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Deputado diz que não será nem oposição e nem situação ao governo, atuará de forma independente
O deputado estadual Roberto Duarte (MDB), fez uso da tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para declarar ao governador Gladson Cameli que não será uma parlamentar de oposição e muitos menos defensor da base de sustentação do governo. Duarte disse que será um deputado independente no parlamento estadual, focado em defender a população.
“Não serei a oposição e muito menos da base de sustentação. Serei do povo que me elegeu. Desejo o maior sucesso ao governador, isso não irá impedir que eu possa apoiar os projetos de interesse do povo. Eu não preciso em nenhum momento aceitar o que o governo do Acre quiser. O que não for de interesse do povo, eu não apoiarei”, explicou.
Porém, nem tudo foram críticas, o parlamentar parabenizou a reforma administrativa elaborada pela equipe de governo logo após as eleições, e disse que irá dá um prazo maior para que os secretários possam buscar resolver os problemas.
“Nós sabemos o caos que recebemos o Estado. Recebemos um Estado sucateado, largado, abandonado na segurança, saúde e educação e engrosso o coro para pedir um pouco paciência ao novo governo”, afirmou.
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TJAC anula eliminação de candidato e garante retorno a concurso da Polícia Penal
Decisão unânime aponta ilegalidade na exclusão durante investigação social e reforça princípio da presunção de inocência
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, anular a eliminação de um candidato do concurso para agente de Polícia Penal e determinou sua reintegração ao certame, ao considerar ilegal a exclusão na fase de investigação social. A decisão foi tomada pelo Tribunal Pleno no julgamento de mandado de segurança, sob relatoria da desembargadora Waldirene Cordeiro, com acórdão publicado no Diário da Justiça Eletrônico nesta segunda-feira (23).
De acordo com o processo, o candidato havia sido considerado “contraindicado” na investigação social, etapa eliminatória do concurso, após a administração apontar a existência de um boletim de ocorrência antigo por infração de trânsito, a suposta omissão de outro registro policial e um mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia.
Ao analisar o caso, o TJAC entendeu que a eliminação foi desproporcional e violou princípios constitucionais. No voto, a relatora destacou que a existência de boletim de ocorrência, sem condenação penal definitiva, não pode ser usada como fundamento para exclusão de candidatos, sob pena de violar o princípio da presunção de inocência.
O colegiado também considerou que o registro mais antigo não teve repercussão penal e ocorreu há mais de cinco anos, reduzindo seu peso na análise da vida pregressa. Em relação à suposta omissão de um boletim de ocorrência, o tribunal avaliou que não houve comprovação de que o candidato tivesse conhecimento do fato, afastando a hipótese de má-fé.
Sobre o mandado de prisão por dívida de pensão alimentícia, os desembargadores ressaltaram que se trata de medida de natureza civil, sem conteúdo penal, e que não caracteriza, por si só, ausência de idoneidade moral.
Com a decisão, o candidato poderá retornar ao concurso e seguir nas demais etapas, inclusive eventual curso de formação. O TJAC também fixou entendimento de que a investigação social deve observar critérios de razoabilidade, proporcionalidade e respeito à presunção de inocência, vedando eliminações baseadas apenas em registros antigos ou sem condenação.
A decisão reforça a jurisprudência dos tribunais superiores e pode impactar casos semelhantes, especialmente em concursos da área de segurança pública, onde a análise da vida pregressa costuma ser mais rigorosa.
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