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Dilma ‘ia acabar fazendo’ muitas medidas que criticou, diz Marina

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Fala foi sobre medidas adotadas pelo governo na economia após a eleição.
Ela evitou falar sobre possível nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda.

G1

A ex-senadora Marina Silva falou sobre reforma ministerial durante a coletiva (Foto: Lucas Salomão/G1)

A ex-senadora Marina Silva falou sobre reforma ministerial durante a coletiva (Foto: Lucas Salomão/G1)

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva afirmou neste domingo (23) que o governo iria “acabar fazendo” muitas medidas econômicas que foram criticadas pela presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral. Ela participou de encontro da Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade, em Brasília.

Segundo Marina, a campanha de Dilma se utilizou do “marketing selvagem” para ganhar as eleições mas acabou recuando em pontos que antes eram criticados, como o aumento da taxa de juros e a redução da meta fiscal para o ano de 2014. A previsão do governo para o ano de 2014 era atingir o superávit primário de R$ 80,8 bilhões. Entretanto, enviou um projeto de lei ao Legislativo abandonando completamente a meta. Pela proposta, as contas do governo poderão registrar até mesmo déficir neste ano.

“Uma coisa foi o marketing selvagem praticado [por Dilma] para ganhar as eleições. Outra coisa agora é o confronto com a realidade”, criticou. “A tipificação que eu coloquei desde o início é de que muitas medidas que a presidente criticou, ela ia acabar fazendo”.

Ela também foi questionada sobre o que achava da possível indicação de Joaquim Levy para chefiar o Ministério da Fazenda no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Ex-secretário do Tesouro Nacional, Levy se tornou a principal opção para o Ministério da Fazenda depois que Luiz Carlos Trabuco, diretor-presidente do Bradesco, declinou do convite para assumir a pasta.

“Ainda não temos uma nomeação. Eu não quero ficar me manifestando apenas por indicações, estou aguardando as nomeações reais […] O Joaquim Levy foi do governo do presidente Lula, é uma pessoa competente”, avaliou a ex-senadora.

Lembrada sobre os ataques que recebeu da campanha petista que, de acordo com ela, tentou associar negativamente sua imagem aos banqueiros, Marina comentou que Levy foi “responsável pelo superávit fiscal” de 4,25% do PIB no governo Lula, patamar considerado elevado. A medida, segundo ela, foi duramente criticada por Dilma durante a campanha eleitoral.

Marina também disse que não falaria sobre uma possível ida da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para a pasta da Agricultura. “Eu não quero ficar falando por hipótese. Eu não sei, a presidente ainda não se manifestou”, disse, antes de afirmar que o Brasil sofreu retrocessos na área nos últimos anos.

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Complexo industrial do café em Cruzeiro do Sul redesenha mapa agrícola do Acre

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Com as duas unidades industriais da região, a capacidade de secagem será de 60 mil sacas de café por ano (25 mil em Mâncio Lima e 35 mil em Cruzeiro do Sul)

A produção de mudas é outro investimento estratégico. Atualmente, no Vale do Rio Juruá já existem 6 milhões pés de café plantados atualmente. Há, na região, quatro viveiristas. Foto: captada 

A Cooperativa de Produtores de Café do Vale do Juruá (Coopercafé) vai redesenhar o mapa agrícola do Acre nos próximos três anos. O Complexo Industrial de Beneficiamento do Café do Juruá inicia operação com cinco secadores em junho deste ano. A meta é estar com 16 secadores em operação até 2028.

Quando estiver finalizada, a unidade deve custar R$ 14 milhões. Recursos viabilizados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com 10% de contrapartida da Coopercafé.

O prédio da unidade industrial de Cruzeiro do Sul deve ficar pronto em três meses. A direção da cooperativa montou um planejamento e vai manter trabalhadores no canteiro de obras em ritmo chinês. Serão três turnos de trabalho ininterruptos. A equipe que vem montar os secadores já está pronta para iniciar os trabalhos em três meses. Com as duas unidades industriais da região, a capacidade de secagem será de 60 mil sacas de café por ano (25 mil em Mâncio Lima e 35 mil em Cruzeiro do Sul).

São investimentos que estão promovendo uma mudança estrutural no mapa agrícola do estado de forma a desconcentrar capital da região do Vale do Rio Acre.

Com assessoramento da ABDI, os agricultores de base familiar estão tendo estrutura na base produtiva em várias frentes: na produção, no beneficiamento primário e no crédito.

Em relação ao crédito, novamente contam com o apoio do Governo Federal. Pronaf A; Pronaf Mulher  e Pronaf Floresta são linhas de financiamento com juros subsidiados, prazos de carência generosos que criam condições inéditas ao agricultor da região.

“Muitos dos agricultores nem sabiam que eles teriam condições de ter acesso a essas linhas de financiamento. Eles achavam que por ter uma área de quatro, cinco hectares, eles estavam excluídos disso. E é justamente o contrário”, afirmou o presidente da Coopercafé, Jonas Lima. “Iniciamos uma campanha de inclusão bancária e eles estão tendo acesso a essas linhas de financiamento por eles mesmos, sem que a cooperativa seja avalista. A cooperativa não é avalista de ninguém”.

A produção de mudas é outro investimento estratégico. Atualmente, no Vale do Rio Juruá já existem 6 milhões pés de café plantados atualmente. Há, na região, quatro viveiristas. Um deles, localizado na BR-364, há 1,5 milhão de mudas em condições de plantar. Outro viveiro, localizado em Cruzeiro do Sul, mais 1 milhão de mudas. Em Mâncio Lima, há dois viveiros: em um há 1,1 milhão de mudas e no outro há 150 mil mudas. É um cenário inédito na produção agrícola no interior, para além dos municípios do Vale do Rio Acre.

O Complexo Industrial de Beneficiamento do Café do Juruá inicia operação com cinco secadores em junho deste ano. A meta é estar com 16 secadores em operação até 2028. Foto: captada 

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Acre ocupa 20ª posição em ranking de desemprego de longa duração no Brasil, aponta estudo

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Estado tem 25,9% de desocupados há dois anos ou mais; indicador sinaliza dificuldade de reinserção no mercado de trabalho

O Acre ocupa a 20ª posição no ranking nacional de desocupação profissional de longo prazo, com 25,9% das pessoas desempregadas há dois anos ou mais, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP). O indicador, que mede a dificuldade de reinserção no mercado de trabalho, coloca o estado atrás de unidades com menor proporção, como Mato Grosso do Sul (1º lugar, com 5,5%), Piauí (7,4%) e Pará (9,1%).

O estudo faz parte do pilar capital humano do ranking de competitividade dos estados e reflete a falta de dinamismo econômico e oportunidades de emprego no Acre. Quanto maior o percentual, maior o tempo médio que a população leva para voltar ao mercado formal.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à geração de emprego e requalificação profissional no estado, que historicamente enfrenta desafios estruturais na economia e alta informalidade.

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PF apreende 27 kg de drogas e prende três mulheres no Aeroporto de Manaus

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Skunk e maconha foram encontradas em bagagens despachadas e com passageiras em voos para Guarulhos; operação ocorreu em dois dias de fiscalização

Três mulheres presas foram encaminhadas à sede da Polícia Federal e permanecem à disposição da Justiça. Foto: captada 

A Polícia Federal apreendeu cerca de 27 quilos de drogas e prendeu três mulheres em flagrante durante operação de fiscalização nos dias 13 e 14 de janeiro no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

Na terça-feira (13), foram encontrados aproximadamente 10 quilos de skunk em bagagens despachadas por duas passageiras que embarcariam para Guarulhos (SP). Na quarta (14), uma terceira mulher foi detida após ser flagrada com cerca de 3 quilos da mesma droga escondidos sob as roupas. No mesmo dia, mais de 14 quilos de maconha foram localizados em outra mala despachada.

As três suspeitas foram encaminhadas à sede da PF em Manaus e permanecem à disposição da Justiça. As ações fazem parte da rotina de fiscalização da PF em aeroportos brasileiros para coibir o tráfico interestadual de drogas.

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