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Depasa lança campanha de ação ao desperdício de água no Alto Acre

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Foi constatado que 40% da água tratada (cerca de 2 milhões de litros) são desperdiçado somente em Brasiléia

José Chaves (e), representante da cidade de Cobija (Bolívia), também falou das preocupações no lado boliviano - Foto: Alexandre Lima

José Chaves (e), representante da cidade de Cobija (Bolívia), também falou das preocupações no lado boliviano – Foto: Alexandre Lima

Alexandre Lima

O Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento do Acre (DEPASA), esteve reunido na cidade de Brasiléia nesta segunda-feira (8), com instituições públicas como; Secretarias de Meio Ambiente das prefeituras da fronteira, gestores escolares, representante do Ministério Público, Exército Brasileiro, Bombeiros, Polícia Civil, vereadores, Secretarias de Saúde e representantes sociais para tratar de assuntos relacionados ao abastecimento de água no Estado.

O encontro foi ministrado pelo funcionário do Depasa, Giovane Lima, em parceria com a representante da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Maria Antonia. A pauta principal do encontro, seria a estiagem que vem afetando principalmente, o abastecimento das cidades que tem como principal abastecedor, o Rio Acre.

Diretor do Depasa em Brasiléia, Zezinho Araújo, falou do desperdício praticado por cerca de 40% da população urbana de Brasiléia - Foto: Alexandre Lima

Diretor do Depasa em Brasiléia, Zezinho Araújo (e), falou do desperdício praticado por cerca de 40% da população urbana de Brasiléia – Foto: Alexandre Lima

Com a seca histórica deste ano, ao contrário do de 2015 quando foi registrado a maior cheia. O nível do rio na fronteira chegou à 1,09m nesta segunda-feira, ultrapassando em quase 90cm, a marcação de 2005, quando chegou em 1,97m se juntando as queimadas sendo necessário mobilização da maior brigada de combate de incêndio florestal quando destruiu parte da Reserva Chico Mendes.

Importante lembrar que o Governo Federal aceitou e reconheceu na semana passada, o Estado de Emergência em nove cidades do Acre (Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia, Bujari, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco e Xapuri). Com o decreto, o Acre passa a receber apoio direto de órgãos federais. O governador Sebastião Viana havia decretado situação de emergência em toda Bacia do Rio Acre no dia 7 de julho.

Diante dos fatos, o Depasa iniciou uma campanha intitulada “Nós contra o desperdício”, que tem como foco, levar aos moradores de todo o Estado, mensagens para que possam poupar água em suas residências para que não falte quando mais for necessário.

Um importante fato foi discutido no encontro, que seria o desperdício registrado na cidade de Brasiléia. Segundo Araújo, diretor do Depasa na cidade, o órgão vem abastecendo mais de 3000 pontos na área urbana com cerca de cinco milhões e meio de água tratada por dia.

Dessa água tratada, cerca de 2 milhões de litros, cerca de 40%, são perdidos devido o mau cuidado praticado pelos munícipes em suas redes, ou jogada fora em lavagem de carros, calçadas, falta de boias nas caixas d’água, etc. Com a estiagem no Estado, é necessário cuidados simples.

Também não foi descartado no encontro, possível racionamento no abastecimento na fronteira, caso a estiagem se prolongue e seja necessário movimentações da bomba de captação no rio que vem secando.

Diante dos fatos, foi pedido a colaboração dos meios, professores, instituições como Exercito, Bombeiro, prefeituras, escolas e sociedade civil organizada, para conscientizar o máximo e poupar água para os próximos dias.

ACAO DEPASA_035Cobija também sofre

Esteve presente no encontro, o diretor do setor responsável pelo tratamento e qualidade da água na cidade de Cobija, Capital do estado de Pando, lado boliviano, senhor José Chaves, onde comentou que aproximadamente 60 mil casas poderão passar por racionamento no abastecimento.

O principal abastecimento na cidade de Cobija, é feito pelo Igarapé Bahia, que é afluente do Rio Acre, mas, que vem registrando baixa em seu nível nos últimos dias. Não diferente das cidades brasileiras vizinhas (Brasiléia e Epitaciolândia), não está descartado atitudes consideradas radicais.

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Hanseníase tem cura: campanha nacional reforça importância do diagnóstico precoce

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Durante a campanha nacional de conscientização, especialistas reiteram que a hanseníase tem cura, tratamento gratuito e que o maior desafio é vencer o preconceito que ainda cerca a doença

Apesar dos avanços da medicina e da oferta de tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase continua sendo uma realidade no Acre e na região do Juruá, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade social. Inserida no grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas, a enfermidade segue cercada por desinformação, estigma e diagnóstico tardio, fatores que contribuem para deformidades físicas evitáveis e impactos sociais duradouros.

Para o médico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Francisco Albino, essa permanência está ligada a determinantes sociais e históricos. “A hanseníase possui atributos que a tornam um mal negligenciado, prevalente e estigmatizante. Historicamente, medidas como internação compulsória e isolamento social reforçaram o preconceito, criando marcas que ainda interferem na vida dos pacientes”, explicou.

Segundo Albino, os sintomas iniciais costumam passar despercebidos. “Manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade são o principal sinal de alerta. Essas manchas não coçam nem doem, o que faz com que sejam ignoradas. Dormência, formigamento e perda de força em mãos ou pés também merecem atenção”, destacou.

Importância do diagnóstico precoce

O especialista reforça que identificar a doença cedo é essencial para evitar complicações. “A hanseníase evolui de forma silenciosa. Quando o diagnóstico é tardio, o dano aos nervos já pode estar instalado, levando a deformidades e incapacidades físicas evitáveis. O diagnóstico precoce interrompe a transmissão, evita sequelas e reduz o sofrimento físico, emocional e social do paciente”, afirmou.

Para Albino, o estigma é um dos maiores obstáculos. “Ainda existe a ideia de que a hanseníase é resultado de castigo divino ou que não tem cura. Esses mitos alimentam o preconceito e fazem com que muitas pessoas escondam os sintomas, atrasando o tratamento e fortalecendo o isolamento social”, disse.

O médico lembra que a hanseníase tem cura e que o tratamento é seguro. “O tratamento é feito com poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS. Reforçar que a doença tem cura é fundamental para combater o preconceito e garantir que as pessoas procurem atendimento sem medo”, ressaltou.

Albino deixa um recado direto à população: “O aparecimento de mancha não é normal, ainda mais quando há perda de sensibilidade. Procurar o serviço de saúde é um ato de cuidado consigo mesmo e com a comunidade.”

Afya Amazônia

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Porto Velho e Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda oito escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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Idoso é preso pela PRF após ser flagrado com pistola calibre .40 em Cruzeiro do Sul

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Homem de 70 anos não possuía porte nem documentação da arma e das munições

Um homem de 70 anos foi preso na quarta-feira (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul, após ser flagrado portando uma arma de fogo de uso restrito.

De acordo com a PRF, o idoso trafegava em uma motocicleta quando foi abordado durante fiscalização de rotina. Ele informou aos policiais que retornava de seu sítio e, ao ser questionado, confirmou que estava armado.

Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma pistola Taurus calibre .40 e oito munições. Conforme a polícia, o homem não possuía porte de arma de fogo nem documentação legal da arma ou das munições.

Diante da irregularidade, o idoso foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, onde o caso ficou à disposição das autoridades para os procedimentos legais cabíveis.

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Justiça decreta prisão de três suspeitos de integrar “Tribunal do Crime” em Rio Branco

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Grupo mantinha homem em cárcere privado para aplicar punição ilegal; um investigado responderá em liberdade

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de integrar uma facção criminosa e de atuar na aplicação de punições ilegais impostas pelo chamado “Tribunal do Crime”, em Rio Branco. A decisão atinge Lucas Nogueira dos Santos, Anderson Luan Bezerra e João Victor Navarro da Silva. Já Marcelo Santos de Souza teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares.

A decisão foi proferida pelo juiz plantonista da Vara das Garantias, durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal de Rio Branco, no fim da tarde de ontem.

Os quatro foram presos na noite de terça-feira (13) por policiais do Grupamento Tático do 3º Batalhão da Polícia Militar, no momento em que mantinham um homem em cárcere privado em uma residência localizada na Rua Luiz Gonzaga, no bairro São Francisco. A vítima, que teve a identidade preservada, teria sido sequestrada para sofrer agressões físicas como forma de punição imposta pela organização criminosa.

Informações repassadas por moradores à Polícia Militar foram fundamentais para a rápida intervenção, que evitou uma possível sessão de tortura e espancamento, situação que poderia resultar em morte. Durante a ação, os policiais apreenderam pedaços de madeira, supostamente utilizados nas agressões, além de um automóvel.

Os três investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. O quarto envolvido responderá em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento das demais medidas cautelares determinadas pela Justiça.

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