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Dívida trabalhista do governo do Acre com o servidor público supera os R$ 100 milhões

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O governo Gladson Cameli (Progressistas) terá que desembolsar ao longo dos próximos quatro anos mais de R$ 100 milhões para quitar dívidas relacionadas a direitos trabalhistas não pagos pelas gestões anteriores, e cujo acúmulo compromete a capacidade de investimentos do estado. Este é o valor preliminar levantado pela Secretaria de Gestão Administrativa (SGA), responsável pelo gerenciamento da mão-de-obra do Executivo.

O montante é referente ao pagamento de indenizações, promoções, rescisões contratuais, horas-extras e plantões, “São vários débitos que foram deixados pelo governo anterior que, juntos, somam mais de R$ 100 milhões apenas com o servidor público”, diz a secretária Maria Alice Araújo (Gestão Administrativa).

Essa dívida se somará às que ainda estão sendo levantadas por cada secretaria, o que deixará o Orçamento de 2019 ainda mais comprometido, sobrando pouca margem para se aplicar em obra de infraestrutura, por exemplo. As verbas para investimentos terão que vir quase toda de transferências federais por meio de convênios e também das emendas parlamentares.

A folha de pagamento do funcionalismo é o maior peso na conta do Palácio Rio Branco. Cálculos realizados pela Secretaria da Fazenda apontam que em 2019 os contracheques dos servidores vão somar, mensalmente, R$ 230 milhões. A esse valor acrescentam-se os R$ 40 milhões que o Tesouro Estadual transfere para o Acreprevidência cobrir o déficit com as aposentadorias e pensões.

A dívida com o não pagamento do 13º pelo antecessor Sebastião Viana (PT) é um elemento que não estava previsto nas planilhas da gestão progressista. A quitação do débito da segunda parcela do benefício terá um impacto de R$ 70 milhões nas finanças estaduais.

Outro peso são as transferências para os demais Poderes (Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas), que ficam em quase R$ 50 milhões.

Um dos problemas a ser enfrentado pelo novo governo é com os prestadores de serviços e fornecedores. A SGA constatou que contratos importantes, cuja ausência de execução impacta diretamente nos serviços ao cidadão, não tiveram os valores empenhados pelo governo anterior.

“A rigor, esses contratos deveriam ser empenhados e colocados em restos a pagar. Alguns fornecedores, alguns contratos, os valores de novembro e dezembro não foram empenhados. O não pagamento impacta nos serviços prestados à população”, afirma Maria Alice.

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Estado convoca candidatos para inspeção de saúde do Concurso de Aluno Oficial Combatente

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Foto: Ascom PMAC

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Polícia Militar do Estado (PMAC), publicou o Edital nº 067/2026 no Diário Oficial desta sexta-feira, 6, que convoca candidatos aprovados no concurso público para o cargo de Aluno Oficial Combatente para a etapa de inspeção de saúde, de caráter eliminatório.

A convocação segue a ordem de classificação final do certame e a inspeção de saúde tem como finalidade verificar se os candidatos apresentam condições físicas e psíquicas compatíveis com as exigências do Curso de Formação Profissional e com o exercício das atribuições do cargo.

Os exames serão realizados de forma presencial até o dia 23 de fevereiro, no horário das 7h30 às 13h, nos seguintes locais: 6º Batalhão da Polícia Militar, em Cruzeiro do Sul, e Diretoria de Saúde da PMAC, em Rio Branco. Para a avaliação, é obrigatório o comparecimento do candidato munido de documento oficial de identificação com foto, além da apresentação dos exames laboratoriais e toxicológicos atualizados conforme a lista contida em edital.

A inspeção de saúde é uma etapa eliminatória, em que o candidato será considerado apto ou inapto. O não comparecimento, bem como a ausência a qualquer exame ou de documento exigido, poderá resultar na eliminação do concurso.

Mais informações podem ser obtidas com a Polícia Militar do Estado do Acre, pelo telefone (68) 98107-5200, ou com a Sead, pelo e-mail [email protected], no horário das 7h30 às 13h.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Polícia Civil prende mulher foragida da Justiça em Tarauacá

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A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Tarauacá, cumpriu na tarde da última quinta-feira, dia 5, um mandado de prisão contra uma mulher identificada pelas iniciais E.C.C.S., de 30 anos, que estava foragida da Justiça.

Mulher acusada de ataque com faca é localizada e presa pela Polícia Civil do Acre. Foto: cedida

A prisão ocorreu na Rua Manoel Lourenço, em via pública. De acordo com a polícia, a suspeita não ofereceu resistência no momento da abordagem e foi conduzida normalmente até a delegacia.

Segundo as investigações, E.C.C.S. é acusada de ter atentado contra a vida de outra mulher, desferindo golpes de faca. A vítima conseguiu fugir e, graças a isso, sobreviveu ao ataque.

Após a captura, a mulher foi encaminhada para a unidade policial, onde foram realizados os procedimentos de praxe. Ela permanece à disposição da Justiça para responder pelo crime.

Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL

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Homem é condenado a 39 anos de prisão por homicídio ocorrido no Calafate

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Crime foi marcado por extrema crueldade e motivado por disputa entre facções criminosas; julgamento aconteceu sete anos após o assassinato

Tiago Silva, condenado a 39 anos por execução.

O Tribunal do Júri condenou Tiago Gomes da Silva a 39 anos de prisão pelo assassinato de David Rodrigues da Silva, crime ocorrido em 2018 no Conjunto Laélia Alcântara, região do bairro Calafate, em Rio Branco. A sentença reconheceu os crimes de homicídio triplamente qualificado, além da participação do réu em organização criminosa.

De acordo com a decisão do Conselho de Sentença da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. Conforme os autos do processo, a vítima foi atingida por disparos à curta distância e, mesmo gravemente ferida, ainda tentou fugir. No entanto, foi alcançada novamente e executada com um tiro na cabeça, descrito como “tiro de misericórdia”.

O julgamento foi realizado no Fórum Criminal de Rio Branco e concluído na tarde de quinta-feira (5). A dosimetria da pena foi fixada pelo juiz Fábio Costa, que presidiu a sessão do júri.

As investigações apontaram que o crime foi motivado por disputa de território entre facções criminosas que atuavam na região do Calafate. Na noite de 4 de outubro de 2018, David Rodrigues da Silva saiu de casa e seguia de bicicleta pela Rua Flamengo quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta. O passageiro do veículo efetuou os primeiros disparos pelas costas.

Mesmo ferida, a vítima ainda conseguiu percorrer alguns metros, mas foi novamente alcançada. Tiago Gomes da Silva teria se aproximado e efetuado o disparo fatal antes de fugir com o comparsa. Quando a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, David já estava sem vida.

Identificado por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o acusado foi preso ainda durante a fase investigativa. A condenação ocorreu sete anos e três meses após o crime.

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