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Dia D da campanha Cerol Mata é realizado em Rio Branco
O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/AC), a Defensoria Pública, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) por meio do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) , Departamento Estadual de Trânsito (Detran/Ac), Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (RBTrans), Ministério Público do Acre, Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC), Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC) e Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) realizaram nesta sexta-feira, 5, em Rio Branco, o Dia D da campanha Cerol Mata.
Uma ação que visa evitar acidentes e trazer mais segurança aos motociclistas, a partir do desenvolvimento de ações de educação, prevenção e repressão ao uso de cerol e linha chilena.

Instituições se unem em prol da conscientização da proibição do uso do cerol ou produtos afins. Foto: Assessoria Procon
Fiscais do Procon estiveram nos estabelecimentos comerciais da capital, com foco na abordagem sobre a legislação que proíbe a venda de linha chilena e cerol, produtos responsáveis por ocasionar lesões graves, mutilações e até mortes.
Concomitantemente o BPTran também realizou o lançamento da campanha Motociclista Seguro com uma palestra para motociclistas, no auditório da empresa Star Motos, parceira da ação, com o tema Condução Segura para Motociclistas.
Durante todo o evento foram realizadas abordagens educativas de rua pelos órgãos parceiros da campanha Cerol Mata com panfletagem, doação e instalação de cerca de 300 antenas corta pipa na via Chico Mendes.
O motoboy Alderclyr Paiva participou das atividades e falou da importância das ações para a segurança dos motoristas.
“Essas atividades são benéficas e vão orientar não só os condutores de moto, como todos os condutores para se tornarem melhores cidadãos no trânsito, consequentemente diminuindo acidentes e fatalidades do trânsito”, disse.

Presidente do Procon, Alana Albuquerque, falou da importância da ação. Foto: Assessoria Procon
A presidente do Procon, Alana Albuquerque, destaca que as instituições governamentais e não governamentais estão unidas em prol da ação Cerol Mata, que visa conscientizar a população quanto a proibição da comercialização e da utilização desses produtos.
“Hoje nossos fiscais estiveram nos estabelecimentos conscientizando a população com relação ao cumprimento tanto da lei municipal, quanto da lei estadual. Nosso objetivo é salvar vidas e o Procon está imbuído nesse processo, assegurando a defesa dos consumidores”, ressaltou.

Comandante do BPTrans afirma que a ação visa a proteção dos condutores. Foto: Assessoria Procon
A tenente-coronel Cristiane Soares, comandante do BPTran, explica que a campanha Cerol Mata tem a parceria de várias instituições que têm como foco principal os motociclistas.
“Estamos fazendo a entrega, instalando antenas corta pipa nas motocicletas, a partir da doação da Star Motos, e passando informações para os motociclistas de como que eles devem se comportar e qual a importância desse equipamento pra manter sua segurança na via”, enfatiza.

Foram distribuídas cerca de 300 antenas corta pipa. Foto: Assessoria Procon
O representante da Star Motos, Marcos Aurélio afirma que a ação é de suma importância.
“Nós como iniciativa privada estamos preocupados não somente em vender motocicleta, mas também em educar, fazer com que esse condutor saiba utilizar as nossas vias públicas, respeitar toda nossa legislação, pra que possa ir e vir”.
- Comandante do BPTrans afirma que a ação visa a proteção dos condutores. Foto: Assessoria Procon
- Instituições se unem em prol da conscientização da proibição do uso do cerol ou produtos afins. Foto: Assessoria Procon
- Foram distribuídas cerca de 300 antenas corta pipa. Foto: Assessoria Procon
- Presidente do Procon, Alana Albuquerque, falou da importância da ação. Foto: Assessoria Procon
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Homem é condenado a mais de 7 anos por roubo de celular dentro de cemitério em Rio Branco
Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, já tinha outras condenações e praticou o crime usando tornozeleira eletrônica; juiz nega liberdade para recorrer

Lelândio Lopes e um comparsa, ainda não identificado, invadiram o cemitério, no início da tarde do dia 10 de novembro do ano passado. Foto: captada
Pela terceira vez, Lelândio Lopes Lima, de 44 anos, foi condenado pela Justiça do Acre — agora por roubar o celular de um funcionário do Cemitério São João Batista, em Rio Branco, em novembro do ano passado. O juiz da Vara de Delitos de Roubo e Extorsão da capital julgou procedente a denúncia do Ministério Público e aplicou pena de 7 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão em regime semiaberto.
O crime ocorreu no início da tarde do dia 10 de novembro, quando Lelândio e um comparsa ainda não identificado invadiram o cemitério, renderam um funcionário que trabalhava em uma obra e levaram o aparelho celular. As imagens de câmeras de segurança mostraram a ação e a fuga dos criminosos, perseguidos pela vítima.
Investigadores da Delegacia de Crimes de Roubo e Extorsão (DCORE) identificaram Lelândio por meio das gravações e constataram que ele usava tornozeleira eletrônica no momento do crime. Dados do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN) confirmaram sua presença no local, e a vítima o reconheceu na sede da polícia.
O réu não poderá recorrer em liberdade, pois cometeu o delito enquanto cumpria pena por outro crime.
Veja vídeo:
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Homem de 51 anos é morto a faca em comunidade ribeirinha de Porto Walter
Raimundo Nonato foi atingido após discussão; acesso difícil ao local atrasa chegada da polícia

Ainda conforme os primeiros levantamentos, tanto a vítima quanto o suspeito são moradores da sede do município de Porto Walter e não residiam na comunidade onde o homicídio foi registrado. Foto: captada
Um homicídio foi registrado na Comunidade Anorato, localizada às margens do Rio Cruzeiro do Vale, na zona rural de Porto Walter, no interior do Acre. A vítima foi identificada como Raimundo Nonato, de 51 anos, que morreu após ser atingido por um golpe de faca.
Segundo informações preliminares, o crime ocorreu após um desentendimento entre Raimundo e o agressor. Relatos indicam que a vítima consumia bebida alcoólica no momento, o que pode ter contribuído para a discussão. Tanto Raimundo quanto o suspeito são moradores da sede de Porto Walter e não residiam na comunidade ribeirinha.
A polícia foi acionada, mas o difícil acesso à região, agravado pelo baixo nível do rio, tem atrasado o deslocamento das equipes. A expectativa é que os policiais retornem à sede do município apenas na manhã desta terça-feira (11) para prosseguir com as investigações.

Relatos iniciais apontam que Raimundo Nonato consumia bebida alcoólica no momento do ocorrido, o que pode ter contribuído para o início da discussão, embora as circunstâncias ainda estejam sob apuração. Foto: ilustrativa
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Ministério da Justiça regulamenta indicador nacional e evidencia eficiência da Polícia Civil do Acre em crimes contra a vida
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente

Portaria do MJ fortalece reconhecimento da eficiência da Polícia Civil do Acre na elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: Saac Amorim/MJSP
A Polícia Civil do Acre (PCAC) passa a contar com um importante reconhecimento nacional na mensuração de sua eficiência investigativa com a publicação da Portaria MJSP nº 1.145, de 9 de fevereiro de 2026, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A norma uniformiza, em todo o Brasil, os critérios para cálculo dos índices de elucidação de homicídios e feminicídios, estabelecendo parâmetros objetivos e comparáveis entre os estados.
A nova regulamentação define que um crime será considerado elucidado quando o inquérito policial for relatado e encaminhado ao Judiciário ou ao Ministério Público com autoria e materialidade identificadas, ou ainda quando houver conclusão pela inexistência de crime, reconhecimento de excludentes legais ou extinção da punibilidade, exceto nos casos de prescrição. Também foram criados o Índice Nacional de Elucidação de Homicídios (INEH) e o Índice Nacional de Elucidação de Feminicídios (INEF), que passam a medir oficialmente o desempenho das polícias civis em todo o país.
O avanço é resultado de amplo debate no âmbito do Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (CONCPC) e contou com atuação direta do Comitê Nacional dos Diretores de Departamento de Homicídios (CNDH), presidido pelo delegado de Polícia Civil do Acre, Alcino Sousa Júnior, titular da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele esteve à frente da construção técnica da proposta e da interlocução com o Ministério da Justiça para a consolidação do novo modelo.
Para Alcino, a portaria representa um divisor de águas na segurança pública brasileira. “Trata-se de um marco para o Brasil. Pela primeira vez, temos um indicador oficial, pactuado e tecnicamente estruturado, capaz de mensurar com maior fidelidade a capacidade investigativa das Polícias Civis na elucidação de homicídios e feminicídios, com critérios claros e dados mais confiáveis”, destacou o delegado.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que a publicação da portaria é fruto de uma luta antiga da instituição e das polícias civis de todo o país por uma métrica justa e transparente. “Essa regulamentação pelo Ministério da Justiça é uma conquista histórica. Sempre defendemos que a investigação policial precisa ser medida com critérios técnicos e realistas, e agora temos uma ferramenta que demonstra, de fato, a eficiência da Polícia Civil acreana na resolução dos crimes contra a vida, especialmente homicídios e feminicídios”, afirmou.
Segundo Maciel, o novo modelo corrige distorções antigas, já que antes os indicadores extraoficiais consideravam apenas as denúncias oferecidas pelo Ministério Público, deixando de fora casos com autoria atribuída a adolescentes ou situações amparadas por excludentes legais. “Hoje, a sociedade passa a enxergar com mais clareza o trabalho investigativo que é feito diariamente pelos nossos policiais civis, muitas vezes em condições adversas, mas com resultados concretos”, completou.
Com a padronização nacional e a integração dos dados ao Sinesp, a expectativa é que a nova metodologia fortaleça a gestão por evidências, permita diagnósticos mais precisos sobre o desempenho investigativo e subsidie políticas públicas mais eficientes, consolidando o papel da Polícia Civil do Acre como referência na apuração de crimes contra a vida.

Delegado Alcino Sousa Júnior (gravata vermelha), presidente do CNDH e titular da DHPP do Acre, teve papel central na construção da nova métrica nacional de elucidação de homicídios e feminicídios. Foto: cedida












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