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“Desabafo em redes sociais serve apenas para angariar seguidores”, diz delegado sobre operação que envolve influenciadoras

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O delegado de Polícia Civil Nilton Boscaro comentou nas redes sociais sobre a operação que investiga a participação de influenciadoras do Acre em possíveis crimes relacionados a jogos de azar.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra influenciadoras digitais, algumas muito conhecidas da sociedade, com milhares de seguidores como Jâmila Roysal, Juh Vellegas, Rogéria Rocha e Jéssica Ingrede e o esposo dela, Jordson da Silva.

O delegado destacou a investigação imparcial da Polícia Civil. Boscaro disse ainda que as diligências são autorizadas pelo Poder Judiciário para esclarecimentos dos fatos ocorridos na investigação. “A chancela do Poder Judiciário para o cumprimento dessas diligências investigatórias mostra a isenção e imparcialidade da Polícia Civil”, explicou.

Em sua postagem, o delegado salientou que as insatisfações das partes citadas no processo devem ser resolvidas no âmbito da Justiça e criticou os desabafos em redes sociais. “O desabafo em redes sociais ou imprensa de forma geral serve apenas para angariar adeptos, seguidores e/ou clientes”, destacou. “O Poder Judiciário irá conduzir os trabalhos de maneira imparcial”, declarou.

Boscaro lembrou ainda das consequências dos jogos, afirmando que não há “dinheiro fácil”. “Temos ciência que, em razão de jogos, pessoas ficam depressivas e, algumas das vezes, tiram a própria vida. Antes de emitirmos qualquer tipo de juízo de valor, façamos reflexões, pois você poderá, mesmo que indiretamente, estar contribuindo para a morte de alguém”, afirma.

A operação iniciou com uma requisição do Ministério Público do Estado (MPAC), a partir de indícios da prática deste crime no Estado, o que levou a Polícia Civil a abrir inquérito policial para apurar o caso.

Durante a operação, foram apreendidos 13 celulares, quatro ainda lacrados, além de dois veículos que supostamente teriam sido adquiridos com recursos provenientes dessa prática criminosa. A ação resultou no cumprimento de cerca de 18 mandados de busca e apreensão, dos quais 17 foram concluídos com sucesso.

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Sead e PMAC homologam matrículas de aprovados em curso de formação de oficiais

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Candidatos iniciam preparação para atuação em cargos de comando na Polícia Militar do Acre

A Secretaria de Estado de Administração e a Polícia Militar do Estado do Acre oficializaram, nesta quarta-feira (1º), a homologação das matrículas no Curso de Formação de candidatos aprovados no concurso público para os cargos de aluno oficial combatente e 2º tenente estagiário de saúde.

De acordo com o edital, tiveram as matrículas homologadas candidatos classificados para o cargo de aluno oficial combatente, entre eles Paulo Roberto Morais da Costa, Luiz Felipe Kagy Oliveira, Caio de Souza Alemão, Hadassa Mendonça de Souza Nogueira e Nerimar Magno de Oliveira.

Os nomes constam na relação oficial com suas respectivas classificações e notas finais no certame. A homologação tem efeito a partir de 1º de abril de 2026, consolidando o ingresso dos aprovados no Curso de Formação, etapa obrigatória para a carreira militar.

O curso tem como objetivo preparar tecnicamente os futuros oficiais da Polícia Militar, que atuarão em funções de comando, gestão e policiamento em todo o estado do Acre.

O edital também estabelece que todas as despesas relacionadas à participação no curso, como transporte, alimentação e demais custos, serão de responsabilidade dos próprios candidatos.

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TJAC mantém indenização de R$ 60 mil a dois irmãos que ficaram 363 dias presos por erro judiciário

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Condenação havia sido baseada em reconhecimento fotográfico por Facebook, sem outras provas; Tribunal reconheceu falha no processo e estabeleceu responsabilidade objetiva do Estado

Os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos. Foto: ilustrativa

Justiça mantém condenação do Estado por prisão indevida de irmãos no Acre

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve, em decisão publicada na terça-feira (31), a condenação do Estado do Acre ao pagamento de R$ 30 mil para cada um dos dois irmãos Bruno Silva dos Santos e Felipe Silva dos Santos, que permaneceram presos por 363 dias com base em uma condenação criminal posteriormente revertida em revisão criminal.

Os dois foram identificados como autores de roubo majorado por meio de reconhecimento fotográfico feito pela vítima pelo Facebook, sem observância do procedimento que exige apresentação presencial e sequencial de suspeitos. Não havia outras provas materiais que sustentassem a condenação.

O caso ainda apresentou outra irregularidade: a denúncia registrava o horário do crime como 7h40, mas a vítima informou em juízo que o fato ocorreu às 19h40. A diferença nunca foi corrigida formalmente, o que impediu a defesa de produzir prova de álibi no prazo adequado.

A absolvição dos dois foi reconhecida posteriormente pelo próprio Tribunal Pleno do TJAC, em revisão criminal, com declaração expressa de erro judiciário. A partir desse reconhecimento, os irmãos ajuizaram ação indenizatória contra o Estado, pedindo R$ 383.040,00 em danos materiais e danos morais equivalentes a 500 salários mínimos.

Recurso do Estado e decisão do Tribunal

O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização, argumentando que a persecução penal foi conduzida dentro da estrita legalidade e que a absolvição na revisão criminal decorreu de provas novas produzidas posteriormente, e não de nulidade no processo original. A câmara rejeitou ambos os recursos e manteve os R$ 30 mil para cada um, com incidência da Taxa Selic a partir do arbitramento e honorários advocatícios de 10% sobre o valor da condenação.

A tese firmada pelo colegiado, por unanimidade, estabelece que a condenação criminal fundada em reconhecimento fotográfico por rede social, sem outras provas e em desconformidade com o Código de Processo Penal (CPP), que resulta em prisão indevida por 363 dias, configura erro judiciário e impõe a responsabilidade civil objetiva do Estado.

O Estado do Acre recorreu pedindo a improcedência da ação ou a redução da indenização. Foto: ilustrativa  

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Caminhão de lixo de Epitaciolândia quebra e é abandonado em avenida de Brasiléia

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Veículo ficou parado por dias em frente ao MPAC e levanta questionamentos sobre coleta no município

Um caminhão coletor de lixo da Prefeitura de Epitaciolândia foi flagrado parado na manhã desta quarta-feira (1º) na Avenida Rui Lino, em Brasiléia, em frente ao prédio do Ministério Público do Estado do Acre.

Segundo relatos de moradores e transeuntes, o veículo estaria no local há cerca de dois dias após apresentar problemas mecânicos. A situação chama atenção pelo fato de o caminhão, conforme apurado, ter passado por manutenção há menos de dez dias.

O estado do veículo, que aparenta falta de conservação, reforça as críticas de moradores quanto à deficiência na coleta de lixo em Epitaciolândia. Em diversos bairros, há registros de acúmulo de resíduos nas ruas.

A poucos meses do fim do mandato, o prefeito Sérgio Lopes enfrenta questionamentos sobre a gestão dos serviços públicos, especialmente na área de limpeza urbana.

Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação sobre a retirada do caminhão do local nem esclarecimentos oficiais sobre a causa da pane mecânica.

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