Brasil
Especialistas analisam situação de senador boliviano abrigado há 11 meses na Embaixada do Brasil, diz chanceler
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A situação do senador boliviano Roger Pinto Molina, que está há 11 meses abrigado na Embaixada do Brasil na Bolívia, é mantida sob sigilo pelo governo brasileiro. Porém, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse hoje (4) que teve “conversas bastante pormenorizadas” sobre o tema com as autoridades bolivianas. De acordo com ele, em um prazo de 15 a 20 dias, um grupo de especialistas se reunirá para analisar o caso do parlamentar.
Patriota participa da audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Os parlamentares querem saber detalhes sobre o processo envolvendo Pinto Molina, que é adversário político do presidente da Bolívia, Evo Morales.
Pinto Molina está abrigado na Embaixada do Brasil em La Paz, desde o final de maio de 2012, sem previsão de deixar o local. O senador conseguiu autorização do governo brasileiro para deixar a Bolívia. Mas Morales não concedeu o salvo-conduto para o parlamentar sair do país.
O senador boliviano argumenta que sofre perseguições políticas por parte do governo Morales. Porém, as autoridades bolivianas alegam que Pinto Molina responde a uma série de ações judiciais que levantam suspeitas sobre a atuação dele no campo político.
Leia mais sobre o assunto abaixo.
A paciente espera de um senador na embaixada brasileira na Bolívia
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Nasa lança a primeira missão lunar tripulada em meio século
Quatro astronautas decolaram da Flórida nesta quarta-feira (1ª) na missão Artemis 2, da Nasa, em uma viagem de 10 dias de alto risco ao redor da Lua que marca o passo mais ousado dos Estados Unidos para o retorno de humanos à superfície lunar nesta década antes do primeiro pouso tripulado da China.
O foguete do Sistema de Lançamento Espacial (SLS) da Nasa, acoplado à cápsula da tripulação Orion, ganhou vida pouco antes do pôr do Sol no Centro Espacial Kennedy para levar sua primeira tripulação de três astronautas norte-americanos e um canadense ao espaço, em uma subida estrondosa que deixou para trás uma imponente coluna de um espesso vapor branco.
A tripulação da Artemis 2, composta pelos astronautas da Nasa Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Jeremy Hansen, preparou-se para uma expedição de quase 10 dias ao redor da Lua, levando-os mais longe no espaço do que os humanos jamais foram.
Após quase três anos de treinamento, eles são o primeiro grupo a voar no programa Artemis da Nasa, uma série de missões multibilionárias criada em 2017 para construir uma presença de longo prazo dos EUA na Lua a partir da próxima década.
O lançamento constitui um marco importante de mais de uma década para o foguete SLS da agência espacial dos EUA, entregando aos seus principais contratantes, Boeing e Northrop Grumman, a validação de que o sistema de 30 andares de altura pode transportar com segurança seres humanos para o espaço. A Nasa depende cada vez mais de foguetes mais novos e baratos da SpaceX de Elon Musk e de outros.
Construída para a Nasa pela Lockheed Martin, a cápsula Orion, da tripulação, vai se separar do estágio superior do SLS após 3 horas e meia de voo na órbita da Terra.
A tripulação vai assumir, então, o controle manual da Orion para testar sua direção e manobrabilidade em torno do estágio superior separado, tentando o primeiro de dezenas de testes planejados durante a missão.
A missão Artemis 2 é uma etapa inicial do principal programa lunar dos EUA, que tem como meta o primeiro pouso tripulado na superfície da Lua em 2028, na missão Artemis 4.
A Nasa corre para realizar a descida lunar — o primeiro desde a última missão Apollo em 1972 — enquanto a China expande seu próprio programa com um pouso tripulado na Lua planejado para 2030.

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