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Em um ano, Gabriela Câmara consolida regularização fundiária como política pública no Acre

Chega ao fim a gestão de Gabriela Câmara à frente do Instituto de Terras do Acre (Iteracre). Apesar de ter ficado no cargo por apenas 15 meses, os resultados da jovem na condução da política de regularização fundiária impressionam.
A regularização fundiária é muito mais que um título. O processo, tanto na zona urbana como rural, é uma importante ferramenta para cidadania, moradia digna e segurança jurídica das comunidades.
A regularização consiste no conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam à regularização de assentamentos irregulares e à titulação dos ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Tendo a consciência do quanto o título definitivo é capaz de mudar a realidade das pessoas, Gabriela Câmara deu início à sua trajetória no comando da autarquia em dezembro de 2021. O objetivo não era fazer “mais do mesmo”, a jovem conta que queria inovar.
“Quando o governador Gladson Cameli me convidou, eu sabia que ele esperava mais de mim do que o normal e eu não poderia, de forma alguma, deixar de corresponder às expectativas em um cargo tão estratégico para todos os municípios acreanos”, conta Gabriela.
Entendendo que era preciso sair da “casinha”, Gabriela apostou na criação de um novo programa que colocasse a Regularização Fundiária como uma política pública permanente no Estado. Com esse viés, foi criado o “Minha Terra de Papel Passado”, o maior programa do gênero já criado. A missão era transformar o Acre em um estado de “proprietários”.

Um dos principais desafios é a complexidade para a entrega de um título definitivo. Um dos entraves sempre foi relacionado aos cartórios, que fazia com que o processo para o “parto” do documento fosse muito demorado. O gargalo foi resolvido com uma parceria com o Tribunal de Justiça, que fez com que os títulos fossem registrados em um prazo de menos de 40 dias, o que nunca havia acontecido.
“Tenho profunda gratidão e admiração ao Tribunal de Justiça na pessoa da desembargadora Regina Ferrari, presidente do TJ, uma mulher com um discurso inspirador para todas nós mulheres e o desembargador Samoel Evangelista, corregedor do Tribunal, por possibilitarem a desburocratização da regularização fundiária, facilitando os entendimentos com os cartórios”, explica.

Graças à parceria, o Acre é o único Estado da Amazônia Legal que entrega títulos rurais registrados em cartório sem nenhum custo para os contemplados.
Mais de 7 mil títulos em 15 meses
O sucesso do Minha Terra de Papel Passado pode ser comprovado em números. Em apenas um ano e três meses de gestão, foram entregues mais de sete mil títulos definitivos em todas as cinco regionais do Acre.
O mais importante, o programa não se ateve apenas à zona urbana, moradores de comunidades rurais espalhadas pelo interior do estado também foram contemplados. “Na zona rural, a época de esperar vinte anos por um título é apenas uma triste lembrança do passado, conseguimos mudar essa realidade”, diz Gabriela.

Para quem esperava há anos, receber o título definitivo é realização de um sonho. “Para mim é um momento muito importante, eu esperei mais de cinco anos, agora eu posso fazer a tão sonhada reforma da minha casa. Eu não podia pegar crédito simplesmente porque não tinha como comprovar o que já era meu. Agora eu posso dizer que tenho um imóvel, estou muito feliz”, afirma Recleude Marques, moradora do bairro Montanhês, na capital acreana.
O trabalho para a entrega de um título definitivo é lembrado por Gabriela que só é possível graças ao empenho de uma equipe de profissionais que passaram, no último ano, mais tempo fora de seus lares, fazendo levantamento de comunidades tanto nas cidades, quanto em áreas rurais dos municípios acreanos. “Eu jamais teria conseguido todo esse resultado sem a minha equipe. Uma verdadeira líder precisa reconhecer o quanto bons profissionais são essenciais para o sucesso de uma missão. Os servidores do Iteracre entenderam que não poderíamos apenas nos comportar como funcionários públicos, mas que tínhamos uma missão de promover cidadania por meio do nosso trabalho”, afirma.
Gabriela lembra ainda que foi em sua gestão, que a autarquia deu um passo importante no respeito ao público que precisa de atendimento especial. O “Iteracre na sua casa” atende beneficiários que sofrem de comorbidades, idosos e pessoas com deficiência que possuam algum tipo de dificuldade de locomoção. Nesses casos, uma equipe do instituto vai até a casa das pessoas para fazer o atendimento.
Programa Igreja Legal inova ao regularizar terrenos das entidades religiosas
Outro diferencial na gestão de Gabriela no Iteracre também é marcado pelo ineditismo, com a criação do programa Igreja Legal. Pela primeira vez, foi pensada uma política pública para regularizar a situação fundiária dos terrenos das entidades religiosas.
O programa começou a ser executado este ano, mas já realizou mais de 200 processos e foi inserido no Plano Plurianual do governo e se torna, a partir de agora, uma política pública.

O pastor Sérgio Sá, da Igreja Quadrangular do Areal, é um dos líderes religiosos já contemplados. “É uma satisfação imensa! Temos que agradecer primeiramente a Deus e depois ao governo por se preocupar com as igrejas, com as instituições religiosas que hoje nós retiramos muitas vidas do mundo do crime, das drogas e muitas vezes onde o Estado não chega, nós estamos trabalhando e com esse título nos sentimos valorizados”, agradeceu o pastor.
O avanço da regularização fundiária como forma de instrumento social é considerado por Gabriela o diferencial para a mudança da imagem do Iteracre entre a população. “A consolidação do trabalho do Iteracre fez com que, hoje, nossa média de atendimento seja de mais de cem pessoas por dia. A população passou a nos procurar por acreditar em nossa gestão dentro do governo”, diz Gabriela.
A ex-gestora da autarquia, que deixou o cargo na última sexta-feira (5), por força da legislação eleitoral, já que é pré-candidata à vereadora nas próximas eleições, declarou gratidão ao governador Gladson Cameli por ter tido a oportunidade de conduzir o Iteracre. “Ao governador Gladson Cameli minha eterna gratidão por ter me convidado para integrar seu time com objetivo de resolver a situação da regularização fundiária do Acre, uma importante missão que realiza sonhos. A partir da nossa gestão, o estado se tornou referência de regularização fundiária, o governador viabilizou todos os recursos necessários para que executássemos com recursos próprios e transformou a regularização fundiária”, conta.

Por fim, Gabriela faz um balanço de como deixa a autarquia após um ano e três meses de gestão. “Eu saio de cabeça erguida do Iteracre, com a certeza que cumpri o meu papel institucional, entregando o órgão muito melhor do que recebi, com setores organizados e técnicos capacitados, honrando todos os compromissos assumidos com os fornecedores, servidores comissionados, terceirizados, provisórios e efetivos, e principalmente com os beneficiários que esperam há 20, 30 e até 40 anos para conquistar o seu título definitivo. Trabalhei todos os dias para realizar sonhos de uma família inteira, a alegria deles a cada entrega me renovava para buscar fazer melhor cada vez mais”, enfatiza.
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Prefeitura de Brasiléia reforça ações preventivas em reunião com Defesa Civil Nacional e Estadual
Encontro discutiu estratégias de enfrentamento a situações de risco e fortalecimento da atuação conjunta no município
O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, se reuniu nesta segunda-feira (2) com representantes da Defesa Civil Nacional e Estadual para alinhar ações de prevenção e resposta a possíveis situações de risco no município. Também participou do encontro o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Emerson Sandro.
A agenda teve como foco principal o planejamento de medidas para o período considerado mais vulnerável, com discussão sobre monitoramento de áreas sensíveis, assistência às famílias e organização de ações emergenciais. A proposta é fortalecer a atuação integrada entre município, Estado e União.
Durante a reunião, a gestão municipal destacou a importância da articulação entre os entes públicos para reduzir impactos e garantir mais segurança à população, especialmente em momentos de instabilidade climática ou desastres naturais.
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Câmara Criminal mantém pena de 18 anos a condenado por feminicídio e ocultação de cadáver em Brasiléia
Por Antonio Malvadeza
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre negou recurso da defesa de Juscelino Romeu de Almeida, de 45 anos, e manteve a condenação de 18 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato da namorada, Raires da Silva Ferreira. O crime ocorreu em Brasiléia, na fronteira com a Bolívia.
A pena foi fixada pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Brasiléia em 21 de outubro de 2024. A defesa recorreu ao tribunal com pedido de redução da pena, mas o relator votou pelo não provimento do recurso. Os demais desembargadores acompanharam o entendimento, o que resultou na manutenção integral da sentença.

Dois meses após o crime, Juscelino Romeu foi localizado e preso no município de Lábrea, no estado do Amazonas, onde trabalhava em uma fazenda na região da BR-364.
Raires da Silva Ferreira morava na periferia de Brasiléia e mantinha relacionamento com o acusado. Ela desapareceu na noite de 21 de agosto de 2023, após sair de casa.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Geral de Polícia Civil do município, à época sob responsabilidade do delegado Erick Maciel. Durante as diligências, policiais identificaram que a vítima esteve na residência de Juscelino Romeu. No local, encontraram marcas de sangue e indícios de violência.
Imagens obtidas no curso da investigação mostraram o casal em uma bicicleta, em direção ao Rio Acre. A Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de homicídio e ocultação de cadáver. O Corpo de Bombeiros Militar do Acre realizou buscas por três dias na região e localizou roupas que seriam da vítima e a bicicleta.
Após o desaparecimento, o acusado fugiu da cidade. Dois meses depois, foi localizado e preso no município de Lábrea, no estado do Amazonas, onde trabalhava em uma fazenda na região da BR-364.
Levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, foi condenado a 18 anos de reclusão por feminicídio e ocultação de cadáver. Com a decisão da Câmara Criminal, a pena permanece inalterada.
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Estado e União entregam Infovia Acre nesta terça-feira com presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações
O governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), e governo federal, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), realizam nesta terça-feira, 3, em Rio Branco, a entrega da Infovia Acre. A cerimônia contará com a presença da titular do MCTI, ministra Luciana Santos. O projeto de infraestrutura digital amplia a conectividade de internet de alta velocidade em todo o estado e fortalece a inclusão tecnológica em instituições públicas, unidades de saúde, centros de pesquisa e outros setores estratégicos para a população.
A Infovia consiste em 960km de cabos de fibra óptica que ligam os municípios de Assis Brasil e Cruzeiro do Sul ao longo das BR-364 e BR-317. A estrutura, que teve investimento total superior a R$ 40 milhões, cria condições mais favoráveis para que provedores de internet, empresas e órgãos públicos ampliem a oferta de serviços digitais à população. Além disso, a nova infraestrutura conectará os municípios do Acre à rede nacional de comunicação de alta capacidade.
A iniciativa é resultado de parceria entre o Executivo estadual, o MCTI e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), com investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto foi idealizado em 2022 e integra um dos três grandes eixos que marcaram a primeira gestão do governador Gladson Camelí. Após articulação do governo do Estado e da bancada federal em Brasília, a Infovia foi incluída entre as prioridades do Novo PAC no Acre.

A vice-governadora Mailza Assis, que à época era senadora da República e contribuiu com R$ 1,4 milhão em uma emenda de bancada no valor total de R$ 5,4 milhões, diz que ver o investimento sendo entregue e já fazendo parte do governo é motivo de grande alegria e realização. A gestora destaca que a indicação de recursos feita no Senado, somada às articulações com a bancada federal, ganha forma em uma obra estruturante que marca um novo momento da inclusão digital no Acre.
“Quando destinamos esses recursos, fizemos com a convicção de que conectar o nosso estado significava gerar oportunidades. Hoje, ver a Infovia entregue e 100% operacional é perceber que cada esforço valeu a pena. Essa rede representa desenvolvimento, futuro, e a chance de levar internet de qualidade para quem mais precisa. A Infovia abre portas para melhorar serviços públicos, fortalecer a educação, impulsionar a economia digital e diminuir desigualdades. É um marco para o Acre, e me sinto honrada por ter contribuído para essa conquista”, completa Mailza.
O titular da Seict, Assurbanípal Mesquita, destaca que o projeto é um marco na modernização tecnológica do Acre e demonstra a importância da cooperação entre os governos estadual e federal. “A Infovia é fruto de uma parceria estratégica que une investimentos da União com a articulação do governo do Estado para garantir infraestrutura digital de qualidade. Estamos conectando o Acre a uma rede moderna de comunicação, que vai beneficiar educação, pesquisa, serviços públicos e também abrir novas oportunidades para a economia digital”, afirma o gestor.

Mesquita acrescenta que a nova rede reduzirá desigualdades de acesso à internet no estado. “Quando essa estrutura entra em operação, estamos garantindo que escolas, universidades e órgãos públicos tenham acesso imediato a uma conexão de alta capacidade, o que ajuda a aumentar a produtividade. Isso significa mais inclusão digital, mais inovação e mais condições para que o Acre avance em áreas como educação, ciência, tecnologia e empreendedorismo”, diz.
Durante a agenda em Rio Branco, o MCTI e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) também promovem mais uma edição do programa Finep pelo Brasil. A iniciativa leva informação, orientação e recursos de fomento para empresas e instituições científicas em todo o país. A programação inclui a apresentação do Programa Centelha, voltado ao estímulo de pesquisas inovadoras e à aproximação entre ciência, tecnologia e mercado, com incentivos para que pesquisadores transformem ideias em negócios de base tecnológica.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE












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