudo destaca seu papel na geração de renda, valorização da floresta em pé e inserção internacional com identidade regional.

A análise também aponta que o crescimento das exportações não depende apenas do aumento da produção, mas de fatores como organização da cadeia produtiva, padronização, rastreabilidade e acesso a mercados.

Oportunidades para o futuro

De forma geral, o estudo reforça que o Acre já está inserido no comércio andino, mas ainda possui amplo espaço para crescer. O fortalecimento das cadeias produtivas, aliado à melhoria da logística e à ampliação da infraestrutura, pode transformar o estado em um elo estratégico entre o Brasil e o Pacífico.

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Rio Moa transborda pela terceira vez no ano e Mâncio Lima pode decretar situação de emergência

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Cerca de 1.400 famílias já foram afetadas direta ou indiretamente pelas cheias; Defesa Civil alerta para risco de novo aumento com chuvas nas cabeceiras no Peru

De acordo com a Defesa Civil Municipal 483 famílias foram afetadas diretamente. Foto: captada 

Cheias no Vale do Juruá: rio Moa ultrapassa cota e deixa comunidades isoladas em Mâncio Lima

Em Mâncio Lima, o rio Moa já ultrapassou a cota de transbordamento, que é de 6,20 metros, três vezes este ano e já afeta direta e indiretamente cerca de 1.400 famílias na localidade. Como a previsão é de mais chuvas na área da nascente do manancial, a prefeitura poderá decretar Situação de Emergência no município nesta quarta-feira (1º).

De acordo com a Defesa Civil Municipal, 483 famílias foram afetadas diretamente, com suas residências alcançadas pelas águas, e outras 917 famílias foram atingidas de forma indireta, sofrendo com a paralisação de atividades e dificuldades de acesso.

Na zona ribeirinha, comunidades ao longo dos rios Moa e Azul enfrentam alagamentos e prejuízos. Entre as localidades atingidas estão Boa Vista, São Francisco, São Pedro, São Salvador, Timbaúba e Novo Recreio (Terra Indígena Nawa), além de Bela Vista, Buriti, Barro Vermelho, Três Unidos, Nova Lição e Bom Sossego, no Rio Azul.

“Só nesse período, o Rio Moa já transbordou pelo menos três vezes. A situação das famílias é bastante delicada, porque elas utilizam o rio para praticamente tudo. E com a previsão de mais chuvas, inclusive com grande volume vindo das cabeceiras no Peru, existe o risco de uma cheia ainda maior”, destacou o coordenador da Defesa Civil, Enilson Puyanawa.

Na zona rural terrestre, o cenário também é preocupante. Cerca de 600 famílias foram atingidas diretamente, com ramais interditados devido ao transbordo dos igarapés Branco, Preto, do Banho, da Maloca, Behkua e Generoso.

Prejuízos na agricultura familiar e resposta emergencial

As comunidades dos Caetanos, Polo e Bahia estão isoladas e os prejuízos atingem diretamente a produção rural, com perdas na agricultura familiar, açudes transbordados e rompimento de barragens, afetando uma das principais fontes de renda da região.

“Os impactos não são só nos rios. Na zona rural, igarapés transbordaram em vários pontos, deixando comunidades isoladas e causando prejuízos na agricultura. Temos casos de açudes rompidos e perdas na produção. Diante desse cenário, a Prefeitura de Mâncio Lima já articula uma resposta emergencial com uma possível decretação de situação de emergência no município para a ampliação do suporte humanitário, garantindo assistência às comunidades mais afetadas tanto na zona ribeirinha quanto na zona rural”, completou o coordenador.

Cerca de 600 famílias foram atingidas diretamente, com ramais interditados devido ao transbordo dos Igarapés

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Acre é o 6º estado com melhor potencial de mercado do Brasil, aponta Ranking de Competitividade 2025

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Levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP) avalia condições como tamanho do PIB, crescimento econômico, mercado de crédito e expansão da força de trabalho

De acordo com o levantamento, o estado fica atrás apenas de Roraima, Tocantins, Santa Catarina, Piauí e Goiás

Acre se destaca em potencial de mercado e fica em 6º lugar no ranking nacional

O Acre aparece na 6ª colocação entre os estados brasileiros com os melhores indicadores de Potencial de Mercado, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

De acordo com o levantamento, o estado fica atrás apenas de Roraima, Tocantins, Santa Catarina, Piauí e Goiás no indicador específico que mede as condições de mercado nas unidades da federação.

O que avalia o pilar Potencial de Mercado

O pilar de Potencial de Mercado avalia fatores como o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, o ritmo de crescimento da economia nos últimos anos e a capacidade de expansão da força de trabalho na próxima década.

Também entram na análise indicadores ligados ao mercado de crédito, como comprometimento de renda das famílias, qualidade do crédito para pessoa física, volume de crédito disponível e taxas de inadimplência.

Com peso de 8,2% na composição geral do ranking, o indicador mostra que economias maiores tendem a atrair mais investimentos. No entanto, o estudo também destaca que estados com crescimento mais dinâmico e condições favoráveis de crédito podem apresentar oportunidades competitivas relevantes.

Segundo o CLP, é o equilíbrio entre tamanho da economia, dinamismo e acesso ao crédito que revela o verdadeiro potencial de mercado de cada estado.

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Estudo da Seagri e do programa REM é aprovado para congresso nacional de apicultura e meliponicultura

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Trabalho sobre diagnóstico e fortalecimento da cadeia produtiva do mel no Acre será apresentado no CONBRAPI 2026, em Florianópolis, entre os dias 13 e 16 de maio

Pesquisa acreana sobre cadeia produtiva do mel é selecionada para evento nacional

Um estudo desenvolvido por técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura do Acre (Seagri) e do programa REM foi aprovado para apresentação no 25° Congresso Brasileiro de Apicultura e 11° Congresso Brasileiro de Meliponicultura (CONBRAPI 2026), um dos principais eventos técnico-científicos do país na área, que será realizado entre os dias 13 e 16 de maio, em Florianópolis (SC).

O trabalho científico, intitulado “Diagnóstico e Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Mel no Estado do Acre”, foi selecionado pelo comitê técnico-científico do evento para apresentação na modalidade pôster, reunindo pesquisadores, técnicos, produtores e instituições de diversas regiões do Brasil.

O CONBRAPI é reconhecido nacionalmente por promover a troca de conhecimentos, a difusão de tecnologias e o fortalecimento da cadeia produtiva do mel, abrangendo tanto a apicultura quanto a meliponicultura.

O trabalho reúne experiências e estratégias voltadas à melhoria da produção. Foto: captada 

Integração entre conhecimento técnico e prática no campo

De acordo com os organizadores do estudo, a pesquisa evidencia a integração entre o conhecimento técnico e a atuação prática no campo, com foco no desenvolvimento sustentável da atividade no Acre. O trabalho reúne experiências e estratégias voltadas à melhoria da produção, organização dos produtores e agregação de valor ao mel acreano.

A aprovação do estudo também reforça o compromisso dos servidores envolvidos com a qualificação técnica, a pesquisa e a inovação no setor agropecuário. Além disso, a participação no congresso é vista como uma oportunidade estratégica para ampliar parcerias, trocar experiências com outras regiões do país e dar visibilidade às ações desenvolvidas no estado.

Autores e importância institucional

Entre os autores do trabalho estão Zandra Pilar Vela Navarro, Erica Lima de Oliveira, Luana Maria Castro Macedo, Rúbia Mara Pessoa da Costa Lima, Josicley de Souza Azevedo e Marta Nogueira de Azevedo.

A iniciativa contribui para consolidar o papel das instituições públicas no fortalecimento da cadeia produtiva do mel no Acre, setor que vem ganhando destaque pela geração de renda e pelo potencial sustentável.

O CONBRAPI é reconhecido nacionalmente por promover a troca de conhecimentos. Foto: captada 

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