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Eleições 2024: PL de Bolsonaro ganha em 4 capitais, e PT de Lula, em 1

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Neste 2º turno, PL venceu com Abílio Brunini, em Cuiabá (MT), e Emília Corrêa, em Aracaju (SE). Nomes se somam aos dois prefeitos reeleitos já no 1º turno: Tião Bocalom, em Rio Branco (AC), e JHC, em Maceió (AL). Já o PT ganhou em Fortaleza (CE), em disputa apertada no 2º turno.

PT x PL — Foto: Arte: Gabs

Por André Catto, g1

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, conquistou 4 capitais nas Eleições 2024. Já o PT, sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, saiu com 1candidato vitorioso.

Com o resultado, o PL ficou entre os partidos que mais conquistaram prefeituras nas principais cidades do país. MDB e PSD ganharam em 5 capitais, e o União Brasil, em 4, ao lado do PL. Ao todo, 26 capitais estavam em em disputa.

O PL entrou na Eleição com candidatos próprios em 14 capitais e conseguiu eleger dois já no 1º turno: JHC, que foi reeleito em Maceió (AL), e Tião Bocalom, reeleito em Rio Branco (AC).

Neste 2º turno, o partido teve duas novas vitórias: com Abílio Brunini, em Cuiabá (MT), e Emília Corrêa, em Aracaju (SE).

Veja como foi o desempenho de cada um deles:

  • JHC conquistou a reeleição no 1º turno, com mais de 80% dos votos válidos. O prefeito da capital alagoana entrou para o PL em 2022, durante as eleições presidenciais, para apoiar Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição.
  • Bocalom foi reeleito na capital do Acre com 54,82% dos votos válidos no 1º turno. Ele se filiou ao PL, partido de Bolsonaro, em março deste ano, após deixar o PP.
  • Abílio Brunini foi eleito em Cuiabá, no 2º turno, com 53,80% dos votos válidos. Brunini já foi vereador. Se candidatou à prefeitura em 2020, mas perdeu no 2º turno. Em 2022, foi eleito deputado federal.
  • Emília Corrêa venceu no 2º turno com 57,46% dos votos válidos. Ela é a primeira mulher eleita prefeita de Aracaju.

Enquanto isso, o PT iniciou a Eleição 2024 com 13 candidatos próprios, e venceu apenas em Fortaleza (CE), com Evandro Leitão. A disputa foi apertada:

  • Evandro Leitão foi eleito prefeito da capital cearense com 50,38% dos votos válidos. A disputa, acirrada, foi com o candidato André Fernandes, do PL.

Apesar de eleger apenas um nome, o resultado significa uma melhora para o PT, que não vencia em capitais desde 2016.

Quando somadas as coligações — ou seja, os partidos aliados —, o PT de Lula e o PL de Bolsonaro foram adversários em 25 capitais (e aliados em uma).

Veja na arte abaixo:

Nomes coligados ao PL venceram em 8 capitais, enquanto ao PT, em 2.

Veja quem são:
Coligação do PL
  • Boa Vista (RR): elegeu Arthur Henrique (MDB) no 1º turno
  • Florianópolis (SC): elegeu Topázio Neto (PSD) no 1º turno
  • Macapá (AP): Dr. Furlan (MDB) no 1º turno
  • Salvador (BA): Bruno Reis (União Brasil) no 1º turno
  • Curitiba (PR): Eduardo Pimentel (PSD), no 2º turno
  • Natal (RN): Paulinho Freire (União Brasil), no 2º turno
  • Porto Alegre (RS): Sebastião Melo (MDB), no 2º turno
  • São Paulo (SP): Ricardo Nunes (MDB), no 2º turno
Coligação do PT
  • Recife (PE): elegeu João Campos (PSB) no 1º turno
  • Rio de Janeiro (RJ): elegeu Eduardo Paes (PSD) no 1º turno
Partidos com mais prefeitos eleitos

As legendas com maiores números de prefeitos eleitos entre as capitais foram o MDB e o PSD. As siglas saíram vitoriosas em 5 cidades cada.

Veja a lista de partidos e quais capitais vão governar:

  • MDB: Belém (PA), Boa Vista (RR), Macapá (AP), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP);
  • PSD: Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ) e São Luís (MA);
  • PL: Aracaju (SE), Cuiabá (MT), Maceió (PL) e Rio Branco (AC);
  • União Brasil: Goiânia (GO), Natal (RN), Salvador (BA) e Teresina (PI);
  • Podemos: Palmas (TO) e Porto Velho (RO);
  • PP: Campo Grande (MS) e João Pessoa (PB);
  • Avante: Manaus (AM);
  • PSB: Recife (PE);
  • PT: Fortaleza (CE);
  • Republicanos: Vitória (ES).
PT x PL no 2º turno

Em todo país, PT e PL disputaram o 2º turno de forma direta em 2 capitais:Cuiabá (MT) e Fortaleza (CE).

Veja as definições:

  • Cuiabá: Abílio Brunini saiu vencedor, com 53,80% dos votos válidos;
  • Fortaleza: Evandro Leitão foi eleito, com 50,38% dos votos.

Quando consideradas as coligações, o PT de Lula e o PL de Bolsonaro foram adversários em 3 capitais no 2º turno. Veja os resultados:

  • Natal (RN): Paulinho Freire (União Brasil) foi eleito com 55,34% dos votos válidos;
  • Porto Alegre (RS): Sebastião Melo (MDB) venceu com 61,53% dos votos;
  • São Paulo (SP): Ricardo Nunes (MDB) ganhou com 59,38% dos votos.

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Após Enamed, presidente da Comissão de Saúde na Câmara cobra MEC

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ministerio da educacao - Metrópoles

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, o deputado Zé Vitor (PL-MG), afirma que irá enviar um ofício ao Ministério da Educação (MEC) ainda nesta quarta-feira (21/1) solicitando esclarecimentos sobre cursos de Medicina que foram punidos ou avaliados negativamente por má qualidade de ensino nos exames e instrumentos oficiais da pasta.

Como mostrou o Metrópoles, cerca de 3 em 10 cursos de Medicina avaliados tiveram desempenho ruim, ficando nos conceitos 1 e 2, e devem sofrer algum tipo de sanção.

Além das cobranças ao ministério, o presidente da Comissão de Saúde diz que não descarta propor, no âmbito da Câmara, a abertura de um debate sobre a criação de um exame nacional para médicos, nos moldes do aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como forma de reforçar o controle de qualidade na formação profissional.

“Há um desafio no Brasil: garantir atendimento de saúde, para isso precisamos de médicos suficientes. Mas, obviamente, não qualquer médico. Suspender vestibulares, rediscutir a emissão de diplomas e interromper o avanço de qualquer curso que não tenha estrutura e plano pedagógico adequado para formar bons médicos. Como parte desse processo, não descarto que seja efetivado um exame como da OAB”, afirmou.

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG), relator do Projeto de Lei (PL) do Licenciamento Ambiental

Deputado federal Zé Vitor (PL-MG)

No documento, o parlamentar afirma que os dados acendem um alerta sobre a qualidade da formação médica e justificam a necessidade de maior transparência em sua avaliação.

“Considerando que a medicina é uma profissão regulamentada com impacto direto na vida e na integridade física dos cidadãos, o baixo desempenho acadêmico de parcela significativa das instituições de ensino superior gera legítima preocupação social”, afirma o documento.

No requerimento, Zé Vitor pede que o Ministério da Educação informe os resultados detalhados das avaliações aplicadas aos cursos de Medicina, com a identificação das instituições, municípios e estados, além da forma de avaliação utilizada, especialmente nos casos de notas consideradas baixas, entre os conceitos 1 e 3.

O deputado também questiona quais critérios são levados em conta na avaliação dos cursos, como desempenho dos estudantes, qualificação do corpo docente, infraestrutura, projeto pedagógico e campos de prática e estágio. Outro ponto abordado diz respeito às medidas adotadas pelo MEC diante dos resultados, sobretudo em relação aos cursos com desempenho insatisfatório.

A divulgação dos resultados foi recebido com surpresa por membros da classe médica e representantes de associações ligadas à profissão, dado o alto número de cursos que ficaram em níveis insatisfatórios.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), contudo, admitiu que houve inconsistências em dados prévios do Enamed 2025 relacionadas à base de dados utilizada como insumo para o cálculo do conceito em que cada curso se enquadrava.

O esclarecimento foi feito em ofício encaminhado às instituições de ensino superior participantes da prova, depois que diversas instituições passaram a questionar suas respectivas notas ao MEC.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Caminhada não deve passar pela Papudinha, avisa Nikolas Ferreira

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“Caminha pela liberdade”: políticos marcham em direção a Brasília

Deputados que participam da “caminhada pela liberdade“, organizada por Nikolas Ferreira (PL-MG), afirmam que o grupo não deve passar pela Papudinha, no Complexo da Papuda, local em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso no Distrito Federal. O próprio parlamentar alertou sobre o fato.

Encabeçado por Nikolas, o grupo saiu do interior de Minas Gerais na segunda-feira (19/1) em direção a Brasília. O ato foi convocado como uma reação contra a prisão de Bolsonaro e em defesa dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A programação prevê que o grupo deve chegar à capital federal no próximo domingo (25/1). Aliados do ex-presidente e participantes da caminhada têm convocado uma manifestação para o mesmo dia.

Nikolas Ferreira afirmou ao Metrópoles que decidiu não alongar o trajeto do ato e evitar a passagem pelo complexo penitenciário. Segundo parlamentares que acompanham o mineiro, os detalhes do ato de domingo ainda estão sendo definidos junto ao governo do Distrito Federal.

A expectativa, no entanto, é que o grupo não se aproxime da Esplanada dos Ministérios em razão de outros eventos agendados para o entorno, como a Copa Brasil de Marcha Atlética.

“Eu preferi não passar por lá [Papuda] porque é uma área de segurança nacional e também alongaria mais o trecho. O trajeto a gente está fazendo ainda, mas o destino final com certeza é a Praça do Cruzeiro”, afirmou Nikolas.

Em uma rede social, . O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o GDF tem ajudado a definir qual será o melhor trajeto.

Segundo um aliado de Nikolas, o último planejamento do grupo prevê, no entanto, que eles sigam até a Praça do Cruzeiro pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) — sem passar pelo complexo da Papuda.

O ato de Nikolas Ferreira deve percorrer mais de 200 km. Em seu terceiro dia, a caminhada tem atraído políticos e simpatizantes do grupo aliado de Bolsonaro. O entorno do parlamentar mineiro espera reunir um número ainda maior de manifestantes no domingo, com a chegada de caravanas de outros estados.

Parlamentares de direita têm convocado manifestantes pelas redes sociais. Ex-líder da oposição na Câmara e pré-candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, Zucco (PL) disse que o “destino final” da caminhada será uma “grande manifestação por liberdade, justiça e pelo Brasil”.

A “caminhada pela liberdade” começou em Paracatu (MG) e segue em direção a Brasília. A previsão é que o grupo percorra cerca de 200 km até a capital federal.

Nas redes, os aliados de Bolsonaro têm afirmado que o ato é contra as “prisões injustas” do 8 de janeiro e pelo que avaliam ser uma “perseguição” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ato encabeçado por Nikolas Ferreira conta com a participação de um dos filhos do ex-presidente, o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL). Também estão ao lado do mineiro os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zucco (PL-RS) e Zé Trovão (PL-SC), e os senadores Márcio Bittar (PL-AC) e Magno Malta (PL-ES).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Psol aciona STF contra ‘gratificação faroeste’ para policiais

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O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro

Policiais civis em operação de combate ao tráfico de drogas: governo do Rio criou gratificação por bandido morto. Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM

O Diretório Nacional do Psol acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (20) contra a chamada “gratificação faroeste”, um bônus de produtividade criado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro para premiar, entre outros critérios, o policial civil que tenha se destacado por matar criminosos.

A relatoria do caso foi designada para o ministro Alexandre de Moraes, por prevenção, devido à relação do tema com a chamada ADPF das Favelas, ação de descumprimento de preceito fundamental que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro.

O partido de oposição ao governo fluminense pede uma liminar (decisão provisória e urgente) para suspender de imediato a gratificação. “O dispositivo é inconstitucional na forma e no conteúdo”, afirma o Psol, que chamou o bônus de “incentivo financeiro à violência policial”.

Para a sigla, a gratificação é inconstitucional desde a partida, uma vez que foi criada por iniciativa do Legislativo, e não do Executivo, que detém a exclusividade para apresentar propostas que criam despesas de pessoal.

Entenda

Aprovada em outubro de 2025, a Lei Estadual nº 11.003/2025 trata da reestruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil, e em seu artigo 21 prevê uma bonificação entre 10% a 150% do salário em casos como os de vitimização em serviço, apreensão de armas de grosso calibre ou, ainda, quando ocorrer a chamada “neutralização de criminosos”.

O artigo chegou a ser integralmente vetado pelo governador Cláudio Castro, sob a justificativa de ausência de previsão orçamentária para os pagamentos, mas o veto acabou derrubado dm dezembro pela Assembleia Legislativa o Rio de Janeiro. Na ocasião, o próprio líder do governo, deputado Rodrigo Amorim (União), defendeu a derrubada do veto

Diversos órgãos também se manifestaram pela ilegalidade e inconstitucionalidade da gratificação faroeste. Ainda antes da aprovação da lei, a PDU (Defensoria Pública da União), por exemplo, divulgou nota técnica que classificou a medida como um estímulo aos confrontos letais entre policias e bandidos.

Segundo a Defensoria, o próprio termo “neutralização”, usado na lei, é impreciso e por si só viola a dignidade da pessoa humana.

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