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Enfermeira morre após cair de tirolesa em parque no AC; local não tinha autorização para fazer atração

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Yasmili Araújo estava com namorado e amigos quando caiu da estrutura e morreu nesse sábado (2). Família afirma que vítima subiu sem proteção na estrutura e pisou em buraco.

Yasmili Araújo morreu nesse sábado (2) após cair de tirolesa em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

Yasmili Araújo morreu nesse sábado (2) após cair de tirolesa em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

A enfermeira Yasmili Araújo, de 23 anos, morreu na tarde desse sábado (2) após cair de uma tirolesa no parque aquático Piracema Park Club, na Rodovia Transacreana, zona rural de Rio Branco. A jovem estava acompanhada do namorado quando aconteceu o acidente. A queda foi de uma altura de 15 a 20 metros, segundo os bombeiros.

O parque fez uma cavalgada no sábado. Os parentes confirmaram que Yasmili, o namorado e alguns amigos estavam no estabelecimento desde o início do sábado para curtir o dia juntos. A enfermeira morava em Senador Guiomard, interior do Acre, onde está sendo velada.

Ainda conforme a família, Yasmili teria subido na estrutura sem proteção, pisou em um buraco que havia no topo da tirolesa e caiu. Ela sofreu diversas fraturas pelo corpo e recebeu atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros que estava no local.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também prestou assistência para a jovem. Christian Araújo, tia do namorado de Yasmili, confirmou que a vítima morreu dentro da ambulância do Samu quando teve uma parada cardiorrespiratória.

“Não amarraram nenhuma corda nela e lá em cima tinha um buraco. Ela tropeçou e caiu nesse buraco. Foi uma fatalidade, uma tragédia”, lamentou Christian.

Em sua página oficial, o parque aquático lamentou o acidente e disse que suspendeu as atividades da tirolesa até que tudo seja devidamente apurado. Uma equipe da Rede Amazônica esteve no local, que está funcionando normalmente neste domingo (3), apenas com a tirolesa interditada.

“Piracema Park Club franqueou todo apoio, suporte e atenção à família da jovem e, após o acidente, encerrou as atividades da atração, que somente voltará a operar após apuração pelas autoridades competentes quanto às causas do acidente”, diz a nota.

Diz ainda que sempre prioriza a segurança e transparência. “Em respeito à família e amigos de Yasmili de Paiva Araújo, Piracema Park Club lança a presente nota de pesar e esclarecimento, reiterando seu compromisso prioritário com a segurança e a integridade de seus visitantes”, destaca.

Vídeo mostra tirolesa minutos antes da enfermeira cair e morrer

Vídeo mostra tirolesa minutos antes da enfermeira cair e morrer

Local não tinha autorização para tirolesa

O diretor de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros, tenente Eurico Fernando, contou ao g1 que o parque não tinha autorização para tirolesa. Segundo ele, a administração do espaço estava com certificado válido para a Cavalgada e show. Sobre a não autorização, o parque não se posicionou.

Inclusive, ele conta que uma equipe dos bombeiros esteve no local fazendo uma inspeção ainda na manhã de sexta-feira (1) e não tinha qualquer indício de uma estrutura de tirolesa.

“O local tinha certificado de aprovação válido, no entanto, a montagem da tirolesa foi de última hora. Tínhamos uma guarnição específica que estava trabalhando na guarnição do evento , estavam trabalhando com atendimento pré-hospitalar, eles que fizeram os primeiros atendimentos. O local é certificado, mas no projeto aprovado pela gente no setor técnico, não existe qualquer previsão de uma estrutura pré-montada como a tirolesa, estrutura de esportes precisam ter um documento assinado por um engenheiro, o que o local não possui”, diz.

Os funcionários alegaram ainda que a tirolesa foi finalizada ainda na manhã de sábado sem conhecimento dos bombeiros.

Imagem mostra momento em que a enfermeira sobe na estrutura — Foto: Reprodução

Imagem mostra momento em que a enfermeira sobe na estrutura — Foto: Reprodução

“Foi montada de última hora, ficou pronta na manhã do dia 2. Eles fizeram muito rápido, possivelmente essa pressa na montagem dessa estrutura é fator preponderante para tentar explicar o que aconteceu”, destaca.

Um boletim de ocorrência foi feito e, segundo o tenente, a perícia é que vai atestar o que aconteceu. Se a enfermeira caiu da escada ou da estrutura já acima, onde é possível ver um buraco.

Yasmili tinha formado recentemente em enfermagem e agora estudava para passar em um concurso na área. Christian falou que ela foi a primeira do grupo a subir no brinquedo. A família falou que vai decidir que medidas serão tomadas após o acidente.

O corpo da enfermeira é velado em Senador Guiomard. O enterro está marcado para às 16h no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco.

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Mais de 250 kg de alimentos impróprios são apreendidos em comércios do AC

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Foto: MPAC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Sena Madureira, em atuação conjunta com a Vigilância Sanitária Municipal, a Polícia Militar e a Polícia Civil, apreendeu, nesta quarta-feira, 11, 258 quilos de alimentos impróprios para o consumo humano em três estabelecimentos comerciais do município.

Foto: MPAC

Durante a fiscalização, foram identificados produtos armazenados em condições inadequadas, sem identificação de procedência e sem embalagens, representando risco à saúde da população. Duas pessoas foram presas em flagrante.

Entre os produtos apreendidos estão carnes, embutidos, goma de tapioca, pães, entre outros.

Foto: MPAC

A comercialização ou o armazenamento de alimentos impróprios configura crime contra as relações de consumo, conforme a Lei nº 8.137/90, com pena de dois a cinco anos de detenção, além de multa.

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Tudo Viagem

Turismo projeta continuidade de crescimento em 2026

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O desempenho do turismo brasileiro deve manter a trajetória de crescimento em 2026. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira, 10 de fevereiro, pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante reunião com presidentes estaduais da Associação Brasileira de Agências de Viagens, a ABAV, em Brasília.

No encontro, que reúne lideranças do setor até o dia 11 de fevereiro, o ministro destacou que os resultados positivos do turismo não dependem apenas das ações do governo federal, mas também do trabalho diário das agências de viagens, responsáveis por conectar destinos e atender turistas em todo o país.

Segundo Feliciano, a expectativa é de ampliação dos números já registrados pelo setor. Ele ressaltou que o crescimento é fruto de uma atuação conjunta entre o Ministério do Turismo e os profissionais que operam diretamente o mercado de viagens.

Alinhamento estratégico

A programação do encontro inclui debates sobre comunicação, relações institucionais, associativismo e tendências do turismo, além da discussão de perspectivas para a atuação das agências nos próximos anos. O objetivo é fortalecer o setor e alinhar estratégias nacionais e estaduais.

Uma equipe do Ministério do Turismo também fará apresentação sobre projetos previstos para o período pós-Carnaval, detalhando ações planejadas pela pasta.

A presidente da ABAV Nacional, Ana Carolina Medeiros, afirmou que a entidade seguirá trabalhando em parceria com o ministério para valorizar o potencial turístico brasileiro. Ela agradeceu a presença da equipe da pasta e reforçou o compromisso de atuação conjunta para que o país continue em destaque no cenário do turismo.

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Geral

Fim da escala 6×1 ganha força no Congresso e acende alerta no setor produtivo

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Discussão sobre mudanças na jornada de trabalho opõe argumentos de qualidade de vida e preocupações com custos, empregos e competitividade

O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional e tem mobilizado parlamentares, entidades empresariais e representantes do mercado de trabalho. A proposta, defendida por parte dos parlamentares como uma forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes setores.

Nos últimos meses, projetos de lei, declarações públicas e discussões em comissões parlamentares intensificaram o embate entre a busca por melhores condições de trabalho e a preocupação com a sustentabilidade das empresas, especialmente no comércio e no setor de serviços, que dependem de funcionamento contínuo e escalas mais extensas.

Atualmente, quatro propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitam no Congresso sobre o tema. Uma delas é a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Segundo o relator da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1, deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), o relatório final deve propor a redução da contribuição previdenciária patronal de 20% para 10% em empresas nas quais a folha de pagamento representa 30% ou mais do faturamento.

“Nós sabemos da importância do trabalhador ter mais dias de descanso, ter uma vida mais saudável, mas também sabemos que a economia precisa que as empresas estejam saudáveis e competitivas”, afirma.

Os impactos da mudança para o mercado

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) acompanha o avanço do debate com cautela e reforça a necessidade de uma análise ampla antes de qualquer alteração no atual modelo de jornada de trabalho. A entidade alerta que o fim da escala 6×1, se implementado de forma abrupta, pode trazer efeitos significativos para o mercado.

Entre os principais pontos de atenção estão o aumento dos custos operacionais, a necessidade de contratações adicionais, a redução da margem de lucro e, em alguns casos, o risco de fechamento de vagas ou informalidade. A preocupação é maior entre micro, pequenas e médias empresas, que possuem menor capacidade de absorver mudanças repentinas na legislação trabalhista.

Segundo a CACB, setores como comércio, turismo, alimentação e serviços essenciais seriam diretamente afetados, já que operam com horários estendidos e dependem de escalas para manter o atendimento ao público.

O vice-presidente da CACB, Valmir Rodrigues da Silva, avalia que países desenvolvidos conseguem adotar jornadas menores porque contam com alta produtividade — realidade ainda distante no Brasil. Segundo ele, enquanto umtrabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia ainda limitam ganhos de produtividade.

“Quando você reduz a carga horária, tendo uma produtividade baixa, naturalmente que isso vai impactar nos custos, e esse custo será repassado ao mercado”, destaca.

Ele também chama atenção para o risco enfrentado por empresas que não conseguem repassar ao mercado o aumento dos custos. No caso de negócios que atuam como fornecedores e conseguem distribuir esse reajuste ao longo da cadeia produtiva, o impacto tende a ser menor. Já para quem está na ponta, lidando diretamente com o consumidor final, a margem de manobra é reduzida: se o público não absorver a alta de preços, a empresa pode ter sua rentabilidade comprometida e, no pior cenário, ser levada ao fechamento.

Fernando Moraes, empresário do setor de telefonia e presidente do Conselho Superior da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), avalia que a possível extinção da escala 6×1 precisa ser analisada com muita cautela.

“O comércio e os serviços dependem fortemente de mão de obra e operam com margens apertadas. Uma mudança desse porte, sem transição e sem contrapartidas como desoneração da folha e ganhos de produtividade, pode elevar custos, reduzir competitividade e afetar a geração de empregos. Defendemos diálogo e equilíbrio para que o avanço nas relações de trabalho não resulte em efeitos negativos para a economia”, ressalta.

Qualidade de vida e reflexos na economia

Defensores do fim da escala 6×1 argumentam que a mudança pode trazer ganhos à saúde física e mental dos trabalhadores, além de melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No entanto, especialistas apontam que os impactos sobre a produtividade e a economia variam conforme o setor, o porte da empresa e o modelo de implementação.

Para a CACB, é inegável que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, mas é preciso avaliar os impactos financeiros também para o trabalhador.

O trabalhador também é comprador. Então se o preço é impactado, se o custo subir, ele vai ter que fazer um esforço maior para manter aquilo que ele já tem”, afirma Valmir Rodrigues.

A entidade defende que o caminho mais equilibrado passa pelo diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários, além da busca por alternativas como a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.

Enquanto o tema segue em discussão no Congresso Nacional, a CACB reforça que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avanços sociais sem comprometer a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.

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