Acre
Desembargador federal concede liminar suspendendo efeitos de decisão contra Vagner Sales
O desembargador do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), Hilton Queiroz concedeu liminar na tarde desta terça-feira (15), em Brasília, suspendendo os efeitos da decisão do Juiz federal Guilherme Michellazzo, que não reconhecia a prescrição do processo de peculato contra o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (PMDB).
A decisão monocrática do desembargador invalida a sentença do juiz federal do Acre e suspende o tramite do processo para executar a pena de cassação do mandado de Vagner Sales. Os advogados de Vagner Sales vão entrar com um incidente no TRE, solicitando que o julgamento do processo eleitoral seja suspenso até o julgamento do mérito na corte do TRF1.
Segundo a defesa do prefeito de Cruzeiro do Sul, o processo poderá demorar até quatro meses para ser julgado pelo colegiado do TRF1. Os juízes eleitorais teriam consignado a mudança de voto na ação movida pela FPA, ao atestado de prescrição do processo de peculato, na Justiça Federal. Os advogados estão otimistas quanto ao desfecho do processo.
“Se o próprio autor do processo, o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer favorável ao arquivamento e consequente prescrição, e o desembargador federal concedeu a liminar em Habeas Corpus, é provável que a prescrição seja concedida pela corte do TRF1. Vamos entrar com um pedido para suspender os tramites do processo no TRE”, diz Gilson Pescador.
Da redação, com Ray Melo – ac24horas
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Nível do Rio Acre volta a cair e confirma tendência de vazante em Rio Branco
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Acre
Acre fica fora do ranking dos 100 melhores hospitais públicos do SUS no Brasil
Levantamento nacional aponta desigualdade regional na saúde; apenas Pará e Amazonas representam a Região Norte na lista

Um levantamento nacional divulgado nesta semana revelou que o Acre está entre os sete estados brasileiros que não possuem hospitais classificados entre os 100 melhores do País no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do Acre, também ficaram fora do ranking Amapá, Rondônia e Roraima, na Região Norte, além de Alagoas, Mato Grosso e Paraíba, evidenciando a desigualdade regional na distribuição de unidades hospitalares de referência.
O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Instituto Ética Saúde (IES), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A avaliação considerou hospitais federais, estaduais e municipais com gestão integral pelo SUS, com dados coletados entre agosto de 2024 e julho de 2025.
De acordo com o ranking, São Paulo lidera a lista nacional, concentrando 30% dos hospitais selecionados. Em seguida aparecem Goiás, com dez unidades, Pará e Santa Catarina, com sete cada, além de Pernambuco e Rio de Janeiro, com seis hospitais cada.
Na Região Norte, apenas os estados do Pará e do Amazonas conseguiram inserir unidades entre as 100 melhores, com sete e três hospitais, respectivamente. Os demais estados da região, incluindo o Acre, ficaram de fora da seleção. Ao todo, os hospitais avaliados estão distribuídos em 19 estados e no Distrito Federal, com forte concentração nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o Ibross, os critérios utilizados na avaliação incluíram acreditação hospitalar, indicadores de mortalidade, taxa de ocupação, número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e tempo médio de internação. A lista integra a primeira edição do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, que ainda irá selecionar os dez melhores hospitais públicos do País, com divulgação prevista para o mês de maio.
Ao comentar o resultado, o secretário de Estado de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, afirmou que o levantamento reflete um problema histórico enfrentado pelo País, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos. Segundo ele, a ausência de hospitais acreanos no ranking revela uma desigualdade estrutural acumulada ao longo de décadas. Ainda assim, destacou que o governo estadual tem adotado medidas para mudar esse cenário.
“O Acre tem desafios importantes, mas estamos trabalhando para fortalecer a rede pública de saúde, com investimentos, modernização das unidades, regionalização dos serviços e melhoria contínua da assistência. Nosso objetivo é garantir que a população do interior tenha acesso ao mesmo padrão de cuidado oferecido nos grandes centros”, afirmou o secretário.
Com informações de AC24horas
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Foto: Sérgio Vale

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