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Estudo britânico descobre novo grupo sanguíneo e desvenda mistério de 50 anos

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O sistema sanguíneo “MAL” analisa presença rara do antígeno AnWj-negativo, que existe em cerca de 0,01% da população e pode atrapalhar transfusões de sangue

Geralmente, o tipo sanguíneo é dado a partir dos sistemas ABO (A, B, AB ou O) e Rh (+ ou -), mas existem outros 45 sistemas de grupos sanguíneos reconhecidos, que contêm juntos mais de 360 antígenos — Foto: Pexels/Karolina Grabowska

Por Arthur Almeida

Qual o seu tipo sanguíneo? Geralmente, essa pergunta é respondida a partir dos dois sistemas mais conhecidos: ABO e Rh. Juntos, eles geram combinações como, por exemplo, O+, A-, B- ou AB+. Contudo, o sangue é muito mais complexo do que isso, e identificar a variabilidade do material que corre em nossas veias é o primeiro passo para garantir a saúde das pessoas em situações de emergência, em que são necessárias transfusões.

A descoberta de um novo sistema de grupos sanguíneos — este é o 47° a ser reconhecido — resolve um mistério de mais de 50 anos, além de oferecer um caminho para diagnóstico e tratamento de pacientes portadores de uma condição rara e potencialmente perigosa. Um artigo que detalha o achado, assinado por pesquisadores de institutos de pesquisa britânicos, foi publicado na revista científica Blood.

Batizado “MAL”, o sistema sanguíneo analisa a presença do antígeno AnWj. Segundo os pesquisadores, algumas pessoas podem não ter esse grupo por ação de doenças, como certos tipos de câncer. Mas, quando ele se faz presente, o que acontece em 99,9% dos casos, as pessoas são AnWj-positivo. O fenótipo AnWj-negativo, portanto, é muito raro.

Sabe-se sobre a existência desse antígeno negativo desde 1972, quando o hemograma de uma mulher grávida apontou a sua presença. No entanto, sua origem genética era desconhecida até agora. Compreender isso tornou-se essencial, uma vez que os médicos verificaram que portadores dessa condição rara, quando expostos a sangue AnWj-positivo, podem ter reações após uma transfusão e desenvolver complicações que agravam o seu quadro de saúde.

O que determina o AnWj-negativo?

A equipe de cientistas descobriu que o antígeno AnWj é transportado no sangue pela proteína MAL. Com isso, identificaram que a existência de deleções homozigotas (ou perdas de certos segmentos dos cromossomos) no gene que expressa a proteína MAL fazem uma pessoa ser AnWj-negativo.

Apenas um número muito pequeno de pessoas parece ser AnWj-negativo por causas genéticas — em todo o estudo, por exemplo, havia uma amostragem de apenas cinco indivíduos geneticamente negativos. A partir do sequenciamento completo do exoma (material que codifica as proteínas), cientistas mostraram que esses casos hereditários raros são fruto de mutações que deletam uma determinada sequência de DNA no gene MAL.

A prova de que o gene MAL é responsável por anticorpos AnWj veio após experimentos com esses cinco pacientes raros. Esses testes mostraram que células nas quais os pesquisadores introduziram o gene MAL convencional, não o mutante, reagem à presença desse gene.

Quais as implicações da descoberta

“O histórico genético do AnWj tem sido um mistério por mais de 50 anos, que eu, pessoalmente, tenho tentado resolver por quase 20 anos da minha carreira”, destaca Louise Tilley, especialista em sangue que assina o artigo, em comunicado. “Isso representa uma grande conquista, é o ápice de um longo esforço de equipe para finalmente estabelecer este novo sistema de grupo sanguíneo e ser capaz de oferecer o melhor atendimento a pacientes raros, mas não menos importantes”.

Para ela, o trabalho foi tão difícil e demorado porque os casos genéticos são muito raros. Por isso, o sequenciamento do exoma foi importante, dado que o gene identificado não era um candidato óbvio e pouco se sabia sobre a proteína MAL em hemácias (glóbulos vermelhos).

“É realmente emocionante que tenhamos conseguido usar nossa capacidade de manipular a expressão genética nas células sanguíneas em desenvolvimento para ajudar a confirmar a identidade do grupo sanguíneo AnWj. Foi um quebra-cabeças notável por meio século”, aponta Ash Toye, colaborador do estudo.

A expectativa da equipe é que, com os seus resultados, novas pesquisas surjam para ajudar a identificar pacientes e doadores geneticamente AnWj-negativos, melhorando a eficácia de transfusões de sangue pelo mundo.

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Caixa começa a pagar Abono Salarial 2026 nesta segunda-feira (16/2)

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Caixa

A Caixa Econômica Federal começa, nesta segunda-feira (16/2), o pagamento do Abono Salarial do PIS/Pasep 2026, do ano-base 2024. O crédito será feito de forma escalonada conforme o mês de nascimento do trabalhador. Neste primeiro momento, recebem os trabalhadores nascidos em janeiro.

Ao todo, cerca de 1,8 milhão de pessoas serão contempladas, com liberação de aproximadamente R$ 2,2 bilhões. De acordo com a Caixa, a expectativa é que 22,2 milhões de brasileiros recebam o benefício.

Como receber:

As pessoas que têm conta corrente ou poupança na Caixa receberão automaticamente. Já para aqueles que não têm conta no banco, será aberta uma Poupança Social Digital sem custos, permitindo a movimentação pelo aplicativo “Caixa tem”, onde é possível pagar contas, fazer transferências e realizar compras.

Caso o trabalhador não consiga abrir a conta, o saque poderá ser feito com o Cartão Social em caixas eletrônicos, casas lotéricas ou nas agências da Caixa, mediante apresentação de documento com foto. Também é possível retirar o valor por biometria, desde que o cadastro tenha sido feito previamente.

O que é o abono salarial:

O abono salarial é um benefício pago anualmente a trabalhadores que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo federal. O valor varia conforme o tempo de serviço no ano-base e pode chegar a até um salário mínimo.

Para receber o benefício, é necessário estar inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024 e ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766.

Para consultar o benefício, basta acessar os aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa ou pelo Portal Gov.br. 

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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PF acaba com segurança privada irregular no Carnaval do ES

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Divulgação/PF
Foto colorida de policial federal de colete

Uma empresa não autorizada estava exercendo atividades de segurança privada em evento público no Carnaval do balneário de Guriri, localizado no município de São Mateus, no Espírito Santo . O local é um dos pontos turísticos mais procurados pelos foliões capixabas.

A Polícia Federal (PF) identificou 35 pessoas atuando irregularmente como vigilantes, muitos sem formação profissional adequada e sem vínculo com empresa regularmente autorizada pela PF.

O flagrante foi feito na madrugada dessa sexta-feira (15/2), quando compareceram às apresentações na orla de Guriri.

Segundo informações da Polícia Federal, a empresa responsável e a prefeitura de São Mateus foram notificadas. No site do órgão, porém, em uma matéria sobre o evento, a ilegalidade não foi mencionada, apenas que, além do sucesso artístico, com shows de grande porte encabeçados pela cantora Simone Mendes, “a estrutura e a segurança foram pontos altos do evento”.

“As forças de segurança atuaram de forma integrada, com a presença da Polícia Militar do Espírito Santo, Guarda Municipal e demais órgãos envolvidos na organização. O trabalho conjunto garantiu tranquilidade ao público, sem registro de ocorrências graves durante a noite”, informou o órgão.

Já a PF reforçou que “atividades de segurança privada só podem ser executadas por empresas devidamente autorizadas e fiscalizadas, e que a contratação de serviços irregulares representa risco à segurança de toda a coletividade. A verificação da regularidade da prestadora junto à Polícia Federal é medida essencial para garantir a legalidade e a proteção dos participantes de grandes eventos”, alertou a corporação.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura de São Mateus e aguarda retorno.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Flávio Bolsonaro assina pedido de impeachment de Toffoli

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro no DF Star - Metrópoles

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou um pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), encabeçado pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF). O pedido foi protocolado no Senado Federal ainda em janeiro.

Uma ala do bolsonarismo avalia, no entanto, que o impeachment de um ministro da Suprema Corte não teria o timing ideal, visto que daria prerrogativa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar outro magistrado.

O filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pré-candidato à Presidência estava sendo pressionado nas redes sociais a se manifestar sobre o caso do Banco Master. Apesar de assinar o impeachment, Flávio segue em silêncio sobre o assunto nas plataformas digitais.

Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF depois de um relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções ao nome do magistrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.

O material foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9/2). O movimento aumentou a pressão pela saída de Toffoli da relatoria do processo na Corte.

Com isso, André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro, foi sorteado para relatar o caso. Integrantes da oposição no Congresso Nacional comemoraram a troca.

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) disse, em publicação nas redes sociais, que a relatoria de Mendonça “é a oportunidade de vermos o processo conduzido com serenidade, rigor jurídico e absoluto respeito à Constituição”.

O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), também sinalizou a favor da troca de relator, mas afirmou que deverão se manter “vigilantes”. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que Mendonça tenha “força para enfrentar o mal”.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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