Acre
Eletrobras registra prejuízo de quase R$12 milhões em menos de 6 meses com furto de energia no Acre
Eletrobras Distribuição Acre faz campanha de conscientização. Só em Rio Branco, esse rombo chega a R$10,1 milhões.
Os números do furto de energia no Acre aumentaram, segundo a Eletrobras Distribuição Acre. O prejuízo é de R$11,9 milhões causado por desvios e outras irregularidades, como ligação clandestina, que causam a perda de energia. Só em Rio Branco, esse romb rombo chega a R$10,1 milhões.
O gerente de Departamento de Medição e Combate as Perdas da Eletrobras-AC, André Klein, diz que entre junho e outubro foram feitas mais de 23 mil inspeções em municípios de todo o estado e em mais de 9 mil delas, cerca de 39% do total, foram encontradas algum tipo de irregularidade. No primeiro semestre de 2017, a distribuidora já havia registrado perda de energia de 23% em Rio Branco.
Na capital, os bairros onde mais ocorreram registro de irregularidades ficam no Segundo Distrito de Rio Branco, como Belo Jardim e Taquari, representando 24% dos desvios ou outras irregularidades identificadas. Klein disse ainda que quem paga por isso são os consumidores regulares.
“Quando a gente consegue identificar a unidade consumidora, a gente cobra do consumidor esse valor. Quando o consumidor se evadiu ou é uma ligação clandestina, que não tem como recuperar essa energia, quem acaba pagando por isso são os consumidores convencionais”, explica Klein.

A campanha trata de conscientizar a população sobre segurança em situações de ligações clandestinas (Foto Reprodução)
O gerente explica ainda que esse pagamento funciona por meio de rateio. “A gente tenta quantificar a energia desviada ou ligada clandestinamente na rede, então a distribuidora verifica o número de perda e depois rateia para a população regular pagante”, explica Klein.
Ele diz ainda que o valor faz parte de uma das tarifas de energia elétrica, que trata das perdas da empresa. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é a responsável por esse processo.
Além dos problemas causados pelo furto de energia, há também os riscos de segurança que podem causar danos aos consumidores. Com a intenção de alertar e conscientizar a população sobre o assunto, a distribuidora lançou ainda a campanha Dicas de Segurança e Cidadania’ nesta quinta-feira (30).
A campanha trata de conscientizar a população sobre segurança em situações de ligações clandestinas, fios partidos e iluminação pública. Além disso, também alerta para o manuseio de eletrodomésticos, instalação ou conserto de antenas e bombas de águas.
Para fazer denúncia de irregularidades, a Eletrobras-AC disponibiliza o Disque-fraude no WhatsApp (68) 99989-5638. Não é necessário se identificar.
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Acre
Gladson diz não poder “impedir” candidatura de Bocalom ao governo do Acre e reafirma apoio a Mailza Assis
Governador diz que não pode impedir possível candidatura do prefeito Tião Bocalom, mas defende “chapa forte” com a vice-governadora

Governador reafirma apoio à vice-governadora Mailza Assis para sucessão estadual e defende união da direita nas eleições de 2026. Foto: captada
O governador Gladson Camelí (Progressistas) reafirmou seu apoio à candidatura da vice-governadora Mailza Assis (Progressistas) ao governo do Acre em 2026, em meio ao cenário político que envolve a possível disputa do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL). Em entrevista à imprensa acreana, Camelí também confirmou sua pré-candidatura ao Senado.
Camelí comentou a movimentação de Bocalom, que deve se afastar da prefeitura em fevereiro — e não em abril, como a maior parte dos gestores com intenção eleitoral. O governador afirmou que não pode interferir na decisão do prefeito, mas destacou que trabalha para montar “uma chapa forte” com Mailza como candidata ao Palácio Rio Branco.
“Eu não tenho como impedir Bocalom de ser candidato, mas tenho que montar minha chapa. O que posso afirmar é que sou pré-candidato ao Senado e que Mailza é, sem nenhuma dúvida, a minha candidata ao Governo, e pronto”, declarou Camelí.
O governador também defendeu a união da direita como caminho viável para a sucessão estadual. “A união da direita seria ideal, mas não posso impedir ninguém de ser candidato. É a democracia que defendo até o último minuto”, concluiu.
Em meio à movimentação política para as eleições do próximo ano, o governador destacou que, embora não possa interferir na decisão de Bocalom, segue trabalhando para formar uma “chapa forte” com Mailza. Ele também confirmou na entrevista sua própria pré-candidatura ao Senado.
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Acre
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Acre
Governo federal libera R$ 2,3 milhões ao Acre para combater praga que ameaça plantações de cacau
Convênio com o Idaf visa conter a monilíase, doença considerada uma das mais graves para a cacauicultura na Amazônia; ações de vigilância e erradicação serão intensificadas

Doença é uma das principais ameaças à cacauicultura na Amazônia; recursos serão usados em vigilância, prevenção, contenção e ações emergenciais até abril de 2027. Foto: captada
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) celebraram um convênio de R$ 2.331.839,15 para o enfrentamento da monilíase do cacau, doença considerada uma das maiores ameaças à cacauicultura na região amazônica. Do total, R$ 2.261.883,98 serão transferidos pela União, e o estado terá contrapartida de R$ 69.955,17.
O acordo, publicado no Diário Oficial da União, visa atender ações emergenciais de prevenção, vigilância, contenção e erradicação do fungo Moniliophthora roreri, causador da doença. Os recursos serão aplicados em despesas correntes e de capital, com foco na proteção das áreas produtoras de cacau no estado.
O convênio foi assinado em 31 de dezembro de 2025 e terá vigência até 1º de abril de 2027. A medida reforça a atuação integrada entre os governos federal e estadual para conter a praga e preservar a cadeia produtiva do cacau no Acre.
Detalhes do convênio:
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Valor total: R$ 2.331.839,15
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Recursos federais: R$ 2.261.883,98 (97% do total)
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Contrapartida do Idaf: R$ 69.955,17
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Vigência: 31/12/2025 a 01/04/2027
Ações previstas:
Os recursos serão aplicados em vigilância fitossanitária, prevenção, contenção e erradicação da doença, com foco na proteção das áreas produtoras de cacau no estado.
Contexto da praga:
A monilíase do cacau ainda não foi registrada no Brasil, mas já avança em países vizinhos como Peru e Colômbia. Se introduzida, pode destruir até 90% da produção de cacau e cupuaçu, afetando pequenos agricultores e a economia regional.
Medidas emergenciais:
O convênio permitirá ao Idaf:
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Reforçar barreiras fitossanitárias nas fronteiras;
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Realizar inspeções e coletas em propriedades rurais;
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Capacitar técnicos e produtores para identificação precoce;
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Adquirir equipamentos para diagnóstico e controle.
O Idaf deverá apresentar um plano operacional detalhando as ações por município. Enquanto isso, a fiscalização em portos, aeroportos e estradas será intensificada para evitar a entrada do fungo no território acreano.
A detecção precoce é considerada crucial: caso a praga entre no Brasil, o Acre seria uma das primeiras rotas de entrada, devido à sua fronteira com o Peru – país onde a doença já está presente.



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