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Acre

Estudantes do IFAC retratam o maior acidente aéreo da história do Acre em documentário sobre tragédia de 1971

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A produção inclui depoimentos de moradores que vivenciaram o episódio, reconstruções detalhadas dos acontecimentos e reflexões sobre os impactos dessa tragédia para a comunidade

As apresentações destacam o empenho dos estudantes em resgatar e preservar a memória histórica do município, incentivando discussões sobre eventos que moldaram a identidade local. Foto: internet 

Com Ifac

Estudantes do ensino médio do Instituto Federal do Acre (IFAC) apresentaram dois documentários autorais que retratam episódios marcantes da história de Sena Madureira, emocionando a comunidade local.

O primeiro documentário, com duração de 30 minutos, aborda o trágico acidente ocorrido em 28 de setembro de 1971, que deixou marcas profundas na cidade. A produção inclui depoimentos de moradores que vivenciaram o episódio, reconstruções detalhadas dos acontecimentos e reflexões sobre os impactos dessa tragédia para a comunidade.

Instituto Federal do Acre (IFAC) apresentaram dois documentários autorais que retratam episódios marcantes da história de Sena Madureir. Foto: internet 

As apresentações destacam o empenho dos estudantes em resgatar e preservar a memória histórica do município, incentivando discussões sobre eventos que moldaram a identidade local.

A iniciativa foi amplamente elogiada pela comunidade, que reconheceu o valor educativo e cultural dos trabalhos apresentados.

 Veja vídeo documentário:

Maior acidente aéreo da história do Acre completou 53 anos neste ano de 2024; bispo estava entre as vítimas

No local da tragédia, ainda existem artefatos do avião mesmo depois de 52 anos. Estudantes e demais moradores visitam com frequência a localidade

A cidade de Sena Madureira registrou no dia 28 de setembro de 1971 o maior acidente aéreo de sua história, envolvendo um avião DC3, da empresa Cruzeiro do Sul.

Naquela manhã fatídica, poucos minutos após a decolagem, o avião apresentou problemas no motor, bateu em uma árvore (Manitê) e caiu na região da comunidade Boca do Caeté que fica a poucos minutos do centro de Sena Madureira. Com a queda, o avião explodiu e todos os seus ocupantes morreram carbonizados. 

Dentre as vítimas estava o Bispo Dom Giocundo Maria Grotti, que chefiava, à época, a Diocese de Rio Branco. Italiano de origem, ele se encontrava no Acre em substituição a Fontenele de Castro. 

Uma das vítimas estava o Bispo Dom Giocundo Maria Grotti, que chefiava, à época, a Diocese de Rio Branco. Italiano de origem, ele se encontrava no Acre em substituição a Fontenele de Castro. Foto: internet

Ao todo, segundo reza a história, foram 33 mortos, entre passageiros e tripulantes. 

O ex-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindissem) de Sena Madureira, Antônio Furtado Davila, tinha 17 anos à época.

“Me lembro bem que ao chegarmos lá e não deu pra se aproximar porque o fogo estava com quase 2 metros de altura. Os corpos foram resgatados em caixas de madeira. Um dia antes da tragédia, o Bispo Dom Giocundo tinha ministrado aula para a nossa turma”, relembrou. 

A professora Humbelina da Conceição Bezerra tinha 12 anos de idade na época da tragédia. “Me lembro que, após a queda do avião, corri em direção ao local, mas não era possível aproximação porque a fumaça era muito forte”, comentou.

Habitualmente, todos os anos a Igreja católica de Sena Madureira realiza uma missa no local em homenagem às vítimas

Sobre a morte do Bispo, até hoje ela se emociona ao relembrar o ocorrido. “Foi ele quem fez minha primeira comunhão e crisma. Uma perda irreparável. Lamentamos também por todas as pessoas”, finalizou.

O professor Rivaldo Severo da Costa (Boim), estudioso da história de Sena, relembrou que dias antes de ocorrer a tragédia, uma moradora da Boca do Caeté sonhou que um avião iria bater na árvore e até pediu para que seu esposo cortasse o manitê, mas não foi atendida. “Foi uma comoção total em Sena Madureira”, destacou.

Naquela época (1971), a BR-364, entre Sena Madureira a Rio Branco, não era asfaltada. Por essa razão, muitos moradores optavam pelo transporte aéreo.

No local da tragédia, ainda existem artefatos do avião mesmo depois de 52 anos. Estudantes e demais moradores visitam com frequência a localidade.

Habitualmente, todos os anos a Igreja católica de Sena Madureira realiza uma missa no local em homenagem às vítimas. 

Os restos mortais foram retirados do local em caixas de madeira. Foto: Reprodução

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Acre

Bocalom ironiza pesquisa que o coloca em terceiro na disputa pelo governo do Acre

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Prefeito minimiza números do levantamento e diz que “pesquisa que vale é a das urnas”

Durante a inauguração do Mercado Municipal do São Francisco, na noite desta segunda-feira (23), em Rio Branco, o prefeito e pré-candidato ao governo, Tião Bocalom, reagiu com ironia aos números da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa.

O levantamento aponta Bocalom na terceira colocação, com cerca de 15% das intenções de voto, atrás do senador Alan Rick, que lidera com mais de 40%, e da vice-governadora Mailza Assis, que ultrapassa os 20%.

Ao comentar o cenário, o prefeito evitou aprofundar a análise e voltou a questionar a credibilidade das pesquisas eleitorais. “Comentar pra quê? Eu a vida inteira fui vítima de pesquisa. Me mostra qual pesquisa dizia, antes da eleição, que o Bocalom tinha chance de ganhar. Nenhuma”, afirmou.

A declaração contrasta com levantamentos anteriores. Em agosto de 2025, também em pesquisa do Instituto Delta, Bocalom aparecia com 19,62% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação, enquanto Mailza tinha 13,63%.

Na comparação com o cenário atual, os dados indicam queda de aproximadamente quatro pontos percentuais para o prefeito, além da inversão de posições com a vice-governadora, que agora aparece à frente.

Apesar disso, Bocalom reforçou que não considera pesquisas como fator determinante. “Se eu fosse olhar pesquisa, nem candidato eu teria sido. Pra mim, pesquisa é o povo na rua, conversando. E no dia da eleição. Essa é a pesquisa que vale”, declarou.

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Acre

62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli

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O Instituto Delta Agência de Pesquisa, contratado pela TV Gazeta, divulgou nesta segunda-feira, 23, uma pesquisa sobre a avaliação da gestão do governador Gladson Cameli, que deixará o cargo no dia 2 de abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo Acre.

De acordo com o levantamento, 62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli, 28,03% desaprovam, e 9,44% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.006 eleitores em 18 cidades do Acre entre os dias 16 e 21 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Acre é AC-08354/2026.

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Acre

“Sementes de Resistência”: força das mulheres da Transacreana ganha voz em documentário que estreia em Rio Branco

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Documentário Sementes de Resistência valoriza participação feminina na Transacreana

Documentário de curta-metragem sobre protagonismo de mulheres rurais da Transacreana será lançado no dia 26 de março, às 10h, no Museu dos Povos Acreanos

O documentário de curta-metragem “Sementes da Resistência” será lançado no próximo dia 26 de março, às 10h, no auditório Florentina Esteves, localizado no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento integra as ações do mês da mulher e contará com a participação de trabalhadoras rurais da região da Transacreana.

Mulheres agricultoras são as personagens do documentário Sementes de Resistência

A produção destaca o papel fundamental das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana. O documentário evidencia a atuação dessas trabalhadoras na preservação de sementes e na manutenção de práticas agrícolas sustentáveis na Amazônia acreana.

O curta-metragem é resultado do projeto de pós-doutorado da professora Rosana Cavalcante, ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A produção foi construída em colaboração com mulheres agricultoras da região, reconhecidas como guardiãs de saberes tradicionais.

Roda de conversa durante a gravação do documentário Sementes de Resistência

Documentário valoriza papel das mulheres – Segundo a professora Rosana Cavalcante, o documentário retrata trajetórias marcadas pela resistência e pelo protagonismo feminino no campo. “A produção apresenta agricultoras que, por meio de conhecimentos ancestrais, preservam sementes, fortalecem a segurança alimentar e enfrentam os desafios das mudanças climáticas com sabedoria”, destacou.

Produzido pela Orna Audiovisual, o documentário aborda temas como agrobiodiversidade, sustentabilidade, agricultura familiar, protagonismo feminino, políticas públicas e a invisibilidade das mulheres rurais, além da valorização de práticas intergeracionais.

Professora Rosana Cavalcante desenvolveu seu projeto de pós-doc na Transacreana

O lançamento contará com a presença de protagonistas da obra, como as produtoras rurais e líderes de associação conhecidas da região: Roselina Queiroz Leite (Dona Rosa, moradora do Barro Alto) e Maria da Natividade Oliveira Cordeiro (Dona Lôra, que atua com plantas medicinais no Km 14 e vende no Mercado Elias Mansour), além da presidente da Cooperativa Beija-Flor, do Km 72 da Transacreana, Layane Furtado Mello.

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, também participará do evento falando da roda de conversa que teve com as protagonistas durante a gravação do documentário, onde abordou temas importantes como as demandas das agricultoras e políticas públicas voltadas para a região.

Serviço
Evento: Lançamento do documentário curta-metragem “Sementes da Resistência”
Data: 26 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Auditório Florentina Esteves – Museu dos Povos Acreanos
Endereço: Av. Epaminondas Jácome, 2792, Centro, Rio Branco (AC)

Fotos: Neto Lucena/Secom

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