Acre
Detento acusado de estupro a menor é morto por companheiros de cela em Rio Branco
O detento Raimundo Morais de Souza, de 40 anos, foi morto na noite deste domingo, 6, na cela 27 do Pavilhão A, do Complexo Penitenciário de Rio Branco, onde estava preso com outros quatro reeducados.
Raimundo cumpria pena por estupro de uma menor e esse teria sido o motivo alegado pelos outros detentos para justificar o assassinato de Raimundo. De acordo com uma nota divulgada pelo IAPEN, Raimundo também teria mentido aos demais detentos ao informar que tinha tabaco para trocar por alimentos com os companheiros de cela.
A nota do IAPEN diz ainda que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e esteve no local, mas só foi possível apenas constatar a morte do detento. Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) também compareceu para realização de perícia e procedimentos de praxe.
“Diante dos fatos, o Iapen busca contato com a família de Raimundo Morais de Souza para informar sobre o ocorrido e prestará todo o amparo estabelecido em lei. Também se solidariza, manifestando pesar pela perda repentina, desejando que Deus conforte os familiares e amigos neste momento de dor”, enaltece a nota.
De acordo com o Observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico do Ministério Público do Acre, há 179 dias não se registrava morte no Sistema Prisional do Acre.
O governo do Estado se pronunciou através de uma nota. Veja abaixo.
NOTA PÚBLICA
O Governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), vem a público informar que:
1- Por volta das 21h30 do domingo, 5, o Complexo Penitenciário de Rio Branco registrou o falecimento do detento Raimundo Morais de Souza, 40 anos, que se encontrava em isolamento preventivo juntamente com outros quatro presos na cela 27 do pavilhão A;
2- Ao verificar o ocorrido, os policiais penais de plantão indagaram os detentos sobre o que havia acontecido. Estes informaram ter ceifado, propositalmente, a vida de Raimundo Morais em virtude do crime do falecido ter sido em desfavor de uma menor e por, também, tê-los enganado dizendo ter tabaco e trocar pelos alimentos dos demais colegas de cela quando, na verdade, tinha apenas um saco com um material de cor preta que aparentava ser tabaco.
3- O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e esteve no local, mas foi possível apenas constatar a morte do detento. Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) também compareceu para realização de perícia e procedimentos de praxe.
4- Diante dos fatos, o Iapen busca contato com a família de Raimundo Morais de Souza para informar sobre o ocorrido e prestará todo o amparo estabelecido em lei. Também se solidariza, manifestando pesar pela perda repentina, desejando que Deus conforte os familiares e amigos neste momento de dor.
5- O Iapen destaca que, de acordo com o Observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico do Ministério Público do Acre, há 179 dias não se registrava morte no Sistema Prisional do Acre.
6- Por fim, o Iapen informa que acompanhará toda a investigação necessária para a devida elucidação do crime.
Rio Branco – Acre, 6 de dezembro de 2021.
Arlenilson Cunha
Presidente do Iapen
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Sesacre aponta queda nos casos de Covid-19 em até 96% no Acre em 2026
O Acre registrou uma redução significativa nos casos de Covid-19 em 2026. Até fevereiro, foram contabilizadas 112 confirmações, número muito inferior ao de anos anteriores. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve uma queda de 96% em relação a 2025, quando a circulação do vírus era maior.
Essa tendência de diminuição de casos graves e internações também foi observada em outras regiões do Brasil. Especialistas atribuem esse cenário à vacinação em massa e à imunidade adquirida pela população nos últimos anos.
No entanto, as autoridades de saúde alertam para o aumento de outros vírus respiratórios, como os que causam síndromes gripais, o que requer atenção da população.
Apesar da melhora no quadro da Covid-19, o recomendável é manter os cuidados básicos, principalmente para grupos vulneráveis. O estado agora monitora a doença de forma mais controlada, sem picos elevados como antes.



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