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“Essa pesquisa só pode ter sido feita dentro do Palácio Rio Branco”, diz Petecão
O senador Sérgio Petecão está cumprindo agenda, durante toda a semana, em Jordão, Feijó e Tarauacá. Petecão esteve em Novo Porto, uma comunidade de difícil acesso, localizada no município de Jordão, entre os rios Tarauacá e Muru. O senador só teve acesso à pesquisa de intenção de voto, divulgada pela Big data, nesta quarta-feira, 11, quando retornou à zona urbana.
Petecão foi direto. “O instituto do povo não tem nada a ver com essas pesquisas divulgadas por aí. O que eu ouço das pessoas nas ruas é que o governo atual não apresenta avanços e pouco trabalha. As pessoas me falam que precisam de um governo comprometido, capaz de cumprir o próprio plano de governo, capaz de cumprir as promessas feitas na campanha eleitoral”.
O parlamentar lembrou ainda que o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, começou com 4% das intenções de voto nas pesquisas. “Eu não sei quem está ganhando nessas pesquisas, só sei que quem vai ganhar a eleição é um tal de Petecão. Se tem alguém que vai ganhar, é ele”, declarou.
A pesquisa do Instituto Real Time Big Data entrevistou 600 pessoas por telefone, entre os dias 6 e 7 de agosto, em 14 cidades do Acre. O senador afirma que a quantidade de pessoas entrevistadas não condiz com a realidade. “Essa entrevista só pode ter sido feita dentro do Palácio de Rio Branco. Eu ando nas comunidades, no interior, na periferia. São nesses lugares que as pessoas mais precisam do poder público e sentem na pele a ineficiência de um governo. O que eu ouço nas ruas é a insatisfação das pessoas com uma gestão que usa a pandemia como desculpa para não trabalhar. Não vão fazer em um ano o que não foi feito em três”, afirmou o parlamentar.
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TJAC mantém indenização de R$ 60 mil a dois irmãos que ficaram 363 dias presos por erro judiciário
Condenação havia sido baseada em reconhecimento fotográfico por Facebook, sem outras provas; Tribunal reconheceu falha no processo e estabeleceu responsabilidade objetiva do Estado

Os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos. Foto: ilustrativa
Justiça mantém condenação do Estado por prisão indevida de irmãos no Acre
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve, em decisão publicada na terça-feira (31), a condenação do Estado do Acre ao pagamento de R$ 30 mil para cada um dos dois irmãos Bruno Silva dos Santos e Felipe Silva dos Santos, que permaneceram presos por 363 dias com base em uma condenação criminal posteriormente revertida em revisão criminal.
Os dois foram identificados como autores de roubo majorado por meio de reconhecimento fotográfico feito pela vítima pelo Facebook, sem observância do procedimento que exige apresentação presencial e sequencial de suspeitos. Não havia outras provas materiais que sustentassem a condenação.
O caso ainda apresentou outra irregularidade: a denúncia registrava o horário do crime como 7h40, mas a vítima informou em juízo que o fato ocorreu às 19h40. A diferença nunca foi corrigida formalmente, o que impediu a defesa de produzir prova de álibi no prazo adequado.
A absolvição dos dois foi reconhecida posteriormente pelo próprio Tribunal Pleno do TJAC, em revisão criminal, com declaração expressa de erro judiciário. A partir desse reconhecimento, os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos.
Recurso do Estado e decisão do Tribunal
O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização, argumentando que a persecução penal foi conduzida dentro da estrita legalidade e que a absolvição na revisão criminal decorreu de provas novas produzidas posteriormente, e não de nulidade no processo original. A câmara rejeitou ambos os recursos e manteve os R$ 30 mil para cada um, com incidência da Taxa Selic a partir do arbitramento e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da condenação.
A tese firmada pelo colegiado, por unanimidade, estabelece que a condenação criminal fundada em reconhecimento fotográfico por rede social, sem outras provas e em desconformidade com o Código de Processo Penal (CPP), que resulta em prisão indevida por 363 dias, configura erro judiciário e impõe a responsabilidade civil objetiva do Estado.

O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização. Foto: ilustrativa
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Caminhão de lixo de Epitaciolândia quebra e é abandonado em avenida de Brasiléia
Veículo ficou parado por dias em frente ao MPAC e levanta questionamentos sobre coleta no município
Um caminhão coletor de lixo da Prefeitura de Epitaciolândia foi flagrado parado na manhã desta quarta-feira (1º) na Avenida Rui Lino, em Brasiléia, em frente ao prédio do Ministério Público do Estado do Acre.
Segundo relatos de moradores e transeuntes, o veículo estaria no local há cerca de dois dias após apresentar problemas mecânicos. A situação chama atenção pelo fato de o caminhão, conforme apurado, ter passado por manutenção há menos de dez dias.
O estado do veículo, que aparenta falta de conservação, reforça as críticas de moradores quanto à deficiência na coleta de lixo em Epitaciolândia. Em diversos bairros, há registros de acúmulo de resíduos nas ruas.
A poucos meses do fim do mandato, o prefeito Sérgio Lopes enfrenta questionamentos sobre a gestão dos serviços públicos, especialmente na área de limpeza urbana.
Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação sobre a retirada do caminhão do local nem esclarecimentos oficiais sobre a causa da pane mecânica.


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