Aprender brincando. É assim que os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental da rede estadual estão estudando há um ano, com o programa MenteInovadora, reconhecido internacionalmente e com resultados comprovados que apontam avanço em 10% nas notas dos estudantes que fazem uso do método.
Alunos da escola Clínio Brandão aprendem com o MenteInovadora. Foto: Mardilson Gomes/SEE
O MenteInovadora começou a fazer parte do calendário extracurricular da rede estadual acreana em 2023 e este ano teve o contrato renovado com a empresa que estrutura o programa, Mind Lab, referência no desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Pelo segundo ano consecutivo, o conteúdo que já faz parte da grade curricular dos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, a partir de agora, será estendido aos anos finais, começando pelo 6º ano.
Entre os materiais didáticos que compõem o programa estão o “Livro da Família”, com orientações para explorar o jogo em casa e ampliar os impactos pessoal, familiar e social no desenvolvimento das crianças; o “Livro do Aluno”, com atividades planejadas e alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o desenvolvimento de competências que facilitam o aprendizado de conteúdos curriculares; e a “Jogoteca”, com tabuleiros e peças de jogos integrados ao livro e que estimulam a cultura maker e a autonomia na construção do conhecimento.
Professora Vanessa Marques conduz as crianças durante os jogos. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Localizada em Rio Branco, a escola Clínio Brandão é uma entre as diversas unidades da rede em que o uso do método tem gerado resultados positivos. “A gente está resgatando o lúdico na escola. O MenteInovadora está promovendo o fazer pedagógico e encantando as professoras e os alunos”, celebra a gestora da Clínio Brandão, Ismênia Marques.
Os educadores também receberam materiais para análise e controle da aplicação do programa, com o “Diário do Professor” e acesso a uma plataforma virtual exclusiva. Além disso, cerca de 1.600 professores passaram por um treinamento fornecido pela própria Mind Lab.
Gestora Ismênia Marques com equipe de professoras. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Os instrutores que capacitam os pedagogos abordam a importância das competências socioemocionais na infância e na vida adulta, a relação delas com o aprendizado da educação básica e as soft skills que são valorizadas no mercado de trabalho. Toda a rede estadual do Acre foi contemplada com os novos materiais que serão utilizados no segundo semestre. As capacitações dos educadores, bem como o acesso às plataformas de controle de aplicação aconteceram ainda no primeiro semestre de 2023.
A professora do 2º ano da Clínio Brandão, Vanessa Marques, ressalta que o método além de desenvolver o emocional e o raciocínio das crianças, incentiva a diminuição do uso das telas. “É super legal porque traz a vivência de jogar junto e desenvolve o cognitivo, o emocional, trabalha também a ética, porque a criança tem que aguardar a vez para jogar e aprende estratégias de cooperação”, explica.
Novos materiais do MenteInovadora foram distribuídos aos estudantes. Foto: Mardilson Gomes/SEE
“Estamos muito felizes com a parceria com o governo do Estado do Acre. Nosso propósito, desde a origem, é mostrar que a educação pública pode fazer mais pelas pessoas, oferecendo conteúdos reconhecidos internacionalmente pela eficácia na evolução da aprendizagem”, afirma Thiago Zola, head de produtos da Mind Lab.
O secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, ressalta que o investimento em educação e a parceria com a Mind Lab, desde o ano passado, se mostra sólida e benéfica à educação dos alunos da rede estadual. “É por isso que renovamos o vínculo para manter o progresso estudantil”, destaca.
Estudante Keith Menezes aprende brincando. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Até agora, mais de 45 mil alunos de 147 escolas foram beneficiados. O projeto é fruto de um investimento de R$ 18,4 milhões do Estado. Entre esses estudantes, a pequena Keith Menezes, de apenas 7 anos, gosta do MenteInovadora porque agora tem mais uma forma de brincar com os amigos, além de aprender muito. “Eu aprendi que a gente tem que parar e pensar antes de fazer”, conclui.
Por unanimidade, Corte considerou inconstitucional dispositivo que concedia título definitivo de terras após dez anos de ocupação; decisão atinge cinco unidades de conservação e reacende debate ambiental na Amazônia
A Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é possível transformar áreas de florestas públicas do Acre em propriedade privada após dez anos de ocupação ou concessão de uso. Por unanimidade, os ministros derrubaram um trecho da lei estadual que abria caminho para a titulação definitiva de áreas localizadas dentro de florestas públicas estaduais.
Para a Corte, a norma contrariava a Constituição ao criar uma espécie de regularização que resultava, na prática, na privatização de terras públicas inseridas em áreas protegidas. O entendimento reforça que florestas públicas só podem ter sua destinação alterada mediante critérios rigorosos e legislação específica.
O ministro Nunes Marques também afirmou que a medida viola o artigo 225 da Constituição, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Para ele, a desafetação automática com base apenas no decurso de prazo, sem estudos técnicos prévios e sem avaliação dos impactos ambientais, representa redução do nível de proteção ambiental.
O voto do relator invoca o princípio da vedação ao retrocesso ambiental, segundo o qual o legislador não pode enfraquecer conquistas já consolidadas na tutela do meio ambiente.
Outro fundamento apontado foi a ofensa ao regime jurídico dos bens públicos. A alienação de imóveis públicos, destacou o ministro, exige autorização legislativa específica e, em regra, licitação, conforme as normas gerais federais. Além disso, a Constituição proíbe a aquisição de bens públicos por usucapião. Para o relator, a regra criada pelo Acre instituía mecanismo semelhante à aquisição originária da propriedade com base na posse prolongada, o que é vedado pelas normas federais.
Florestas Atingidas e Mecanismo Anulado
A decisão impede a titulação definitiva de terrenos em cinco Florestas Estaduais (FES) do Acre:
FES do Rio Gregório
FES do Rio Liberdade
FES do Mogno
FES do Antimary
FES do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari
A regra agora anulada, que alterava a Lei Estadual nº 1.787/2006, permitia que produtores de agricultura familiar ou extrativistas recebessem o título definitivo da área após dez anos de uso ou posse. Com o registro em cartório, a área seria automaticamente retirada da condição de floresta pública.
A Floresta Estadual do Antimary foi criada em 7 de fevereiro de 1997 com uma área total de 57.629,00 hectares, entre os municípios de Bujari e Sena Madureira. Foto: captada
Ação e Argumentos
A ação que levou à decisão foi movida pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, que argumentou que a medida representava risco ao meio ambiente e afrontava regras constitucionais sobre terras públicas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também questionou a lei, classificando-a como uma forma de “privatizar” áreas de domínio público dentro das Florestas Estaduais.
O ministro relator, Nunes Marques, fundamentou seu voto em três pilares principais:
Violação de normas gerais da União: A norma estadual contrariava a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e a Lei de Gestão de Florestas Públicas, que determinam que florestas públicas devem permanecer sob domínio público, admitindo-se concessão de uso, mas não a transferência da propriedade a particulares.
Princípio da vedação ao retrocesso ambiental: A desafetação automática da área, sem estudos técnicos prévios e avaliação de impactos ambientais, representou uma redução do nível de proteção ambiental, ferindo o artigo 225 da Constituição.
Ofensa ao regime jurídico dos bens públicos: A alienação de imóveis públicos, como no caso, exigiria autorização legislativa específica e licitação. A regra criada pelo Acre foi considerada similar à aquisição de terras públicas por usucapião, o que é proibido pela Constituição.
Consequências
Com a decisão, o Estado do Acre não pode mais conceder títulos definitivos com base no dispositivo anulado, nem retirar essas áreas do regime de floresta pública.
É importante notar que, após a aprovação da lei estadual em 2024, as florestas estaduais do Acre apresentaram um aumento expressivo nas taxas de desmatamento. Dados do Imazon de agosto de 2025 mostraram que a FES do Rio Gregório, a FES do Mogno e a FES do Rio Liberdade estiveram entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas naquele mês.
A FES do Rio Gregório, por exemplo, perdeu uma área equivalente a 200 campos de futebol. O julgamento do STF, realizado em sessão virtual entre 13 e 24 de fevereiro de 2026, encerra essa possibilidade legal e reacende o debate entre preservação ambiental e regularização fundiária na Amazônia acreana.
Ramal de acesso aos moradores da Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai), da floresta do Antimary, em Sena Madureira. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, deu posse na manhã desta segunda-feira (2), aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres, que atuarão no triênio 2026/2029. A solenidade foi realizada na Casa Rosa Mulher, localizada no Segundo Distrito da capital.
Prefeitura de Rio Branco dá posse aos novos conselheiros municipais dos Direitos das Mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom reforçou o compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, destacando que o respeito a elas deve ser uma prática constante, e não apenas uma prioridade no mês de março.
Prefeito Tião Bocalom reforça compromisso de sua gestão com o fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O que queremos demonstrar é que o respeito pela mulher é algo permanente e vamos continuar com essa valorização em todas as esferas da nossa gestão”, afirmou o prefeito.
O gestor ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em áreas como transporte e construção civil, que tradicionalmente eram dominadas por homens.
O prefeito ainda elogiou o papel das mulheres na sociedade, ressaltando sua atuação em muitas áreas profissionais. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“Hoje, as mulheres desempenham funções que antes eram exclusivas dos homens, como motoristas de ônibus e caminhão, e até na construção civil, como pintoras. Elas são guerreiras e merecem ser reconhecidas”, frisou.
Suelen Araújo, diretora de Direitos Humanos, destacou a importância do conselho, especialmente no combate à violência contra a mulher.
Suelen Araújo mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“O conselho tem como função garantir a segurança e dignidade das vítimas, assegurando que os casos de violação sejam denunciados e encaminhados aos órgãos competentes”, afirmou Suelen, acrescentando que fazia mais de cinco anos que o cargo de conselheiras não era preenchido. Ela também mencionou que as 14 novas conselheiras representam diversos órgãos, secretarias e a sociedade civil.
A vereadora Lucilene Vale, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Rio Branco, enfatizou a crescente preocupação com a violência contra a mulher no estado.
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas”, afirmou a vereadora. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A violência contra a mulher é uma luta de todos. Temos discutido muito isso na Câmara, com projetos e apoio às mulheres violentadas. A cada dia, a violência só aumenta, e é uma grande preocupação para a nossa comunidade e as autoridades”, afirmou a vereadora.
Durante o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, realizará uma série de homenagens e ações voltadas para as mulheres, com encontros, debates e fóruns que tratarão de temas como igualdade de direitos e enfrentamento à violência. A programação busca destacar as trajetórias das mulheres, fortalecer as políticas públicas voltadas para elas e ampliar o diálogo sobre seus direitos.
A Câmara dos Deputadosaprovou, nesta segunda-feira (2/3), o requerimento de urgência de um projeto de lei que autoriza a venda de medicamentos em supermercados. A proposta pode agora ser analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas.
A proposta determina que varejistas interessados em vender os remédios deverão instalar um espaço específico, semelhante a um quiosque de farmácia, dentro de seus estabelecimentos. Pelo texto, a venda deverá ser feita obrigatoriamente sob a responsabilidade de um farmacêutico.
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