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Em 24 horas, nível do Rio Acre chegou a 9,51 metros em Assis Brasil, Bolpebra e Iñapari na tríplice fronteira

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Manancial no município saiu de 3,46 metros na segunda (23) e chegou a 9,51 metros na manhã desta terça-feira (24). Defesa Civil diz que águas devem chegar na capital e influenciar na medição nos próximos dias.

Assis Brasil também esteve entre os 17 municípios do Acre em emergência por causa da cheia de rios e igarapés. A inundação provocada pelo Rio Acre já fez com que mais de 11,2 mil pessoas deixassem suas casas em 2023/2024. Foto: cedida

O nível do Rio Acre em Assis Brasil, distante 342 km de Rio Branco, subiu mais de seis metros em apenas 24 horas e na manhã desta terça-feira (24). Isto é o que informa a Defesa Civil da capital acreana, que monitora a bacia do principal manancial do estado.

Ainda de acordo com o órgão de monitoramento, na segunda (23) o manancial no município marcava 3,46 metros, o que representa um aumento de 6,05 metros. A cota de alerta para transbordamento é de 11,30 metros. Já a de transbordo é de 12,40 metros.

Na região do Alto Acre, que também compreende as cidades de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri, também houve aumento no nível, já que este é o caminho que o manancial percorre.

“Infelizmente, isso indica aumento considerável no Rio Acre em Rio Branco”, destacou o coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão.

Bacia do Rio Acre — Foto: Arte/g1

No início deste ano, a cheia do Rio Acre causou transtornos à população do município acreano que fica na fronteira do Brasil com o Peru. No final de fevereiro, ao todo, 355 pessoas ficaram desabrigadas, 38 famílias desalojadas e quatro bairros foram afetados. A prefeitura montou também quatro abrigos para atender a população durante a enchente.

Além disto, Assis Brasil também esteve entre os 17 municípios do Acre em emergência por causa da cheia de rios e igarapés. A inundação provocada pelo Rio Acre já fez com que mais de 11,2 mil pessoas deixassem suas casas.

Já na capital acreana, a quantidade de chuvas em outubro, novembro e dezembro deste ano já ultrapassou o mesmo período do ano anterior, de acordo com a Defesa Civil de Rio Branco. Nos três últimos meses de 2023, foi registrado 520 milímetros de chuva. Já neste mesmo período em 2024, até a manhã desta terça-feira (24), já choveu cerca de 717 milímetros, um aumento de 37%.

Na região do Alto Acre, além de Assis Brasil, as cidades de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri, também houve aumento no nível, já que este é o caminho que o manancial percorre sentido capital. Foto cedida

No município de Bolpebra, no departamento de Pando, região da tríplice fronteira, a preocupação também e grande, informou o diretor da Unidade Departamental de Gestão de Riscos, Ernesto Roca.

O mesmo relatou que “Ultrapassou os 9 metros no município de Bolpebra devido às chuvas intensas, cerca de 14 horas contínuas na região da tríplice fronteira, em Bolpebra. Como resultado das chuvas no Peru e nas cabeceiras em Assis Brasil, desde Cuzco até às montanhas de Madre de Dios e Puno, estas massas de água elevaram o nível do rio em Bolpebra e dos afluentes”, explicou Diretor Roca.

O comandante do Sexto Distrito Naval da Marinha Boliviana, Ernesto Soto, informou ainda que o efetivo da força militar monitora o nível dos rios no departamento de Pando, para alertar a população para tomar precauções, se necessário.

Já o Serviço Nacional de Meteorologia e Hidrologia (Senamhi) ativou alerta laranja devido a possíveis transbordamentos dos rios Acre, Madre de Dios, Tahuamanu e Manuripi entre hoje dia 24 e 29 de dezembro.

Da mesma forma, outro alerta meteorológico Laranja para chuvas e trovoadas está em vigor nas províncias de Madre de Dios, Nicolás Suárez, Manuripi, Román e Abundante, o comando do Sexto Distrito Naval da Marinha Boliviana esta em alerta segundo Ernesto Soto.

Bolbepra é um município boliviano localizado na tríplice fronteira com Peru e Brasil. Foto cedida

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Bocalom ironiza pesquisa que o coloca em terceiro na disputa pelo governo do Acre

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Prefeito minimiza números do levantamento e diz que “pesquisa que vale é a das urnas”

Durante a inauguração do Mercado Municipal do São Francisco, na noite desta segunda-feira (23), em Rio Branco, o prefeito e pré-candidato ao governo, Tião Bocalom, reagiu com ironia aos números da mais recente pesquisa divulgada pelo Instituto Delta Agência de Pesquisa.

O levantamento aponta Bocalom na terceira colocação, com cerca de 15% das intenções de voto, atrás do senador Alan Rick, que lidera com mais de 40%, e da vice-governadora Mailza Assis, que ultrapassa os 20%.

Ao comentar o cenário, o prefeito evitou aprofundar a análise e voltou a questionar a credibilidade das pesquisas eleitorais. “Comentar pra quê? Eu a vida inteira fui vítima de pesquisa. Me mostra qual pesquisa dizia, antes da eleição, que o Bocalom tinha chance de ganhar. Nenhuma”, afirmou.

A declaração contrasta com levantamentos anteriores. Em agosto de 2025, também em pesquisa do Instituto Delta, Bocalom aparecia com 19,62% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação, enquanto Mailza tinha 13,63%.

Na comparação com o cenário atual, os dados indicam queda de aproximadamente quatro pontos percentuais para o prefeito, além da inversão de posições com a vice-governadora, que agora aparece à frente.

Apesar disso, Bocalom reforçou que não considera pesquisas como fator determinante. “Se eu fosse olhar pesquisa, nem candidato eu teria sido. Pra mim, pesquisa é o povo na rua, conversando. E no dia da eleição. Essa é a pesquisa que vale”, declarou.

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62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli

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O Instituto Delta Agência de Pesquisa, contratado pela TV Gazeta, divulgou nesta segunda-feira, 23, uma pesquisa sobre a avaliação da gestão do governador Gladson Cameli, que deixará o cargo no dia 2 de abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo Acre.

De acordo com o levantamento, 62,52% dos acreanos aprovam a gestão de Cameli, 28,03% desaprovam, e 9,44% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.006 eleitores em 18 cidades do Acre entre os dias 16 e 21 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Regional Eleitoral do Acre é AC-08354/2026.

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“Sementes de Resistência”: força das mulheres da Transacreana ganha voz em documentário que estreia em Rio Branco

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Documentário Sementes de Resistência valoriza participação feminina na Transacreana

Documentário de curta-metragem sobre protagonismo de mulheres rurais da Transacreana será lançado no dia 26 de março, às 10h, no Museu dos Povos Acreanos

O documentário de curta-metragem “Sementes da Resistência” será lançado no próximo dia 26 de março, às 10h, no auditório Florentina Esteves, localizado no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento integra as ações do mês da mulher e contará com a participação de trabalhadoras rurais da região da Transacreana.

Mulheres agricultoras são as personagens do documentário Sementes de Resistência

A produção destaca o papel fundamental das mulheres na conservação da agrobiodiversidade ao longo da Rodovia AC-90, conhecida como Transacreana. O documentário evidencia a atuação dessas trabalhadoras na preservação de sementes e na manutenção de práticas agrícolas sustentáveis na Amazônia acreana.

O curta-metragem é resultado do projeto de pós-doutorado da professora Rosana Cavalcante, ex-reitora do Instituto Federal do Acre (Ifac), desenvolvido em parceria com o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A produção foi construída em colaboração com mulheres agricultoras da região, reconhecidas como guardiãs de saberes tradicionais.

Roda de conversa durante a gravação do documentário Sementes de Resistência

Documentário valoriza papel das mulheres – Segundo a professora Rosana Cavalcante, o documentário retrata trajetórias marcadas pela resistência e pelo protagonismo feminino no campo. “A produção apresenta agricultoras que, por meio de conhecimentos ancestrais, preservam sementes, fortalecem a segurança alimentar e enfrentam os desafios das mudanças climáticas com sabedoria”, destacou.

Produzido pela Orna Audiovisual, o documentário aborda temas como agrobiodiversidade, sustentabilidade, agricultura familiar, protagonismo feminino, políticas públicas e a invisibilidade das mulheres rurais, além da valorização de práticas intergeracionais.

Professora Rosana Cavalcante desenvolveu seu projeto de pós-doc na Transacreana

O lançamento contará com a presença de protagonistas da obra, como as produtoras rurais e líderes de associação conhecidas da região: Roselina Queiroz Leite (Dona Rosa, moradora do Barro Alto) e Maria da Natividade Oliveira Cordeiro (Dona Lôra, que atua com plantas medicinais no Km 14 e vende no Mercado Elias Mansour), além da presidente da Cooperativa Beija-Flor, do Km 72 da Transacreana, Layane Furtado Mello.

A vice-governadora do Acre, Mailza Assis Cameli, também participará do evento falando da roda de conversa que teve com as protagonistas durante a gravação do documentário, onde abordou temas importantes como as demandas das agricultoras e políticas públicas voltadas para a região.

Serviço
Evento: Lançamento do documentário curta-metragem “Sementes da Resistência”
Data: 26 de março de 2026
Horário: 10h
Local: Auditório Florentina Esteves – Museu dos Povos Acreanos
Endereço: Av. Epaminondas Jácome, 2792, Centro, Rio Branco (AC)

Fotos: Neto Lucena/Secom

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