Acre
Em audiência pública, sindicato pede contratação de novos agentes para reforçar presídios do Acre após fugas
Iapen-Ac informou que possuem impedimentos, mais estuda possibilidades de novas contratações. Em menos de 10 messes, mais de 80 presos fugiram de penitenciarias do Acre.

Agentes reivindicam novas contratações para reforçar segurança em presídios após fugas (Foto: Reprodução)
Por Quésia Melo, G1 AC, Rio Branco
A gentes penitenciários cobraram, durante uma audiência pública a contratação de novos servidores para reforçar a segurança nos presídios após a fuga de mais de 80 presos em menos de dez meses.
O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) informou que estuda, junto ao governo, a possibilidade de contratação de novos agentes, mas não há nada confirmado. A reunião foi realizada na tarde de ontem segunda-feira (7) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).
A audiência contou com a presença de deputados da Comissão de Serviço Público da Assembleia Legislativa, Ministério Público (MP-AC), da Ordem dos Advogados Seccional Acre (OAB-AC), Associação dos Agentes Penitenciários do Acre, Sindicato dos Servidores Administrativos do Iapen-AC e Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindapen-AC).
“É preciso reforço na segurança [das unidades]. Somente em seis meses, são 63 presos foragidos. Isso denuncia a fragilidade na segurança dos estabelecimentos prisionais. Não conseguimos mais encarcerar e nem manter os condenados que estão sob a guarda da Justiça. De imediato, é preciso contratações, precisamos de servidores”, afirma o presidente do Sindapen-AC, Lucas Bolzoni.
O diretor Iapen-AC, Aberson Carvalho, também participou da audiência e falou sobre os investimentos no sistema prisional como obras, reforço nas tornozeleiras eletrônicas e ressocialização de presos. Segundo ele, devem ser criadas, até o final deste ano, mais de 2 mil vagas em presídios no Acre com investimento de R$ 50 milhões.
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O órgão informou ao G1, ainda na segunda que possui impedimentos para fazer contratações devido ao estado ter atingido o limite de gastos prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
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Os agentes também reivindicam melhores condições de trabalho. Bolzoni afirma que o ambiente prisional é precário com esgoto a céu aberto e proliferação de doenças devido à insalubridade.
O presidente do Sindapen-AC, destaca que o ideal seria que fossem contratados servidores efetivos, porém, devido ao período eleitoral, há impedimentos e diz que a contratação temporária ajudaria a reforçar a segurança nas unidades.
“A gente tem um processo seletivo aberto e isso seria uma possibilidade. Também é preciso combater os desvios de função. A gente não sabe quantos servidores estão desempenhando a atividade nem quantos estão cedidos para secretarias, afastados e em mandados políticos”, lamenta.
Fugas em presídios no Acre
No período de menos de dez meses, o Acre registrou fugas nos presídios Francisco D’ Oliveira Conde, em Rio Branco, Moacir Prado, em Tarauacá, Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, e 5ª Unidade Prisional, em Feijó.
A última ocorreu no domingo (6), no Presídio Francisco D’ Oliveira Conde, em Rio Branco. Ao todo, 11 detentos que estavam na cela 22 do pavilhão conseguiram fugir do local após fazerem um buraco no banheiro.
Em entrevista ao Jornal do Acre 1ª edição, de ontem segunda (7), o diretor do Iapen-AC, Aberson Carvalho, destacou que somente no Presídio Francisco d’Oliveira Conde (FOC), onde ocorreram três fugas de março a maio deste ano, devem ser criadas 800 novas vagas. O investimento, segundo ele, é de R$ 10 milhões.
O Iapen-AC afirma que os investimentos de reforma e ampliação vão ser feitos em todas as sete penitenciárias do estado. As obras incluem construção de novos blocos e guaritas elevadas para controle de acesso. As novas 2.226 vagas devem, segundo o órgão, solucionar a superlotação e zerar o déficit carcerário.
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Diretoria do Sinjac visita repórter cinematográfico Jailson Fernandes após alta médica
A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac) realizou, na tarde desta quinta-feira, 15, uma visita ao repórter cinematográfico Jailson Fernandes, em sua residência, em Rio Branco. O encontro teve caráter solidário e marcou o retorno do profissional para casa após receber alta médica na última terça-feira, 13, quando deixou o Pronto-Socorro depois de um período de internação que mobilizou amigos, colegas de profissão e a sociedade.
O presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro, destacou a importância do apoio coletivo no momento delicado enfrentado por Jailson. Segundo ele, a mobilização em torno do profissional demonstra a força da categoria e o espírito de união entre os trabalhadores da Comunicação. Cordeiro ressaltou ainda que o sindicato acompanha de perto situações como essa e reforçou o compromisso da entidade com a valorização e o bem-estar dos jornalistas e profissionais da área.
Visivelmente emocionado, Jailson Fernandes agradeceu o carinho recebido desde o início do problema de saúde. Logo após sair da unidade hospitalar, ele gravou um vídeo no qual fez questão de agradecer pelas orações, mensagens de apoio e, principalmente, pelas doações de sangue, que foram fundamentais para o sucesso do tratamento.
O repórter cinematográfico destacou que a corrente de solidariedade formada em seu favor acabou beneficiando também outros pacientes atendidos pelo sistema de saúde. “Esse gesto não foi só por mim, ajudou muita gente que também precisava”, enfatizou.
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Inmet emite alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta
Previsão inclui até 50 mm de chuva e ventos de 60 km/h; estado pode ter alagamentos, quedas de árvores e interrupções de energia

O alerta, classificado como Perigo Potencial, começou a valer às 9h15 e segue até 23h59. De acordo com o Inmet, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora. Foto: captada
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo de chuvas intensas para todo o Acre nesta sexta-feira (16). O aviso, válido das 9h15 até 23h59, prevê precipitações entre 20 e 30 mm por hora, podendo acumular 50 mm ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h.
Embora classificado como perigo potencial de baixo a moderado, o órgão alerta para risco de alagamentos pontuais, queda de galhos, descargas elétricas e interrupção no fornecimento de energia, especialmente em áreas mais vulneráveis.
O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores, não estacione veículos próximos a torres ou placas de propaganda e evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades. Em caso de emergência, o contato deve ser feito com a Defesa Civil (193) ou Corpo de Bombeiros.
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Diferença de R$ 2 no litro do combustível leva brasileiros a abastecer na Bolívia e causa filas em Cobija
Motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia cruzam a fronteira em massa para comprar combustível mais barato; cidadãos pandinos reclamam de logística afetada

O movimento intenso de veículos brasileiros em busca de combustível mais barato é um fenômeno recorrente na fronteira, se intensificando nos últimos dias. Foto: captada
A diferença nos preços dos combustíveis entre o departamento de Pando, na Bolívia, e as cidades acreanas de Epitaciolândia e Brasiléia tem causado um aumento expressivo nas filas dos postos de abastecimento em Cobija. Com o preço mais baixo do lado boliviano, motoristas brasileiros estão atravessando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios econômicos e logísticos na região.
Cidadãos pandinos manifestaram preocupação com a demora no abastecimento, já que as empresas locais não estavam preparadas para a alta repentina na demanda. Alguns bolivianos têm protestado contra os atrasos, que alteraram toda a logística de distribuição de combustível na cidade.

Preço mais baixo em Pando atrai motoristas de Epitaciolândia e Brasiléia; movimento intenso pressiona postos e gera atrasos no atendimento. Foto: captada
A diferença de até R$ 2 por litro nos preços dos combustíveis entre o Acre e o departamento boliviano de Pando tem levado motoristas brasileiros a cruzarem a fronteira em massa para abastecer em Cobija. Com valores significativamente mais baixos do lado boliviano, o movimento intenso de veículos com placas do Brasil tem pressionado a infraestrutura local, causado filas e exposto as disparidades de preços na região.
O fenômeno, que se intensificou nos últimos dias, gerou atrasos no atendimento e uma dinâmica transfronteiriça que coloca novos desafios logísticos e econômicos para as cidades de Epitaciolândia, Brasiléia e Cobija. A demanda repentina por combustível na Bolívia também tem gerado preocupação entre cidadãos pandinos, que enfrentam dificuldades para abastecer seus próprios veículos.

Brasileiros estão cruzando a fronteira em massa, gerando atrasos no atendimento e reativando uma dinâmica transfronteiriça que impõe novos desafios econômicos e logísticos para a região. Foto: captada
Governo boliviano diz que fim de subsídio a combustíveis reduziu contrabando para países vizinhos
O governo da Bolívia afirmou nesta semana que o fim do subsídio estatal aos combustíveis, por meio do Decreto Supremo 5.503, já trouxe resultados iniciais positivos, com redução do contrabando para países vizinhos e queda de 30% nas importações de combustível nos últimos dois dias.
Segundo o ministro dos Hidrocarbonetos, Mauricio Medinaceli, em áreas fronteiriças como no departamento de Pando/Cobija e Potosí, as filas nos postos diminuíram porque “as pessoas não precisam mais competir com aqueles que contrabandeavam combustível para fora do país”. Já o ministro da Economia, Gabriel Espinoza, destacou que a medida corrigiu uma distorção em que “os benefícios do subsídio estavam concentrados em poucos setores e alimentavam o contrabando”.

Ministros afirmam que importações caíram 30% e filas em postos de fronteira diminuíram; medida visa conter fuga de recursos e estabilizar economia. Foto: captada
As declarações foram dadas separadamente antes de reuniões marcadas para última segunda-feira, dia 12, com representantes do setor de transportes. A decisão do governo visa, segundo Medinaceli, “estabilizar a economia, conter a fuga de recursos e garantir uma utilização mais eficiente dos fundos públicos”.




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