Cotidiano
Estado adota série de benefícios fiscais, contempla cadeia produtiva do gado e dialoga com produtores e empresários
De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), a pauta de preços mínimos não define preço para o mercado, nem faz qualquer tipo de renúncia fiscal

O estado com o maior rebanho bovino do Brasil, por exemplo, o Mato Grosso, não estipula uma pauta para o preço do gado. O Acre, por sua vez, tem forte incentivo na indústria frigorífica. Foto: captada
O estado do Acre é um dos estados brasileiros que possui um rebanho considerável de bovinos, sendo uma cadeia produtiva muito importante para a economia local. Os benefícios fiscais concedidos, nos últimos anos, potencializaram a manutenção crescente do setor, valorizando todos os atores, desde os pequenos produtores até a indústria frigorífica.
Nesse sentido, o Estado tem a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por meio de isenções e reduções de alíquotas em todos os insumos da pecuária, como medicamento, sal mineral, proteinado, sêmen para inseminação, reprodutores etc.
Essas prerrogativas se estendem também pela indústria frigorífica, uma vez que o Estado concedeu, no ano de 2019, isenção do ICMS para o gado que vai para o abate, como forma de incentivar o crescimento da indústria local; e, em 2022, com as melhorias implementadas na Comissão da Política de Incentivos às Atividades Industriais do Estado do Acre (Copiai), o Estado concedeu redução no ICMS na saída da carne produzida pelos abatedouros e frigoríficos.
Por se tratar de um importante setor da economia acreana, ao analisar o cenário da pecuária, é importante levar em consideração a cadeia produtiva do estado como um todo.
“O governo do Estado vem trabalhando em diversas frentes para minimizar os problemas da cadeia produtiva como um todo. Além das medidas fiscais implementadas, da aproximação e do diálogo, precisamos reforçar a proteção de nossos produtores, sem deixar de fortalecer nossa indústria e de promover a justiça fiscal”, disse o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas.
A questão da Pauta de Preços Mínimos é uma delas. Aprovada pela portaria nº 333/2021, ela já sofreu diversas alterações para adequar as variações de preços (portarias nº 419/2021, 62/2022, 94/2022, 407/2022, 636/2022, 342/2023, 550/2023, 678/2023, 684/2023, 216/2024, 407/2024, 610/2024,647/2024, 237/2025, 433/2025 e 617/2025).
De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), a pauta de preços mínimos não define preço para o mercado, nem faz qualquer tipo de renúncia fiscal. Como o próprio nome diz, ela apenas estabelece valores de referência mínimos aceitáveis para produtos que, normalmente, sofrem flutuações no mercado e são de difícil definição quanto à averiguação dos preços praticados em momentos e situações especificas.

De acordo com a Sefaz, ao analisar o cenário da pecuária, é importante levar em consideração a cadeia produtiva do estado como um todo. Foto: Aleff Matos/Sefaz
“Na questão dos bezerros, alguém pode ter um lote de bezerros de alta qualidade genética, com carcaça robusta, de raça valorizada, que será bem avaliado; outro pode ter um lote de bezerros com baixa qualidade genética, que foi mal alimentado, carcaça pequena e que terá pouco rendimento, o chamado: tucura, além disso pode ser que o proprietário necessite vender rápido, porque o pasto já não suporta os animais. Com certeza, este será vendido por um preço muito menor que o primeiro. Dessa forma, a Pauta de Preços é definida pelo preço mínimo”, diz o secretário adjunto da Receita, Clóvis Gomes.
Nesse sentido, a tributação mínima aceita é sobre o preço definido pela pauta, o que não desobriga a quem vende por preço acima da pauta o dever de recolher o imposto sobre o valor efetivamente praticado, sob pena de cometer sonegação fiscal, sendo passível de sofrer penalidades tributárias.
Cenário de crescimento no rebanho e no abate
Ao adotar esta série de benefícios fiscais, o governo fortalece toda a cadeia produtiva da pecuária, mantendo o pequeno produtor com condições cada vez melhores em sua produção de gado, sem deixar de incentivar também o crescimento da indústria frigorífica, gerando emprego e renda, aquecendo o comércio e fazendo a economia do estado girar.
Fruto do empenho do Estado sobre a cadeia produtiva da pecuária, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) ajudou a fortalecer a cadeia produtiva, tornando o estado reconhecido como zona livre de Febre Aftosa sem vacinação, abrindo nosso mercado e pavimentando o caminho para maiores exportações.
Além do Idaf, outros órgãos estaduais, como a Secretaria de Agricultura (Seagri), também são parceiros nessa conquista, prestando assistência técnica e apoio aos pequenos produtores, como também na manutenção de ramais, permitindo o escoamento da produção rural.
Com a adoção dessas medidas, o Estado conseguiu, nos últimos anos, viabilizar o crescimento do rebanho bovino, passando de 4.055.251 cabeças em 2021, para 5.177.787 cabeças em 2025.

Imagem: divulgação/Sefaz
E os números não param por aí. Na indústria frigorífica, os abates passaram de 347 mil animais em 2021 e alcançaram a marca de 664 mil em 2025, o que implica crescimento de quase 100%, além de uma projeção de até 800 mil abates ainda em 2026, estimada pelo Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Estado Acre (Sindicarnes).

Imagem: divulgação/Sefaz
Os avanços exponenciais se devem, em grande parte, ao reflexo da desoneração do ICMS, com a isenção sobre o gado enviado para o abate dentro do Estado, bem como da redução do ICMS na saída da carne produzida pelos frigoríficos.
Cabe destacar o cenário favorável em todos os sentidos; o rebanho aumentou em mais de um milhão de cabeças de 2021 para 2025 e, considerando a projeção do aumento nos abates de animais para 2026, em aproximadamente 400 mil animais se comparado a 2021, temos uma diferença de 600 mil animais que, em tese, comportam o aumento das saídas de gado do estado.
“Não é o Estado quem manda no comércio. Boi é commodity [matéria-prima essencial produzida em larga escala]. As variações do mercado não são causadas pelo imposto como o ICMS. Com a globalização e o Brasil exportando cada vez mais carne para diversos países, existe a tendência dos grandes produtores de outros estados virem comprar bezerros no Acre, pagando melhor que o preço, normalmente, praticado dentro do estado. Existem flutuações no preço, às vezes, está mais alto; às vezes, está mais baixo, depende da demanda mundial em relação às exportações”, explica Gomes.
“Não dá para olharmos, simplesmente, para um dos atores da cadeia”, diz secretário adjunto
Analisando a cadeia produtiva como um todo, comparando os números de 2021 e 2025, os benefícios fiscais implementados pelo Estado se confirmam como medidas assertivas e estratégicas de incentivo à produção, à geração de emprego e renda e à indústria frigorífica.
Além dos incentivos, o enfrentamento do Estado às fraudes estruturadas que têm o objetivo de retirar gado do Estado sem o devido pagamento do ICMS, a Sefaz, em parceria com a Policia Civil, Ministério Público Estadual (MPAC), Procuradoria Geral do Estado (PGE), entidades que compõem o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), bem como em articulação com o Idaf, tem feito a constituição de autos de infração, que soma mais de R$ 130 milhões, e lançamentos do ICMS, que chegam a mais de R$ 20 milhões, além de ações policiais com inquéritos abertos, inscrições em dívida ativa e ações judiciais, com o objetivo de reprimir e receber o imposto devido ao Estado.

Benefícios fiscais implementados pelo Estado se confirmam como medidas assertivas e estratégicas de incentivo à produção, à geração de emprego e renda e à indústria frigorífica. Foto: Marcos Vicentti/Secom
No início desse ano, por exemplo, o Estado realizou cinco apreensões de cargas de gado com suspeita de fraude, que foram devidamente encaminhadas à Polícia Civil, e que resultaram em prisões em flagrante e abertura de inquérito para apuração dos envolvidos no esquema fraudulento.
“Não dá para olharmos, simplesmente, para um dos atores da cadeia. Temos que olhar todos os atores da cadeia produtiva. São diversos produtores que, mesmo não gerando emprego diretamente, indiretamente, ali, é uma família, um pai, uma mãe, filhos que trabalham com essa atividade e fazem a economia girar onde moram, reinvestindo seus ganhos em gastos nas casas agropecuárias, no mercadinho próximo a sua casa, na diária que paga aos peões no momento da lida com o gado”, ressalta o secretário adjunto.
Maioria dos estados não adota pauta do boi como medida fiscal
Embora, no Acre, a pauta do boi tenha sido motivo de discussões e debates sobre sua efetividade e legitimidade, a maioria dos governos estaduais não a adota como medida fiscal. O estado com o maior rebanho bovino do Brasil, por exemplo, o Mato Grosso, não estipula uma pauta para o preço do gado. O Acre, por sua vez, tem forte incentivo na indústria frigorífica, concedendo benefícios consideráveis para a carne, com um dos menores percentuais de ICMS sobre a agenda do produto.
“Tudo isso se reflete no crescimento do número de abates, pois a isenção do ICMS sobre o gado destinado ao abate e a redução do ICMS sobre a carne é que potencializaram o crescimento do abate, levando empresários a investirem mais de 120 milhões, uma vez que entendem que o setor está crescendo, o que é endossado pelo crescimento do rebanho, demonstrando que o produtor também está investindo. Afinal, ninguém investe tanto em um ramo que está correndo risco”, finaliza Clóvis Gomes.
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Médica alerta para aumento de síndrome respiratória grave em Rio Branco e reforça importância da vacinação
Pneumologista Célia Rocha destaca que maioria dos internados e óbitos é de pessoas não imunizadas; doses contra Influenza e Covid-19 estão disponíveis na rede pública

“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou a médica pneumologista Célia Rocha. Foto: captada
Com o aumento de casos de síndrome respiratória grave em Rio Branco, a médica pneumologista Célia Rocha fez um alerta à população, na tarde desta quarta-feira (11), sobre a importância da vacinação contra a Influenza e a Covid-19. Segundo ela, as doses já estão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da capital.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, os registros de casos graves de doenças respiratórias vêm crescendo nas últimas semanas, o que acende um sinal de alerta entre os profissionais de saúde.
Em mensagem direcionada à população, a pneumologista destacou que a maior preocupação é com as pessoas que não se imunizaram.
“Os casos de síndrome respiratória grave estão aumentando muito e o que mais preocupa é que a maioria das pessoas que estão ficando internadas ou que, infelizmente, estão chegando a óbito, são justamente aquelas que não se vacinaram”, afirmou.
A médica reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra complicações causadas pelos vírus respiratórios, principalmente entre os grupos mais vulneráveis.
“Não deixa para depois. A vacina é de graça, é rapidinho e é a única forma da gente evitar que o pior aconteça”, alertou.
Célia Rocha também orienta que a população procure uma unidade de saúde o quanto antes para garantir a imunização e reduzir os riscos de agravamento da doença.
“Passa num postinho hoje mesmo. Se cuidem”, concluiu.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o cenário também indica crescimento da doença. Somente em 2026 já foram 14.370 casos de SRAG notificados, segundo o boletim.
Desse total:
- 35% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório
- 43,1% tiveram resultado negativo
- 14,4% ainda aguardam resultado laboratorial
Entre os casos positivos registrados neste ano, os vírus mais identificados foram:
- Rinovírus: 40%
- Influenza A: 20%
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 17%
- Vírus sincicial respiratório: 13,6%
- Influenza B: 1,7%
Os dados do InfoGripe indicam ainda que a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade permanece concentrada principalmente entre idosos. Entre as mortes registradas no período analisado, a maior parte foi associada à Covid-19, seguida pela influenza A.

Vacinas contra Influenza e Covid-19 já estão disponíveis em todas as unidades de saúde da capital. Foto: ilustrativa
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Educação do Acre realiza oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado

Ao todo, 16 agentes terrirtoriais participaram da oficina. Foto: Mardilson Gomes/SEE
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) realiza até a próxima sexta-feira, 13, no prédio da secretaria, oficina para agentes territoriais no âmbito do novo programa do governo federal, o Pronacampo. Além da oficina, também está sendo realizada a primeira Jornada Pedagógica da Educação do Campo, no auditório da Biblioteca Pública.
A chefe do Departamento de Educação do Campo da SEE, professora Maria Clara Geraldo Siqueira, explica que a Jornada Pedagógica está sendo ofertada para representantes dos núcleos. “Convidamos os assessores que acompanham as escolas do campo e eles vieram participar dessa formação e quando retornar eles serão agentes multiplicadores”, afirma.
“Paralelo a isso, está acontecendo a oficina para agentes territoriais do novo Pronacampo, que é uma política adotada pelo MEC e que vai trazer ações para ampliar e qualificar a oferta da educação do campo. Essa oficina está sendo oferecida para 16 agentes territoriais”, explicou.
Os agentes, segundo a professora, irão ajudar a realizar as ações e na supervisão a dinâmica de execução em todo o estado. “Eles estão participando de oficinas de direitos humanos, de educação especial, de educação ambiental e, agora, de letramento digital”, disse.

Professora Maria Clara Siqueira: “ampliar e qualificar oferta da educação do campo”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Maria Clara faz questão de destacar que os agentes não são professores, são pessoas da comunidade e que estão engajados nos movimentos sociais. “Eles passaram por uma seleção, por entrevista e foram selecionados para atuar como agentes do Pronacampo”, frisou.
“Então, eles irão atuar nas ações que o Pronacampo disponibilizar para a educação do campo e a gente vai ter um centro de referência e vamos ter os recursos para essas ações e os agentes estarão ao longo de todo o território, então eles farão uma espécie de articulação”, destacou.
Entre os agentes territoriais que participam da oficina está Rodrigo de Paiva Soares, que atuará nos municípios de Rio Branco e Bujari. Para ele, a oficina tem sido uma experiência enriquecedora para a aprendizagem e para a compreensão de como operacionalizar a política pública da educação do campo.
“É preciso ter um projeto para a escola que foque em melhorar estruturas, ensino e qualidade de vida para a comunidade e, nesse sentido, seremos um elo entre município, Estado, sociedade civil organizada e comunidade, fazendo uma interlocuação para fomentar as políticas voltadas para os territórios”, disse.

Rodrigo Soares: “elo entre municípios, governo e comunidade”. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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