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Eleições 2022: Uso do nome social mais que triplica em 4 anos no AC; maioria dos eleitores trans tem menos de 25 anos
Pessoas trans passaram a ter direito à inclusão do nome social no título de eleitor em 2018, após portaria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Nome social no título de eleitor mais que triplicou no Acre em 4 anos — Foto: Alcinete Gadelha/G1 AC
O número de pessoas que solicitou a inclusão de nome social no título de eleitor cresceu mais de três vezes desde 2018 no Acre, quando foi permitido pela primeira vez esse registro.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 89 eleitores trans estão aptos a votar com o nome social neste ano, enquanto que a eleição presidencial em 2018 contabilizou 26. Ao todo, 588.433 eleitores estão aptos a votar nas eleições deste ano.
- Com mais de 12,7 mil adolescentes aptos a votar em 2022, número de eleitores com 16 e 17 anos mais que dobrou no AC
O aumento de 3,4 vezes nas cidades acreanas é proporcionalmente menor que o crescimento em todo o país. No Brasil, o número subiu quatro vezes, já que passou de 7,9 mil em 2018 para 37,6 mil neste ano.
A capital acreana, Rio Branco, é a cidade do Acre que mais concentra eleitores que passaram a usar o nome social no título de eleitor, com um total de 62 pessoas. Na eleição anterior eram 24.
Distribuição dos eleitores por cidade:
- Capixaba – 1
- Cruzeiro do Sul – 6
- Epitaciolândia – 1
- Feijó – 4
- Mâncio Lima – 2
- Plácido de Castro – 2
- Porto Acre – 1
- Porto Walter – 1
- Rio Branco – 62
- Santa Rosa do Purus – 1
- Sena Madureira – 2
- Senador Guiomard – 3
- Tarauacá – 3
A divisão desse segmento, no entanto, não é homogênea ao longo do eleitorado: 63% desse público têm de 16 a 24 anos. Se acrescentar os eleitores com até 34 anos, o percentual chega a 91%.
Número de eleitores do Acre com nome social por faixa etária
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Fonte: TSE
Pessoas transgênero e travestis passaram a ter direito à inclusão do nome social no título de eleitor após uma portaria do TSE de 2018.
A medida considerou a autodeclaração suficiente para a emissão do documento, não sendo preciso apresentar outro documento oficial com o nome retificado e nem comprovar a realização de cirurgia de adequação de gênero, por exemplo.
O Acre registrou um aumento de 4,8% em seu eleitorado entre 2020 e 2022, é o que apontam os dados do TSE, divulgados na sexta-feira (15). Além disso, o número de adolescentes com idade de 16 e 17 anos mais que dobrou.
De acordo com os dados, estão aptos a votar nas eleições deste ano 588.433 eleitores, enquanto que em 2020 esse número era de 561.261. São 27.172 eleitores a mais.
Já entre os adolescentes, foi um salto significativo em relação ao último pleito eleitoral e saiu de 6.094 para 12.775, o número é mais que o dobro. É que neste ano foi feita uma grande mobilização para que este público tirasse o título de eleitor, o que resultou em um aumento significativo.
A maioria dos eleitores do estado continua sendo mulheres, um total de 52%. No total, são 303. 832 eleitoras contra 284.599 eleitores.
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Três homens vão a júri por assassinato de membro de facção atraído por perfil falso em Rio Branco
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) pronunciou, em publicação do diário oficial desta segunda-feira (30), três homens acusados do homicídio qualificado de uma vítima que tentava migrar de facção criminosa em Rio Branco. A decisão foi da Câmara Criminal, que deu provimento ao recurso do Ministério Público e reverteu a decisão decretada pelo juízo de primeiro grau.
Os pronunciados são Jadeson Silva do Nascimento, Darcifran de Moraes Eduíno Júnior e Francivaldo Barrozo de Chaves, conhecido pelo apelido de “abacate”. Os três vão a julgamento perante o Tribunal do Júri.
De acordo com os autos, a vítima foi atraída por meio de um perfil falso criado em rede social por uma testemunha identificada como Bruna Apurinã. A vítima manifestou interesse em deixar a facção à qual pertencia e ingressar em grupo rival. As informações foram repassadas ao grupo criminoso, que determinou a execução.
Segundo depoimentos colhidos durante a investigação, o corréu Mateus confirmou que a testemunha Bruna enganou a vítima por mensagens e que a ordem para a execução partiu de um membro da organização. O armamento usado no crime também teria sido fornecido por Francivaldo.
A desembargadora Denise Bonfim, aplicou o princípio do “in dubio pro societate”, segundo o qual, na fase de pronúncia, a dúvida deve ser resolvida em favor da sociedade e não do réu. Para o colegiado, há provas de materialidade e indícios suficientes de autoria para submeter os acusados ao julgamento pelo júri popular.
Jadeson e Darcifran foram indicados por homicídio qualificado e integração a organização criminosa. Francivaldo responde por homicídio qualificado.
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TJAC reduz pena de condenado por tentativa de feminicídio no Acre
Réu teve pena diminuída para 16 anos e 4 meses após revisão parcial da dosimetria pela Câmara Criminal
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Justiça mantém decisão que obriga Estado a melhorar estrutura do BPA em Cruzeiro do Sul
MPAC garante liminar no TJAC e Estado terá prazos para apresentar plano e executar melhorias na unidade
