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Em um ano, mais de 500 gestantes foram diagnosticadas com sífilis no Acre; três bebês morreram

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O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial

Apesar de ser uma infecção simples de ser tratada, a sífilis é uma doença grave. Por isso, o melhor mesmo é evitar a contaminação, por meio do uso de preservativos durante as relações sexuais. Foto: internet

Um boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que os casos de sífilis seguem avançando no Acre. Considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto (sífilis congênita).

Os dados obtidos sobre casos notificados durante todo o ano de 2023, no Estado, apontam que 1.654 pessoas adquiriam a infecção. Além disso, 546 gestantes receberam o diagnóstico. 82 casos de sífilis congênita foram registrados. Três bebês morreram em decorrência do quadro.

Em formas mais graves da doença, como no caso da sífilis terciária, se não houver o tratamento adequado pode causar complicações graves como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

“Diante dos desafios e avanços apresentados, o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2024 reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com o controle da sífilis e a eliminação da transmissão vertical da doença. A disseminação de informações atualizadas e baseadas em evidências é fundamental para orientar gestores e profissionais de saúde na implementação de ações mais eficazes e na busca por uma saúde pública mais equitativa”, diz um trecho do boletim.

“O aumento das infecções por sífilis pode ser atribuído a múltiplos fatores, incluindo a falta de conscientização sobre a doença, as desigualdades no acesso aos serviços de saúde, as dificuldades no diagnóstico e no tratamento precoce, além do estigma persistente em torno das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), o que muitas vezes desencoraja as pessoas a procurar assistência médica (WHO, 2024)”, acrescenta.

Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da doença, que se divide em:
Sífilis primária
  • Ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 e 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias e é chamada de “cancro duro”;
  • Normalmente, ela não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços) na virilha;
  • Essa ferida desaparece sozinha, independentemente de tratamento.]
Sífilis secundária
  • Os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial;
  • Podem surgir manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Essas lesões são ricas em bactérias;
  • Pode ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas pelo corpo;
  • As manchas desaparecem em algumas semanas, independentemente de tratamento, trazendo a falsa impressão de cura;
Sífilis latente – fase assintomática
  • Não aparecem sinais ou sintomas;
  • É dividida em:
    latente recente (até um ano de infecção) e latente tardia (mais de um ano de infecção).
  • A duração dessa fase é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.
Sífilis terciária
  • Pode surgir entre 1 e 40 anos após o início da infecção;
  • Costuma apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso porque a doença pode aparecer e desaparecer, mas continuar latente no organismo. Por isso é importante se proteger, fazer o teste e, se a infecção for detectada, tratar da maneira correta.

Diagnóstico

O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Esta é a principal forma de diagnóstico da sífilis. O TR de sífilis é distribuído pelo Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde (DIAHV/SVS/MS) como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica da doença.

Nos casos de TR positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do diagnóstico. Deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e laboratoriais, para se chegar a um diagnóstico seguro e correto de sífilis congênita.

Tratamento

O tratamento de escolha é a penicilina benzatina (benzetacil), que poderá ser aplicada na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência. Esta é, até o momento, a principal e mais eficaz forma de combater a bactéria causadora da doença. Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, com a penicilina benzatina. Este é o único medicamento capaz de prevenir a transmissão vertical, ou seja, de passar a doença para o bebê.

A parceria sexual também deverá ser testada e tratada para evitar a reinfecção da gestante. São critérios de tratamento adequado à gestante:
  • Administração de penicilina benzatina;
  • Início do tratamento até 30 dias antes do parto;
  • Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da sífilis;
  • Respeito ao intervalo recomendado das doses.
Prevenção

O uso correto e regular da camisinha feminina e/ou masculina é a medida mais importante de prevenção da sífilis, por se tratar de uma Infecção Sexualmente Transmissível. A testagem e acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita.

82 casos de sífilis congênita foram registrados. Três bebês morreram em decorrência do quadro. Foto: internet

Quais são os tratamentos disponíveis e como evitá-la?

O tratamento mais indicado para a sífilis é o uso de antibióticos, principalmente aqueles à base de penicilina. Uma única injeção já é suficiente para evitar que a infecção evolua nos estágios iniciais ou que a mãe transmita a bactéria para o bebê. Depois, o paciente pode receber novas doses para impedir a reincidência da doença.

Apesar de ser uma infecção simples de ser tratada, a sífilis é uma doença grave. Por isso, o melhor mesmo é evitar a contaminação, por meio do uso de preservativos durante as relações sexuais. Além disso, é fundamental procurar um médico assim que surgirem os primeiros sintomas para fazer um tratamento adequado.

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Eduardo Ribeiro atua como “líder de Alan Rick” na Aleac e destaca liderança do senador em pesquisa

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Deputado usou tribuna para comentar levantamento que aponta pré-candidato ao governo com mais de 40% das intenções de voto

O deputado Eduardo Ribeiro (PSD) assumiu um novo papel político na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) durante a sessão desta terça-feira (24). Uma semana após deixar a base do governo para apoiar a pré-candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo do estado, o parlamentar atuou como uma espécie de “líder do senador” na Casa, utilizando a tribuna para defender o nome do aliado.

No pequeno expediente, Eduardo Ribeiro destacou os resultados da Pesquisa Delta/TV Gazeta, publicada recentemente, que coloca Alan Rick na liderança da corrida eleitoral.

“Gostaria de falar da recente pesquisa que foi publicada agora, Pesquisa Delta, em que o senador Alan Rick já aparece com mais de 40% das intenções de voto. Isso aí mostra um sentimento da população, um sentimento popular. É ao mesmo tempo que ele aparece com o melhor nome para o sentimento do povo, ele aparece com a menor rejeição. Então fica aqui esse registro”, pontuou.

O deputado afirmou que o resultado aumenta a responsabilidade do grupo. “Agora isso aumenta a responsabilidade de fazer uma conversa, sempre uma campanha do diálogo, do pé no chão, com trabalho e com foco, o que eu acredito que irá ser feito”, completou.

Cenário político

A fala de Eduardo Ribeiro na Aleac reforça o movimento de migração de parlamentares para a base de Alan Rick, que já conta com o apoio do deputado Tadeu Hassem, da ex-prefeita Fernanda Hassem e de outros líderes regionais. O senador lidera as pesquisas de intenção de voto e aparece como principal adversário da pré-candidata do governo, Mailza Assis (PP), e do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB).

Deputado usou a tribuna no pequeno expediente para falar da Pesquisa Delta/TV Gazeta publicada que mostra o seu candidato ao governo na liderança com mais de 40%. Foto: art

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Universidade de Cobija (UAP) realiza feira para facilitar emissão de carteira de motorista a estudantes Brasileiro

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Evento ocorre no sábado (28) no campus Las Palmas, com pré-atendimento nos dias 24 e 25; iniciativa articula universidade, serviço de identificação e polícia departamental

A Federação Universitária Local da Universidade Amazônica do Pando (UAP), em parceria com o Serviço Geral de Identificação Pessoal (SEGIP) e a Polícia Departamental, realizará neste sábado (28) uma feira institucional voltada à emissão de carteiras de habilitação para veículos de duas e quatro rodas. O evento ocorre no campus Las Palmas e tem como público-alvo estudantes universitários e seus familiares.

Nos dias 24 e 25, os alunos poderão iniciar os procedimentos no campus, com atividades prévias de orientação e acompanhamento. A iniciativa busca aproximar o serviço público da comunidade acadêmica, garantindo conforto e segurança dentro do espaço universitário.

A UAP destacou que a ação reforça o compromisso com a formação integral dos alunos e sua autonomia como futuros profissionais, fortalecendo a articulação institucional em benefício da comunidade universitária.

O objetivo do evento é aproximar o procedimento de obtenção da carteira de motorista para veículos de duas e quatro rodas da comunidade estudantil, oferecendo conforto e segurança dentro do espaço universitário.

Atendimento prévio

Entre os dias 24 e 25 de março, os estudantes poderão iniciar os procedimentos respectivos no campus, onde serão realizadas atividades prévias de orientação e acompanhamento. A ação busca facilitar o acesso dos alunos ao documento essencial para sua mobilidade e autonomia.

Compromisso institucional

Desta forma, a UAP reafirma o seu compromisso de apoiar os seus alunos no acesso a serviços públicos essenciais, fortalecendo a sua formação integral e a sua autonomia como futuros profissionais.

A universidade convida todos os seus alunos a participarem deste dia, que reflete a importância da articulação institucional em benefício da comunidade universitária.

A ação busca facilitar o acesso dos alunos ao documento essencial para sua mobilidade e autonomia. Foto: capada 

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Quando Bruno Henrique voltará a jogar? Flamengo inicia conversas para renovar com o atacante

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Leonardo Jardim vive a expectativa de ter um reforço após a Data Fifa. Bruno Henrique, que ainda não atuou com o treinador, se recupera de uma pubalgia e deve voltar a treinar com o elenco do Flamengo nos próximos dias.

A previsão no Flamengo é que o atacante fique à disposição contra o Red Bull Bragantino, no dia 2 de abril, ou contra o Santos, no dia 5. Ele não entra em campo desde o jogo decisivo da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, no dia 26 de fevereiro. O camisa 27 perdeu seis jogos no período — um ainda sob o comando de Filipe Luís e cinco já com o novo treinador.

A pubalgia é uma lesão caracterizada por dor na região do púbis e virilha, frequentemente relacionada a esforços repetitivos, comuns em atletas de futebol. O tratamento é, na maioria dos casos, conservador e envolve repouso relativo, uso de anti-inflamatórios, fisioterapia para controle da dor, fortalecimento muscular, reequilíbrio postural e progressão gradual das atividades físicas. A recuperação de casos simples costuma demorar pelo menos um mês.

Bruno Henrique voltou a trabalhar no campo do CT do Flamengo na semana passada, iniciando a fisioterapia no gramado. Os próximos passos seguem uma progressão funcional, respeitando sempre a resposta do atleta aos estímulos. Passa pelo aumento da intensidade e complexidade dos exercícios e o retorno aos trabalhos com bola, primeiramente de forma individual.

Bruno Henrique ainda não atuou com Jardim no Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo

O atacante ainda não está treinando com o grupo, mas o plano é que ele seja reintegrado aos treinos com os companheiros durante a Data Fifa. O Flamengo se reapresentará nesta quarta-feira depois de dois dias de folga, e Bruno Henrique será avaliado pelo departamento médico. A liberação para os jogos dependerá das dores do atleta.

Renovação

O jogador vive seu último ano de contrato com o Flamengo. Nos últimos dias, o clube procurou o estafe de Bruno Henrique e iniciou conversas pela renovação. Ainda não há termos definidos, mas as duas partes sinalizaram o interesse na permanência. A tendência é que retomem a negociação nas próximas semanas. Recentemente, o presidente Bap afirmou que Bruno Henrique tem que se aposentar no clube.

— A intenção do Flamengo é ficar com o Bruno Henrique até quando ele queira jogar bola. É isso, simples assim. Para além disso (dos títulos), o Bruno tem um amadorismo na alma que nos encanta, para além do que o torcedor vê em campo. É um cara muito importante para o elenco, para unidade do grupo. É um jogador que incorpora na essência aquilo que a gente acredita que sejam os valores rubro-negros. O lugar dele é aqui — declarou ele na semana passada.

Ao lado de Arrascaeta, Bruno Henrique é o maior vencedor da história do Flamengo, com 17 títulos conquistados desde 2019. Em 2026, o atacante tem nove jogos, com dois gols e duas assistências.

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