Acre
Em Sena Madureira, governo do Estado celebra entrega de carteiras de habilitação pelo CNH Social e distribui capacetes para mototaxistas
Uma cerimônia realizada pelo governo do Estado e liderada pelo governador Gladson Cameli, no município Sena Madureira, marcou esta segunda-feira, 29, com a entrega de 141 Carteiras Nacional de Habilitação (CNH) pelo Programa CNH Social, desenvolvido pelo Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC). Além disso, 80 capacetes foram distribuídos para os profissionais mototaxistas locais, como parte do Projeto Motociclista Consciente.
Em um discurso repleto de gratidão e compromisso, o governador Gladson Cameli expressou sua satisfação em contribuir para o desenvolvimento de Sena Madureira, sempre grato pelo carinho que recebe da população. Ele ressaltou a importância dessas iniciativas para ampliar as oportunidades de trabalho e garantir a segurança dos profissionais que tanto contribuem para a mobilidade da cidade. Com otimismo e fé, destacou que, até o final de seu governo, só o programa CNH Social vai alcançar e beneficiar 22 mil acreanos.

“Hoje é um grande dia para Sena Madureira, com a entrega de CNHs pelo Programa CNH Social e dos capacetes, itens cruciais para a mobilidade e segurança dos cidadãos, algo que sempre defendi. Destaco o papel fundamental do Detran, cujo esforço conjunto torna possível grandes obras de infraestrutura, como a ponte do Segundo Distrito. Nosso compromisso é sempre colocar as pessoas em primeiro lugar, promovendo ações que beneficiem a comunidade, como a entrega desses equipamentos aos mototaxistas. O governo vai além de suas funções tradicionais, contribuindo para diversas áreas, como dar a oportunidade da pessoa tirar sua carteira de habilitação para trabalhar e fortalecer seu direito de ir e vir. Estamos determinados a continuar avançando e investindo no desenvolvimento do nosso estado”, destacou o governador.
CNH é cidadania
Durante a cerimônia, foram enfatizados os benefícios do Projeto Motociclista Consciente, que visa sensibilizar os motociclistas e capacitá-los para uma condução mais segura, fornecendo equipamentos de proteção individual, como os capacetes distribuídos aos profissionais. Também foi ressaltado o impacto positivo do Programa CNH Social, que oferece oportunidades de obtenção da carteira de motorista de forma gratuita para pessoas de baixa renda.

Maria Nascimento, uma jovem de 21 anos, teve seu primeiro contato com o programa CNH Social por intermédio de seus pais, que lhe falaram sobre essa oportunidade de obter a carteira de motorista sem custos. Decidida a aproveitar essa chance, ela se inscreveu e iniciou o processo. Ao longo das aulas e etapas do processo, Maria enfrentou momentos de tensão e dúvidas, pensando em desistir em algumas ocasiões. No entanto, sua perseverança falou mais alto, e ela seguiu em frente.
“Só tenho gratidão. O programa CNH Social é incrível e está ajudando muitas pessoas no Acre, inclusive eu, a conquistar sua independência. Sou muito grata por essa oportunidade”, conta a jovem com o documento na mão.
Segurança é direito
Os recursos para a realização dos programas foram provenientes do próprio Detran, totalizando um investimento significativo nas ações de segurança viária e de apoio aos profissionais mototaxistas. Além da entrega das CNHs e dos capacetes, os participantes puderam desfrutar de momentos de confraternização e troca de experiências.

O mototaxista Gleiton Leite tem uma história de vida marcada por trabalho árduo e dedicação à comunidade. Originário da zona rural, ele começou sua jornada como trabalhador braçal, lutando para sustentar sua família. No entanto, o destino lhe reservava uma virada surpreendente. Quando um grupo de pessoas se organizou para formar um sindicato de mototaxistas, Gleiton viu nisso uma oportunidade de mudar de vida. Para Gleiton, ser mototaxista vai muito além de uma simples profissão. É uma forma de servir à comunidade, transportando alunos, idosos e qualquer pessoa que precise de um meio de locomoção seguro e confiável.
“Nunca vi nada parecido antes como estes programas do governo. Lembro-me do tio do nosso governador, Orleir Cameli, que distribuiu bicicletas para que as pessoas pudessem ir à escola. Hoje, ver o governador fazendo essa doação de capacetes para nós, que trabalhamos nas ruas, me lembra da generosidade do tio dele. Sinto uma gratidão imensa, não só por mim, mas por toda a minha categoria”, revelou o mototaxista.
Alcance em todo o estado
O Detran e o Sindicato dos Mototaxistas em Sena Madureira também tiveram papel fundamental na organização e execução do evento. Detalhes adicionais sobre as etapas futuras do Projeto Motociclista Consciente serão divulgados em breve, evidenciando o compromisso contínuo do governo com a segurança no trânsito e o bem-estar da comunidade.
A presidente do Detran, Taynara Martins, reforça: “Essa é uma determinação do nosso governador, um compromisso com a sociedade acreana, abrangendo não apenas Sena Madureira, mas todos os 22 municípios do estado. Aqui estamos na terceira edição do programa CNH Social, e até 2026 serão 22 mil pessoas contempladas, proporcionando oportunidades de emprego, cidadania e inclusão, com vagas destinadas também a pessoas com deficiência. Nesta edição, Sena Madureira receberá mais de mil CNHs. Além disso, estamos implementando o programa Motociclista Consciente, entregando dois capacetes para cada mototaxista profissional que circula diariamente pelas ruas de nossas cidades”.
O evento contou ainda com a presença do deputado federal Gehlen Diniz, que reforçou seu amor e compromisso por Sena Madureira e agradeceu os investimentos do governo.
Fonte: Governo AC
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Acre
Acre participa de seminário amazônico e fortalece vigilância e estratégias de prevenção ao feminicídio
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) participou do Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, realizado no dia 6 de março, no Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. O evento reuniu pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições de diferentes estados da Amazônia Legal para discutir estratégias de monitoramento, análise de dados e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres.
A programação incluiu conferências e mesas-redondas sobre a estimativa de feminicídios na Amazônia Ocidental, fatores de risco associados à violência de gênero e experiências de monitoramento e vigilância em diferentes estados brasileiros. Também foram apresentados projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à produção de evidências e à construção de estratégias mais eficazes de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

Participantes acompanham apresentações e debates durante o Seminário Amazônico. Foto: Jhonatan Paiva/Sesacre
Representando a Sesacre, o coordenador estadual do Núcleo de Saúde do Homem, Jhonatan Paiva, participou das discussões levando a perspectiva do setor saúde no enfrentamento às violências. O núcleo também atua no debate sobre masculinidades e na construção de estratégias de prevenção voltadas aos homens, considerando fatores como o machismo estrutural e padrões de comportamento associados à violência de gênero. A participação no seminário também busca contribuir para a futura implantação de grupos reflexivos destinados a homens em situação de violência, iniciativa já adotada em outras regiões do país como ferramenta de prevenção.
“A saúde tem papel fundamental na identificação precoce de situações de violência, no acolhimento, na escuta qualificada, no cuidado integral das mulheres e também na notificação dos casos. Muitas vezes, os serviços de saúde são a primeira porta de entrada da rede de proteção, contribuindo para interromper ciclos de violência e prevenir desfechos mais graves, como o feminicídio”, afirmou.

De acordo com o coordenador, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e hospitais frequentemente são os primeiros locais procurados por mulheres em situação de violência. Por isso, o preparo das equipes e a sensibilidade no acolhimento são determinantes para garantir não apenas o atendimento clínico, mas também o encaminhamento adequado aos demais serviços da rede de proteção.
Qualificação das informações
Outro ponto central discutido durante o seminário foi a importância de fortalecer os sistemas de vigilância e aprimorar a qualidade das notificações compulsórias de violência nos serviços de saúde.
Segundo Paiva, um dos desafios apontados pelos especialistas é a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade entre diferentes sistemas de informação em saúde.
“Um dos pontos centrais discutidos no seminário foi justamente a fragmentação dos bancos de dados e a baixa interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde, como o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e outros sistemas estratégicos. Essa fragmentação impacta diretamente a produção de informações qualificadas e a análise dos casos de violência”, explicou.
Para ele, o fortalecimento dessas bases de dados e a integração entre os sistemas são medidas essenciais para ampliar a capacidade de análise epidemiológica e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.
Tecnologia e inteligência de dados
As discussões também abordaram o uso de ferramentas digitais para ampliar a capacidade de monitoramento da violência de gênero, incluindo tecnologias de análise de dados, inteligência artificial e geoprocessamento aplicados à vigilância em saúde.
Essas ferramentas, segundo os especialistas presentes no encontro, podem contribuir para qualificar a captura e a organização das informações, permitindo análises mais precisas sobre a ocorrência de violências e auxiliando na identificação de territórios e populações mais vulneráveis.

Para o Acre, as discussões realizadas durante o seminário representam uma oportunidade de avançar na estruturação de estratégias mais integradas de vigilância e análise do feminicídio, fortalecendo a produção de evidências e subsidiando o planejamento de ações e políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Beleza e modernidade: Prefeitura de Rio Branco entrega primeira etapa da Benjamin Constant
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Fonte: Conteúdo republicado de PREFEITURA RIO BRANCO
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Acre
Escuta Regional do Alto Acre reúne quadrilhas e fortalece debate sobre futuro do movimento junino no Acre
Por Dry Alves
Representantes de quadrilhas juninas de municípios do Alto Acre participaram, neste fim de semana, da Escuta Regional do Alto Acre, etapa do 1º Fórum Estadual do Movimento Junino, realizada no Centro Cultural Sebastião Dantas, em Brasiléia. O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos para o fortalecimento do São João acreano.
A atividade faz parte de um ciclo de escutas que percorre diferentes regiões do estado com o objetivo de ouvir diretamente as quadrilhas e coletivos culturais, ampliando o diálogo sobre políticas públicas, organização do movimento e perspectivas para o crescimento das festas juninas no Acre.
Durante o encontro, participaram representantes de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, entre eles integrantes das quadrilhas Junina Tradição e Arriba Saia, que apresentaram sugestões e compartilharam experiências sobre a realidade do movimento junino no interior.
Segundo a presidente da Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac), Lene dos Santos, o momento foi marcado por contribuições importantes para o futuro do segmento.
“A respeito da escuta do Alto Acre, foi uma riqueza de experiências. Mesmo com a participação de grupos de Brasiléia e Epitaciolândia, os integrantes contribuíram muito falando sobre como está o nosso movimento e sobre as necessidades que ainda existem”, destacou.
Lene ressaltou ainda que, apesar do apoio cultural existente nos municípios da região, os grupos apontaram a necessidade de mudanças em alguns critérios e parâmetros utilizados nas competições.
“Eles trouxeram muitas ideias e também falaram sobre mudanças que precisam acontecer nos parâmetros de julgamento. Foi um diálogo muito rico, porque mostra que o movimento está pensando no seu próprio crescimento”, explicou.

O encontro reuniu integrantes de grupos culturais da região para debater desafios, propostas e caminhos/Foto: Cedida
Entre as sugestões apresentadas durante a escuta, uma proposta ganhou destaque entre os participantes: a realização do Festival Estadual de Quadrilhas de forma rotativa nos municípios, e não apenas na capital.
“Uma das ideias que apareceu tanto no Baixo Acre quanto agora no Alto Acre é que o estadual seja rotativo, que aconteça também nos municípios. Isso mostra como o movimento está se organizando e pensando em crescer em todas as regiões”, afirmou.
A presidente da Liquajac também destacou o espírito de cooperação entre os grupos juninos da região, que buscam fortalecer o movimento coletivamente.
“Eu percebi uma coisa muito rica: os grupos se ajudam mutuamente para crescer e chegar bem preparados para o estadual. O sonho de muitos deles também é chegar ao nacional, e isso fortalece ainda mais o movimento”, disse.
Outro ponto levantado durante o encontro foi o alto custo das produções juninas, especialmente figurinos e cenários, que exigem investimentos cada vez maiores.
“Hoje estamos em um patamar muito alto em relação aos figurinos e às produções, mas os custos são muito elevados. O poder público ainda não chegou nem perto de uma média de sustentabilidade que ajude a manter esse nível através de projetos ou políticas de apoio”, ressaltou.
A próxima etapa do fórum já tem data marcada. A Escuta Regional do Purus, que reúne representantes de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira, será realizada nos dias 13 e 14 de março, em Sena Madureira, com programação das 18h às 22h e das 8h às 19h.
Para Lene dos Santos, o fórum tem se mostrado fundamental para identificar desafios e construir soluções coletivas para o futuro das quadrilhas juninas no estado.
“Essas escutas são importantes porque fazem a gente refletir. Às vezes achamos que está tudo certo, mas quando ouvimos os grupos percebemos que ainda há muitas coisas para melhorar. Tenho certeza de que esse fórum vai trazer mudanças positivas para o crescimento de todo o movimento junino”, concluiu.
O 1º Fórum Estadual do Movimento Junino conta com apoio institucional do Governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), e é contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura (Funcultura).





































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