Brasil
Eleições: Missão da OEA elogia segurança de urnas eletrônicas
Organismo internacional alerta para polarização e notícias falsas
O primeiro turno das eleições brasileiras foi bem sucedido e a votação transcorreu tranquilamente. Mas o pleito até agora foi marcado por polarização, episódios de agressividade contra candidatos e grupos políticos e notícias falsas. A avaliação foi feita hoje (8), em Brasília, por representantes da missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) que acompanhou a votação.
O informe do grupo registrou preocupação na fase pré-eleitoral com a polarização e a agressividade, que se manifestou não somente nos discursos, mas em atos físicos. Eles citaram como exemplos o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) e ameaças digitais e físicas a jornalistas e ativistas envolvidas com a organização dos atos de mulheres contrárias a Bolsonaro e que ficaram conhecidos pela hashtag #elenão.
Além disso, especialistas da missão consideraram que determinadas falas durante a campanha tiveram tom discriminatório. “Visando o segundo turno presidencial, a Missão faz um chamado aos adversários para que centrem suas campanhas em fazer propostas à sociedade ao invés de desqualificar ou estigmatizar opositores”, aponta o informe.
Urnas eletrônicas

Chefe da missão da OEA, Laura Chinchilla, visita um dos locais de votação em Brasília. A comitiva busca observar o funcionamento das urnas, a organização do processo eleitoral e o acesso dos eleitores – José Cruz/Agência Brasil
A missão relatou o acompanhamento da instalação de urnas eletrônicas e da votação, que ocorreram tranquilamente e dentro do prazo. “Em nenhuma das 390 seções observadas pela missão foram registrados problemas com a urna eletrônica”. A chefe da missão, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla, afirmou que eles tomaram conhecimento de denúncias, mas que eventuais problemas não tiraram a legitimidade dos resultados do pleito ontem.
“Não encontramos nas mesas que observamos, e foi uma amostra ampla, e nas reuniões que tivemos com atores chaves. Nenhum dado verificável que possa fazer supor que erros em uma escala que possa ter alterado o resultado eleitoral”, avaliou a chefe da missão, Laura Chinchilla.
O diretor de Cooperação e Observação Eleitoral da OEA, Gerardo de Icaza, acrescentou que especialistas em análise de sistemas de informática de votações vêm acompanhando o tema das urnas eletrônicas desde o início do ano e não “viram nada”.
Ele destacou que, como as urnas não são interligadas, uma eventual fraude com potencial de afetar a eleição teria que ter um alcance alto. “O máximo de cada urna são 400 votos. Para mexer, com impacto, em milhões de votantes, você precisa ter uma operação manual, manipular mais ou menos 2.500 urnas e obter todos os votos dessas urnas. Isso não é fácil de esconder”, exemplificou.
Notícias falsas
O grupo da OEA notou a propagação de desinformação e notícias falsas como “uma constante” durante a fase pré-eleitoral e mesmo no dia da votação. A missão reconheceu esforços do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de plataformas digitais, de meios de comunicação e da sociedade civil de combate a essas mensagens, por meio de checagem de fatos e desmentidos. A chefe da missão classificou a disseminação de desinformação como um “desafio maiúsculo” das democracias.
“No caso do Brasil, podemos dizer que hoje a rede de maior penetração é o Whatsapp. Este é um mundo com grupos que se articulam de maneira privada. E as fontes mais credíveis para as pessoas são as mais próximas, grupos estão formados por amigos e familiares. E é por Whatsapp por onde está saindo a maior quantidade de informações, e é aí também onde estão chegando os temas de ‘fake news’”, analisou.
Justiça eleitoral
O informe chamou a atenção para o número “significativo” de candidatos com o registro ainda não deferido ou em situações de insegurança jurídica no dia da votação. “A falta de uma resolução final sobre a condição de elegibilidade de alguns dos candidatos incluídos nas urnas gerou incerteza ao processo eleitoral”, pontuou o texto.
Por outro lado, a chefe da missão elogiou a rapidez da apuração da votação no 1º turno, destacando a disponibilização dos resultados pela Justiça Eleitoral poucas horas depois do fechamento das urnas. “Isso é especialmente notório porque é uma democracia onde se mobilizam mais de 140 milhões de eleitores”, afirmou.
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Mendonça desobriga Vorcaro de comparecer à CPI do Crime Organizado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu na noite desta terça-feira (3/3) o pedido da defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para que o empresário fosse dispensado da obrigação de comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
A oitiva de Vorcaro está prevista para a manhã desta quarta-feira (4/3). Com a decisão de Mendonça, a presença dele no colegiado torna-se, portanto, facultativa. Além do empresário, é esperado a oitiva do seu cunhado, o empresário Fabiano Campos Zettel.
Na decisão, o Mendonça ressalta a importância da CPI, mas afirma que “revela-se inafastável a garantia constitucional de qualquer investigado contra a autoincriminação”. O banqueiro já é investigado em inquérito sobre as fraudes no banco.
Segundo o magistrado, o direito de não produzir prova contra si mesmo abrange não apenas o silêncio, mas também a faculdade de comparecer ou não ao ato, sem que isso gere sanções.
Caso decida ir à CPI, Vorcaro será custodiado pela Polícia Legislativa do Senado Federal, conforme determina Mendonça. Já o deslocamento até Brasília deverá ser organizado pela Polícia Federal (PF), obrigatoriamente em aeronave oficial ou comercial, sendo vedado o uso de qualquer aeronave particular
A CPI aprovou na última quarta-feira (25/3) a convocação de Vorcaro para comparecer no Congresso.
“Desde então, há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o direito de um investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato, entendendo, como corolário do brocardo nemo tenetur se detegere, que inexiste obrigatoriedade ou sanção pelo não comparecimento”, disse o ministro.
Em atualização.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Mega-Sena: aposta acerta seis números e leva sozinha R$ 158 milhões

Uma aposta feita no Ceará faturou o prêmio de R$ 158 milhões da Mega-Sena 2979, nesta terça-feira (3/3). O ganhador é um bolão com cinco cotas feito na lotérica Sorte Mais Brasil, em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. Esse é o maior prêmio do ano até o momento da Mega-Sena.
Outras 128 apostas acertaram cinco números e levaram R$ 38 mil cada. Já 7.902 fizeram a quadra e vão faturar R$ 1.034,09 cada. Os detalhes das apostas ganhadoras podem ser conferidos no site da Caixa.
As seis dezenas sorteadas foram: 18-27-37-43-47-53. O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.
Próximo sorteio
O próximo sorteio da Mega-Sena será na quinta-feira (5/3). A estimativa do prêmio é de R$ 45 milhões.
As apostas podem ser feitas até às 20h do dia do sorteio pelo site oficial da Caixa Econômica ou em casas lotéricas. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.
Como apostar na Mega-Sena
Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Bocalom não descarta aliança com MDB e PSD após definição de novo partido, mas rejeita qualquer acordo com esquerda
Pré-candidato ao governo afirma que diálogo com emedebistas e sociais-democratas é possível; sobre Petecão, lembra parcerias anteriores: “Não vejo dificuldade”

Questionado especificamente sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom afirmou não ver dificuldade em abrir diálogo. Foto: captada
Em meio à reorganização do tabuleiro político estadual, o prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, admitiu nesta terça-feira (3) a possibilidade de abrir diálogo com partidos como MDB e PSD, mas condicionou qualquer negociação à definição da legenda pela qual disputará as eleições de 2026. A declaração foi dada durante coletiva no auditório da Acisa, após Bocalom anunciar sua saída do PL.
Questionado sobre uma aproximação com o MDB – que perdeu espaço na base governista com a consolidação do nome do senador Márcio Bittar ao Senado ao lado do governador Gladson Cameli –, o prefeito afirmou: “Tudo é possível depois que a gente firmar o pé dentro de uma certa sigla”. Segundo ele, somente após a definição partidária será possível aprofundar tratativas sobre vice e alianças mais amplas.
Sobre o PSD, partido comandado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, Bocalom declarou não ver dificuldades para um eventual diálogo. “Não vejo dificuldade, porque ele foi parceiro muitas vezes com a gente em outras eleições”, concluiu.
O prefeito reforçou, no entanto, que o passo inicial é definir a legenda pela qual disputará o governo em 2026. “O que a gente precisa é definir logo o partido que nós vamos estar, para que a chapa, tanto federal como estadual, esteja organizada. Depois a gente começa a conversar sobre vice e alianças”, afirmou.
Embora tenha demonstrado abertura para partidos de centro, Bocalom foi enfático ao descartar qualquer aproximação com legendas de esquerda. “A única coisa que não tem possibilidade é qualquer coisa com PT, PCdoB, esses partidos. Jamais eu nem sento à mesa para conversar. São partidos verdadeiramente de esquerda”, disparou.

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