Acre
Eletrobras-AC lidera número de reclamações este ano, diz Procon
Órgão registrou 294 queixas de consumidores entre janeiro ao domingo (20).
Distribuidora diz que investimentos são feitos para evitar interrupções.
A Eletrobras Distribuição Acre já lidera o número de reclamações formalizadas no Serviço Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-AC), de acordo com levantamento solicitado pelo G1. Segundo o órgão, de 1º de janeiro até este domingo (20), foram registradas 294 queixas contra a empresa, quase 23% do total de reclamações. Os dados mostram que 24 dessas reclamações foram feitas em setembro, mês em que o estado teve o fornecimento de energia interrompido ao menos três vezes.
O diretor do Procon-AC, Diego Rodrigues, diz que tem sido gradativo o aumento de reclamações em relação ao serviço de energia elétrica no estado. Ele afirma que a Eletrobras -AC lidera o ranking de empresas acreanas reclamadas há cinco anos. “Só nesse período, já são quase 500 reclamações em desfavor da Eletrobras. Nos últimos apagões, os números são expressivos, mas ainda não fizemos o levantamento total”, diz.
De acordo com Rodrigues, o Procon-AC tem convidado os acreanos a registrarem a insatisfação. “As interrupções têm acarretado prejuízo às pessoas. Algumas têm perdido eletroeletrônicos, comerciantes que têm perdido estoques, pessoas que necessitam de cuidados médicos em casa estão tendo prejuízo. Há uma diversidade de casos em razão do péssimo serviço”, fala.
O diretor explica que a formalização de queixas permite que seja aberto um procedimento solicitando o reparo dos danos causados. “Existe um atendimento preliminar, que é quando o agente do Procon faz um intermédio com a empresa reclamada para tentar solucionar o caso no primeiro contato. Não resolvendo, existe a reclamação, quando é aberto um processo administrativo para que o Procon requeira o direito do consumidor que tem sido lesado”, acrescenta.
O diretor-presidente da Eletrobras Distribuição Acre, Ricardo Xavier, afirma que a tabulação dos dados fornecidos pelo Procon não são proporcionais ao número de clientes. Por isso, a comparação em relação a outras empresas não estaria correta. “A empresa entende que este tipo de ranking não serve para medir, tendo em vista que não faz uma proporcionalidade dos dados”, rebate.
Ele acrescenta que a Eletrobras tenta resolver cada reclamação recebida de maneira satisfatória e que continua realizando investimentos para a melhoria do serviço. Xavier ressalta que os consumidores sempre podem procurar a empresa para solicitar a verificação de problemas.
“A empresa vai dar a tratativa adequada para cada reclamação a partir do momento que as receber. Estão sendo feitos todos os investimentos, que está fazendo atendimento, reforma de rede, melhorias e ampliando nosso sistema de distribuição. Tem investimento na ordem de R$ 50 milhões que está sendo feito há algum tempo, fora outras contratações de serviços”, diz.
Na quarta-feira (23), O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou que a Usina Térmica de Energia (UTE) Termonorte 2 e a construção de um novo circuito de transmissão entre Rio Branco (AC) e Jauru (MT) devem evitar as constantes quedas de energia no Acre e Rondônia. Xavier reitera que a medida deve melhorar a estabilidade do serviço.
“Ela [a usina] vai dar um reforço. É uma medida preventiva para que não ocorram mais as interrupões do tipo blakout. Antes, a usina não gerava efetivamente interligada ao Sistema Interligado Nacional [SIN]. Estamos investindo nossos esforços para que não ocorra nenhum tipo de interrupção e que o sistema fique estável com a qualidade que o consumidor precisa”, fala.
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Acre
“Nada substitui a presença de um policial, por isso a importância da Guarda Municipal”, diz Samir Bestene após agressão no Restaurante Popular
Por Dell Pinheiro
O vereador Samir Bestene (PP) voltou a cobrar medidas mais efetivas na área da segurança pública após mais um caso de agressão registrado no Restaurante Popular da Capital. O desabafo foi feito na durante a sessão na Câmara de Rio Branco,
Segundo o parlamentar, o episódio que envolveu uma mulher agredida por uma pessoa em situação de rua, evidencia o agravamento da violência urbana e reforça a necessidade de fortalecimento da segurança no município.
“Isso agrava muito mais a questão da violência da nossa Capital e também levanta um questionamento sobre a atuação da guarda municipal”, afirmou.
Bestene destacou que o tema já vem sendo debatido de forma recorrente no Legislativo municipal e defendeu a criação da chamada polícia municipal, com base em mudanças recentes na legislação federal.
“A segunda mulher agredida ali no restaurante popular demonstra a importância da criação agora da polícia municipal. É mais uma força para contribuir com a Polícia Militar e dar uma sensação maior de segurança à população”, pontuou.
O vereador também ressaltou que, embora o videomonitoramento seja uma ferramenta importante no combate à criminalidade, ele não substitui a presença de agentes nas ruas.
“O videomonitoramento é importantíssimo para identificar ocorrências, mas nada substitui a presença física de um policial, que pode inibir agressões físicas ou verbais”, disse.
Para o parlamentar, o reforço no efetivo e a atuação mais próxima da população são fundamentais para garantir segurança tanto aos servidores públicos quanto aos cidadãos que utilizam os espaços públicos da cidade.
“Precisamos dar essa sensação de segurança para quem trabalha e para quem vive o dia a dia nos espaços públicos de Rio Branco”, frisou o progressista.
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Prefeitura de Rio Branco recebe aval do Rio Branco FC para avançar em projeto de revitalização do centro
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Temporal alaga ruas e assusta moradores em Brasiléia e Epitaciolândia
Chuva intensa provoca pontos de alagamento; nível do Rio Acre segue em queda
Uma forte chuva registrada na tarde desta terça-feira (31) causou alagamentos e assustou moradores de Brasiléia, Epitaciolândia e Cobija.
De acordo com dados da Agência Nacional de Águas, o volume acumulado foi de aproximadamente 31,8 milímetros nas últimas quatro horas. Apesar da intensidade da chuva, o nível do Rio Acre apresentou queda, passando de 8,42 metros entre domingo e segunda-feira para 5,92 metros ao final do dia.
Em Brasiléia, bairros da parte alta, como José Moreira e Ferreira Silva, registraram ruas alagadas devido ao grande volume de água, evidenciando limitações no sistema de drenagem urbana. Moradores relataram susto com a rapidez do acúmulo de água nas vias.
Até o momento, não há registros de danos materiais em residências atingidas. Segundo informações, a prefeitura trabalha em projetos para melhorar a drenagem e minimizar os impactos de temporais futuros.




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