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Desembargador Samoel Evangelista: a trajetória de 20 anos de carreira no TJAC

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No Dia do Magistrado, o desembargador Samoel Evangelista completa duas décadas na prestação à justiça do Acre.

Nesta quinta-feira, 11, o desembargador Samoel Evangelista (supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e membro da Câmara Criminal) completa 20 anos de desembargo, duas décadas completas de serviços prestados ao Poder Judiciário acreano.

Evangelista ascendeu ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) no ano de 2002, depois de ser escolhido, inicialmente, no âmbito do Ministério Público, em lista sêxtupla e, posteriormente, em lista tríplice, pelo governador do Estado à época, Jorge Viana, passando a integrar oficialmente a Corte Judiciária no dia 11 de agosto de 2002.

Desembargador Samoel Evangelista em seu gabinete no TJAC

No Ministério Público do Acre (MPAC), Samoel Evangelista já havia ocupado o cargo de Procurador, tendo exercido, primeiramente, a função de promotor de Justiça junto às comarcas de Tarauacá e Cruzeiro do Sul, onde fez amigos e conquistou admiradores, pela forte atuação na defesa dos interesses individuais e coletivos.

A relação com o serviço público – que define como “uma alegria” e não mera oportunidade profissional – vem de muito antes, no entanto. Com orgulho, o magistrado conta que, ao mesmo tempo em que completa 20 anos no desembargo, também comemora 50 anos de serviços prestados ao Estado do Acre.

Foto do desembargador Samoel Evangelista falando ao microfone e do juiz Alex Oivane ao seu lado

Desembargador Samoel Evangelista e o juiz de Direito Alex Oivane em atividade na Escola do Poder Judiciário (Esjud)

De perfil discreto, fala tranquila e raciocínio rápido, o desembargador nos recebeu em seu gabinete na sede do TJAC para uma entrevista exclusiva na qual contou detalhes de sua trajetória pessoal e profissional – e ela é repleta de passagens memoráveis.

De varredor a desembargador

Nascido em Rio Branco, no tradicional Bairro do Bosque, ainda na infância, Samoel Evangelista mudou-se com a família para a Vila do Rio Iata, que fazia parte do município de Guajará-Mirim, no então Território de Rondônia. Para continuar os estudos, ele precisou deixar seu porto seguro para trás e embarcar no trem da ferrovia Madeira-Mamoré rumo a Porto Velho.

Com a volta da família para o Acre, alguns anos depois, ele começou a trabalhar aos 14 anos (o que ainda não era vedado, pelas leis da época), na função de varredor, na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Acre, recebendo como “recibado”. “Eu comecei como varredor, né? Naquela época havia uma figura que era o ‘recibado’. Todo final de mês a gente ia lá, assinava o recibo e, então, eles pagavam nosso salário. Daí vem o nome: ‘recibado’”, explica.

Com o tempo, veio o primeiro contrato celetista na Segurança Pública, uma consequência natural do esforço do jovem, que começava, assim, a progredir na prestação de serviços à população acreana. Mas ele ainda não tinha sequer ideia das vitórias, revezes e responsabilidades que a vida pública lhe reservava.

Atualmente Evangelista é supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e membro permanente da Câmara Criminal

Desembargador Samoel confessa que a escolha pelo Direito foi uma consequência casual das limitações que muitos acreanos enfrentaram no final da década de 1970 e início da década de 1980: naquela época, a Universidade Federal do Acre (UFAC) só disponibilizava dois cursos noturnos: Direito e Economia. Apesar de sempre ter sido um bom aluno na área de exatas, ele recorda que se viu obrigado a escolher entre os dois cursos de Humanas. A opção pela seara jurídica, entretanto, lhe pareceu a mais oportuna, levando em conta o trabalho que já realizava na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Acre. Mais uma vez o destino estava a favor do jovem Samoel e a escolha logo se revelou a mais adequada, ajudando-o a alçar voos ainda mais altos.

Foi assim que, no mesmo local onde começou trabalhando como varredor, Samoel Evangelista encontrou caminhos para progredir no funcionalismo público, passando em concurso público para o  cargo de delegado de Polícia Civil, vindo a ocupar, entre outros, os cargos de diretor do Departamento de Identificação, diretor do Departamento de Polícia Técnica, diretor do Departamento de Polícia Judiciária, delegado de Polícia Civil, Corregedor-Geral da Polícia Civil, diretor-geral da Polícia Civil, diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) e, finalmente, a própria chefia da Pasta – o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado do Acre, o qual exerceu por duas vezes.

Da mesma forma, no MPAC, construiu carreira sólida, atuando sempre de maneira firme em prol das garantias dos direitos da população do interior do Acre, primeiramente no município de Tarauacá, como promotor de Justiça de Primeira Entrância. Posteriormente, em Cruzeiro do Sul, onde alcançou o cargo de promotor de Justiça de Segunda Entrância.

Dizem que a obra de um homem fala por si. No caso de Samoel Evangelista, ela já era, à época, consistente o suficiente para elevá-lo à função de Procurador de Justiça, posto hierárquico mais alto que um promotor público pode alcançar, bem como à função de corregedor-geral do Parquet. Pela segunda vez, ele havia completado a carreira, chegando à chefia de outro importante órgão do chamado Sistema de Justiça.

Desembargo

O destino, no entanto, ainda guardava novos desafios ao jovem procurador de Justiça. Mesmo sem acreditar que teria chances reais de alcançar o desembargo, ele foi o escolhido para compor o TJAC no cargo de desembargador, na vaga do chamado ‘quinto constitucional’, destinada a membros do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Eu realmente não tinha esperança de ser o escolhido, mas quis Deus que eu o fosse. Então, em 2002, eu vim para o TJAC. Foi a primeira vez que o Tribunal teve dois representantes do quinto (constitucional), um oriundo da Advocacia, no caso, o (hoje aposentado) desembargador Pacheco Nunes e outro oriundo do MP(…). Os colegas que encontrei aqui eram colegas que eu já havia atuado, eu como promotor e eles como juízes, né? Então apesar da mudança, eu tive essa sorte de conviver com pessoas que eu já conhecia e me relacionava. Isso contribuiu muito para que eu desempenhasse as minhas funções aqui no Poder Judiciário.”

Já no biênio seguinte (2003-2005), Samoel Evangelista exerceu, pela primeira vez, o cargo de vice-presidente da Corte de Justiça acreana, durante a então Presidência do desembargador Ciro Facundo (in memoriam), cargo que tornaria a exercer durante o biênio 2011-2013.

A oportunidade acabou se revelando de grande importância para que o desembargador pudesse compreender mais a fundo o funcionamento do Tribunal de Justiça do Acre, capacitando-o a exercer de maneira mais eficiente a Presidência do TJAC no biênio seguinte (2005-2007).

Samoel Evangelista profere voto no Pleno Jurisdicional de desembargadores

Ele também foi presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (2007-2009), Corregedor-Geral da Justiça (2009-2011), presidente das 1ª e 2ª Câmaras Cíveis do TJAC e da Câmara Criminal, órgão revisional que integra até os dias atuais.

Crimes que marcaram

Na área da Segurança Pública, Samoel Evangelista assinala o caso de um crime que deixou marcas inapagáveis na memória coletiva dos acreanos: o massacre do Tauari ocorrido em 1998, no Seringal Lavras, em Tarauacá, no qual seis pessoas foram mortas, incluindo crianças, pelo fanatismo religioso. Um pastor da Igreja Pentecostal Unida do Brasil teria comandado a chacina depois de ter supostas visões de que o diabo estaria escondido entre os fieis da igreja.

Na década de 1990, um crime contra uma jovem nas matas nas cercanias de Cruzeiro do Sul, segundo município mais populoso do Acre, foi outro dos casos que mais o marcaram durante a vida pública, devido a imensa brutalidade com a qual a vítima foi assassinada.

“Nessa época, eu ainda atuava como promotor de Justiça, eu atuei em todo o processo, do início ao fim. Mas ficou aquela frustração, porque muito embora ele tenha sido condenado e transferido pro presídio de Rio Branco, ele acabou sendo morto dentro do presídio. Então, ficou aquela coisa, porque, no fim, ele acabou não cumprindo a pena, né?”

Momentos memoráveis no serviço público

Quando perguntado sobre os momentos que mais o marcaram durante a carreira no desembargo, ele cita a construção da sede do Tribunal de Justiça do Acre, que finalmente permitiu ao Poder Judiciário do Acre, reunir em um mesmo local magistrados e servidores antes dispersos em mais de duas dezenas de prédios alugados, o que onerava o orçamento da Administração e não contribuía para que os diálogos no âmbito do Colegiado de desembargadores pudessem ocorrer.

“Quando eu assumi a presidência do Tribunal me incomodava muito o fato de o TJ não ter um endereço. Nós estávamos em 27 locais diferentes (…). Nós não nos encontrávamos a não ser nos dias de sessão. E eu não concebo um Colegiado que não dialogue. Então, eu recebi o desafio do governador da época de construir a nossa sede. E quando eu vi isso aqui se tornar realidade, isso aqui se tornou um grande momento pra mim (…). Em seguida, veio a gestão do desembargador Longuini, que, felizmente, levou essa ideia à frente e fez, então, a Cidade da Justiça aqui de Rio Branco e de Cruzeiro do Sul”, destaca.

Outro marco destacado pelo entrevistado foi a contratação e disponibilização, em parceria com o Governo do Estado, da pós-graduação lato sensu MBA em Gestão Pública para todos os magistrados do Poder Judiciário acreano, o que capacitou juízes, juízas, desembargadoras, desembargadores a exercerem de maneira mais eficaz e eficiente o controle das unidades administrativas ou judiciárias sob sua responsabilidade.

“Nós tínhamos carência de gestão no Poder. Visitando as comarcas, eu via muita coisa que poderia ser feita, mas não era, talvez por um não preparo nosso para a gestão, porque os magistrados não são preparados, na faculdade, para serem administradores. Mas o juiz não deixar de ser um administrador da unidade dele, seja uma Vara seja o que for ele é um administrador. E, quando eu notei essa carência, na Associação dos Magistrados estava o hoje desembargador Elcio Mendes (corregedor-geral da Justiça) e na Escola (do Poder Judiciário) estava a desembargadora Eva (decana do TJAC) (…). E graças a Deus nós conseguimos implementar, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o primeiro MBA em gestão pública do Poder Judiciário no Brasil.”

“Combati o bom combate, completei a carreira, mantive a fé”

Como no versículo do Livro de Timóteo II, Evangelista mantém hoje uma rotina estoica. O ex-varredor, ex-diretor de identificação, ex-delegado de Polícia civil, ex-secretário de segurança, ex-promotor, ex-procurador de Justiça, entre outros, é hoje um desembargador totalmente voltado à atuação no serviço público, na busca de “dar à sociedade acreana a resposta rápida que ela necessita”.

Todos os dias acorda por volta das 3 horas da manhã, faz suas orações e o desjejum e dá início a uma série de exercícios físicos antes de seguir para o trabalho no TJAC. Na sede do Tribunal, ele é sempre um dos primeiros a chegar, mantendo um nível de energia e capacidades laboral e intelectual invejáveis.

Mas a principal característica permanece, apesar dos anos e da brilhante carreira no funcionalismo público. Samoel Evangelista dispensa motorista e costuma dirigir o próprio carro. O traço do garoto humilde que para seguir nos estudos precisou fazer escolhas e percorrer caminhos difíceis continua presente e pode ser visto nos momentos mais simples: no cumprimento aos servidores, às copeiras,  ao pessoal de limpeza. A simplicidade, que o faz dispensar até mesmo o uso do elevador funcional, faz dele um dos magistrados mais bem quistos do TJAC.

Olhando em retrospectiva, é até difícil negar. A história de vida de Samoel se confunde, antes de tudo, com um testemunho singelo de que o esforço e o trabalho honesto, mesmo diante das adversidades da vida, dão bons frutos, ainda que sejam necessárias estações inteiras para colhê-los. Talvez seja essa a essência da missão de Evangelista – traçar uma história de superação e servir de exemplo para magistrados, magistradas, servidoras, servidores públicos e, em especial, para a juventude acreana.

 

 

 Márcio Bleiner | Comunicação TJAC

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Em ato com a presença de Gladson e Mailza, Estado amplia ações do Programa Integra Acre em Jordão e facilita acesso a passagens aéreas

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O governo do Acre ampliou, nesta sexta-feira, 6, as ações do Programa Integra Acre em Jordão, com a assinatura do Termo de Adesão Integra Acre entre o Estado e a Município. A assinatura do termo foi realizada pelo governador Gladson Camelí, pela vice-governadora Mailza Assis e pelo prefeito do município, Naudo Ribeiro, na Escola Bernardo Abdon da Silva, em Jordão.

A iniciativa, executada por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), busca reduzir as dificuldades de deslocamento enfrentadas pela população local, facilitando o acesso a passagens aéreas subsidiadas.

Governador pontuou o compromisso do Estado em reduzir as diferenças. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom.

Na prática, o programa custeia 50% do valor das passagens aéreas, com repasse direto às empresas de transporte aéreo, baseado na média de preços do mercado local e na demanda de voos de cada município. Com isso, a população passa a ter maior facilidade de acesso às passagens, reduzindo as barreiras de deslocamento.

O Integra Acre já beneficiou a primeira família do município. Moradores da zona rural de Jordão, o casal Ana Paula Balbino Machado e Romenijes da Silva Sombra, juntamente com os três filhos, estavam em Rio Branco para tratamento médico e receberam apoio para o deslocamento aéreo de retorno ao município de origem, dentro dos critérios estabelecidos pelo programa.

Segundo o governador Gladson Camelí, a criação do programa foi motivada, principalmente, pela necessidade de garantir que a população tenha acesso a serviços essenciais, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.

“O acesso da população a serviços básicos é uma prioridade do nosso governo. Esses municípios apresentam desafios logísticos significativos, como o isolamento geográfico e o alto custo das passagens aéreas, o que impacta diretamente o acesso da população a serviços essenciais”, afirmou.

Redução de barreiras geográficas e financeiras

O programa Integra Acre garante o direito de ir e vir da população em situação de vulnerabilidade social. Segundo a vice-governadora Mailza, que comanda a pasta da SEASDH, a iniciativa representa um avanço importante na política pública estadual.

“O programa representa um marco para a política pública estadual, reafirmando o compromisso do governo com a redução das desigualdades regionais e a promoção da inclusão social”, destacou.

Vice-governadora destacou como deve ser feita a adesão ao programa. Foto: Neto Lucena/Secom.

A vice-governadora explica que podem ser beneficiados os moradores dos municípios isolados que estejam com cadastro atualizado no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possuam renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo vigente.

As despesas para execução do Programa Integra Acre são asseguradas por dotações orçamentárias específicas destinadas ao Fundo Estadual de Assistência Social do Acre (FEAS).

“Foi por causa das dificuldades enfrentadas pelas populações de municípios de difícil acesso — Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Santa Rosa do Purus — que o governo criou esse programa, que visa minimizar os problemas de isolamento, principalmente no verão amazônico, quando os rios ficam mais secos e se difícil navegação”, completou o governador Gladson Camelí.

Localizado a cerca de 811 quilômetros, em distância aérea de Rio Branco, Jordão é um dos quatro municípios isolados do estado cujo acesso fluvial pode durar até três dias, dependendo do nível do rio e das condições climáticas. A segunda alternativa é o transporte aéreo, feito por aviões de pequeno porte com voos saindo de Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá.

“Embora seja mais rápido, é um meio com custo elevado, que se tornou mais acessível a partir do Programa Integra Acre”, finalizou a vice-governadora Mailza.

Prefeito ressalta a importância desse serviço para o Jordão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom.

Para o prefeito de Jordão, Naudo Ribeiro, o programa fortalece o município. “As pessoas precisam sair da cidade para acessar alguns serviços essenciais. Agradeço ao governo do Estado por nos apoiar nos dar essa oportunidade”, destacou.

Presente no evento, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Nicolau Júnior, disse que a atual gestão do governo do Estado sempre teve um olhar atento às necessidades dos 22 municípios acreanos.

Deputado estadual Nicolau Júnior se colocou à disposição para lutar em prol da população do município na Aleac. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom.

“O governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis podem contam comigo. Meu mandato está à disposição deste governo para seguir avançando nas ações que beneficiem as populações do nosso estado”, destacou o parlamentar.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Governo cumpre agenda em Rondônia para fortalecer cooperação e modernização da gestão ambiental

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Uma comitiva do governo do Acre cumpriu agenda institucional em Porto Velho (RO) com o objetivo de fortalecer a cooperação entre os estados e avançar na modernização da gestão ambiental.

Reunião com a Sedam para finalizar a minuta do ACT. Foto: Imac/Divulgação

A iniciativa inclui a adaptação de tecnologias desenvolvidas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) para utilização no Acre, como um Portal da Transparência Ambiental e um Geoportal de dados territoriais que prevê a implantação de um Portal da Transparência Ambiental no domínio do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

À frente da missão estava o presidente do Imac, André Hassem, com suporte do técnico da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), representado pelo tenente Marlon Castelo Branco e representantes do Corpo de Bombeiros do Acre: o subcomandante-geral coronel Éden da Silva Santos, o major Francisco Carlos Santos de Freitas Filho e o tenente José Nonato Bastos de Queiroz.

Na agenda, que ocorreu esta semana, as equipes do AC e RO trocaram experiências e alinhamento de estratégias voltadas ao uso de tecnologia e transparência nas políticas ambientais.

Reunião técnica entre o Imac, Sema, CBMAC e secretário da Sedam, Marco Antônio Lagos. Foto: Imac/Divulgação

De acordo com o presidente do Imac, André Hassem, a agenda representa um passo importante para ampliar a eficiência da gestão ambiental no Acre por meio da integração tecnológica e institucional.

“O intercâmbio de experiências e o acesso a tecnologias, que já vêm sendo utilizadas em Rondônia, fortalecem o trabalho que estamos desenvolvendo no Acre. Essa cooperação vai contribuir para modernização dos nossos sistemas, ampliar a transparência e garantir mais eficiência nas ações de monitoramento e gestão ambiental”, destacou.

Os representantes do Acre e de Rondônia discutiram os termos de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que prevê a implantação de ferramentas digitais para fortalecer o monitoramento ambiental, ampliar a transparência das ações públicas e aprimorar o planejamento territorial.

O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, enfatizou que a cooperação entre os estados demonstra a importância da união para o fortalecimento das políticas ambientais e o desenvolvimento sustentável integrado.

“Quando os estados compartilham tecnologia, conhecimento técnico e experiências todos avançam. Este acordo amplia nossa capacidade de gestão, fortalece a transparência e cria uma base sólida de informações para decisões mais estratégicas, beneficiando não apenas Rondônia e Acre, mas toda a região amazônica”, reforçou.

Cooperação também prevê o compartilhamento de soluções de software e a capacitação de equipes técnicas acreanas. Foto: Imac/Divulgação

A cooperação também prevê o compartilhamento de soluções de software e a capacitação de equipes técnicas acreanas, garantindo autonomia na operação das plataformas e contribuindo para o fortalecimento das políticas de gestão ambiental no estado.

O encontro reuniu gestores e técnicos das áreas ambientais dos dois estados, consolidando uma agenda de integração regional voltada ao desenvolvimento sustentável na Amazônia. A expectativa é que o acordo fortaleça o controle ambiental, a transparência das informações e a capacidade de planejamento territorial, ampliando os resultados das políticas públicas voltadas à preservação dos recursos naturais.

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros. coronel Éden da Silva Santos, enfatizou que a agenda técnica realizada entre o Acre e Rondônia, por meio da Sedam e equipe de Tecnologia da Informação, é um passo importante no fortalecimento da cooperação interestadual voltada à modernização da gestão ambiental.

“A visita técnica teve como objetivo conhecer de perto a plataforma Geoportal e a plataforma Protege, duas ferramentas integradas e estratégicas que se destacam como avanço significativo para a gestão pública, especialmente no monitoramento ambiental, na organização de informações territoriais e no apoio à tomada de decisões. Essa iniciativa demonstra como a tecnologia pode ser aplicada de forma prática e eficiente para fortalecer as ações institucionais, ampliar a capacidade de análise e tornar a gestão mais integrada, moderna e resolutiva”, finalizou.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Governo do Acre divulga resultado preliminar do credenciamento de agricultores familiares para o Programa de Aquisição de Alimentos

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), divulgou nesta sexta-feira, 6, no Diário Oficial do Estado (DOE), o relatório preliminar do credenciamento de agricultores familiares interessados em fornecer gêneros alimentícios ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciativa que fortalece a produção local, valoriza a agricultura familiar e contribui para a segurança alimentar no estado.

Incentivo à agricultura familiar. Foto: cedida

O levantamento preliminar foi realizado com base nas informações apresentadas pelos agricultores e na documentação fornecida durante o credenciamento do programa. Ao todo, foram contabilizados 1.022 agricultores inscritos no processo, após análise preliminar dos cadastros apresentadas.

O resultado divulgado corresponde apenas à etapa preliminar do credenciamento, que seguirá as próximas etapas definidas pelo edital do programa.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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