Acre
Diniz critica Tião Viana e afirma que economia do Acre enfrenta dificuldades
O deputado Gilberto Diniz (PT do B) usou a tribuna na sessão desta quarta-feira, 18, para criticar a administração de Tião Viana (PT). O oposicionista apontou algumas falhas na gestão, afirmando que o governador não tem demonstrado preocupação com os altos índices de violência registrados nos últimos meses no Estado. O parlamentar questionou ainda as obras iniciadas pelo governo no interior e que hoje se encontram paralisadas por falta de recursos. Um dos projetos iniciados segundo o deputado seria a obra de contenção da encosta do rio Acre, em Brasiléia, suspensa na ultima quinta-feira, 12.
A ordem de serviço autorizando o início das obras naquele município foi assinada pelo governador em setembro do ano passado, sete meses após Brasileia ser atingida pela pior alagação de sua história. De acordo com o parlamentar, a última maquina que trabalhava no local foi enviada para Rio Branco, e por enquanto, não existe previsão de quando o serviço será retomado. Um dos motivos da paralisação seria a falta de repasse de dinheiro para a empresa responsável pela obra. O atraso segundo Gilberto Diniz, já dura três meses.
“Com relação à violência estou cansado de criticar a falta de comprometimento e responsabilidade do governador Tião Viana com a população acreana. Hoje se você apertar os jornais sai sangue e, até agora, providencia nenhuma foi tomada para amenizar a situação. Quanto às obras do governo, nós só vemos mídia e divulgação de fascismo, varias obras que foram iniciadas no interior estão paradas por falta de recursos, em Brasiléia as obras de contenção da encosta do rio Acre estão paradas por falta de repasse de dinheiro para empresa, a verdade é que o Acre está um caos”, disse.
Gilberto Diniz classificou de “perigosa” a situação econômica do Acre, relatando a situação em que se encontra o presídio de Sena Madureira. Segundo o deputado, a empresa que fornece marmita para o sistema prisional daquela cidade está há seis meses sem receber o pagamento do governo.
“O Estado está falido, essa é a nossa realidade. A situação econômica do Acre é perigosa. Vivemos um momento delicado, uma prova disso é a situação da empresa que fornece marmita para o sistema prisional de Sena Madureira que está há seis meses sem receber o pagamento referente ao serviço alimentício, isso é uma vergonha o estado não tem dinheiro para nada isso é falta de administração, falta de gestão”, complementou.
Saúde Pública
A falta de medicamentos e de matérias básicos nos hospitais e nas Upas de Rio Branco também foram mencionados pelo deputado. Segundo o deputado, a saúde de primeiro mundo que o governador Tião Viana divulga nos quatro cantos do estado não existe. “Falta gazes nos postos de saúde, faltam remédios nos hospitais de Rio Branco, faltam aparelhos para realização de simples exames então que saúde de primeiro mundo é essa que o governador divulga nos quatro cantos da cidade? O povo acreano merece respeito essa saúde que Tião Viana anuncia não existe”, concluiu.
PEC 02
Durante a sessão alguns estudantes realizaram na galeria da Assembleia Legislativa uma manifestação pedindo a votação da PEC 02 que extingue a pensão de ex-governadores do Acre que foi apresentada pelo deputado Gilberto Diniz em julho deste ano. Em pronunciamento o deputado pediu que a mesa diretora fosse sensível à manifestação e atendesse ao pedido dos estudantes retirando a PEC da gaveta para que a mesma fosse apreciada na próxima semana.
“Esses estudantes estão aqui protestando pela a aprovação da PEC que apresentei em julho e até hoje não foi colocada em votação. Não importa se são duas pessoas ou três o que importa é que eles estão querendo uma resposta e esta casa tem que dá, peço que a mesa diretora seja sensível ao pedido desses manifestantes e coloque o projeto em votação essa PEC não pode continuar na gaveta nós não podemos continuar fazendo o jogo do governo”, concluiu.
Mircléia Magalhães
Agência Aleac
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Acre
Acre espera arrecadar R$ 165 milhões com IPVA em 2026, crescimento frente ao ano anterior
Pagamento pode ser feito à vista com desconto ou em até cinco parcelas, conforme final da placa; frota estadual ultrapassa 363 mil veículos

O Acre possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 na capital e 153.822 no interior. Foto: captada
O governo do Acre estima arrecadar R$ 165 milhões com o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 2026, valor superior aos R$ 157,3 milhões recolhidos em 2025. De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no ano passado a maior parte dos pagamentos foi feita em cota única (64,4%), enquanto 15,1% optaram pelo parcelamento.
Em 2026, o tributo pode ser quitado à vista, com desconto de 10%, ou em até cinco parcelas mensais sem desconto – obedecendo ao calendário definido pelo final da placa, conforme a Portaria Sefaz nº 751/2025. A parcela mínima é de R$ 50.
O estado possui atualmente 363.294 veículos registrados, sendo 209.472 em Rio Branco e 153.822 no interior.
Perfil de pagamento em 2025:
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Cota única: 64,4% do total arrecadado (preferência do contribuinte pelo desconto);
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Parcelamento: 15,1%;
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Primeiro emplacamento: 6,2%;
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Débitos anteriores: 13,5%.
Regras para 2026:
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Desconto: 10% para pagamento integral até a data de vencimento;
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Parcelas: Até 5, sem desconto, com valor mínimo de R$ 50 por parcela;
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Calendário: Definido pelo último dígito da placa (0 a 9).
Frota estadual:
O Acre possui 363.294 veículos registrados, distribuídos entre:
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Rio Branco: 209.472 (57,6%);
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Interior: 153.822 (42,4%).
Contexto econômico:
O aumento na arrecadação reflete a expansão da frota – que cresceu 4,8% em 2025 – e a melhora na eficiência da cobrança. O IPVA é a segunda maior fonte de receita tributária própriado estado, atrás apenas do ICMS.
A Sefaz deve divulgar o calendário oficial até o final de janeiro. Contribuintes podem consultar débitos e gerar boletos no portal da Sefaz ou pelo aplicativo “Gov.br”.
A alta adesão ao pagamento à vista (64% em 2025) mostra que os acreanos têm priorizado o desconto de 10%, mesmo em um cenário de orçamento familiar apertado – movimento que beneficia o fluxo de caixa do estado no primeiro trimestre.
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Acre
Agricultor compõe 200 hinos evangélicos e busca patrocinador para realizar o sonho de ser cantor gospel em Cruzeiro do Sul
As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento

Redação Jurua24horas
No Ramal 3, BR-364, zona rural de Cruzeiro do Sul, vive Francisco Renizio, mais conhecido como Irmão Renizio, um agricultor de 53 anos que, apesar de ser analfabeto, já compôs 200 músicas evangélicas, todas memorizadas e prontas para serem gravadas profissionalmente.
Pai de 13 filhos, Francisco conta que sua jornada na música começou após sua conversão a Jesus Cristo. “Eu era uma pessoa que não era crente, aceitei Jesus, deixei de beber, fui pra igreja e lá comecei a cantar um hino só, um corinho que dizia que o sangue de Jesus tem poder”, relata em vídeo gravado pelo filho caçula, Miguel Silva, de 13 anos, o mais novo dos irmãos e quem entrou em contato com a redação do site Juruá24horas para compartilhar a história do pai.
Francisco explica que, orando em seu roçado, pediu a Deus o dom de compor. “Brevemente, com uns três meses, eu fiz o primeiro hino: ‘Eu vivi ali perdido nesse mundo de ilusão, não tinha nenhum amigo que amasse o meu coração’. E de lá pra cá já tenho feito uns duzentos mensagens para cantar para Jesus”, conta emocionado.
As 200 composições já estão gravadas em pendrive, mas a família enfrenta dificuldades financeiras para produzir material profissional, adquirir equipamentos e dar visibilidade ao talento. “A gente tem dificuldade porque moramos aqui no interior, num projeto de Cruzeiro do Sul, e não tem dinheiro para gravar. Estamos pedindo ajuda, qualquer patrocinador que quiser participar, para a gente levar o nome de Jesus cantando para as pessoas que fumam droga, que bebem, para tirar essas pessoas da rua através dos nossos louvores”, afirma Francisco.
O filho Miguel, que edita os vídeos do pai, reforça o apelo: a família busca um patrocinador que acredite no projeto e entre em contrato para impulsionar a carreira. “Eu que edito os vídeos dele, e é isso. Qualquer patrocinador que quiser saber do meu talento, tenta entrar em contrato, que a gente mostra o talento da gente pra qualquer uma pessoa que quiser”, diz o adolescente.
Francisco Renizio sonha em fazer shows, gravar CDs e levar sua mensagem de fé por meio da música. “Eu preciso lavar o Senhor até o final da minha vida, até o dia de Jesus voltar pra me buscar”, finaliza com esperança.
A família aguarda o apoio de pessoas ou empresas que possam ajudar a transformar esse sonho em realidade. Interessados podem entrar em contato diretamente com a família pelo número (68)99254-8736
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Acre
Rio Acre atinge 14,55 m e deixa 631 famílias desabrigadas em Rio Branco; 27 bairros são afetados neste domingo
Defesa Civil mantém estado de emergência na capital; abrigos recebem famílias removidas e equipes monitoram risco elétrico em 12 bairros

Com o Rio Acre atingindo 14,55 na capital neste sábado, 17, o governo do Acre, por meio da Defesa Civil, começou a realocação de famílias atingidas pela cheia para o Parque de Exposições de Rio Branco.
A cheia do Rio Acre manteve Rio Branco em estado de emergência neste domingo (18), com o nível do rio atingindo 14,55 metros ao meio-dia. Segundo boletim da Defesa Civil municipal, 27 bairros já foram afetados, com 631 famílias (cerca de 2.286 pessoas) atingidas. Na zona rural, outras 250 famílias – aproximadamente mil pessoas – sofrem com os impactos da enchente.
Dois abrigos estão em funcionamento: no Parque Wildy Viana, com seis famílias (15 pessoas e três animais), e na Escola Leôncio de Carvalho, que recebeu sete famílias indígenas. Outras quatro famílias desalojadas foram atendidas pelas equipes de resposta. As ações concentram-se nos bairros mais críticos: Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna.
Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil realiza inspeções em 12 bairros para avaliar riscos na rede elétrica e executar desligamentos preventivos quando necessário. Quinze comunidades rurais seguem sob monitoramento contínuo. A população é orientada a seguir as recomendações de segurança e acionar o telefone 193 em caso de necessidade.
Situação dos abrigos:
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Parque Wildy Viana: 6 famílias (15 pessoas) e 3 animais acolhidos;
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Escola Leôncio de Carvalho: 7 famílias indígenas removidas;
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Outros locais: 4 famílias desalojadas (11 pessoas) recebem atendimento.
Bairros mais atingidos:
Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna são os pontos de maior atenção, com equipes atuando ininterruptamente para remoções e distribuição de auxílio.
Impacto na zona rural:
Cerca de 250 famílias (aproximadamente 1.000 pessoas) foram afetadas nas comunidades Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre. Outras 15 comunidades seguem sob monitoramento.
Risco elétrico:
Em parceria com a Energisa, a Defesa Civil faz inspeções em 12 bairros para avaliar perigos na rede elétrica, podendo realizar desligamentos preventivos caso haja ameaça à população.
Canais de ajuda:
A população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 193. O órgão reforça que o acompanhamento é permanente e pede que moradores de áreas afetadas sigam as orientações de segurança.
A tendência é de estabilização do nível do rio nas próximas horas, mas a situação ainda é crítica. A prefeitura deve ampliar o número de abrigos caso novas remoções sejam necessárias.
A cheia já supera em 55 centímetros a cota de transbordamento (14 m) e se aproxima do nível da grande enchente de 2015, que atingiu 15,42 m – recorde da última década.
















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