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Eleição de Trump nos EUA ajudará Bolsonaro a recuperar direitos políticos no Brasil, diz Bittar
Márcio Bittar, deverá ser convidado de honra para a posse de Trump, em 20 de janeiro de 2025

Os efeitos práticos da eleição americana no Brasil começarão a ser sentidos em janeiro de 2025, às vésperas de Trump tomar posse para seu segundo mandato. Foto: assessoria
Tião Maia, Contilnet
A vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, consolidada nesta quarta-feira (6), terá como um de seus efeitos práticos no Brasil o impulsionamento da campanha para que o ex-presidente Jair Bolsonaro possa recuperar seus direitos políticos e se candidatar já nas eleições de 2026. A conquista do Republicano foi a derrota no Brasil do PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de todos os seus aliados – na mesma medida que representa também a vitória de Bolsonaro e parceiros.
A opinião foi manifestada pelo senador Márcio Bittar (UB-AC), ao Contilnet, assim que o resultado da eleição nos EUA foi anunciado, com a derrota da candidata dos Democratas Kamala Harris. Que afirmou que além de uma vitória de Jair, a eleição de Trump também representa êxito para a Amazônia e suas populações.
“A Amazônia e seus povos voltam a ter um aliado, porque os EUA terão um presidente lúcido que não vai ajudar no derrame de dinheiro para as ONGs dos países ricos continuarem atuando para impedir o desenvolvimento da Amazônia”, disse Bittar.
“Um exemplo de que essas ONGs estão a serviço dos países desenvolvidos pôde ser constatado com a guerra da Rússia e a Ucrânia. Quando a indústria alemã não pôde mais comprar gás por conta da guerra, passou a queimar carvão vegetal. E nenhuma dessas ONGs não disse nada sobre o assunto”, continuou.
Outro destaque dado por ele em matéria de poluição e silêncio das ONGs é a China, “país que, sozinho, emite 1/3 de todo o CO2 jogado atmosfera da Terra e ninguém diz nada sobre isso, nem mesmo a Marina Silva”. Marina Silva é a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, e apoiada por ONGs ao redor do mundo.
“É neste sentido que a eleição de Trump nos EUA terá um efeito prático para o Brasil. No campo político, essa eleição vai se refletir na luta de Bolsonaro para reaver seus direitos políticos e poder, de novo, ser votado”, apontou.
Os efeitos práticos da eleição americana no Brasil começarão a ser sentidos em janeiro de 2025, às vésperas de Trump tomar posse para seu segundo mandato – ele foi eleito para o primeiro mandato em 2016, em 2020 perdeu a reeleição para Joe Bidem e voltou a ganhar agora sobre Kamala Harris.
Nos Estados Unidos, após o presidente cumprir dois mandatos, seguidos ou não, ele não pode mais exercer nenhum tipo de cargo público e passa a ser sustentado, com segurança e todas as demais garantias do poder, pelo Tesouro Americano
Para Márcio Bittar, como deverá ser convidado de honra para a posse de Trump, em 20 de janeiro de 2025, Bolsonaro, que está com os direitos políticos cassados, com o passaporte retido pela Polícia Federal e impedido de sair do país por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), causará um enorme problema diplomático para o Brasil.
“O STF impediria de viajar um convidado de honra do presidente da nação mais poderosa do mundo?”, pergunta. “Creio que os absurdos que saem do STF em relação a Bolsonaro não chegariam a tanto”, ele mesmo responde.
Donald Trump será, portanto, fundamental para que o bolsonarismo ganhe força no país ao ponto de o ex-presidente ter de volta os seus direitos políticos, através da TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou via Congresso Nacional, com uma lei de anistia, avalia o senador. “O fato é que Bolsonaro tem de volta como parceiro de suas causas o presidente da nação mais poderosa do planeta. É isso não é pouco”, finalizou Bittar.
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Polícia Civil participa da renovação do termo de cooperação da FICCO no Acre
Durante a assinatura, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, dr. José Henrique Maciel, destacou a importância da FICCO para a segurança pública do estado

Reunião na Sejusp reforça a atuação conjunta da Polícia Civil, PF, PM, Iapen e PRF. Foto: cedida
Na manhã desta quarta-feira, 28, a Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, na sede da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da assinatura do termo de cooperação técnica entre as forças de segurança, garantindo a continuidade dos trabalhos da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) no estado.
A FICCO é uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar, Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuam de forma integrada, estratégica e coordenada no combate ao crime organizado, com foco na repressão qualificada e na troca de informações.
O acordo de cooperação é formalizado periodicamente junto à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e ao Ministério da Justiça, assegurando respaldo legal, administrativo e operacional para o desenvolvimento das ações conjuntas entre as instituições participantes.
A renovação do termo reforça o compromisso das forças de segurança com a integração institucional, a inteligência policial e a execução de operações coordenadas, consideradas fundamentais para ampliar a eficiência das investigações e das ações de repressão ao crime organizado no Acre.
Durante a assinatura, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, dr. José Henrique Maciel, destacou a importância da FICCO para a segurança pública do estado. “A Força Integrada representa um modelo eficiente de atuação conjunta, no qual cada instituição contribui com sua expertise. Essa cooperação fortalece as investigações, amplia a capacidade de resposta das forças de segurança e garante ações mais efetivas no combate ao crime organizado”, afirmou.
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Assessora de vereador é exonerada após suspeitas de ligação com organizações criminosas
Portaria foi publicada no Diário Oficial nesta quarta (28); desligamento vale a partir da próxima segunda (2). Caso é tratado internamente como medida preventiva

Apesar de a portaria não trazer justificativa oficial para a exoneração, a medida ocorre em meio a informações que apontam possível vínculo da assessora com facção criminosa, o que teria motivado a decisão. Foto: captada
Uma assessora parlamentar lotada no gabinete do vereador Márcio Mustafá (sem partido definido) foi exonerada da Câmara Municipal de Rio Branco após surgirem suspeitas de ligação com organização criminosa. A portaria de desligamento, assinada pelo presidente do Legislativo, foi publicada nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial do Estado e passa a valer a partir de segunda-feira (2).
O texto não traz justificativa explícita, mas fontes internas confirmam que a medida foi tomada diante de indícios de vínculo da servidora com facção criminosa. Até o momento, não há informação oficial sobre investigação policial em curso ou denúncia formal, mas a exoneração é tratada como ação preventiva pela Casa.
O vereador Márcio Mustafá ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. A assessoria da Câmara informou que não comenta processos internos de exoneração, mas reafirmou o compromisso da instituição com a legalidade e a conduta ética de seus servidores.

Assessora parlamentar lotada no gabinete do vereador Márcio Mustafá (sem partido definido) foi exonerada da Câmara Municipal de Rio Branco após surgirem suspeitas de ligação com organização criminosa. Foto: captada
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Com fim da baliza em outros estados, Detran/AC prepara nova portaria para exame da CNH
Órgão segue resolução nacional e antecipa normas próprias; anúncio oficial das alterações está previsto para a próxima semana

A expectativa é que o Acre adote, assim como outros estados, a exemplo de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, a retirada do teste da baliza, seguindo a resolução do Contran. Foto: captada
O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC) está finalizando uma portaria que alterará os critérios do exame prático para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida segue a Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que moderniza a avaliação de candidatos, e deve incluir a retirada da prova de baliza, como já ocorre em estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Segundo a diretoria do Detran, a minuta da portaria já está pronta e será publicada na próxima semana, com detalhes sobre as mudanças. A decisão foi tomada mesmo sem a divulgação do Manual Nacional de Avaliação Prática pela Senatran, para que o Acre se adeque antecipadamente às novas diretrizes.
O órgão garantiu que as alterações foram construídas em consonância com a resolução federal e acompanham o entendimento adotado em outros estados. A expectativa é que o exame se torne mais próximo da realidade do trânsito, sem comprometer a segurança viária. O manual nacional, quando publicado, poderá gerar ajustes adicionais.

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